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Nova York e Nova Jersey abrem investigação contra a Fifa por ingressos da Copa

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura
CHARLY TRIBALLEAU / AFP
CHARLY TRIBALLEAU / AFP

A mudança dinâmica de preços e a mudança dos assentos nos estádios são os principais pontos atacados pelas procuradoras-gerais


As procuradoras-gerais de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira (27), a abertura de uma investigação “sobre as práticas de venda de ingressos da Fifa” para a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho.


Letitia James e Jennifer Devenport miram as entradas relativas ao estádio MetLife, que fica em New Jersey e receberá a final da competição no dia 19 de julho, segundo nota conjunta divulgada.


“Os nova-iorquinos esperaram anos para que a Copa do Mundo chegasse até seu quintal e merecem uma chance justa de ter ingressos acessíveis”, diz o texto.  A organizadora do torneio estabeleceu um sistema de compras dinâmico para a Copa, utilizando a demanda como condicionante das mudanças.

Ainda segundo a nota, após a compra de entradas para os setores mais privilegiados do campo, a Fifa abriu novas zonas e remanejou os fãs para assentos piores.


“Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos que compraram e que as declarações públicas da Fifa, assim como o processo de venda de ingressos, podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços”, afirmaram as procuradoras-gerais em um comunicado.

O texto também afirma que, segundo divulgado na imprensa, o preço dos ingressos aumentou em 90 dos 104 jogos da Copa, em média de 34%, e que supera os preços de qualquer outro Mundial.


“A investigação irá examinar o cronograma da Fifa para liberar os ingressos, declarações públicas e outras condutas que podem ter impactado os preços”, termina o texto, que também pede que pessoas que tenham comprado e não recebido os ingressos pelos quais pagaram contatem a procuradoria-geral.

Em meados de maio, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, já havia pedido esclarecimentos à Fifa sobre “possíveis práticas comerciais enganosas”, com base em uma investigação do veículo The Athletic.


Ele também convidou os consumidores californianos que acreditassem ter sido enganados a apresentar uma denúncia. Grupos de torcedores também elevaram o tom contra os preços altos.


A organização Football Supporters Europe (FSE) acusou recentemente a entidade máxima do futebol de “extorsão” e de “traição monumental”. A federação respondeu em abril ao The Athletic que os mapas dos estádios apresentados no momento da compra, e modificados posteriormente, eram “orientativos”.


*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

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