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Polícia Federal deflagra Operação El Dorado contra esquema de tráfico internacional de mulheres para a França

  • há 16 horas
  • 2 min de leitura
Batizada de 'Operação El Dorado', a investigação começou a partir da cooperação da PF com autoridades francesas. Segundo as apurações, os envolvidos organizavam etapas necessárias para levar as vítimas ao exterior. Divulgação / Polícia Federal
Batizada de 'Operação El Dorado', a investigação começou a partir da cooperação da PF com autoridades francesas. Segundo as apurações, os envolvidos organizavam etapas necessárias para levar as vítimas ao exterior. Divulgação / Polícia Federal

Investigação revela que grupo providenciava documentos, passagens e anúncios para exploração sexual de brasileiras na Europa; Justiça determinou bloqueio de R$ 10 milhões.


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a Operação El Dorado, que visa desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual no Sul da França. A ação contou com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nas cidades paulistas de São Bernardo do Campo e São Vicente.


As investigações tiveram início a partir da cooperação policial e judicial entre o Brasil e as autoridades francesas. De acordo com os levantamentos da PF, a estrutura do grupo criminoso era responsável por gerenciar todas as etapas do aliciamento e deslocamento das vítimas brasileiras para o exterior, o que incluía a confecção de documentos de viagem, a compra de passagens aéreas, a logística de hospedagem e a publicação de anúncios em plataformas locais na França.


Além das buscas domiciliares, a Justiça Federal de São Paulo determinou a aplicação de medidas cautelares severas contra três investigados. Eles tiveram seus passaportes recolhidos, estão proibidos de deixar o país, deverão usar tornozeleira eletrônica e responderão ao processo mediante comparecimento periódico às autoridades.


Para desmobilizar a capacidade financeira da organização, a Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas bancárias, ativos financeiros e bens de dois suspeitos e das empresas a eles vinculadas. Os investigados responderão, até o momento, pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual.


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