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Master: Alessandro Vieira protocola pedido de CPI para investigar Moraes e Toffoli

  • há 10 horas
  • 3 min de leitura
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O senador solicitou a instauração do colegiado para apurar supostas relações dos ministros com Daniel Vorcaro e eventuais influências no trabalho dos magistrados


O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (9) requerimento para a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o intuito de apurar supostas relações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A proposta de instauração do colegiado também indicou a possibilidade de investigar eventuais influências dessas ligações no trabalho dos magistrados.


“O caso Master revelou ao país uma complexa teia de irregularidades financeiras cujos desdobramentos investigativos alcançaram o coração do Poder Judiciário, gerando questionamentos de enorme gravidade sobre a conduta de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que merecem — e exigem — a atenção investigativa do [Legislativo]”, disse Vieira.


Também foram apresentadas no documento as mensagens enviadas pelo banqueiro à namorada. Nas conversas, Vorcaro disse ter se encontrado com Moraes.


Para protocolar pedido de abertura de CPI no Senado, é necessário que, pelo menos, 27 senadores endossem a solicitação. O requerimento para investigar Moraes e Toffoli reuniu 35 assinaturas. Houve pouca adesão da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora, para ser instaurada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa ler o documento de instalação e designar um parlamentar para chefiar os trabalhos.


Leia a lista de senadores que assinaram o requerimento:

  • Alan Rick (Republicanos-AC);

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);

  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);

  • Carlos Portinho (PL-RJ);

  • Carlos Viana (Podemos-MG)

  • Cleitinho (Republicanos-MG);

  • Damares Alves (Republicanos-DF);

  • Dr. Hiran (PP-RR);

  • Eduardo Girão (Novo-CE);

  • Efraim Filho (União-PB);

  • Esperidião Amin (PP-SC);

  • Flávio Arns (PSB-PR);

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ);

  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS);

  • Izalci Lucas (PL-DF);

  • Jaime Bagattoli (PL-RO);

  • Jorge Kajuru (PSB-GO);

  • Laércio Oliveira (PP-SE)

  • Luis Carlos Heinze (PP-RS);

  • Magno Malta (PL-ES);

  • Mara Gabrilli (PSD-SP);

  • Marcio Bittar (PL-AC);

  • Marcos do Val (Podemos-ES);

  • Marcos Rogério (PL-RO);

  • Margareth Buzetti (PP-MT);

  • Nelsinho Trad (PSD-MS);

  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);

  • Plínio Valério (PSDB-AM);

  • Rogério Marinho (PL-RN);

  • Sergio Moro (União Brasil-PR);

  • Styvenson Valentim (PSDB-RN);

  • Tereza Cristina (PP-MS);

  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO);

  • Wellington Fagundes (PL-MT);

  • Wilder Morais (PL-GO).


Jovem Pan procurou o gabinete dos ministros por meio da assessoria do STF, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.


Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.


O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. O dono do Master foi detido novamente na quarta-feira (4).


Segundo as investigações, a instituição financeira de Vorcaro oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.


Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.


Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.


Fonte: Jovem Pan

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