Detento que comandava tráfico no Paraná está há um ano preso na Máxima de Campo Grande
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Em 2016, ele foi preso por ter assassinado a ex-mulher em frente a uma boate em Ponta Porã
O detento, de 42 anos, alvo da Operação Matrioska está há cerca de um ano preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa do Paraná e, mesmo dentro do presídio, comandava o esquema de forma organizada e hierárquica.
Natural de Pato Branco, no Paraná, o detento da Máxima é apontado pela Polícia Civil como responsável por determinar rotas, coordenar a distribuição dos entorpecentes e também gerenciar recursos financeiros por meio de contas bancárias de terceiros, utilizando-as para ocultar a origem dos valores recebidos.
Durante vistoria na cela, foram apreendidos sete aparelhos celulares. Segundo o documento ao qual o Jornal Midiamax teve acesso, ele estaria há um ano preso em Campo Grande e trabalha no setor de faxina da penitenciária, sem receber visitas.
Atirar na ex
Em 2016, o Jornal Midiamax noticiou que o detento foi preso acusado de assassinar a tiros a ex-mulher em frente à uma boate de Ponta Porã, a 295 km de Campo Grande. Assim, foi preso na cidade de Pato Branco.
O crime, conforme noticiado na época, ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2016, quando o autor invadiu a boate. Ele efetuou oito tiros de calibre 22 contra a vítima, que chegou a ser encaminhada ao Hospital Regional da cidade e posteriormente a cidade de Dourados, onde faleceu ao não resistir aos ferimentos.
O homem teve o apoio de integrantes do narcotráfico que atuam na região de fronteira para cometer o crime e, posteriormente, ficar escondido em território paraguaio, de onde fugiu para o Estado do Paraná. Lá, ele refazia sua vida e foi onde terminou preso, após uma intensa investigação realizada pelos agentes da Polícia Civil de Ponta Porã e do Paraná.
Operação Matrioska
As investigações começaram no dia 26 de agosto de 2025, após a prisão de uma mulher flagrada com mais de 2 kg de crack em um ônibus. A suspeita morava em Pato Branco e fazia parte de uma organização criminosa.
Conforme a investigação policial, o grupo — liderado pelo detento custodiado no Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande — agia de forma organizada e hierárquica, com funções definidas entre os criminosos.
O grupo era responsável pela aquisição, transporte, armazenamento e distribuição das drogas, além da movimentação e ocultação dos valores oriundos do crime.
De acordo com as investigações, mesmo preso, o líder da organização criminosa determinava rotas, coordenava a distribuição dos entorpecentes e gerenciava recursos financeiros por meio de contas bancárias de terceiros, utilizadas para ocultar a origem dos valores recebidos.
Mulheres no transporte
As investigações também apontaram que o grupo utilizava principalmente mulheres para realizar o transporte dos entorpecentes. As drogas eram amarradas aos corpos delas e levadas de Mato Grosso do Sul para a cidade de Pato Branco, no Paraná.
Segundo a polícia, as mulheres faziam o transporte por meio de ônibus interestaduais e, em alguns casos, levavam os filhos, a fim de evitar suspeitas.
Fonte: Midiamax







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