Onda de violência na Rua 14 de Julho acende alerta e mobiliza frequentadores no Centro de Campo Grande
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Morte de jovem a facada no último fim de semana expõe clima de insegurança, enquanto comerciantes e frequentadores cobram policiamento efetivo na região.
A recente revitalização boêmia da Rua 14 de Julho, no trecho entre as avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, enfrenta seu momento mais crítico. O resgate da convivência noturna no Centro da capital sul-mato-grossense, marcado pela abertura de bares e opções de lazer, passou a dar lugar à apreensão de moradores, clientes e empresários devido ao aumento de episódios violentos.
O caso mais recente ocorreu na noite do último sábado (8 de agosto), quando Kayke Juliano dos Santos Theotônio, de 21 anos, foi assassinado a facadas no cruzamento com a Rua Maracaju, em um momento em que a via registrava intensa movimentação.
Apelo pela preservação do espaço público
O homicídio aconteceu a pouca distância de onde o influenciador digital Pablo Alves, criador do perfil Eita Pega Vei, realizava gravações para redes sociais. Frequentador assíduo do corredor cultural, Alves lançou uma campanha de conscientização intitulada "Salvem a Rua 14", argumentando que a conduta de grupos mal-intencionados ameaça a continuidade da vida noturna na região.
"A Rua 14 é o coração do Centro e pertence a todos. O problema são as pessoas que vão com a intenção de arrumar confusão. Se não cuidarmos do espaço e não ocuparmos o local com respeito, corremos o risco de perder esse ponto de encontro", destacou o influenciador.
Mudança de clima após as 22h
Frequentadores assíduos relatam que a dinâmica da rua muda drasticamente ao longo da noite. Segundo relatos de clientes da região, a percepção de risco se intensifica a partir das 22h, horário em que os estabelecimentos comerciais iniciam o recolhimento de mesas e o desligamento do som ambiente.
Com o encerramento gradual das atividades dos bares, aglomerações em esquinas passam a predominar, criando um ambiente propenso a conflitos e afastando o público focado no entretenimento.
Comerciantes contestam foco das fiscalizações
Proprietários de estabelecimentos e profissionais da noite criticam a forma como o policiamento vem sendo executado no local. Empresários afirmam que, embora recorram à segurança privada para proteger o público no interior dos estabelecimentos, o ambiente externo permanece desprotegido.
O DJ Gustavo Santos da Costa (DJ Gutto) aponta um descompasso entre a fiscalização administrativa e a segurança ostensiva. Segundo ele, as operações policiais costumam focar no cumprimento da Lei do Silêncio, na medição de decibéis e na checagem de alvarás, em vez de atuar na prevenção de crimes violentos.
"A sensação é de vulnerabilidade constante. A fiscalização é rigorosa para conferir documentação de bares, mas frágil na proteção das pessoas na rua. É necessário um policiamento preventivo real, que iniba brigas e garanta que as pessoas se sintam seguras", pontuou o artista.
A comunidade local cobra reforço das forças de segurança pública para assegurar a ordem no quadrilátero central e evitar a degradação da vida boêmia na capital.







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