Justiça concede liberdade para empresário preso por extorsão em Campo Grande
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Homem pode viajar apenas para Ribas do Rio Pardo, onde tem empresa
O empresário de 72 anos preso por extorsão teve a liberdade provisória pela Justiça de Campo Grande na manhã desta sexta-feira (17), após audiência de custódia. A decisão permite que o idoso possa viajar apenas para Ribas de Rio Pardo, onde tem empresa.
O empresário foi preso pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) na tarde de quarta-feira (15). Ele é suspeito de pressionar o dono de uma madeireira durante a compra de materiais.
A prisão aconteceu após a vítima procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência. Ela afirmou que comprou do empresário cerca de R$ 200 mil em madeiras e teria pago R$ 100 mil à vista. O valor restante foi pago em cheque. Contudo, o idoso estaria cobrando juros no valor de 10% desde o início da dívida, que ultrapassaria o valor de R$ 500 mil.
Em seguida, o empresário teria começado a pressionar a vítima para fazer os pagamentos, considerados indevidos. Ele teria exigido ainda pagamento de valores a título de juros, ameaçando a vítima caso não aceitasse as condições que estavam sendo impostas. Ainda, teria afirmado que, caso a dívida não fosse resolvida “da maneira dele”, “iria passear com um terceiro dentro do carro”.
“Vai comprovar que jamais praticou qualquer tipo de extorsão contra qualquer pessoa. Na verdade, tudo o que foi feito neste caso ocorreu mediante contrato e consenso, e jamais de forma agressiva, violenta ou com a intenção de obter qualquer tipo de vantagem indevida”, afirmou a defesa, representada pelo advogado Gustavo Lazzari.
Prisão
Na tarde de quarta-feira (15), os policiais foram acionados com a informação de que o suspeito estaria indo até a madeireira para dar continuidade às exigências consideradas ilícitas. Com isso, uma operação de monitoramento foi realizada nas proximidades do estabelecimento até o momento em que o suspeito chegou ao local.
Durante a abordagem, o idoso resistiu e precisou ser algemado; no entanto, teria posteriormente colaborado com as medidas legais. Assim, ele foi encaminhado para a delegacia de polícia.
Já a vítima entregou aos policiais diversos documentos, comprovantes de pagamentos e a máquina de cartões que, segundo as investigações, era utilizada para direcionar valores recebidos pela empresa diretamente ao suspeito.
Fonte: Midiamax



