Rudi Fiorese tem liberdade negada e continua preso por fraudes no tapa-buraco
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Uma semana após prisões, somente um dos sete investigados conseguiu prisão domiciliar
A Justiça negou habeas corpus para o ex-secretário de Obras de Campo Grande Rudi Fiorese, para o ex-superintendente de obras Mehdi Talayeh e para o ex-chefe do tapa-buraco, Edivaldo Aquino Pereira.
A liminar é do desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, da 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
A decisão é provisória e o HC ainda será analisado pelos demais membros do colegiado.
Então, o magistrado solicitou informações da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, que expediu os mandados de prisão.
Até o momento, apenas o produtor rural Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o ‘Peteca’, apontado como sócio-oculto da Construtora Rial — que tem o filho e a esposa como sócios — deixou a prisão e foi para domiciliar, com uso de tornozeleira, por conta da idade.
Também continuam presos o filho de Peteca, Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, o ex-servidor da pasta de obras Fernando de Souza Oliveira e o auxiliar de fiscalização da Sisep Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula.
Operação Buraco sem Fim
Em 12 de maio de 2026, o MPMS deflagrou a Operação Buraco sem Fim, cumprindo sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão em Campo Grande, contra um esquema de fraude no serviço de tapa-buracos.
A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
Os promotores descobriram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos no valor de R$ 113.702.491,02.
R$ 147 milhões em contratos
Peça-chave nas fraudes do tapa-buraco, a Construtora Rial Ltda. possui R$ 147.621.717,54 em contratos de obras em Campo Grande. Conforme o Portal da Transparência do município, são oito contratos ativos para obras e serviços, sendo o mais antigo firmado em 2022.
Desse total, cinco são contratos de serviço, que abrangem o tapa-buracos, a manutenção em ruas de terra e também a sinalização por meio de construção de lombadas. O valor total para esses serviços é de R$ 42.050.710,63.
O maior montante refere-se a contratos de obras de recapeamento. A Rial opera, atualmente, em três frentes: região do Anhanduizinho (R$ 52.157.356,45), Imbirussu (R$ 29.783.245,48) e Segredo (R$ 23.630.404,98).
A atuação da empreiteira, segundo os investigadores, segue o mesmo modus operandi do que foi apurado na Operação Cascalhos de Areia, em que cinco dos atuais investigados foram denunciados.
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Fonte: Midiamax







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