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Tensão no Oriente Médio impulsiona petróleo após Irã condicionar abertura do Estreito de Ormuz

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Imagem: Notícias Agrícolas
Imagem: Notícias Agrícolas

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta no mercado internacional nesta terça-feira, atingindo o maior patamar acumulado da semana. O movimento reflete o ceticismo dos investidores em relação a um desfecho diplomático imediato entre Washington e Teerã, renovando os receios de desabastecimento global da commodity.


O tipo Brent subiu 1,4% (US$ 1,19), cotado a US$ 88,91 o barril. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o petróleo intermediário do Texas (WTI) avançou 1,3% (US$ 1,07), encerrando o dia negociado a US$ 83,20 o barril. Trata-se do maior valor de fechamento para ambas as referências desde 31 de julho, sustentando a tendência de alta após os ganhos de 5% registrados na sessão de segunda-feira.


Exigências de Teerã e paralisia no fluxo marítimo

A pressão sobre as cotações intensificou-se após manifestação de Mohsen Rezaei, recém-empossado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Rezaei declarou que a circulação pelo Estreito de Ormuz permanecerá interrompida até que os Estados Unidos mudem sua postura geopolítica e aceitem os termos iranianos para o encerramento do conflito.


A sinalização indica que eventuais conversagens bilaterais mediadas por Omã não garantirão a reabertura imediata da via navegável caso os compromissos previstos no memorando de entendimento firmado em junho não sejam cumpridos pelos norte-americanos. Responsável pela passagem de aproximadamente 20% de todo o petróleo mundial antes do início da guerra em 28 de fevereiro, o estreito registrou a passagem de apenas seis embarcações na segunda-feira — discrepância drástica em relação à média histórica pré-conflito, que variava entre 125 e 140 navios diários.


Instabilidade geopolítica e impactos na oferta

O prêmio de risco sobre a commodity também foi alimentado por novos incidentes na região. Rebeldes houthis, apoiados pelo governo iraniano, reivindicaram a autoria de um ataque contra uma embarcação com equipamentos militares da Arábia Saudita no estreito de Bab el-Mandeb. Paralelamente, relatos apontam para o disparo de mísseis contra um navio porta-contêineres perto da costa do Paquistão, em ação atribuída às forças dos EUA.


De acordo com projeções divulgadas pela Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA) e reportadas no Notícias Agrícolas, a normalização da capacidade produtiva de determinados fornecedores do Oriente Médio pode se estender até o fim de 2027, ainda que os fluxos comerciais habituais sejam restabelecidos no início do próximo ano.

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