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Com epidemia em 23 cidades, MS registra mais de 1,2 mil casos de chikungunya em 7 dias

  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura
Ações de prevenção contra o mosquito transmissor da chikungunya. (Divulgação, Prefeitura de Dourados)
Ações de prevenção contra o mosquito transmissor da chikungunya. (Divulgação, Prefeitura de Dourados)

O número de casos prováveis chega a 8,8 mil, com alta de 17% nesta semana


Apenas nos últimos sete dias, Mato Grosso do Sul registrou mais 1.295 casos prováveis de chikungunya. A incidência da doença chega a 322,6 casos por 100 mil habitantes no Estado, o que é considerado muito alto, segundo boletim epidemiológico divulgado pela SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS).


O Estado já confirmou 3.997 casos de chikungunya em 2026 e outros 4.897 aguardam resultados de exames laboratoriais, totalizando 8.894 casos prováveis. Na semana anterior, eram 7.599 registros. Ou seja, a alta é de 17% em sete dias.


Itaporã e Iguatemi entraram na lista de cidades com epidemia de chikungunya, por registrarem alta de casos na última semana. Assim, o número total subiu para 23 municípios em situação epidêmica. Lideram o número de incidência Sete Quedas, Fátima do Sul, Douradina, Paraíso das Águas e Jardim.


Além disso, Dourados confirmou mais uma morte por chikungunya nesta quinta-feira (30) e elevou para nove o número de óbitos. Em Mato Grosso do Sul, já são 14 mortes confirmadas, o que representa 70% dos 21 registros no país. Outros dois óbitos seguem em investigação.


Alerta

Algumas cidades estão muito próximas da faixa que pode ser considerada epidemia — incidência de 300 casos por 100 mil habitantes. É o caso de Maracaju (277,5), e Laguna Carapã (264,7).


Apenas Japorã, Aparecida do Taboado e Alcinópolis não registram casos de chikungunya em 2026. Na Capital, a incidência é de apenas 1,6, com 14 casos prováveis.


O boletim epidemiológico alerta, ainda, que as cidades de Douradina, Sete Quedas, Angélica, Batayporã, Paraíso das Águas, Nioaque, Corumbá, Amambai e Aquidauana apresentam as maiores altas de contaminação nas últimas duas semanas.


Como me proteger?


Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:

  • Mantenha em dia a manutenção das piscinas;

  • Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água;

  • Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo;

  • Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso;

  • Coloque areia nos pratos de vasos de planta;

  • Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias;

  • Amarre bem os sacos de lixo;

  • Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados;

  • Não acumule sucata e entulho;

  • Limpe bem as calhas de casa e as lajes;

  • Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos;

  • Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira;

  • Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras.


Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax)
Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax)

Fonte: Midiamax

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