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Dona de plano de saúde alvo do Gaeco vai para prisão domiciliar para amamentar o filho

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Jéssyca foi presa na Operação Gutenberg. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)
Jéssyca foi presa na Operação Gutenberg. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

Jéssyca é filha do coordenador de regulação, que também foi preso na Operação Gutenberg


Após ter a prisão preventiva mantida em audiência de custódia na quinta-feira (9), a empresária Jéssyca Duarte Burgatt conseguiu permissão para ir para a prisão domiciliar. O pedido foi deferido no fim da tarde do mesmo dia.


A informação é do advogado de Jéssyca, Perceu Jorge. “O que prevaleceu foi o direito do menor, para que pudesse seguir sendo amamentado”, afirmou o profissional. A empresária aguarda apenas a assinatura do juiz para que seja feita a transferência — que deve ocorrer ainda nesta sexta-feira, segundo o advogado.


Percel já havia explicado que a defesa iria pedir apenas que a prisão fosse convertida em domiciliar, para ela poder amamentar. O advogado relatou que a criança era levada pelos policiais para ser amamentada de duas a três vezes ao dia enquanto Jéssyca estava detida na delegacia — isso antes da custódia.


Ela é uma das presas na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a qual revelou esquema que desviou R$ 27 milhões na compra de livros feita após ‘pressão’ do grupo criminoso.


O grupo se utilizava de servidor na regulação de saúde para liberar exames e procedimentos de saúde como ‘moeda de troca’ com gestores públicos.


Operação Gutenberg

O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.


Conforme balanço apresentado pelo MP ao Jornal Midiamax, foram cumpridos 14 mandados de prisão — e outros dois continuam em aberto, que são de dois empresários já considerados foragidos da Justiça.


Confira os presos:

  • Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;

  • Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;

  • Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;

  • Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);

  • Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;

  • Joatan Gomes Peixoto – empresário;

  • Matheus Oliveira Peixoto – empresário;

  • Francisco Anízio dos Santos – empresário;

  • Douglas Henrique de Melo – empresário;

  • Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;

  • Gabriel Taquino de Paula – advogado;

  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.


Durante as buscas, três flagrantes de posse ilegal de arma de fogo foram feitos. No total, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão. Segundo o MPGO (Ministério Público de Goiás), em Abadiânia, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e 1 mandado de busca e apreensão.


A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.


O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.


Fonte: Midiamax


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