top of page
CABEÇALHO.fw.png
BANNER_CABEÇALHO_1530x150.fw.png

Empreiteira acusa Alems de direcionar licitação de R$ 102 milhões em obra de Gerson Claro

  • há 7 horas
  • 3 min de leitura
Presidente da Alems, Gerson Claro anunciou obra para novo plenário. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Presidente da Alems, Gerson Claro anunciou obra para novo plenário. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

O presidente do Legislativo de Mato Grosso do Sul anunciou a obra faraônica no ano passado, classificando-a como 'sonho'


A empresa mineira Alcance Engenharia e Construção LTDA entrou na Justiça contra licitação de R$ 102 milhões lançada pela Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).


Em março de 2025, o presidente do Legislativo, deputado Gerson Claro (PP), anunciou a obra faraônica do novo plenário e a classificou como “um sonho”.


Em outubro do mesmo ano, a Assembleia já havia encerrado a licitação e assinou contrato com duas empresas que formaram o Consórcio Novo Plenário: Paulitec Construções LTDA (CNPJ 49.437.809/0001-74) — como líder do consórcio — e Tecnoedil S.A. Constructora (CNPJ 60.850.845/0001-06) — paraguaia.


Criando regras

A ação acusa o edital de criar regras de direcionamento do certame, dificultando a participação de outras empresas. Entre as exigências apontadas como ilegais, está a necessidade de comprovação de que a empresa tenha construído um prédio público com as mesmas especificações exigidas para a obra da Alems no mesmo projeto.


Então, a Alcance diz que a administração pública deve buscar ampliar a participação de empresas para conseguir a proposta mais vantajosa, “e não criar barreiras desnecessárias que afunilam o número de participantes“.


Outro ponto que a Alems teria criado para barrar participantes, segundo a empreiteira, é exigir uma licitação presencial, já que a nova lei de licitações determina que os processos devem ser feitos, via de regra, de forma eletrônica.


A Alems chegou a dizer que a exigência de sessão presencial seria “incentivo ao desenvolvimento local e regional”, ao que a empresa alega ser violação à competitividade, “pois direciona indevidamente a participação para empresas geograficamente próximas, em detrimento de outras, igualmente capazes, que poderiam oferecer propostas mais vantajosas à Administração Pública”, diz em trecho da petição.


Nos autos, a fim de que a empresa desista da ação, a Alems pediu para o juiz elevar o valor da causa de R$ 1 mil para R$ 107 milhões — já que as custas processuais são baseadas no valor da causa.


No mais, defendeu as exigências do edital, afirmando que o atestado único é importante, por ser uma obra complexa, e precisa “garantir que a contratada possua capacidade técnica e gerencial para coordenar a simultaneidade de sistemas e etapas construtivas”.


Sem citar a alegação de que optou por licitação presencial por motivações de “desenvolvimento regional”, a Alems disse que foi uma opção devido à complexidade da obra.


Numa análise inicial, o juiz Claudio Müller Pareja manteve o edital, mas abriu prazo para a Alems se explicar. Depois de ouvir todas as partes e, também, o Ministério Público, o magistrado deverá proferir uma sentença.


Ao Jornal Midiamax, Gerson Claro declarou: “Entendo que todos têm direito de ir à Justiça. Absolutamente normal. A equipe técnica responsável fez os esclarecimentos, e o jurídico da Casa fez as explicações de defesa nos autos. Outro detalhe é que a empresa que questionou o edital nem sequer participou da licitação”.


A reportagem solicitou, na quarta-feira (20), posicionamento da Alems sobre as acusações da empresa Alcance Engenharia, mas não obtivemos retorno até esta publicação. O espaço segue aberto.


Contrato de R$ 102 milhões com consórcio que tem empresa paraguaia

A Alems fechou, em outubro do ano passado, contrato para construção do plenário do Legislativo. Assim, consórcio com participação de empresa paraguaia receberá R$ 102.434.406,83 pela obra.


Contudo, a empresa brasileira Paulitec comanda o consórcio vencedor. Juntas, as empresas serão responsáveis pela obra de construção de um novo plenário e bloco administrativo de apoio aos parlamentares, servidores e visitantes da Alems.


O contrato inclui todo o material e a mão de obra necessários para a execução dos serviços. Além disso, o documento define o prazo de 18 meses, a partir da ordem de execução, para execução do projeto.


Fonte: Midiamax

Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html