Venezuelanos em Campo Grande vivem angústia após terremotos: ‘coração apertado’
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Segundo a presidente da associação, Campo Grande tem cerca de 6 mil venezuelanos morando na cidade
Os terremotos de forte magnitude, de 7,2 e 7,5 na escala Richter, que atingiram a Venezuela entre o fim da tarde e a noite desta quarta-feira (24), atingiram também em cheio o coração de venezuelanos que moram em Campo Grande e estão sem notícias de casa.
Ao Jornal Midiamax, a presidente da Associação de Venezuelanos de Campo Grande, Mirtha Carpio, conta que a falta de informações aumenta a angústia. “Muito apertado [o coração]. Triste. Foram dois terremotos. Um e, 40 segundos depois, o outro, de magnitude grande. Prédios caíram. Foram cinco estados aterrados”, detalha.
Os tremores foram seguidos de 20 réplicas e afetaram gravemente as regiões de Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, Caracas e La Guardia, segundo a Telesur, a emissora estatal da Venezuela.
“Toda mundo está sem comunicação. Não tenho comunicação com minha família. Vários estados que estão incomunicáveis. Não sabemos. Estamos sabendo por terceiros que estão gravando. Não temos informação certa”, esclarece Mirtha.
“A Cruz Vermelha na Venezuela colocou um telefone para saber, ter comunicação, mas tem muitas cidades que não têm eletricidade, sem comunicação. Venezuela está em situação de emergência hoje”, compartilha.
A presidente, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência para lidar com as consequências do desastre e pediu união à população para salvar vidas.
Uma das preocupações é a falta de informações sobre a possibilidade de familiares feridos e os comunicados que alertam para a possibilidade de milhares de mortos aumentam a tensão.
“Na realidade, não sabemos [informações sobre mortos]. É uma estatística rápida. Mas há muitas pessoas soterradas ainda, muitas que não se sabe onde estão. Pra mim é muita gente ferida e muita gente morta”, completa Mirtha.
“O que não sabemos é sobre hospitais, como está a Venezuela. Não sabemos como vai ser. Isso que preocupa, porque a Venezuela estava em situação ruim. Não sabemos se depois que a Delcy Rodriguez e o Trump melhoraram. Mas não sabemos como vai ser o atendimento dessas pessoas. Os mortos onde vão ficar? A preocupação é total”, resume a venezuelana.
Segundo a presidente da associação, Campo Grande tem cerca de 6 mil venezuelanos morando na cidade.
“Nosso grupo em Campo Grande tem situação preocupante e queremos que orem por nós, por eles, que estão em situação bem delicada”, finaliza Mirtha.
Fonte: Midiamax







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