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PoderData: 53% dos brasileiros aprovam EUA classificarem PCC e CV como terroristas

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
ALAOR FILHO/ESTADÃO CONTEÚDO
ALAOR FILHO/ESTADÃO CONTEÚDO

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (3) aponta que 33% vê como negativa a decisão de incluir facções em lista de organizações terroristas globais


Pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (3) aponta que, para 53% dos brasileiros, a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas é benéfica para o Brasil.


33% consideram a medida ruim para o país, enquanto 14% não souberam responder, de acordo com o levantamento.


O PoderData ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios dos 27 estados do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.



O enquadramento resulta em bloqueios financeiros administrados pelo Departamento do Tesouro dos EUA e impõe sanções criminais e diplomáticas, como a proibição de entrada de integrantes no país e a ilegalidade do fornecimento de recursos aos grupos.


Segundo os Estados Unidos, o PCC e o CV são considerados as organizações criminosas mais violentas do Brasil, com redes ilícitas que se estendem por toda a região e afetam a segurança nacional norte-americana.


Reações políticas

A medida foi anunciada após encontros em Washington entre o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e autoridades dos Estados Unidos, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio. O senador argumentou que os grupos controlam territórios pela força e infiltram instituições, devendo ser tratados como terroristas.


O Palácio do Planalto foi surpreendido com o anúncio. O presidente Lula (PT) afirmou que, embora as facções sejam terroristas para a sociedade brasileira e devam ser combatidas internamente, a decisão estrangeira fere a soberania nacional.


O assessor especial Celso Amorim declarou que a cooperação internacional contra a lavagem de dinheiro é bem-vinda, mas que a utilização do tema como pretexto para intervenção é inaceitável.


Fonte: Jovem Pan

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