Relatório revela que autoridades dos EUA neutralizaram ameaças contra Messi e astros do futebol durante a Copa
- há 7 horas
- 2 min de leitura

Documento detalha planos de atentado contra o craque argentino, episódios de perseguição a Cristiano Ronaldo e onda de intimidações a árbitros franceses.
Um relatório elaborado pelas forças de segurança dos Estados Unidos revelou que o FBI e o Centro para a Cooperação Policial Internacional (IPCC) atuaram diretamente para conter planos de ataques e ameaças direcionados a jogadores e árbitros durante a Copa do Mundo. As informações foram trazidas a público pelo jornal espanhol Marca.
De acordo com o documento, o camisa 10 da seleção argentina, Lionel Messi, esteve no centro de pelo menos dois alertas de alta gravidade. O primeiro ocorreu na fase de grupos, antes do jogo entre Argentina e Jordânia, quando um homem ligou para o aeroporto de Dallas afirmando que invadiria o estádio equipado com um fuzil e artefatos explosivos improvisados para alvejar o atleta.
O segundo episódio contra o argentino se deu nas oitavas de final, no confronto contra o Egito. Na ocasião, além de ameaças diretas publicadas em redes sociais, a polícia inspecionou as arquibancadas após uma denúncia de que bombas teriam sido deixadas em lixeiras. Cães farejadores realizaram uma varredura completa na arena, descartando a presença de materiais explosivos.
Segurança reforçada para Cristiano Ronaldo e arbitragem
O plano de proteção do torneio também precisou intervir em ocorrências envolvendo o português Cristiano Ronaldo. O FBI foi acionado pela Fifa após a detecção de um homem suspeito buscando informações sobre o hotel onde a seleção portuguesa estava concentrada em Houston; o indivíduo foi localizado e detido horas depois. Em outro caso registrado em Toronto, um homem foi abordado pela equipe de segurança ao tentar entrar no mesmo elevador que o atacante, alegando posteriormente que desejava apenas tirar uma foto.
A onda de hostilidades atingiu ainda a equipe de arbitragem encarregada da partida entre Argentina e Egito. O árbitro principal do confronto, o francês François Letexier, recebeu mais de 6 mil mensagens de ódio em seu celular privado, enquanto o juiz de vídeo (VAR), Willy Delajod, também foi alvo de ameaças diretas. Diante do volume das intimidações, a polícia da França precisou reforçar o patrulhamento e a proteção nas residências dos árbitros e de suas famílias.







Comentários