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VÍDEO: Gerson Palermo chega a Campo Grande após ser preso na Bolívia

  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

Chefão do PCC ficou 6 anos foragido


Chegou a Campo Grande, em uma aeronave da Polícia Federal, Gerson Palermo. Apontado como liderança no PCC (Primeiro Comando da Capital), Palermo foi extraditado após a prisão na Bolívia.


Equipes da Polícia Penal fazem a escolta de Gerson Palermo até o Presídio Federal de Campo Grande. Gerson tem condenações que somam pena maior do que 120 anos.


Na manhã desta quarta-feira (27), equipes policiais da Felcn (Força Especial de Combate ao Narcotráfico) escoltaram Gerson Palermo até o aeroporto de Viru Viru.


Lá, equipes da Polícia Federal fazem a escolta para a extradição. Gerson Palermo saiu algemado da viatura, sob escolta policial brasileira e boliviana. A prisão ocorreu na terça-feira (26), após quase 6 anos da fuga de Palermo.


Vivia no campo

Gerson Palermo, de 68 anos, conhecido como ‘Pigmeu’, estava morando em uma propriedade nas proximidades de Cotoca, cidade na Bolívia, localizada a cerca de 19 km de Santa Cruz de la Sierra.


Bastante conhecido, Palermo é apontado como integrante do PCC, com ligações com narcotráfico internacional, com atuação no tráfico transnacional de cocaína, lavagem de dinheiro e articulação logística entre Brasil e Bolívia.


Segundo a PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), as diligências para realizar a captura de Palermo se iniciaram após a identificação do sequestro da própria filha, de 25 anos, por disputa envolvendo dinheiro do tráfico.


Sequestro

O sequestro ocorreu em outubro de 2025, em Campo Grande, após o sumiço de 100 mil dólares. Na ocasião, a filha de Palermo foi resgatada por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).


A partir daí, as investigações, por meio do Núcleo da Inteligência Policial da Depca, em atuação conjunta com a Polícia Federal e a Felcn (Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia), permitiram identificar a localização de Palermo, que estava escondido na Bolívia.


Vivendo em Cotoca

Segundo o site boliviano El Deber, o chefão do PCC estava vivendo em uma propriedade nas proximidades de Cotoca. Por lá, ele se passava por um empresário de grande sucesso do ramo do agronegócio.


O município é famoso por sua arquitetura colonial e também por abrigar o Santuário da Virgem Cotoca — padroeira do Oriente Boliviano —, que atrai milhares de peregrinos.


Quem é Gerson Palermo

Palermo é apontado como um dos chefões do PCC e tem registros policiais desde o início dos anos 1990. A maior pena do traficante é por um caso histórico: o sequestro de um Boeing 727 da Vasp, em 2000. Na ocasião, Palermo liderou uma quadrilha que tomou o controle do avião após a decolagem em Foz do Iguaçu, fronteira com o Paraguai.


Então, Palermo, que também é piloto de avião, deu as coordenadas e obrigou o piloto a pousar na cidade de Porecatu, interior do Paraná, onde o grupo roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões.


Palermo, que já havia sido preso em 1991 por tráfico de drogas, foi preso novamente em 29 de agosto de 2000, pelo sequestro do avião. Por este crime, ele foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão. Nessa época, ele já era considerado pela PF como um dos maiores traficantes do país.


Fonte: Midiamax

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