Agepen confirma que negligência de servidor permitiu fuga de preso em Campo Grande
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O detento fugiu pelo portão lateral do presídio, que foi aberto pelo servidor
A sindicância instalada há quase um ano para apurar a fuga de Wellington Xavier do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) apontou negligência por parte do servidor responsável pela abertura do portão. O caso ocorreu na manhã do dia 4 de junho do ano passado.
Wellington, que estava preso pelo crime de estupro, na época, teria aproveitado a saída de um caminhão pelo portão lateral do presídio. Parte da fuga, que contou com apoio da esposa, foi registrada por câmeras de segurança. Assim, foi capturado na mesma data, porém momentos depois.
Faltando poucos dias para completar um ano do caso, o Jornal Midiamax procurou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para saber o resultado da sindicância aberta na época pela corregedoria.
Assim, a Corregedoria concluiu que houve, sim, negligência por parte do servidor responsável pela abertura do portão. A conclusão foi tomada após análise do sistema de vigilância e também da coleta de depoimentos. Entretanto, eles afirmam que: “Não foram identificados indícios de dolo [intenção] na conduta“.
Ainda, informaram que foi adotado o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), utilizado em instrumentos administrativos de caráter educativo e corretivo, “que buscam ajustar a conduta do servidor e prevenir novas falhas. Esse tipo de medida é aplicado quando não há indícios de crime ou improbidade administrativa“.
Preso por estupro
Wellington foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo crime de estupro, ocorrido em 2018.
Na época, o Jornal Midiamax noticiou que duas irmãs, de 14 e 17 anos, estavam sendo violentadas pelo padrasto, de 36. A mais velha teria engravidado do homem com 16 anos. Quem soube do estupro foi o pai das vítimas, um mês depois.
No entanto, os abusos já aconteciam há 12 meses e vieram à tona quando a adolescente de 14 anos fugiu de casa e pediu ajuda de uma tia. Em seguida, a polícia foi acionada e passou a investigar o caso.
O crime foi relatado à Justiça, que colheu o depoimento de uma das meninas, e laudos psicológicos confirmaram os abusos. Segundo o processo, os abusos teriam começado quando o namorado da mãe das meninas terminou o relacionamento.
A menina contou à Justiça que, para reatar o relacionamento, a mãe passou a mandar fotos da filha — de 14 anos — nua para o homem. Nas mensagens enviadas pelo WhatsApp, diz a menina, a mulher afirmava que, se voltasse, ele poderia ficar com a filha e com ela.
Quando o padrasto voltou, começaram os estupros, que teriam acontecido com o consentimento da mãe. A adolescente engravidou do padrasto e teve um bebê, que hoje está com 10 meses.
O pai das crianças relatou que a ex disse que o pai do bebê seria um namoradinho da filha. Ainda no relato feito pela garota de 14 anos, elas eram ameaçadas pelo padrasto caso contassem alguma coisa a qualquer outra pessoa.
Fonte: Midiamax







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