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Despreparo municipal: Apenas 3 das 29 cidades sob risco de desastre possuem plano de contingência em MS

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
Alagamento em Campo Grande. (Leitor Midiamax)
Alagamento em Campo Grande. (Leitor Midiamax)

Mais de 25 mil moradores vivem em áreas vulneráveis no estado, enquanto 68 prefeituras sequer concluíram seus protocolos formais de emergência.


Mesmo com 25.092 moradores vivendo em áreas suscetíveis a enxurradas, alagamentos e deslizamentos, Mato Grosso do Sul enfrenta uma grave lacuna no planejamento preventivo local. Conforme dados da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC-MS) divulgados pelo Jornal Midiamax, dos 29 municípios classificados em situação de risco hidrológico, somente três — Dourados, Maracaju e Coxim — possuem Planos de Contingência (Plancons) em fase de consolidação.


Outras quatro cidades (Bela Vista, Caarapó, Vicentina e Alcinópolis) estão na etapa final de elaboração, enquanto os demais 68 municípios do estado seguem com os trabalhos ainda em fase inicial. O Plancon é o instrumento técnico indispensável que define responsabilidades, logística, abrigos e ações imediatas em cenários de calamidade. Sem ele, a atuação local fica restrita a medidas reativas.


Mapeamento da vulnerabilidade regional

A distribuição da população exposta ao perigo concentra-se em polos urbanos e rurais estratégicos:

  • Aquidauana: 2.650 pessoas em áreas de risco

  • Coxim: 1.740 pessoas

  • Ponta Porã: 1.710 pessoas

  • Miranda: 1.606 pessoas

  • Três Lagoas: 1.478 pessoas

  • Corumbá: 1.429 pessoas

  • Campo Grande: 1.232 pessoas


Na capital, a falta de um plano consolidado expõe fragilidades a cada temporal severo, como a recente chuva de 55,6 mm em 12 horas que provocou enxurradas e estragos. Já em municípios como Corumbá e Ladário, soma-se ainda o risco elevado de deslizamentos de terra.


Fatores ambientais e orçamento

Ambientalistas alertam que a supressão de vegetação nativa no Cerrado e no Pantanal acelera o escoamento das águas da chuva, reduzindo a infiltração no solo e tornando os eventos extremos mais frequentes e severos.


Para conter danos, a estrutura estadual dispõe do Centro Integrado de Coordenação (Cicoe-MS) e dois planos de prevenção focados em secas e chuvas intensas. No campo financeiro, o orçamento inicial de 2026 prevê R$ 600 mil para ações de emergência, com previsão de suplementações conforme a gravidade das ocorrências ao longo do ano.


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