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Esposo que vigiava mulher por câmeras no Jardim Colibri é condenado a 32 anos de prisão

  • há 1 dia
  • 4 min de leitura
Local onde o casal vivia. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)
Local onde o casal vivia. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

Os crimes tiveram início em 2005, ou seja, duraram cerca de 20 anos


Preso em abril do ano passado por manter a esposa em cárcere privado em uma residência no Jardim Colibri, o homem foi condenado a 32 anos de prisão em regime fechado, em Campo Grande. O caso chegou ao conhecimento da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) após denúncias anônimas.


Na época da prisão, foi apurado que a mulher vivia sob vigilância constante, impedida de sair de casa, usar celular ou acessar redes sociais. Ela ainda era vigiada pelo marido por meio de câmeras de segurança com áudio.


Na época da prisão, o Jornal Midiamax esteve na residência e conversou com alguns moradores, que chegaram a dizer que a vítima era uma pessoa discreta. “Parecia ser uma pessoa que estava sempre assustada e discreta, de poucas palavras”, relatou uma moradora.


Além disso, outra vizinha relatou que ela já havia sido vista grávida e com a cabeça raspada. “Ela ficou muda, e a filha, ainda criança, respondeu: ‘Meu papai fez isso. Ele bateu na mamãe e raspou a cabeça dela’”, relembrou a vizinha.


Ciclo de violência

Segundo o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), os crimes tiveram início em 2005, ou seja, duraram cerca de 20 anos.


Durante todo esse período, a vítima foi submetida a um ciclo contínuo de violência e dominação, caracterizado por agressões físicas graves, torturas com o uso de instrumentos como martelo, mangueira e raquete elétrica, além de estupros e violência psicológica.


Além da mulher, as filhas do casal também foram reconhecidas como vítimas de violência psicológica. Isso porque elas foram constantemente ameaçadas e intimidadas para que não revelassem os abusos ocorridos dentro do ambiente familiar.


Diante da gravidade, a 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande proferiu a sentença condenatória contra o homem pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável majorado, lesões corporais qualificadas e violências psicológicas, praticadas contra a esposa e também as filhas.


Por fim, ele foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multa.


Casa pouco frequentada

O casal morava na residência há cerca de 15 anos. Contudo, nesse período, familiares da mulher ou amigos não eram vistos frequentando o local. Segundo os vizinhos, as únicas pessoas que frequentavam a casa eram o pai e a mãe do suspeito.


“Conheço ela há 15 anos, mas foram poucas as vezes que a vi na rua. Quando via, ela estava sempre correndo”, disse uma das vizinhas. Ainda segundo ela, a vítima quase não era vista na rua: “Ela era vista raras vezes, não conversava quase com os vizinhos.”


Cárcere e monitoramento por câmeras

A vítima era vigiada pelo marido, por meio de câmeras de segurança com áudio. Ele também a ameaçava de morte, bem como seus familiares, caso fosse denunciado. O caso chegou ao conhecimento das autoridades policiais após algumas denúncias anônimas.


Na casa, foi encontrado um revólver calibre 38 escondido no quarto, além de um sistema de monitoramento de câmeras instaladas dentro do imóvel. Ao perceber a chegada dos policiais, o autor tentou fugir, mas foi capturado e encaminhado ao sistema prisional.


Na época da prisão, a delegada adjunta da Deam, Analu Ferraz Lacerda, destacou a gravidade da situação, alertando para o acontecimento de casos semelhantes.


“Episódios como este têm se tornado cada vez mais comuns, com vítimas vivendo sob extremo controle e ameaças constantes. Portanto, a denúncia é de extrema importância. Quem presenciar fatos como esse, pedimos que denuncie, para que a polícia possa agir”, reforçou.


Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.


Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.


Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.


As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.


Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.


Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.


Fonte: Midiamax

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