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Previdência de Angélica que investiu no Master é autônoma, diz prefeitura após operação

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura
Prefeitura Municipal de Angélica. (Reprodução, Vale do Ivinhema Agora)
Prefeitura Municipal de Angélica. (Reprodução, Vale do Ivinhema Agora)

Administração pública disse que não foi alvo das Operações Zehirut e Charitzut


A Prefeitura de Angélica afirmou que o IPA (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Angélica) é autônomo no município. A previdência, que investiu R$ 2 milhões no Banco Master, foi alvo de operação da PF (Polícia Federal) deflagrada na manhã desta quarta-feira (27).


“O IPA é uma autarquia municipal com personalidade jurídica própria, autonomia administrativa e financeira, e competência exclusiva para gerir os recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)”, declarou a administração municipal.

Então, o prefeito Edinho Cassuci (PSDB) apontou que as decisões sobre credenciamento de instituições financeiras, análises de investimentos, aplicações e resgates são de responsabilidade do IPA. “São tomadas exclusivamente pelo Comitê de Investimentos e Conselho Curador do Instituto, sem qualquer interferência do Executivo Municipal”, disse.


Resgate da Previdência

O município destacou que os R$ 2 milhões investidos no Master foram resgatados uma semana antes de a PF prender Daniel Vorcaro, o dono do banco. Assim, o IPA teria conseguido o dinheiro de volta em 12 de novembro de 2025.


Logo, o prefeito defendeu que não houve “qualquer prejuízo financeiro ao Instituto ou aos seus beneficiários”. Isso porque “todos os procedimentos seguiram a política de investimento vigente, orientação da consultoria financeira do IPA e foram registradas em Ata”.


O prefeito do município afirmou que a prefeitura não está na lista de alvos da operação. “A Administração Municipal esclarece publicamente que não foi alvo e não possui qualquer envolvimento, participação ou vínculo aos fatos investigados pelas Operações Zehirut e Charitzut”.


Operação e apreensões

Em 27 de maio de 2026, a PF deflagrou as operações Zehirut e Charitzut contra o rombo de R$ 9 milhões que o Master deixou nos institutos de previdência de Fátima do Sul e Angélica, municípios da região sul do Estado.


A PF informou que todos os alvos das duas operações foram encontrados nos seus respectivos endereços. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Angélica, seis em Fátima do Sul e dois em São Paulo (SP).


Foram cumpridos mandados no IPA e no Iprefsul (Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Fátima do Sul). Confira o balanço das duas operações:


Apreensões da Operação Zehirut

  • 1 arma de fogo e munições legais para procedimentos administrativos (armas ilegais foram destinadas à Polícia Civil local para confecção do flagrante em desfavor do possuidor);

  • 6 celulares;

  • 2 pen drives;

  • 6 PCs (3 notebooks e 3 desktops);

  • 4 HDs;

  • 1 pasta contendo diversas atas de reuniões relacionadas ao Banco Master.


Charitzu

  • 7 celulares.


A Polícia Federal informou que, após procedimento de perícia e análise dos dados, será possível dimensionar o tamanho da fraude envolvendo o Banco Master e as administradoras desses institutos de previdência.


Fonte: Midiamax

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