Presa em operação, filha de chefe da regulação é dona de plano de saúde em Campo Grande
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Esquema desviou R$ 27 milhões negociando liberação de exames e internações para forçar gestores públicos a comprarem livros
Presa na Operação Gutenberg, do Gaeco, a empresária Jéssyca Burgatt é filha do chefe de regulação estadual, Ed Carlo Britto Burgatt, também preso.
Ela é sócia da Capital Saúde (CNPJ 44.498.668/0001-86), um plano de saúde de Campo Grande, localizado na Rua 13 de Maio.
O advogado Mário Afonso Teixeira conversou com a reportagem no Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada) e confirmou que Ed e Jéssyca estão presos preventivamente. Ele seguiu para a 2ª DP, onde a empresária foi encaminhada, para conversar com ela e tentar se inteirar do caso.
O esquema investigado pelo Gaeco fazia da regulação um verdadeiro ‘balcão de negócios’, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para gestores públicos comprarem material impresso de empresas do grupo.
Entre os 16 presos, estão a dentista Rossana Paroschi Jafar, que consta como sócia na Gráfica Jafar Ltda. (CNPJ 01.828.546/0001-06), Fox Gráfica Ltda. (CNPJ 06.135.913/0001-00) e Gráfica e Editora Alvorada Ltda. (CNPJ 03.226.131/0001-80).
Rossana é fundadora da Clínica Ross, que tem como uma das sócias sua filha, Olívia Paroschi Jafar, que também está presa na operação. Ao Jornal Midiamax, o advogado Pedro Grubert apenas confirmou que as duas estão presas.
A reportagem tentou contato com uma das sócias da clínica, que desligou a chamada após a identificação da equipe de jornalismo do Midiamax.
Conforme já adiantado pelo Jornal Midiamax, outro alvo da ação foi o ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos.
Desvios de R$ 27 milhões
O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão de 43 de busca e apreensão para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.
As investigações revelavam que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros.
O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.
A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.
O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
Fonte: Midiamax







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