Queda do petróleo e geopolítica no Oriente Médio pressionam cotações da soja em Chicago
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Rivalidade diplomática entre EUA e Irã e expectativas para a safra norte-americana levam contratos futuros do grão a fortes recuos na CBOT.
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registrou uma jornada de expressivas perdas para os futuros da soja nesta terça-feira. A commodity agrícola acompanhou o tombo dos preços internacionais do petróleo, que recuaram mais de 5% tanto na cotação do tipo Brent quanto no WTI, anulando os ganhos do início do dia e puxando para baixo todo o complexo de grãos.
Os contratos mais ativos da soja recuaram entre 17,25 e 19,50 pontos ao longo do dia. Com isso, o vencimento para novembro fechou cotado a US$ 11,74 por bushel, enquanto as posições para janeiro recuaram para US$ 11,89 por bushel. Milho, trigo e derivados do complexo soja também operaram em terreno negativo.
Geopolítica e energia ditam o ritmo
A forte reversão no mercado petrolífero ocorreu após o Catar sinalizar o avanço de discussões diplomáticas destinadas a retomar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. O movimento reduziu temporariamente o prêmio de risco geopolítico sobre o abastecimento global de energia, desencadeando um movimento vendedor nas commodities.
O cenário internacional, contudo, permanece envolto em incertezas. Enquanto declarações da Casa Branca indicavam a existência de conversas em andamento, autoridades em Teerã negaram qualquer processo formal de negociação. No centro do impasse segue o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, gás natural e fertilizantes, que permanece com tráfego comprometido devido a riscos de navegação na região.
Clima nos EUA reforça pressão vendedora
Além dos fatores macroeconômicos e geopolíticos, os fundamentos do próprio setor agrícola continuam limitando tentativas de recuperação dos preços. O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos tem se mostrado favorável ao desenvolvimento do ciclo produtivo, consolidando expectativas de uma boa safra norte-americana. A perspectiva de oferta volumosa na América do Norte tem incentivado a liquidação de posições por parte dos fundos de investimento.



