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Hillary Clinton defende plano de Trump para Gaza como 'única opção viável', e republicano repercute artigo

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Presidente dos EUA, Donald Trump - SAUL LOEB / AFP
Presidente dos EUA, Donald Trump - SAUL LOEB / AFP

Em uma rara convergência entre adversários políticos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou neste domingo (9) um artigo de opinião assinado pela ex-secretária de Estado e proeminente liderança democrata, Hillary Clinton. No texto, originalmente publicado pelo jornal Financial Times, Clinton argumenta que, embora enfrente ceticismo internacional, o plano de 20 pontos da administração Trump para a Faixa de Gaza representa a única alternativa viável para conter a crise na região.


A ex-diplomata criticou o que definiu como uma "paralisia diplomática" provocada por governos que deixam o "perfeito ser inimigo do possível". Segundo Hillary, não há no momento uma coalizão rival ou uma proposta diplomática concorrente pronta para ser implementada com o mesmo nível de alavancagem, engajamento político e capacidade de mobilização de recursos.


Condições para a reconstrução

No artigo, a ex-secretária de Estado sustenta que a reconstrução de Gaza e a futura autodeterminação palestina dependem inevitavelmente de duas etapas fundamentais: a desmilitarização do território e a transição política para fora do controle do Hamas. Sem esses passos, afirma, não haverá garantias para a retirada das forças israelenses de áreas que hoje correspondem a cerca de 60% da região.


Apesar de reconhecer a resistência de diversos governos europeus e aliados em aceitar um arranjo liderado por Washington e associado a Trump, Hillary enfatizou a pragmatização do cenário geopolítico:


"Se até eu, uma oponente implacável do presidente Trump, posso aceitar que esta é a melhor opção em uma situação terrível, então certamente outros também podem", escreveu a democrata.

O compartilhamento feito por Trump em sua rede, a Truth Social, destaca a tentativa da Casa Branca de encorajar parceiros internacionais a superarem ressalvas políticas e aderirem ao plano de pacificação e governança para a região.

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