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Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado a três dias do fim da trégua com EUA

  • há 7 horas
  • 3 min de leitura
GIUSEPPE CACACE / AFP
GIUSEPPE CACACE / AFP

Na sexta-feira (17), o país persa chegou a reabrir a passagem, causado uma queda nos preços do petróleo; entretanto, no sábado (18), voltou a fechá-lo, em retaliação ao bloqueio americano aos portos iranianos


O estratégico Estreito de Ormuz permanece fechado neste domingo (19), como retaliação ao bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, a apenas três dias do fim da trégua estabelecida entre os dois países em guerra.


Após mais de um mês de conflito, que deixou milhares de mortos e abalou a economia mundial, o anúncio de sexta-feira (17) sobre a reabertura do corredor marítimo gerou um impulso imediato nos mercados financeiros e provocou uma queda expressiva dos preços do petróleo.


Mas no sábado (18), poucas horas após a reabertura, o Irã anunciou a retomada do “controle rigoroso” de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do fluxo global de hidrocarbonetos.


Pouco depois do anúncio, pelo menos três navios comerciais que tentavam atravessar o estreito foram alvos de disparos.


“Qualquer tentativa de aproximação do Estreito de Ormuz será considerada cooperação com o inimigo e o navio infrator será tomado como alvo”, advertiu a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã.

Segundo o site Marine Traffic, o tráfego pelo estreito era nulo neste domingo. No início da manhã, dois metaneiros se aproximaram da ilha iraniana de Larak, mas deram meia-volta, segundo os dados da plataforma de rastreamento marítimo.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a ação iraniana como uma tentativa de “chantagear” seu país.


Acordo final continua ‘distante’

O endurecimento das posições acontece enquanto continuam os esforços diplomáticos para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio, com um acordo maior que o cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos que começou em 8 de abril e expira na quarta-feira (22).


Uma primeira rodada de diálogos entre Estados Unidos e Irã, em 12 de abril no Paquistão, terminou sem acordo.


Na sexta-feira, Trump disse à AFP que um acordo de paz estava “muito próximo” e afirmou que o Irã havia aceitado entregar seu urânio enriquecido, outro ponto-chave das negociações. O país persa, no entanto, negou ter aceitado a transferência das reservas de material físsil.


O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que desenvolver um programa nuclear é um “direito” do Irã. “Como é possível que o presidente dos Estados Unidos afirme que o Irã não deve exercer seus direitos nucleares sem explicar por quê?”, declarou.


A República Islâmica, que nega buscar a fabricação de uma arma nuclear, defende seu direito de desenvolver energia nuclear com fins civis. E, embora o presidente americano tenha voltado a falar no sábado de “conversas muito boas” com o Irã, as declarações que chegam do lado iraniano são, mais uma vez, bem menos otimistas.


O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que representou Teerã no diálogo com Washington no Paquistão, afirmou na noite de sábado que os países “registraram avanços”, mas que um acordo final “continua distante”.


O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou neste domingo que está “otimista” sobre a possibilidade de uma prorrogação do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.


“Uma prorrogação será necessária (…) Estou otimista a respeito”, disse Fidan durante um fórum diplomático em Antália, no sul da Turquia. Ele destacou que “ainda restam alguns pontos que devem ser esclarecidos”.

‘Linha amarela’ no Líbano

No Líbano, outro front da guerra, o Exército de Israel anunciou no sábado que estabeleceu uma “linha amarela” de demarcação no sul do país.


O Exército israelense continua presente no país vizinho em uma faixa de dez quilômetros de profundidade a partir da fronteira, enquanto aguarda negociações para um acordo entre Líbano e Israel, em estado de guerra desde 1948.


Por ora, um cessar-fogo vigora entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah, após um mês e meio de conflito que deixou quase 2.300 mortos e um milhão de deslocados no Líbano.


Aproveitando o momento de calma, o Exército libanês trabalha em reparos de rodovias e pontes que foram atingidas por bombardeios israelenses.


Muitos moradores, no entanto, parecem hesitar em um retorno permanente para suas casas, devido à fragilidade do cessar-fogo que suspendeu as hostilidades iniciadas em 2 de março, dia em que o Hezbollah atacou Israel como represália pela ofensiva israelense-americana contra o Irã.


“Se voltarmos de maneira definitiva, tememos perder o nosso lugar na escola onde nos refugiamos”, disse Hassan, 29 anos, na capital libanesa, ao expressar o medo de retomada dos bombardeios.

*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

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