Registro falso de filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão continha endereço fictício e CPF divergente
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Relatório técnico da legenda detalha fraude cadastral com dados inconsistentes; TSE descarta ataque hacker aos seus sistemas e aciona a Procuradoria-Geral Eleitoral.
Um relatório técnico divulgado pelo partido Missão revelou novos detalhes sobre a fraude envolvendo a filiação indevida do senador Flávio Bolsonaro à legenda. De acordo com o documento, o cadastro fraudulento registrou como endereço a "Rua dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano", além de utilizar um número de CPF diferente do documento oficial do parlamentar.
Cronologia das tentativas e divergências
Segundo o levantamento interno do partido, as movimentações para a falsa filiação tiveram início no dia 2 de agosto, quando foi gerada uma cobrança de R$ 4.789,58 referente a uma contribuição financeira. Houve duas tentativas de pagamento via Pix, ambas recusadas, o que levou ao cancelamento do débito no dia 9 por falta de quitação.
No dia 12 de agosto, o procedimento foi cancelado internamente pela sigla, mas um novo envio de dados acabou encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora a incoerência do CPF tenha sido informada à Justiça Eleitoral, a alteração foi processada no sistema da corte. Pelas normas eleitorais vigentes, a regularização do vínculo e a desfiliação exigem que o titular compareça presencialmente a um cartório eleitoral.
TSE descarta invasão e aciona a PGE
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que o caso seja formalmente investigado. A corte descartou a hipótese de invasão cibernética ou ataque hacker aos seus sistemas, esclarecendo em nota que a ocorrência se deu pelo uso indevido das credenciais por alguém de posse dos dados do senador.
A equipe do pré-candidato acionou a Justiça Eleitoral para corrigir a situação, que gerou entraves temporários no registro da candidatura de Flávio Bolsonaro pelo Partido Liberal (PL).
Posicionamento dos envolvidos
O fundador do partido Missão, Renan Santos, negou qualquer envolvimento da legenda na ação e classificou o episódio como inaceitável. A direção da sigla informou que está em contato com a Polícia Federal e com o TSE para colaborar com a apuração do caso, destacando que já havia alertado o gabinete do senador sobre a tentativa de cadastro no início do mês.







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