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Procuradoria questiona prefeito de Ivinhema sobre viagens nacionais e internacional

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
Prefeito viajou para destino internacional. (Reprodução, Fala Povo)
Prefeito viajou para destino internacional. (Reprodução, Fala Povo)

Denúncia aponta que o prefeito teria viajado, sem formalização, para tratar de assuntos pessoais


O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), foi oficiado pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ivinhema para esclarecer viagens nacionais e internacionais realizadas em abril de 2026. Denúncia protocolada no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) aponta que o chefe do Executivo teria se ausentado por mais de 15 dias, sem formalização na Câmara, para tratar de assuntos pessoais.


Em 29 de abril, a Promotoria protocolou a denúncia como notícia de fato. Assim, em 4 de maio, a promotora de Justiça, Lenize Martins Lunardi Pedreira, oficiou o prefeito e presidente da Câmara, Celso Souza (PSDB), sobre os apontamentos do denunciante.


Logo, os chefes do Executivo e Legislativo terão 10 dias para apresentar esclarecimentos. Além disso, a promotora destacou que a declaração deve ser acompanhada de documentos comprobatórios.


A denúncia aponta “ausência prolongada do exercício do cargo para tratar de interesses particulares”. Assim, alega que o prefeito não teria realizado a devida formalização legal para as viagens. “Sem a regular substituição pela vice e sem qualquer manifestação da Câmara Municipal”, diz a denúncia anônima enviada ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).


Destinos nacionais e internacional

O denunciante aponta ausência do prefeito em diversas datas desde abril de 2026. Ferro teria saído de Ivinhema em 9 de abril, comparecido ao show internacional do Guns N’ Roses em Campo Grande e ido para fora do estado em 11 de abril.


A denúncia aponta paradas no interior de Minas Gerais e São Paulo, seguida de viagem internacional do prefeito.


Foto com passaporte mostra as passagens internacionais de Juliano Ferro. “Assuntos particulares”, alega a denúncia. No documento enviado para o Ministério, o denunciante aponta que o “retorno ao município ocorreu apenas em 26/04/2026, totalizando período superior a 15 (quinze) dias de afastamento”.


Ao Midiamax, o prefeito Juliano Ferro disse que a viagem não excedeu o limite estabelecido pela Lei. “A minha viagem foi apenas 10 dias, que está dentro do prazo estabelecido na lei orgânica municipal que é de 15 dias”, afirmou por mensagem de texto.


Afastamento formal em Ivinhema

O artigo 63 da Lei Orgânica de Ivinhema define que o prefeito e vice-prefeito “não poderão, sem prévia licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a 15 (quinze) dias”. Conforme o texto, a prática está passível de “perda do cargo e extinção do mandato”.


A denúncia aponta ainda relação entre os chefes do Executivo e do Legislativo. “Chamando atenção o fato de que o presidente da Câmara ser pessoa próxima e amigo pessoal do prefeito”, diz o texto.


O Jornal Midiamax acionou o presidente da Câmara sobre o ofício, denúncia e suposta amizade, por meio de mensagens devidamente documentadas. Também houve tentativa de chamada de voz. Contudo, o vereador não atendeu ou se posicionou até a publicação desta matéria.


Por sua vez, Ferro disse que o ofício é apenas para esclarecimentos. “Pelo que vi aqui, não se trata de uma denúncia formalizada pelo MPMS, é simplesmente um pedido de esclarecimento, que logo será esclarecido”, argumentou.


Empreendimento

Entre as atividades citadas pelo denunciante, está um evento de empreendimento imobiliário, que tem apresentadores de programas televisivos e artistas nacionais como investidores.


Vídeo nas redes sociais mostra o prefeito em evento do empreendimento de luxo. “O prefeito permaneceu em atividades privadas, participando de feira internacional, inclusive divulgando investimento em empreendimento de alto padrão, reforçando o caráter estritamente particular da viagem e a ausência de interesse público”, diz a denúncia.


Trâmites

Após o envio de uma denúncia, o MPMS pode aceitar os apontamentos feitos de forma anônima ou não. Então, em caso de necessidade de esclarecimentos, a denúncia é convertida em notícia de fato.


Neste momento, a promotoria responsável irá apurar informações preliminares sobre os apontamentos do denunciante. As partes citadas podem ser oficiadas para posicionamento e esclarecimentos dos fatos.


Logo, caso haja necessidade de investigação mais profunda, a notícia de fato pode ser convertida em inquérito. Neste período as apurações são mais intensas, com pedidos de esclarecimentos, envios de documentos, e podem terminar com encaminhamentos.


Fonte: Midiamax

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