LISTA: Empresários foram presos com ‘Frescura’, esposa e engenheira
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'Frescura' comprava terrenos, construía casas e depois vendia para lavar dinheiro
O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) levou cinco presos na manhã desta quinta-feira (26), em Sidrolândia, dentro da Operação Camuflagem. Entre os presos está o empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”.
A mulher dele, Juliana Paula da Silva, também foi levada pelos agentes. Os empresários Evertom Luiz Luscero e Gedielson Cabral Nobre, além da engenheira Flaviana Barbosa de Souza, completam a lista dos presos na operação, que é um desdobramento da Tromper.
Além disso, os agentes fizeram buscas nos endereços ligados aos alvos, até mesmo no telhado de Frescura, que já deu “balão” uma vez no Gaeco ao esconder celular em um suposto bunker em sua casa. Aliás, ele tem condenação de 3 anos por obstrução da Justiça e mais de 30 anos por corrupção na Tromper.
Ao todo, foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão — desses, um na oficina de Evertom e outro na empresa de Gedielson, a “Prestadora de Serviços Nobre”. Segundo cadastro da Receita Federal, o empreendimento oferece serviços de impressão de material publicitário, fabricação de estruturas metálicas, obras de urbanização, entre outros.
Construção de casas para lavar dinheiro
Conforme apurado pela investigação, a estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício de Frescura e de sua família — inclusive enquanto o empresário cumpria medidas cautelares.
Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende. Flaviana seria contratada por “Frescura” para assinar os projetos de engenharia.
Tudo isso para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. A cidade virou centro de escândalos de corrupção nos últimos anos, a partir da deflagração da Operação Tromper, que revelou esquema de desvios milionários em contratos de obras, chefiado pelo então secretário de Fazenda — e genro da ex-prefeita Vanda Camilo —, Claudinho Serra.
Fonte: Midiamax







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