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Presidente da Assembleia de MT propõe plebiscito para resolver disputa de 22 mil km² com o Pará

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura
Bruno Pinheiro
Bruno Pinheiro

Audiência de conciliação, sob relatoria de Flávio Dino, foi remarcada para 10 de junho; parlamentar diz que questão é ‘das pessoas, não da terra’


O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), defendeu a realização de um plebiscito para resolver a centenária disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. “Falei para o ministro Dino que a gente possa fazer um plebiscito, vamos ouvir as pessoas, porque no final do dia o que importa são as pessoas, não é o palmo de terra, não é a produção”, afirmou, em entrevista exclusiva à Jovem Pan.


A área em disputa tem cerca de 22 mil km² — dimensão equivalente ao estado de Sergipe — e abrange territórios de seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia. A região, conhecida como Salto das Sete Quedas, concentra cerca de 350 mil cabeças de gado e a Usina Teles Pires, considerada a décima maior do país.


A governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma, afirmou que não aceitará divisões no território do estado. Russi respondeu diretamente à declaração. “Eu vi esse vídeo da governadora, onde ela estava preocupada com a questão da terra. Nós não estamos preocupados com a questão da terra, nós estamos preocupados com as pessoas, em acolher aqueles moradores, porque eles não têm atendimento”, rebateu.


O deputado acusa o Pará de abandono. “Descaso total de não levar infraestrutura, saúde, o mínimo para aquela região. Eles estão realmente largados”, disse. O parlamentar afirmou ainda que a Assembleia já teve audiência com o ministro Flávio Dino e acompanha o caso “de forma muito forte”.


A disputa tem origem na definição da fronteira estabelecida em 1922. O novo processo foi protocolado em 2023, reacendendo o embate político e jurídico entre os estados. Em 2020, o STF havia decidido de forma unânime a favor do Pará. Caso não haja acordo na audiência, marcada para 10 de junho, o processo seguirá para nova análise judicial.


Fonte: Jovem Pan

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