Justiça mantém prisão de ex-prefeito e empresárias investigados por desvios de R$ 27 milhões
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Operação Gutenberg revelou esquema que usava a regulação da saúde estadual como 'balcão de negócios' do grupo
Mais três presos da Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), tiveram a prisão mantida após passarem por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (9). Os acusados seguem para os presídios onde cumprirão a prisão preventiva.
São eles: o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, conhecido como Junior Vasconcelos, e as empresárias Rossana Paroschi Jafar (da Gráfica Alvorada) e Jéssyca Duarte Bugartt (da Capital Saúde).
À reportagem, o advogado de Eronivaldo, João Paulo Calves, disse que vai fazer o pedido de liberdade de seu cliente no processo. “Temos uma linha de defesa, mas eu não posso comentar muito sobre o fato, porque está em segredo de Justiça absoluto”, informou.
Já a defesa de Jéssyca, representada pelo advogado Perceu, informou que irá fazer pedido de prisão domiciliar. “No momento, nós estamos pedindo a prisão domiciliar, ou seja, que a prisão seja mantida, mas dentro do domicílio dela, para que ela possa amamentar”, explicou.
Na audiência, a defesa de Rossana, feita pelo advogado Pedro Grubert, pediu a substituição da prisão pelo uso de tornozeleira, mas o pedido foi negado.
A empresária também responde por posse de arma de fogo, já que foram encontradas cinco munições calibre .38 na gaveta de um banheiro no apartamento dela. Para esse processo, o juiz concedeu a liberdade, mediante pagamento de fiança de R$ 4.863,00.
Porém, ela continua presa por força do processo da operação e será encaminhada a um presídio feminino.
Todos são acusados de corrupção passiva e ativa.
Confira os presos na Operação Gutenberg:
Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;
Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;
Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;
Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);
Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;
Joatan Gomes Peixoto – empresário;
Matheus Oliveira Peixoto – empresário;
Francisco Anízio dos Santos – empresário;
Douglas Henrique de Melo – empresário;
Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;
Gabriel Taquino de Paula – advogado;
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.
‘Balcão de negócios’ na regulação de saúde
A Operação Gutenberg revelou esquema que desviou R$ 27 milhões na compra de livros feita após ‘pressão’ do grupo criminoso, que se utilizava de servidor na regulação de saúde para liberar exames e procedimentos de saúde como ‘moeda de troca’ com gestores públicos.
O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.
A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.
O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
Fonte: Midiamax







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