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Ensino de Libras ainda enfrenta desafios para avançar

há 7 horas
2 min de leitura
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A educação bilíngue de surdos já é reconhecida pela legislação brasileira, mas o debate sobre a inclusão pela Língua Brasileira de Sinais continua no Congresso. No Senado, uma proposta quer ampliar o ensino de Libras para todos os estudantes da educação básica.


O senador Jaime Bagattoli, do PL de Rondônia, autor da proposta, fala sobre a importância de ampliar o ensino de Libras para as escolas brasileiras.


"O Brasil tem 10 milhões de pessoas com algum grau de deficiência auditiva. Pensando em garantir mais inclusão para esse grupo,a proposta é que o ensino de Libras seja oferecido tanto para as escolas públicas quanto privadas." (senador Jaime Bagattoli)

A educação bilíngue de surdos foi reconhecida no Brasil em 2021. A partir dessa mudança, a Libras passou a ser considerada a primeira língua dos estudantes surdos, enquanto o português escrito é a segunda.


O projeto que amplia o ensino de Libras para todos os estudantes precisa ser analisado pela Comissão de Direitos Humanos e depois pela Comissão de Educação, em votação final.


O Senado também discutiu recentemente a qualificação dos profissionais responsáveis pela tradução e interpretação da língua de sinais.


Em agosto, a Comissão de Educação aprovou uma proposta que prevê avaliação prática para tradutores, intérpretes e guias-intérpretes de Libras. O texto já foi encaminhado para a Câmara dos Deputados.


O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, que leu o relatório da proposta na comissão, explica por que é importante avaliar na prática a capacidade desses profissionais.


"Dada a complexidade e a importância da interpretação de Libras nos mais diversos contextos, é essencial que seja assegurada a competência prática do profissional, além da formação teórica, de forma a conferir concretude e a igualdade material das pessoas com deficiência." (senador Humberto Costa)

A avaliação poderá ser feita em concursos públicos, processos seletivos ou entrevistas e deve contar com profissionais com experiência na área.


Entre novas propostas e mudanças já incorporadas à legislação, o desafio é fazer com que o reconhecimento da Libras também se traduza em inclusão dentro e fora das salas de aula.



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