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Defesa de dona de plano de saúde pede prisão domiciliar para ela amamentar o filho

  • há 1 hora
  • 3 min de leitura
Jéssyca passou por audiência de custódia no Fórum de Campo Grande nesta quinta-feira (9). (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Jéssyca passou por audiência de custódia no Fórum de Campo Grande nesta quinta-feira (9). (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Juiz manteve prisão preventiva de Jéssyca Burgatt após audiência de custódia


Após ter a prisão preventiva mantida em audiência de custódia nesta quinta-feira (9), a empresária Jéssyca Duarte Burgatt deverá pedir prisão domiciliar.


Ela é uma das presas na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a qual revelou esquema que desviou R$ 27 milhões na compra de livros feita após ‘pressão’ do grupo criminoso, que se utilizava de servidor na regulação de saúde para liberar exames e procedimentos de saúde como ‘moeda de troca’ com gestores públicos.


Conforme informado pelo advogado Perceu, o pedido foi feito durante a custódia, mas foi negado. “Ele [juiz da custódia] entendeu que não cabe a ele analisar o caso, mas sim ao juiz titular das investigações”, explicou.


Então, o advogado de Jéssyca reforçou que irá apresentar o pedido dentro do processo principal, para ser analisado pelo juiz responsável pelas investigações. “Nós vamos reiterar o pedido e aguardar a decisão. No momento, nós estamos pedindo a prisão domiciliar, ou seja, que a prisão seja mantida, mas dentro do domicílio dela, para que ela possa amamentar”, detalhou.


O advogado relatou que a criança era levada pelos policiais para ser amamentada de duas a três vezes ao dia enquanto Jéssyca estava detida na delegacia, antes da custódia. “É triste. Essa é a grande celeuma [amamentar a criança no presídio]. É por isso que nós precisamos da tutela jurisdicional que entenda que a [prisão] domiciliar é uma necessidade do menor”, concluiu.


Após a audiência, ela é levada para um presídio feminino.

Jéssyka é filha de Ed Carlo Britto Burgatt, ex-chefe da regulação da saúde no Estado (Core), que também foi preso.


Os demais presos na operação também tiveram as prisões mantidas.


Gaeco apreendeu mais de R$ 70 mil em espécie. (Divulgação, Gaeco)
Gaeco apreendeu mais de R$ 70 mil em espécie. (Divulgação, Gaeco)

Ex-prefeito, empresários e servidores

Confira os presos na Operação Gutenberg:

  • Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;

  • Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;

  • Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;

  • Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);

  • Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;

  • Joatan Gomes Peixoto – empresário;

  • Matheus Oliveira Peixoto – empresário;

  • Francisco Anízio dos Santos – empresário;

  • Douglas Henrique de Melo – empresário;

  • Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;

  • Gabriel Taquino de Paula – advogado;

  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.


O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.


A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.


O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.


Fonte: Midiamax



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