top of page
CABEÇALHO.fw.png
Banner Via News - 1920 x 182.png

Presa por corrupção, matriarca da família Jafar é denunciada por posse de arma de fogo

há 3 horas
2 min de leitura
Rossana foi presa em seu apartamento, num condomínio de alto padrão, em Campo Grande. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Rossana foi presa em seu apartamento, num condomínio de alto padrão, em Campo Grande. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Rossana Paroschi Jafar foi presa no início de julho, por chefiar esquema que desviou R$ 27 milhões da educação em cidades de MS


Presa desde 7 de julho no contexto da Operação Gutenberg, a dentista e empresária Rossana Paroschi Jafar é denunciada pelo Ministério Público por posse irregular de arma de fogo.


Ocorre que, durante cumprimento de mandado de prisão por corrupção contra Rossana, em um apartamento de luxo em Campo Grande, agentes do Gaeco encontraram cinco munições de arma calibre .38 escondidas em uma gaveta no banheiro.


Com isso, além dos processos penais decorrentes das investigações, as quais revelaram esquema que desviou R$ 27 milhões da educação de prefeituras de Mato Grosso do Sul, supostamente chefiado por Rossana, a matriarca da família Jafar responde também à acusação de posse de arma de fogo — mesmo sendo só munições, entra no mesmo crime.


Dessa forma, a manifestação do promotor de Justiça Paulo Roberto Gonçalves Ishikawa pede o início de ação penal contra Rossana e que ela seja condenada pelo crime.


Assim, o Ministério Público pede que a sentença fixe um valor mínimo de reparação financeira pelos danos causados ao Estado (sociedade).


Rossana chefiou esquema, diz Gaeco


Família Jafar, da esquerda para a direita: Giovanni, Olívia, Rossana e Felipe. (Reprodução, Redes Sociais)
Família Jafar, da esquerda para a direita: Giovanni, Olívia, Rossana e Felipe. (Reprodução, Redes Sociais)

As investigações do Gaeco revelaram esquema que se utilizava da Central de Regulação do Estado para usar a liberação de exames e internações como moeda de troca para forçar gestores públicos a comprar livros do grupo.


Tudo foi apurado na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que apontou um esquema comandado pela família Jafar e que contava com o ex-chefe de regulação da saúde estadual Ed Carlo Brito Burgatt, para pressionar prefeitos a comprar livros das editoras do grupo mediante liberação de exames para a população.


As investigações revelaram que o grupo atuava com alto grau de sofisticação e articulação política.


As investigações concluíram que Rossana exercia forte poder de decisão na gestão financeira e administrativa da Editora Avante, determinando pessoalmente para onde e para quem o dinheiro recebido das prefeituras deveria ser repassado. Ela responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção ativa.


O grupo familiar atuava originalmente por meio da empresa Gráfica e Editora Alvorada Ltda., envolvida em fraudes licitatórias e alvo da Operação Lama Asfáltica. Após a morte do patriarca, Mirched Jafar Junior, em 2021, a matriarca Rossana Paroschi Jafar e seus filhos teriam criado uma nova empresa de fachada, a Editora Avante (Souza & Fanaia Comércio de Livros), em nome de “laranjas”.


A empresa fechava contratos milionários, sem licitação (por inexigibilidade), com diversos municípios de Mato Grosso do Sul, como Miranda, Ivinhema, Bonito, Ladário, Angélica e Dourados, para o fornecimento de livros paradidáticos.


Fonte: Midiamax

Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html