Maioria dos eleitores define voto para presidente com meses de antecedência, aponta Genial/Quaest
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Levantamento indica que 58% do eleitorado costuma escolher seu candidato à Presidência bem antes da votação; definição antecipada atinge 69% entre eleitores de Lula e Bolsonaro.
A maioria dos eleitores brasileiros toma a decisão sobre quem apoiar para a Presidência da República com bastante antecedência. De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest, 58% dos entrevistados afirmam que costumam definir o voto presidencial vários meses antes do pleito.
O levantamento detalha o comportamento do eleitorado em relação ao momento da escolha:
Meses antes: 58%
Um mês ou poucas semanas antes: 20%
Na semana ou véspera da eleição: 10%
No dia da votação: 10%
Não sabem, não responderam ou não votam: 2%
Decisão para governadores e senadores
A tendência de definição antecipada diminui na disputa pelos cargos estaduais e legislativos:
Governador: 44% dos eleitores definem a escolha com meses de antecedência, enquanto 28% decidem um mês ou poucas semanas antes. Os que deixam para a última semana ou véspera somam 14%, e 11% escolhem no próprio dia do pleito.
Senador: 34% optam por definir o candidato com meses de antecedência, 29% escolhem um mês ou semanas antes, 18% decidem na reta final (semana ou véspera) e 14% definem apenas no dia da votação. Outros 5% afirmaram não votar.
Perfil regional e alinhamento político
No recorte por regiões, o Nordeste lidera no percentual de eleitores que decidem o voto presiencial com meses de antecedência, atingindo 64%. Em seguida aparece o Sudeste (59%), enquanto as regiões Sul e Centro-Oeste registram 52% de escolhas antecipadas.
Na análise por polarização política, observa-se igualdade no comportamento dos polos:
Eleitores de Lula e Bolsonaro: 69% em ambos os grupos afirmam decidir o voto com meses de antecedência.
Esquerda não lulista: 67%
Direita não bolsonarista: 66%
Sem identificação ideológica/neutros: 41%
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de forma presencial. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pela Genial Investimentos e encontra-se registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06591/2026.







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