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Justiça anula PAD que expulsou Tiago Vargas da Polícia Civil

  • há 21 horas
  • 3 min de leitura
Ex-vereador Tiago Vargas em sessão da Câmara. (Foto: Reprodução; Câmara)
Ex-vereador Tiago Vargas em sessão da Câmara. (Foto: Reprodução; Câmara)

Desembargadores determinaram a reintegração do investigador que criticou Reinaldo Azambuja


O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) anulou o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) que expulsou Tiago Vargas da Polícia Civil em 2020. O ex-vereador foi demitido da corporação após críticas ao então governador Reinaldo Azambuja (PL).


Nesta terça-feira (19), o desembargador relator, Marcelo Câmara Rasslan, votou pelo provimento parcial de recurso impetrado por Vargas. Assim, votou para “declarar a nulidade do PAD n.º 012/2019/CGPC/MS, bem como da pena de demissão dele decorrente, determinando a reintegração do apelante ao cargo, se não houver outro impedimento”.


Assim, o relator defendeu ainda o restabelecimento dos direitos funcionais correspondentes. Contudo, fez ressalva da “possibilidade de a Administração, se entender cabível, instaurar ou refazer o procedimento administrativo”.


Além disso, manteve a “sentença quanto ao indeferimento da anulação genérica dos demais procedimentos administrativos e quanto ao pedido de indenização por danos morais”.


O voto de Rasslan foi aprovado por unanimidade pelos desembargadores em julgamento na 1ª Câmara Cível. Participaram do julgamento o desembargador Alexandre Branco Pucci e o desembargador João Maria Lós.


Tiago fez vídeo após demissão em 2020. (Reprodução, Redes Sociais)
Tiago fez vídeo após demissão em 2020. (Reprodução, Redes Sociais)

Retorno à Polícia Civil

Com a decisão, o Estado deve reintegrar o ex-vereador ao cargo de Investigador de Polícia Judiciária. No entanto, o advogado de defesa, Fabrício Vieira de Souza, explicou que “o prazo depende do cumprimento da ordem judicial, notificação do Estado, e de eventual recurso do Estado”.


Souza reforçou que “a anulação do PAD retira o impedimento para que ele retome suas funções após os trâmites necessários”. O advogado lembrou que a ação soma anos na Justiça.


“Conseguimos demonstrar ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul as graves irregularidades nos processos administrativos contra Tiago Henrique Vargas”, disse.

Logo, afirmou que a “demissão foi baseada em procedimentos totalmente viciados, e a decisão do TJMS reafirma o compromisso do Judiciário com o devido processo legal e a verdade dos fatos”.


Portanto, destacou que a decisão trata-se do entendimento final da Justiça. “Diferentemente das outras vezes, a decisão não é mera liminar, mas sim entendimento definitivo do Tribunal de Justiça do Estado. Tiago retorna à Polícia Civil com a dignidade restaurada”, comentou ao Midiamax.


Tornozeleira mantida

O ex-vereador também responde ação por chamar o ex-governador de ‘corrupto’. Assim, começou a usar tornozeleira eletrônica em 13 de abril de 2026.


A defesa de Tiago esclareceu que o “monitoramento eletrônico refere-se a um processo criminal distinto, que não tem relação direta com o PAD anulado”. Ou seja, o investigador da PC seguirá com a tornozeleira.


“As medidas criminais seguem seu rito próprio em outra vara judicial e serão objeto de discussão em momento oportuno dentro daquele processo específico”, disse.

Advogado de defesa explica implicações da decisão em outras esferas. (Reprodução, Arquivo Pessoal)
Advogado de defesa explica implicações da decisão em outras esferas. (Reprodução, Arquivo Pessoal)

Inelegibilidade

A decisão dos desembargadores pode influenciar outras decisões sobre o ex-vereador. Isso porque Vargas se tornou inelegível após o procedimento e a implicação na Lei da Ficha Limpa.


“Com a anulação da demissão, cai o principal obstáculo jurídico que gerava a sua inelegibilidade”, defendeu o advogado. Souza disse que “teoricamente, ele recupera seus direitos políticos plenamente”.

O investigador participou das Eleições de 2022, concentrando 18.288 votos para deputado estadual. No entanto, a inelegibilidade deixou Vargas de fora da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).


Nesta quinta-feira (21), a Justiça Eleitoral fez recontagem de votos para a Alems. O processo terminou com Neno Razuk (PL) de fora da Assembleia e João Cesar MattoGrosso com diplomação marcada para esta sexta-feira (22).


Em outubro de 2024, a Justiça chegou a suspender a demissão da polícia, mas depois negou o pedido de recurso. O que também deu a chance para Tiago Vargas tentar a posse como deputado estadual.


“Quanto a assumir a cadeira na Assembleia Legislativa, essa é uma questão que agora passa para a esfera do Tribunal Regional Eleitoral”, lembrou o advogado de Vargas. Porém, o intuito inicial do ex-vereador seria retornar à Polícia Civil, revelou a defesa.

Fonte: Midiamax


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