Defesa de dona de plano de saúde pede prisão domiciliar para ela amamentar o filho
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Juiz manteve prisão preventiva de Jéssyca Burgatt após audiência de custódia
Após ter a prisão preventiva mantida em audiência de custódia nesta quinta-feira (9), a empresária Jéssyca Duarte Burgatt deverá pedir prisão domiciliar.
Ela é uma das presas na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a qual revelou esquema que desviou R$ 27 milhões na compra de livros feita após ‘pressão’ do grupo criminoso, que se utilizava de servidor na regulação de saúde para liberar exames e procedimentos de saúde como ‘moeda de troca’ com gestores públicos.
Conforme informado pelo advogado Perceu, o pedido foi feito durante a custódia, mas foi negado. “Ele [juiz da custódia] entendeu que não cabe a ele analisar o caso, mas sim ao juiz titular das investigações”, explicou.
Então, o advogado de Jéssyca reforçou que irá apresentar o pedido dentro do processo principal, para ser analisado pelo juiz responsável pelas investigações. “Nós vamos reiterar o pedido e aguardar a decisão. No momento, nós estamos pedindo a prisão domiciliar, ou seja, que a prisão seja mantida, mas dentro do domicílio dela, para que ela possa amamentar”, detalhou.
O advogado relatou que a criança era levada pelos policiais para ser amamentada de duas a três vezes ao dia enquanto Jéssyca estava detida na delegacia, antes da custódia. “É triste. Essa é a grande celeuma [amamentar a criança no presídio]. É por isso que nós precisamos da tutela jurisdicional que entenda que a [prisão] domiciliar é uma necessidade do menor”, concluiu.
Após a audiência, ela é levada para um presídio feminino.
Jéssyka é filha de Ed Carlo Britto Burgatt, ex-chefe da regulação da saúde no Estado (Core), que também foi preso.
Os demais presos na operação também tiveram as prisões mantidas.

Ex-prefeito, empresários e servidores
Confira os presos na Operação Gutenberg:
Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;
Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;
Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;
Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);
Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;
Joatan Gomes Peixoto – empresário;
Matheus Oliveira Peixoto – empresário;
Francisco Anízio dos Santos – empresário;
Douglas Henrique de Melo – empresário;
Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;
Gabriel Taquino de Paula – advogado;
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.
O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.
A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.
O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
Fonte: Midiamax







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