
Busca
Search this site
487 resultados encontrados com uma busca vazia
- Discord recorre contra suspensão de lives determinada pela ANPD
A determinação da ANPD foi adotada na semana passadaReprodução/Unsplash O Discord apresentou um recurso nesta segunda-feira (24) à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para tentar reverter a suspensão de suas transmissões ao vivo e ferramentas de compartilhamento de vídeo e tela no Brasil. A medida punitiva foi imposta pelo órgão na semana passada e exige que a plataforma comprove a adoção de salvaguardas eficazes para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. A restrição foi motivada por investigações envolvendo o uso da rede por grupos extremistas e por um caso grave ocorrido em julho, quando a plataforma foi utilizada para transmitir a automutilação de uma jovem de 13 anos que acabou falecendo. Em cumprimento à ordem, a empresa suspendeu os recursos de vídeo no dia 17 de agosto e afirmou que colabora com as autoridades. No documento entregue à agência, o Discord argumenta que a ANPD já conhecia seu mecanismo de verificação de idade desde fevereiro e que, até então, o sistema não havia recebido contestações ou exigências de melhorias. A agência confirmou o recebimento da peça jurídica, que segue sob análise. Enquanto a decisão não é revista, recursos como chamadas exclusivamente de áudio, servidores e mensagens diretas continuam funcionando normalmente no país.
- STF: Flávio Dino autoriza PF a examinar apuração sobre produtora de filme sobre Bolsonaro
Filme Dark Horse - Divulgação O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a examinar dados de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo que envolve a Go Up Entertainment, produtora da cinebiografia Dark Horse, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida atende a uma solicitação da própria corporação para apurar contratos firmados entre a produtora e a Prefeitura de São Paulo. A apuração em curso concentra-se no repasse de emendas parlamentares enviadas pelo deputado federal Mario Frias ao Instituto Conhecer Brasil, entidade associada à produtora, e não possui conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro. O caso chegou ao STF por meio de uma representação apresentada pela deputada Tabata Amaral, após revelações jornalísticas indicarem articulações para a captação de recursos privados voltados à produção do filme. Em julho, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar os repasses financeiros de Daniel Vorcaro para o projeto cinematográfico, medida que contou com o aval da Procuradoria-Geral da República.
- Senador Flávio Bolsonaro critica governo Lula em reunião com empresários em São Paulo
Flávio Bolsonaro durante coletiva de imprensa - Bruno Peres / Agência Brasil Durante um encontro com líderes da Fiesp em São Paulo, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mais prejudicial ao país do que a crise sanitária enfrentada durante a pandemia. O parlamentar também declarou que o atual Congresso foi estruturado para atuar em parceria com lideranças de perfil conservador e criticou a articulação política do Executivo, apontando um uso recorrente do Supremo Tribunal Federal para viabilizar a governabilidade. Na avaliação do senador, essa dinâmica evidencia sinais de desgaste institucional. Ao detalhar suas propostas para o cenário federal, o candidato prometeu selecionar quadros técnicos de alta reputação para compor os ministérios de um eventual mandato, enfatizando critérios de honestidade e competência na formação da futura equipe de governo.
- Salário mínimo em 2027: nova projeção eleva valor para R$ 1.741 e garante repasse a aposentados
Dario Durigan, novo ministro da Fazenda - Marcelo Camargo / Agência Brasil De acordo com informações divulgadas pelo Estadão Conteúdo e publicadas pelo portal Jovem Pan, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (24) que a proposta para o salário mínimo em 2027 será fixada em R$ 1.741. O valor representa uma alta de R$ 24 em relação à projeção anterior, que era de R$ 1.717, impulsionada por uma revisão na estimativa de inflação (4,93%) decorrente de possíveis impactos do fenômeno El Niño nos preços dos alimentos. Durante reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficou definido que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto. O titular da pasta econômica enfatizou que o reajuste do piso nacional também será aplicado integralmente à Previdência e aos benefícios sociais indexados, rechaçando boatos sobre uma possível desvinculação. A política de valorização segue a regra estabelecida que soma a inflação à variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, respeitando o limite de 2,5% imposto pelo arcabouço fiscal. Durigan pontuou que o orçamento para o próximo ano trará um crescimento das despesas obrigatórias inferior ao aumento geral do orçamento, garantindo maior racionalidade fiscal.
- Brasil e EUA retomam conversas comerciais após ligação entre Lula e Trump
Presidente Lula e Donald Trump, líder dos EUA - RICARDO STUCKERT/PR / BRENDAN SMIALOWSKI / AFP O governo brasileiro deve reiniciar na próxima semana as tratativas econômicas com os Estados Unidos. A decisão ocorre após o contato realizado pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, na sequência de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano, Donald Trump. A data exata do encontro, que reunirá representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ainda será definida pelas equipes de ambos os países. Diálogo diplomático e atritos tarifários A retomada das negociações busca abrir um novo canal de entendimento para amenizar as divergências geradas pelas recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos a mercadorias do Brasil. Durante o telefonema, que durou mais de uma hora e ocorreu em tom cordial, o presidente brasileiro classificou como infundadas as justificativas norte-americanas para a taxação, que envolvem temas como: Políticas de desmatamento e acordos comerciais preferenciais Proteção à propriedade intelectual e combate à corrupção Questões relativas ao Pix, ao etanol e a importações ligadas a trabalho forçado Lula defendeu que as tarifas prejudicam a economia dos dois países e enfatizou a diplomacia como ferramenta essencial para preservar os laços bilaterais. Por sua vez, Donald Trump concordou com a necessidade de manter vínculos comerciais sólidos e orientou suas equipes a retomarem os contatos. Cooperação em segurança e cenários globais Além da pauta econômica, a conversa abordou estratégias conjuntas de combate ao crime organizado. O governo brasileiro apresentou iniciativas voltadas à asfixia financeira de estruturas criminosas — que resultaram na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões — e destacou ferramentas como a Lei Antifacção e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia. Trump sinalizou interesse em ampliar a parceria nessa área e designará autoridades de alto escalão para acompanhar o tema. No âmbito internacional, os dois líderes discutiram os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, reforçando a importância de soluções negociadas por vias diplomáticas para pacificar as regiões.
- CGU conclui auditoria dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para o pleito de 2026
CGU termina análise dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para 2026 - Divulgação / TSE Técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) finalizaram na última sexta-feira (21) a inspeção nos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão empregados nas eleições de outubro. A diligência teve início na quinta-feira (20), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. A verificação integra o Ciclo de Transparência Democrática da Justiça Eleitoral e consiste em uma etapa fundamental para a fiscalização dos programas que darão suporte ao pleito. Durante a permanência no tribunal, a equipe técnica debruçou-se sobre a programação das urnas eletrônicas, os módulos de captação de votos e os softwares voltados à preparação, transmissão e apuração dos resultados. Transparência e Segurança no Processo O acesso a esses códigos confere a instituições devidamente autorizadas pela legislação a oportunidade de examinar o desenvolvimento e a programação de toda a infraestrutura tecnológica. Essa abertura ocorre desde 2002, tendo o prazo de fiscalização sido ampliado de seis meses para um ano antes do pleito a partir de 2021. De acordo com o TSE, o acesso aos códigos para as Eleições 2026 foi liberado em outubro de 2025 e segue aberto às entidades fiscalizadoras até setembro deste ano, data que antecede a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas — momento em que os programas são definitivamente fechados para a votação. Participação Institucional A condução dos trabalhos foi acompanhada por representantes do órgão eleitoral, que destacaram a importância de abrir o sistema para auditar a segurança e o funcionamento das urnas. Auditores da CGU também ressaltaram que a ampla participação de órgãos de controle, dos Três Poderes e da sociedade civil engrandece o processo democrático e reforça a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Além da CGU, outras entidades integram ou já passaram pelo ciclo de fiscalização, tais como: Procuradoria-Geral da República (PGR) Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Sociedade Brasileira de Computação Senado Federal Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) União Brasil O cronograma de fiscalização segue até setembro, mês em que ocorrerá a lacração oficial dos softwares que vão operar nas urnas de todo o país em outubro.
- Lula alerta sobre uso de inteligência artificial em campanha e prega foco em educação tecnológica
Presidente Lula - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Durante comício realizado neste sábado (22) no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a utilização de ferramentas de inteligência artificial (IA) pelos adversários na disputa eleitoral. Segundo o petista, a tecnologia deve ser alvo de forte exploração pelo campo oposto durante o pleito. "Nessa campanha, vai ter muita inteligência artificial, porque o lado de lá não sabe dizer a verdade, só sabe mentir. Eles vão trabalhar com inteligência artificial", declarou o presidente para um público estimado em cerca de 9 mil pessoas. Investimento em IA soberana Além das críticas aos opositores, o chefe do Executivo defendeu a necessidade de investimentos públicos voltados à educação e à capacitação profissional focada em inteligência artificial. Na visão do candidato, o Brasil deve buscar um caminho próprio, distante de influências externas tradicionais. "O Brasil não quer copiar o modelo chinês ou o modelo americano. É a inteligência artificial falando em português e já estamos avançados, porque o Brasil tem um banco de dados muito poderoso", pontuou. O evento marcou o início das agendas de campanha de Lula no estado fluminense e contou com a presença do candidato ao governo estadual Eduardo Paes (PSD).
- Influenciador mantém prisão preventiva após audiência de custódia em Mato Grosso do Sul
(Léo de França, Midiamax) O influenciador digital Eduardo Rezende da Silva, conhecido como Razuk, teve a prisão mantida nesta quinta-feira (20) após passar por audiência de custódia. Ele é um dos principais alvos da Operação Razuk, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc). As investigações apontam que Razuk e seu irmão, Rafael Razuk, comandavam um esquema de vendas ilegais de rifas de veículos de luxo pela internet, estruturado também sob suspeita de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A estimativa policial é de que apenas nos últimos seis meses a atividade ilícita tenha movimentado cerca de R$ 100 milhões. Detalhes da Investigação e Operação Esquema prolongado: De acordo com o delegado titular da Dercc, Pedro Cunha, o influenciador promovia sorteios de forma irregular desde 2019, tendo retomado a prática com perfis secundários em momentos anteriores. Alvos e Apreensões: A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e quatro prisões preventivas em Campo Grande, João Pessoa (PB) e no Rio de Janeiro (RJ). Veículos apreendidos: Um galpão localizado na Vila Morumbi, que servia para armazenar cerca de 30 veículos de luxo ligados à operação, foi alvo de apreensão policial. Próximos Passos O inquérito segue em andamento para aprofundar a apuração sobre o fluxo financeiro da organização criminosa e identificar eventuais novos envolvidos no esquema de sorteios clandestinos pela internet.
- Solidariedade em meio à crise: Brasil envia 19 toneladas de arroz para ajudar vítimas de terremoto na Colômbia
Imagem: Wix Ação humanitária mobilizou aeronave da Força Aérea Brasileira após tremor de magnitude 7,4 deixar centenas de mortos no país vizinho. O governo brasileiro oficializou o envio de uma carga emergencial de 19 toneladas de arroz para a Colômbia. A medida atende a um pedido de socorro internacional feito pelas autoridades colombianas após o forte terremoto que atingiu o país no início do mês, deixando mais de 300 mortos e rastro de destruição. Logística e Abastecimento Nacional A operação logística foi iniciada na tarde desta quinta-feira. Uma aeronave cargueira KC-390, pertencente à Força Aérea Brasileira (FAB), decolou da Base Aérea de Canoas (RS) com destino ao território colombiano, onde o desembarque dos alimentos está previsto para esta sexta-feira. Em nota oficial, o governo garantiu que o lote enviado não afetará o mercado interno: "Oriundo dos estoques públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o arroz doado não compromete o abastecimento nacional." O Impacto do Sismo O abalo sísmico, registrado com magnitude 7,4, teve seu epicentro localizado na região de San José del Palmar, no Departamento de Chocó. O tremor causou danos severos à infraestrutura do país, colapsando prédios, residências, escolas e hospitais. O impacto cortou rodovias importantes e afetou severamente municípios que vão desde o porto de Buenaventura, na costa do Pacífico, até grandes centros urbanos como Cali, Pereira, Manizales e Quibdó. O Ministério das Relações Exteriores reforçou a solidariedade do Brasil com o povo colombiano e reiterou o compromisso de seguir colaborando com as ações de resposta à emergência dentro das capacidades do país.
- Tribunal Superior Eleitoral barra recursos públicos e debates para Pablo Marçal
Pablo Marçal diz que vai respeitar a vontade das urnas e que foco é em 2026 - FELIPE MARQUES/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Em decisão unânime proferida nesta quinta-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a proibição temporária de acesso aos fundos eleitoral e partidário por parte de Pablo Marçal (PRTB). A medida também restringe a participação do candidato em debates televisivos e em propagandas no rádio e na televisão. Pontos principais da decisão: Caráter Provisório: As restrições valem até que a Corte Eleitoral julgue em definitivo o pedido de registro de candidatura de Marçal à Presidência da República. Inelegibilidade: A medida atende a uma solicitação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou a inelegibilidade de Marçal até 2032 em decorrência de condenação pelo TRE-SP relacionada ao uso indevido de meios de comunicação na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024. Questionamento Partidário: Além da situação de elegibilidade, o MPE também contestou a validade da filiação de Marçal ao PRTB, apontando divergências temporais em relação ao prazo legal de desincompatibilização e filiação prévia. O registro oficial da candidatura havia sido protocolado no sistema do tribunal em 15 de agosto, restando pendente a análise definitiva do plenário da Corte.
- STF: André Mendonça deve manter investigações sobre Lulinha na Corte
Fábio Luís Lula da Silva, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conhecido como Lulinha - Reprodução / Flickr O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para enviar à primeira instância os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tendência é que os casos permaneçam sob a relatoria da Corte até o encerramento das apurações. Atualmente, o STF conduz três frentes de investigação envolvendo o filho do presidente. As duas primeiras estão sob a responsabilidade do gabinete de Mendonça, enquanto a terceira é relatada pelo ministro Flávio Dino, onde a PGR ainda não solicitou a remessa para instâncias inferiores. Linha de apuração e desdobramentos As investigações concentram-se em suspeitas de tráfico de influência e corrupção: Setor de saúde: O primeiro inquérito examina um suposto favorecimento a uma empresa de medicamentos à base de cannabis junto ao Ministério da Saúde. Tecnologia: A segunda apuração verifica contratos com a Dataprev intermediados por uma empresa de TI. Vínculos políticos: O terceiro inquérito atinge o ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, apontado pela Polícia Federal (PF) com ligações com Lulinha e a lobista Luchsinger. Se o ministro confirmar a permanência dos inquéritos no tribunal, eventuais recursos deverão ser submetidos à Segunda Turma do STF, composta também por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. Nos julgamentos criminais recentes, Mendonça tem contado com o alinhamento de Fux e Nunes Marques, embora este colegiado ainda não tenha apreciado méritos relacionados a este caso específico.
- Contran aprova novas regras da Lei Seca: fiscalização passará a detectar uso de drogas e remédios ao volante
© Magno Segllia/Divulgação Resolução do Conselho Nacional de Trânsito prevê o uso de aparelhos certificados pelo Inmetro para identificar substâncias psicotrópicas em motoristas. Norma também estabelece obrigatoriedade do reteste do bafômetro para evitar falsos positivos. Ampliação no controle do trânsito O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou novas regras que alteram a rotina de fiscalização da Lei Seca no Brasil. Com a decisão, os agentes de trânsito passarão a contar com equipamentos adequados para identificar se o condutor ingeriu drogas ilícitas ou medicamentos que alterem a capacidade psicomotora, expandindo a abordagem que antes se concentrava apenas no consumo de bebidas alcoólicas. Como funcionará a nova testagem Identificação de substâncias: O equipamento indicará a presença de substâncias no organismo do condutor, mas não especificará a dosagem/quantidade. Certificação do Inmetro: Os dispositivos utilizados pelas forças de segurança deverão obrigatoriamente ser homologados pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, ligado ao Inmetro. Sinais comportamentais: A simples presença de vestígios de substâncias não caracteriza infração automática; os fiscais também deverão atestar sinais visíveis de alteração psicomotora. Reteste contra falsos positivos e regras de recusa A nova resolução institui formalmente a prática do reteste de alcoolemia. O objetivo é evitar autuações indevidas causadas pelo consumo de alimentos ou produtos de higiene bucal que contenham resíduos de álcool (como bombons de licor ou enxaguantes). O Ministério dos Transportes reforçou que a medida não estabelece novas infrações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em caso de recusa à realização do exame, permanecem válidas as sanções vigentes: Infração gravíssima; Aplicação de multa; Suspensão da CNH pelo período de 12 meses; Retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.
- Em sabatina com o setor produtivo, Rogério Marinho promete diálogo com empresários em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Flávio e Rogério Marinho - Andressa Anholete/Agência Senado Representando a chapa do PL em evento da UNECS, senador criticou a atual gestão econômica e destacou a força da bancada do partido no Congresso. Durante sabatina realizada pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS) nesta terça-feira (18), em Brasília, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o setor empresarial voltará a ter uma relação de parceria com o Palácio do Planalto caso Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições presidenciais. Flávio Bolsonaro, que era aguardado no evento, não compareceu e foi substituído pelo candidato a vice-presidente na chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL). Durante a apresentação, Marinho defendeu uma aproximação com o setor privado e sustentou que a classe produtiva é a principal responsável pela geração de empregos e renda no país. O parlamentar também fez críticas à política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarando que a atual gestão vem prejudicando a capacidade produtiva nacional. Para respaldar a viabilidade das propostas da candidatura, Marinho destacou a dimensão da bancada do PL no Congresso Nacional — atualmente composta por cerca de cem deputados e 15 senadores —, ressaltando a intenção do partido de ampliar essas cadeiras nas eleições deste ano para sustentar reformas e projetos a partir de 2027.
- Plano de governo de Tarcísio prevê R$ 25 bi para adaptação climática, supercomputador e IA para jovens
Tarcísio de Freitas durante primeiro debate pela disputa ao governo de São Paulo - Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a versão ampliada de seu plano de governo para a disputa da reeleição. Com 68 páginas, o documento detalha diretrizes com foco em infraestrutura ambiental, inovação tecnológica, programas sociais e saúde pública. Os principais eixos apresentados na proposta abrangem: Resiliência e adaptação climática: Alocação de R$ 25 bilhões até o fim de 2029 para obras de drenagem, desassoreamento de rios, reservatórios e ampliação do saneamento básico. A medida institui formalmente o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC) para monitorar riscos ambientais. Simulação de mobilidade urbana: Implementação de um supercomputador para consolidar dados de GPS, bilhetagem e tráfego. A ferramenta funcionará como ambiente virtual de testes para avaliar intervenções no transporte público e rodoviário antes da aplicação prática. Letramento em IA generativa: Programa de capacitação em tecnologia e inteligência artificial voltado a jovens de 16 a 29 anos periféricos ou em situação de vulnerabilidade social, prioritariamente os que não estudam nem trabalham. Os cursos focarão em criação de conteúdo, games e empreendedorismo digital. Saúde feminina na menopausa: Regulamentação da Política Estadual de Atenção Integral à Saúde das Mulheres com mais de 45 anos, oferecendo acompanhamento médico específico para o climatério, a perimenopausa e a menopausa. Políticas educacionais: Expansão do modelo de escolas cívico-militares e disponibilização de subsídios (vouchers) para mães que não obtiverem vagas na rede pública escolar. O texto substitui a versão preliminar enviada à Justiça Eleitoral no prazo limite inicial e estabelece as metas oficiais da candidatura para as Eleições 2026.
- Flávio Bolsonaro classifica ação do governo Lula contra tarifas dos EUA como "irresponsável"
Flavio Bolsonaro em visita a Campo Grande. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Senador criticou a abertura de processo de reciprocidade comercial e também comentou investigação sobre fraude em filiação partidária. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez duras críticas à condução da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação aos Estados Unidos. Durante agenda na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o parlamentar chamou a atuação de Lula de "irresponsável" e afirmou que o chefe do Executivo prioriza o cenário eleitoral em detrimento dos interesses nacionais. A declaração ocorre no momento em que o Ministério das Relações Exteriores inicia os trâmites para aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica contra o tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump. A diplomacia brasileira notificará formalmente Washington para solicitar a abertura de consultas diplomáticas bilaterais. Segundo Flávio Bolsonaro, o governo brasileiro agiu de forma provocativa com os norte-americanos e "se apequenou" ao longo do processo de negociação do conflito comercial. Prazos e trâmites da reciprocidade O pedido do Itamaraty foi encaminhado à Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que terá 30 dias — renováveis por mais 30 — para produzir um relatório fundamentando se o caso cumpre os requisitos da legislação de reciprocidade. Após essa etapa, o Comitê-Executivo de Gestão da Camex terá prazo idêntico para deliberar e adotar uma decisão final sobre a aplicação de medidas compensatórias. Investigação de filiação fraudulenta Na mesma ocasião, o senador comentou a denúncia de uma filiação indevida ao seu nome realizada no partido Missão. Flávio negou qualquer solicitação de ingresso na legenda, classificou o ato como crime eleitoral e defendeu a responsabilização dos culpados pela Polícia Federal. O partido Missão informou ter protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registros técnicos — incluindo o endereço IP do acesso realizado no início do mês — para auxiliar as autoridades na identificação dos responsáveis pelo cadastro ilícito.
- PRTB oficializa candidatura de Pablo Marçal à Presidência amparado por liminar
Pablo Marçal pode concorrer à Presidência (Reprodução, Redes Sociais) Decisão judicial autorizou filiação retroativa do empresário, que ainda enfrenta recursos contra decisão de inelegibilidade. O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) protocolou neste sábado (15) o registro de candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal à Presidência da República. A inclusão do nome no sistema ocorreu na data limite estipulada pela legislação eleitoral para a apresentação das chapas que disputarão o pleito deste ano. A viabilização do registro ocorreu por meio de uma liminar concedida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP). O magistrado determinou a regularização provisória da filiação de Marçal — que anteriormente integrava os quadros do União Brasil —, atribuindo efeito retroativo a 4 de abril. A data corresponde ao limite de seis meses de filiação partidária prévia exigido por lei para a disputa eleitoral. Bloqueio de senhas e disputas partidárias A defesa do empresário argumentou que a filiação não pôde ser cadastrada dentro do prazo devido ao bloqueio das senhas de acesso da direção do PRTB, motivado por disputas internas pela liderança nacional da sigla. Embora uma ordem judicial para a liberação das credenciais tenha sido emitida em março, o acesso ao sistema só foi restabelecido em 16 de junho. Segurança jurídica e pendências na Justiça Eleitoral Apesar da oficialização do pedido, a candidatura permanece submetida à avaliação da Justiça Eleitoral. A decisão liminar é provisória e pode ser revogada por instâncias superiores, que analisarão a validade jurídica da filiação com efeito retroativo. Ademais, Marçal responde a pendências judiciais relativas à sua disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024, acumulando ao menos três condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que resultaram em sua inelegibilidade, decisões contra as quais o empresário segue recorrendo.
- Giro Internacional: Sobe para 273 o número de mortos em terremoto na Colômbia; Europa e Oriente Médio enfrentam crises
Imagem: Wix Resgate de vítimas entra em fase crítica em solo colombiano após abalo de magnitude 7,4. Enquanto isso, cinzas do vulcão Etna paralisam voos na Itália e tensão se intensifica no Líbano e na Ucrânia. Colômbia em alerta: mortos chegam a 273 após forte abalo sísmico O cenário na Colômbia é devastador após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na última segunda-feira (10). Autoridades locais confirmaram que o número de vítimas fatais subiu para 273 pessoas, além de 3.824 feridos e 377 desaparecidos. As equipes de resgate travam uma corrida contra o tempo na cidade de Cali para localizar sobreviventes em meio aos escombros. No entanto, o trabalho de buscas tornou-se ainda mais arriscado devido ao registro de mais de 150 tremores secundários (réplicas). Na cidade de Pereira, a população sofre com desabastecimento de água, energia elétrica e gás natural. Itália: Vulcão Etna paralisa aeroporto e afeta milhares de viajantes Na ilha da Sicília, a erupção contínua do vulcão Etna — em atividade intensa desde o dia 6 de agosto — continua provocando caos no setor aéreo e turístico. O Aeroporto de Catânia suspendeu todas as operações de pousos e decolagens devido à densa nuvem de cinzas vulcânicas. A paralisação dos voos deixou centenas de passageiros ilhados no terminal, forçando o deslocamento de ônibus para outros aeroportos da região. Segundo vulcanologistas, esta fase eruptiva do Etna apresenta intensidade superior à de episódios anteriores. Oriente Médio: Israel descarta retirada de tropas do sul do Líbano O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o Exército israelense manterá o controle da zona de segurança no sul do Líbano, estendendo-se do litoral até as proximidades do Monte Hermom. A declaração contrapõe-se às tratativas realizadas recentemente em Roma entre governantes de Israel e Líbano, que previam o recuo gradativo das forças israelenses mediante o desarmamento do Hezbollah. Como o grupo se recusa a entregar seu arsenal, o impasse persiste. Novas conversas diplomáticas estão agendadas para o início de setembro. Guerra na Ucrânia: Julho registra pico de mortes civis e novos ataques a trens De acordo com dados divulgados pela ONU, o mês de julho registrou o maior índice de letalidade para civis na Ucrânia desde maio de 2022, totalizando 437 mortos e 2.610 feridos — uma alta de 70% na comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento decorre do disparo recorde de mísseis russos contra áreas urbanas, incluindo a capital Kiev. Nesta quinta-feira (13), a infraestrutura ferroviária na região de Odesa foi alvo de bombardeios que atingiram dois trens de passageiros, resultando na morte do maquinista e de seu auxiliar, além de deixar uma criança ferida.
- Registro falso de filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão continha endereço fictício e CPF divergente
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou que o registro tenha sido fruto de hackeamento - Bruno Peres / Agência Brasil Relatório técnico da legenda detalha fraude cadastral com dados inconsistentes; TSE descarta ataque hacker aos seus sistemas e aciona a Procuradoria-Geral Eleitoral. Um relatório técnico divulgado pelo partido Missão revelou novos detalhes sobre a fraude envolvendo a filiação indevida do senador Flávio Bolsonaro à legenda. De acordo com o documento, o cadastro fraudulento registrou como endereço a "Rua dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano", além de utilizar um número de CPF diferente do documento oficial do parlamentar. Cronologia das tentativas e divergências Segundo o levantamento interno do partido, as movimentações para a falsa filiação tiveram início no dia 2 de agosto, quando foi gerada uma cobrança de R$ 4.789,58 referente a uma contribuição financeira. Houve duas tentativas de pagamento via Pix, ambas recusadas, o que levou ao cancelamento do débito no dia 9 por falta de quitação. No dia 12 de agosto, o procedimento foi cancelado internamente pela sigla, mas um novo envio de dados acabou encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora a incoerência do CPF tenha sido informada à Justiça Eleitoral, a alteração foi processada no sistema da corte. Pelas normas eleitorais vigentes, a regularização do vínculo e a desfiliação exigem que o titular compareça presencialmente a um cartório eleitoral. TSE descarta invasão e aciona a PGE O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que o caso seja formalmente investigado. A corte descartou a hipótese de invasão cibernética ou ataque hacker aos seus sistemas, esclarecendo em nota que a ocorrência se deu pelo uso indevido das credenciais por alguém de posse dos dados do senador. A equipe do pré-candidato acionou a Justiça Eleitoral para corrigir a situação, que gerou entraves temporários no registro da candidatura de Flávio Bolsonaro pelo Partido Liberal (PL). Posicionamento dos envolvidos O fundador do partido Missão, Renan Santos, negou qualquer envolvimento da legenda na ação e classificou o episódio como inaceitável. A direção da sigla informou que está em contato com a Polícia Federal e com o TSE para colaborar com a apuração do caso, destacando que já havia alertado o gabinete do senador sobre a tentativa de cadastro no início do mês.
- TSE anula filiação fraudulenta e devolve Flávio Bolsonaro ao PL; PF vai investigar o caso
Senador Flávio Bolsonaro - Reprodução/Youtube/FlávioBolsonaro Decisão do ministro Nunes Marques atende a pedido de urgência e libera sistema para o registro de candidatura do senador dentro do prazo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a restauração imediata da filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL), cancelando um registro indevido que apontava o senador como integrante do Partido Missão. A decisão liminar foi assinada pelo ministro Nunes Marques, garantindo a regularização da situação partidária do parlamentar às vésperas do fim do prazo para o registro oficial de candidaturas. Regularização e Liberação de Sistema A alteração nos registros do TSE ocorreu após a inserção do nome do senador na base de dados do Partido Missão, o que gerou seu desligamento automático do PL — legenda à qual está filiado desde novembro de 2021. Ao conceder a tutela de urgência solicitada pela defesa, o ministro relator destacou os seguintes pontos: Ausência de consentimento: Comprovação de que não houve manifestação de vontade por parte do senador para a troca partidária. Urgência do prazo eleitoral: A necessidade imediata de liberar o sistema Candex para que o PL possa processar o registro da candidatura do parlamentar até o prazo limite. Efeito retroativo: A filiação ao PL fica restabelecida com data retroativa a 30 de novembro de 2021, anulando qualquer vínculo com o Partido Missão. Dados Fictícios e Investigação da Polícia Federal Além de corrigir a certidão eleitoral, o TSE ordenou a preservação de todos os registros de acesso ao sistema e encaminhou o caso à Polícia Federal (PF), que instaurará um inquérito para apurar a autoria e as circunstâncias da alteração. Detalhes apurados sobre o cadastro indevido revelam inconsistências graves: Informaçoes falsas: O requerimento de filiação trazia um CPF diferente do documento real do senador e cadastrou um endereço fictício. Posição da sigla: O Partido Missão informou que o procedimento foi realizado por um terceiro não identificado e que tentou cancelar a inscrição assim que notou a irregularidade. O TSE descartou a hipótese de invasão por hackers. Com a determinação judicial, o trâmite para a homologação da candidatura segue seu fluxo regular.
- Brasil aciona Lei de Reciprocidade e notifica EUA após sobretaxas comerciais
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e os laboratórios de testes em etanol e biodiesel no campus de São Caetano do Sul, na região do ABC Paulist - ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Itamaraty solicita consultas diplomáticas com Washington e classifica tarifas impostas pela gestão Trump como "injustificadas e arbitrárias". O Governo do Brasil deu início oficial, nesta quinta-feira (13), ao processo de reciprocidade comercial contra os Estados Unidos em resposta às sobretaxas impostas pela administração norte-americana. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou que já notificou formalmente as autoridades dos EUA e solicitou a abertura de consultas diplomáticas. A medida do governo brasileiro fundamenta-se na Lei nº 15.122, sancionada em abril de 2025. O mecanismo legal autoriza o Executivo a aplicar contramedidas proporcionais — como retaliações tarifárias, suspensão de isenções de importação ou restrições ao comércio de bens e serviços — contra nações que adotem políticas unilaterais prejudiciais à competitividade da economia brasileira. "Em cumprimento ao artigo 16 do referido Decreto, o Ministério das Relações Exteriores está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas. [...] As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis", declarou o MRE em nota oficial. Impacto das medidas e exceções A nova rodada de tarifas adotada por Washington fixou uma sobretaxa de 12,5% sobre uma série de produtos brasileiros. Contudo, alguns setores estratégicos permaneceram isentos da taxação, tais como: Café e carne bovina Etanol Aeronaves e componentes da Embraer Medicamentos e insumos farmacêuticos O Itamaraty reiterou que, ao longo do último ano, forneceu relatórios e evidências ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) para rebater alegações de supostas práticas desleais de comércio no âmbito da legislação norte-americana (Seção 301). Questão levada à OMC Além de acionar a legislação interna de reciprocidade, o Brasil formalizou uma reclamação no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 27 de julho, questionando os acréscimos tarifários de 12,5% e 25%. O governo dos Estados Unidos aceitou o pedido brasileiro no início desta semana, concordando em agendar uma data para as conversas bilaterais no fórum multilateral.
- Governo Federal não tem como pagar R$ 105,5 bilhões em despesas de 2026
Considerando o bloqueio do orçamento em vigor, há uma restrição de R$ 105,5 bilhões, ou 31,9% do total - LUDOVIC MARIN / AFP Nota técnica do Senado indica restrições no fluxo de caixa que atingem principalmente os ministérios da Saúde, Educação e Cidades; Planejamento afirma que limitação não é definitiva O governo federal enfrenta uma limitação orçamentária que impede o pagamento de R$ 105,5 bilhões em compromissos previstos para 2026 e faturas pendentes de exercícios anteriores. O montante representa 31,9% de todo o orçamento discricionário (despesas não obrigatórias) da União para o ano, conforme aponta uma nota técnica da Consultoria de Orçamentos do Senado com base em dados do Executivo. Ao todo, o governo possui R$ 330,9 bilhões em despesas discricionárias elegíveis para pagamento neste ano — soma de R$ 226,3 bilhões autorizados na Lei Orçamentária Anual de 2026 com R$ 104 bilhões em "restos a pagar" de anos anteriores. Contudo, devido às metas fiscais e aos limites de movimentação por órgão, o valor efetivamente liberado para desembolso é de R$ 225,4 bilhões. Pastas da Saúde, Educação e Cidades lideram pendências As restrições financeiras afetam de forma mais acentuada ministérios com alto volume de investimentos e despesas operacionais acumuladas: Ministério da Saúde: Lidera as retenções com R$ 15,1 bilhões a serem pagos de anos anteriores, o que gera gargalos na construção de unidades básicas, repasses para procedimentos de média e alta complexidade e compra de medicamentos. Ministério da Educação: Acumula R$ 13,8 bilhões em compromissos pendentes, impondo restrições a programas de aquisição de livros didáticos e apoio a creches e pré-escolas. Ministério das Cidades: Registra R$ 7,13 bilhões em faturas acumuladas, afetando obras de infraestrutura urbana e habitação. Planejamento argumenta que corte não é definitivo Procurado para esclarecer os dados, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que a contenção no ritmo de pagamentos não significa um cancelamento irreversível das verbas. Segundo a pasta, a diferença entre o total de gastos cadastrados e o limite disponibilizado em cada bimestre obedece a uma lógica de escalonamento do fluxo de caixa público, podendo ser reajustada até o encerramento do exercício financeiro. A retenção ocorre mesmo após o anúncio recente de alívio fiscal feito pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. No relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre, o governo anunciou a liberação de R$ 5,7 bilhões em gastos livres para as pastas, viabilizada pela redução nas estimativas de despesas obrigatórias (como pessoal e benefícios previdenciários). Apesar dessa liberação parcial, o governo mantém R$ 17,9 bilhões bloqueados no Orçamento de 2026 para assegurar o cumprimento das metas fiscais estipuladas.
- Queiroga governo federal e Lulinha durante agenda de campanha com Flávio Bolsonaro
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em pronunciamento à nação - Reprodução/Jovem Pan News/Jornal da Manhã Em compromisso político nesta terça-feira (11) em Brasília, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), pré-candidato ao Senado pela Paraíba, direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atacou o filho do chefe do Executivo, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ao responder sobre declarações a respeito de uma suposta influência de Lulinha na pasta da Saúde, o ex-ministro mencionou a medida de ampliação do exame de triagem neonatal realizada em sua gestão para ironizar o adversário. "Vamos fazer o teste do pezinho no Lulinha. Aí você vai ver o que a gente vai encontrar. Vamos encontrar lobista, vamos encontrar todo tipo de malfeito", afirmou em entrevista veiculada pela Jovem Pan. Queiroga esteve na capital federal para participar da gravação de materiais publicitários de campanha ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante a fala, o ex-ministro defendeu sua passagem pelo Ministério da Saúde, sustentando que a compra de R$ 38 bilhões em imunizantes ocorreu sem qualquer indício de desvio de recursos públicos. O pré-candidato também comentou a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa de Flávio Bolsonaro como vice. Segundo Queiroga, a atuação do parlamentar nas áreas de segurança pública e no combate à corrupção traz força estratégica para expandir a presença do partido no Nordeste.
- MARACANÃ EM FESTA: FLAMENGO BATE O VITÓRIA POR 2 A 0 E ENCOSTA NA LIDERANÇA DO BRASILEIRÃO
Jogo entre Flamengo e Vitória é válido pelo Brasileirão (Foto: Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Sob os olhares de mais de 58 mil torcedores, o Flamengo deu uma demonstração de força e eficiência na noite deste domingo (9) ao derrotar o Vitória por 2 a 0, no Maracanã, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com um golaço de Erick Pulgar no primeiro tempo e uma finalização certeira de Bruno Henrique na etapa complementar, o Rubro-Negro carioca soube aproveitar o tropeço do líder Palmeiras para encurtar a distância no topo da tabela. A vitória consolida o time comandado pelo técnico português Leonardo Jardim na vice-liderança, agora com 42 pontos e um jogo a menos em relação ao ponteiro do campeonato. O Leão da Barra, prejudicado por desfalques e improvisações no sistema defensivo, estaciona nos 26 pontos e permanece na 13ª colocação. O Jogo: golaço de Pulgar abre o caminho Precisando do resultado para incendiar a perseguição ao título, o Flamengo tomou a iniciativa desde o apito inicial. Logo aos 14 minutos, a insistência deu resultado em grande estilo. O zagueiro Léo Pereira avançou pela intermediária e serviu Erick Pulgar. O volante chileno ajeitou o corpo e disparou um chute espetacular de longa distância, acertando o ângulo direito do goleiro Lucas Arcanjo, que saltou apenas para a foto. Um golaço que levantou as arquibancadas do Maracanã. Atrás no placar, o Vitória tentou se organizar sob o comando de Jair Ventura. O treinador teve a difícil missão de montar uma zaga totalmente improvisada devido a uma série de suspensões e lesões. Apesar do esforço do atacante Alerrandro em tentar prender a bola na frente, o time baiano encontrou enormes dificuldades para furar a marcação carioca e assustar o goleiro Rossi. Iluminado: Bruno Henrique entra e decide No segundo tempo, o ritmo da partida caiu. O Flamengo controlava a posse de bola, mas esbarrava no último passe, enquanto o Vitória tentava explorar os contra-atacar, sem sucesso. Sentindo o desgaste de seus atletas, Leonardo Jardim promoveu alterações na equipe, colocando o colombiano Jorge Carrascal e o ídolo Bruno Henrique nas vagas de De la Cruz e Pedro. A mudança foi cirúrgica. Aos 34 minutos, Carrascal limpou a jogada pelo meio e descolou uma assistência primorosa para Bruno Henrique. O camisa 27 invadiu a grande área em velocidade e, com muita frieza, bateu de perna esquerda no canto de Lucas Arcanjo para selar o placar: 2 a 0 e festa completa na capital fluminense. Recorde nas arquibancadas e foco na Libertadores O confronto deste domingo registrou o maior público da rodada no futebol brasileiro. Ao todo, 58.226 torcedores estiveram presentes no Maracanã (com 55.270 pagantes), gerando uma expressiva renda de R$ 4.684.312,50. O Flamengo agora vira a chave e foca suas atenções no cenário continental. Na próxima quarta-feira (12), a equipe viaja até Belo Horizonte para enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão, pelo jogo de ida das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso será no domingo (16), contra o Mirassol, no interior paulista. O Vitória, por sua vez, tentará a reabilitação em Salvador, onde recebe o Botafogo no Barradão.
- AGU pressiona Discord por falhas de segurança e exige regras mais rígidas para proteger menores
Prédio da Advocacia Geral da União, a AGU - Wesley Macallister/Ascom AGU A Advocacia-Geral da União (AGU) cobrou formalmente a rede social Discord para que adote medidas imediatas e eficazes na verificação de idade e na proteção de crianças e adolescentes. A cobrança foi feita durante reunião realizada na última sexta-feira (7), motivada pela repercussão de um caso recente em que uma adolescente foi induzida ao autoextermínio durante uma transmissão ao vivo na plataforma. Durante o encontro, representantes do órgão enfatizaram que a salvaguarda de menores de idade é um dever legal que precisa ser cumprido rigorosamente por todas as empresas de tecnologia que operam no país. A AGU exigiu a criação e aplicação de ferramentas concretas para a prevenção de riscos, identificação precoce de situações de vulnerabilidade e mitigação de danos. Em resposta às exigências, a equipe do Discord declarou disposição para se adequar às normas da legislação brasileira e sanar as vulnerabilidades apontadas. Para assegurar o cumprimento das determinações, a AGU avalia propor a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O órgão ressaltou que, caso os compromissos não sejam efetivados, poderá mover uma ação judicial contra a plataforma.
- Plano de governo de Lula enfatiza 31 vezes o termo 'soberania nacional' e combate ao crime organizado em meio a tensões diplomáticas
Crítica é centrada principalmente na família Bolsonaro, qual o governo Lula, de forma indireta, categoriza como "servis" aos norte-americanos - ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O programa de governo da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), coloca a soberania nacional como um dos seus pilares centrais — termo que aparece 31 vezes ao longo do documento. A diretriz surge em um contexto de atritos diplomáticos com os Estados Unidos, motivados pela imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, e busca contrapor a política externa do atual governo à da oposição. No texto, a coligação governista rejeita qualquer tipo de subordinação geopolítica e faz críticas indiretas a adversários políticos, como o senador Flávio Bolsonaro, classificando posições de alinhamento automático a governos estrangeiros como "servilismo". O documento defende a manutenção da autonomia estratégica do país e a proteção das empresas nacionais diante das recentes restrições comerciais impostas pelo governo de Donald Trump. Segurança pública e medidas fiscais Além da agenda internacional, o plano detalha propostas para áreas críticas da administração pública. Na segurança, o governo propõe: Ministério da Segurança Pública: Recriação da pasta dedicada ao setor, desvinculando a Polícia Federal do Ministério da Justiça; Enfrentamento ao crime organizado: Criação do Pacto Nacional de Execução Penal e fortalecimento da asfixia financeira de facções criminosas com base na Lei Antifacção; Diretrizes policiais: Incentivo ao uso de câmeras corporais pelas forças de segurança e maior controle sobre armas e munições. No campo econômico, o programa sinaliza o compromisso com o cumprimento do arcabouço fiscal, equilibrando o orçamento mesmo com investimentos projetados para a modernização das Forças Armadas e programas de combate à corrupção liderados pela Controladoria-Geral da União (CGU).
- Flávio Bolsonaro divulga carta ao pai após STF negar visita no Dia dos Pais
No escrito, candidato do PL diz que imagina ex-presidente colocando a faixa presidêncial em si, em janeiro de 2027 - CEZAR RIBEIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Pré-candidato do PL lamentou decisão do ministro Alexandre de Moraes e abordou articulações eleitorais e tom pessoal em mensagem publicada nas redes sociais. O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, publicou um vídeo nas redes sociais no qual lê uma carta direcionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o pedido apresentado pela defesa para que os filhos pudessem visitá-lo na data comemorativa, conforme noticiado pela Jovem Pan. No texto, Flávio classificou o indeferimento da visita — solicitada sob a justificativa de caráter familiar e humanitário — como "desumano e injusto". O parlamentar afirmou que gostaria de transmitir pessoalmente as mensagens de apoio que afirma receber de eleitores durante suas agendas pelo país, mas que permanece impedido devido às restrições impostas. Além do apelo emotivo, o senador dedicou trechos da carta ao cenário político e às articulações da campanha. Flávio destacou o andamento da construção de palanques regionais e o diálogo com lideranças partidárias de centro, demonstrando otimismo quanto ao desempenho de sua candidatura nas urnas e projetando a transmissão da faixa presidencial em janeiro de 2027.
- STF aciona Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes em "emendas Pix"
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino - Wilton Junior / Estadão Conteúdo O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue indícios de crimes na aplicação de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. A decisão, tomada nesta sexta-feira (7), apoia-se em um relatório de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) que identificou um prejuízo potencial de R$ 55,4 milhões aos cofres públicos em repasses efetuados entre 2020 e 2024. No despacho enviado ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, o ministro orientou que os achados da auditoria sejam analisados para subsidiar inquéritos existentes ou motivar a abertura de novas frentes de apuração. Dino destacou que deve ser dada prioridade aos casos nos quais o órgão de controle já comprovou dano ao erário. A medida tramita no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, processo em que o STF acompanha o cumprimento de regras de transparência e rastreabilidade na destinação das verbas parlamentares. Auditoria apontou superfaturamento e fraude em licitações O documento encaminhado pelo TCU avaliou 100 transferências especiais — conhecidas como "emendas Pix" — destinadas a 74 entes federativos, somando R$ 198,1 milhões em recursos fiscalizados. A apuração do tribunal dividiu os problemas encontrados em quatro frentes principais: Falta de transparência: Movimentação de dinheiro em contas bancárias não específicas e ausência de prestação de contas no sistema Transferegov. Falhas na gestão financeira: Pagamentos sem comprovação documental e uso de verbas para finalidades estranhas ao objetivo da emenda. Irregularidades em licitações: Fraudes em processos seletivos e contratação de empresas declaradas inidôneas pelo poder público. Problemas contratuais: Superfaturamento de preços e inexecução parcial ou total de obras e serviços contratados. Segundo Dino, a persistência dessas desconformidades demonstra a necessidade de novas intervenções para garantir o enquadramento da execução orçamentária aos parâmetros exigidos pela Constituição. Prazos e padronização a partir de 2027 Além da acionamento da PF, a decisão do STF estabeleceu providências adicionais para fechar brechas no acompanhamento dos gastos: Ajustes no Transferegov: O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos terá dez dias úteis para informar quais medidas estão sendo tomadas para corrigir as vulnerabilidades da plataforma. Sigilo na CGU: Um relatório técnico da Controladoria-Geral da União focado no uso de emendas para aquisição de equipamentos passará a tramitar sob sigilo. Identificação padronizada: Estados, Distrito Federal e municípios deverão implementar, a partir do orçamento de 2027, um sistema unificado para identificar cada emenda parlamentar, facilitando o controle social e institucional dos recursos.
- Após recuos e impasse no Republicanos, Cleitinho confirma pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais
Pesquisa eleitoral mostra Cleitinho na liderança do governo mineiro - Bruno Spada / Câmara dos Deputados Senador acertou a manutenção da chapa com a cúpula da legenda e terá o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, como vice. Em mais uma alteração no cenário político mineiro, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou nesta sexta-feira (7) que disputará o Palácio Tiradentes nas eleições deste ano. A confirmação ocorreu após reunião com o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira, e o presidente da bancada estadual, deputado Euclydes Pettersen. O pré-candidato ao Governo de Minas Gerais formará chapa com o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, indicado para a vaga de vice-governador. Histórico de impasses e recuos A decisão encerra um período de incertezas e contradições na movimentação eleitoral da legenda. Após a morte de seu irmão, em 18 de julho, Cleitinho cancelou agendas e informou que se afastaria do debate político para cumprir o período de luto. A ausência do parlamentar na convenção estadual do partido, em 25 de julho, gerou desconforto entre dirigentes da sigla. No início da semana, na segunda-feira (3), o senador chegou a gravar um vídeo ao lado da cúpula do Republicanos anunciando formalmente a desistência do pleito. Contudo, no dia seguinte, reverteu a posição durante a convenção nacional do partido, solicitando novamente o aval para concorrer. A reconsideração por parte da direção do partido levou em conta o potencial de votos de Cleitinho e o possível impacto da decisão nas chapas proporcionais para deputados federais e estaduais no estado. Cenário eleitoral A definição ocorre a poucos dias do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral para o registro de candidaturas, estipulado para 15 de agosto. Em levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado no final de julho, Cleitinho aparecia na liderança das intenções de voto no estado com 36%, seguido pelo empresário Alexandre Kalil (PDT), com 15%, e pelo deputado federal Patrus Ananias (PT), com 14%.
- Brasil classifica justificativas dos EUA como "falsas" e acusa Washington de ingerência eleitoral após cancelamento de visto de embaixadora
Convencao estadual do PT de Sao Paulo - LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Itamaraty rebate retaliação diplomática envolvendo indicação de embaixador americano e denuncia escalada de tensões por motivações ideológicas. O Governo Federal rebateu publicamente a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti. Em nota oficial, o Executivo brasileiro classificou como "falsas" as alegações americanas de que a medida seria uma resposta justificada à demora do Brasil em conceder o agrément — a concordância diplomática formal — para Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump para chefiar a embaixada americana em Brasília. De acordo com o governo brasileiro, o país cumpre rigorosamente o Direito Internacional e os preceitos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O comunicado destaca que o processo de concessão de agrément é estritamente confidencial e não possui prazo fixado pelas normas diplomáticas internacionais, enfatizando que o pedido formulado pelos EUA continua sob análise das autoridades brasileiras. O tom do comunicado também elevou o nível do atrito bilateral ao acusar os EUA de tentarem interferir nas eleições presidenciais brasileiras agendadas para outubro. O texto revelou que o Brasil negou recentemente visto a dois funcionários governamentais americanos que pretendiam viajar ao país para colocar em dúvida a integridade e a transparência do sistema eleitoral nacional. Para o governo brasileiro, o cancelamento do visto da embaixadora não representa um fato isolado, mas sim parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis" movidas por razões ideológicas incompatíveis com o histórico de respeito mútuo das relações entre as duas nações.
- Ex-assessor do Presidente Lula confirma repasse financeiro de amiga de Lulinha e alega empréstimo quitado
Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT) - Divulgação Marco Aurélio Santana Ribeiro afirma que transação realizada por empresária ligada a Lulinha teve caráter pessoal; Polícia Federal apura se transferência representa propina por tráfico de influência. O ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, confirmou ter recebido valores da empresária e lobista Roberta Luchsinger, alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência no governo federal em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota oficial encaminhada à imprensa, o ex-assessor — conhecido como Marcola — alegou que o montante se refere estritamente a um "empréstimo pessoal contraído e já quitado", rebatendo qualquer ilação de conduta ilícita durante o período em que exerceu cargo público. Ribeiro deixou suas funções no Palácio do Planalto no dia 21 de julho para se integrar à equipe de campanha eleitoral do presidente. A transação financeira consta nos documentos apresentados pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fundamentar pedidos de inquérito. A linha de investigação busca esclarecer se a movimentação bancária configurou pagamento de propina em troca de facilitação de acessos e agendas junto ao Palácio do Planalto e ao Ministério da Saúde, conforme reportado originalmente pela Jovem Pan. As apurações indicam que Luchsinger teria atuado em parceria com o empresário Antônio Camilo Antunes para prospectar negócios em órgãos governamentais. Registros revelam que a empresária esteve mais de 40 vezes em repartições federais entre 2023 e 2025 sem devida constância em agendas públicas oficiais, incluindo reuniões na Secretaria de Relações Institucionais e na pasta da Saúde. O caso gerou desdobramentos na Suprema Corte, onde os inquéritos foram distribuídos aos ministros André Mendonça e Flávio Dino para analisar possíveis irregularidades em contratos e negociações no Ministério da Saúde, na Dataprev e em outros setores da administração pública.
- STF autoriza abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suposto tráfico de influência
Flávio Dino - Jefferson Rudy/Agência Senado O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir uma terceira investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeita de tráfico de influência. A decisão foi assinada pelo magistrado na segunda-feira (3). Além de acolher o pedido da corporação para a nova apuração, Dino determinou a instauração de um procedimento para identificar os responsáveis por vazamentos ilegais de dados sigilosos contidos nas investigações relativas a Lulinha. Em declaração sobre a medida, o advogado de defesa Marco Aurélio de Carvalho afirmou ter recebido a decisão com tranquilidade. A defesa declarou confiar na atuação do relator e ressaltou que aproveitará todas as oportunidades para prestar os esclarecimentos devidos sobre a atuação profissional e pessoal de seu cliente. Sequência de apurações no Supremo Esta é a terceira investigação autorizada pela Corte contra o empresário em poucos dias: Dataprev e órgãos federais: Na sexta-feira (31), o ministro André Mendonça autorizou inquérito para apurar indícios de irregularidades na atuação de Lulinha em favor da empresa de tecnologia 3STRUCTURE IT, do empresário Cleber Ribas de Oliveira, junto à Dataprev e outras instâncias do governo federal. As apurações apontam ligações com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Cannabis medicinal: Na quinta-feira (30), o ministro André Mendonça já havia autorizado a PF a investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência na concessão de avais para a comercialização de cannabis medicinal em programas vinculados ao Ministério da Saúde.
- CNJ extingue aposentadoria compulsória para juízes e passa a pedir perda de cargo ao STF
No centro da imagem, o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin - Gustavo Moreno / CNJ Conselho altera regra administrativa e estabelece que demissão definitiva de magistrados dependerá de decisão judicial da Suprema Corte. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou o fim da aposentadoria compulsória como a sanção administrativa mais severa aplicada a magistrados por infrações disciplinares. Com a mudança noticiada nesta terça-feira, a punição máxima passa a ser o afastamento imediato do juiz com o encaminhamento de uma proposta de perda definitiva do cargo para deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida alinha o regimento interno do conselho à jurisprudência fixada pelo STF, que estabelece que a perda de cargo de magistrados vitalícios exige sentença judicial transitada em julgado, não podendo ser decretada apenas por via administrativa. Novo rito processual e disponibilidade Pelo novo formato, o magistrado que cometer faltas graves será colocado em disponibilidade, ficando suspenso de suas atividades e recebendo proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Durante o período de afastamento, a vaga correspondente no tribunal não poderá ser preenchida em caráter definitivo. Todas as punições de afastamento máximo aplicadas por tribunais locais serão submetidas a uma revisão obrigatória no CNJ. Se o plenário do conselho ratificar a sanção, o processo será encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por ajuizar a ação civil de perda de cargo no STF. Cópia do procedimento também será enviada ao Ministério Público para adoção de providências cabíveis. Critérios de enquadramento e regra dos cinco anos A proposta de demissão será formalizada por razões de interesse público nos seguintes casos: Negligência grave no exercício dos deveres do cargo; Recebimento de vantagens indevidas; Engajamento em atividades político-partidárias ou exercício de funções vedadas por lei; Conduta incompatível com a honra, a dignidade e o decoro da função judicante. A nova norma estipula ainda que magistrados afastados por período superior a cinco anos sem solicitar a recondução ao cargo — ou que tenham os pedidos de retorno indeferidos — responderão a processo administrativo para checar a perda de condições para o exercício da função, podendo ter a demissão sugerida. Sanções disciplinares mais brandas, como advertência, censura e remoção compulsória, seguem em vigor sem alterações. Construção institucional De acordo com o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, a decisão representa um avanço institucional alinhado à complexidade das demandas atuais do Poder Judiciário. O relator da proposta, conselheiro Ulisses Rabaneda, destacou que o texto foi estruturado após diálogo com entidades da classe para normatizar os efeitos remuneratórios e funcionais até o julgamento definitivo do processo, preservando as prerrogativas constitucionais da magistratura. A revisão normativa foi motivada por uma consulta apresentada por um magistrado do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) punido sob a legislação anterior.
- PT oficializa candidatura de Lula à reeleição com Geraldo Alckmin como vice
Lula em discurso no Instituto Mauá - Foto: Ricardo Stuckert Convenção realizada em São Paulo confirma busca do atual presidente pelo quarto mandato; campanha começa em 16 de agosto. O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A homologação ocorreu durante a convenção nacional da legenda, realizada no Expo Center Norte, na capital paulista. A chapa repetirá a aliança com o atual vice-presidente Geraldo Alckmin. Aos 80 anos, Lula tenta alcançar seu quarto mandato à frente do Executivo federal, após exercer a Presidência entre 2003 e 2010 e retornar ao cargo na eleição de 2022. Em caso de vitória no pleito, o mandatário completará 16 anos no poder, aproximando-se da marca histórica de Getúlio Vargas. Alianças e Defesa da Democracia O anúncio oficial foi feito pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, em evento que reuniu lideranças governistas e ministros de Estado, como Fernando Haddad, Guilherme Boulos, Simone Tebet e Marina Silva. A chapa foi formalizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e já conta com o apoio oficial do PSB e do PDT. Em seu pronunciamento durante o encontro, o vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou a manutenção das garantias constitucionais como pilar da candidatura: "Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia. A democracia é a guardiã da liberdade", declarou Alckmin perante os correligionários. Pontapé Inicial da Campanha De acordo com a coordenação partidária, os eventos oficiais de campanha terão início em 16 de agosto, às 10h. O ponto de partida escolhido pelo partido é a Vila Euclídes, no município de São Bernardo do Campo (SP) — local de valor histórico para o movimento sindical e para a trajetória política de Lula.
- ‘Urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentina e americano’, diz Alckmin
Geraldo Alckmin - ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Durante convenção partidária que oficializou a chapa presidencial, vice-presidente criticou ataques à votação eletrônica e defendeu a soberania do voto popular. Em discurso proferido neste domingo (2), o vice-presidente Geraldo Alckmin saiu em defesa do sistema eleitoral brasileiro e rebateu as críticas direcionadas à segurança das urnas eletrônicas. Segundo Alckmin, o questionamento da lisura do processo reflete o receio de adversários políticos diante do pleito. "Descrença na urna é cheiro, fumaça de derrota. Urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentina e americano", declarou. Oficialização da chapa e críticas à oposição A declaração ocorreu durante a convenção partidária na Zona Norte de São Paulo, evento que oficializou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, mantendo Alckmin como vice na composição da chapa. Ao discursar antes do presidente, Alckmin enfatizou a importância do engajamento da militância e relembrou o cenário político recente do país. O vice-presidente argumentou que a atuação das instituições e do eleitorado foi decisiva para a preservação da ordem democrática e criticou a postura da oposição em relação aos resultados das urnas.
- Eleições em MG: Pressionado por bancada, Republicanos reavalia e define candidatura de Cleitinho nesta segunda
Senador Cleitinho no Morning Show, da Jovem Pan - Reprodução/Jovem Pan News Decisão final sobre o lançamento do senador ao governo de Minas Gerais ocorre após receio de debandada entre pré-candidatos a deputado. O comando do Republicanos fará uma reunião decisiva nesta segunda-feira (3) para selar o futuro político do senador Cleitinho Azevedo nas eleições para o governo de Minas Gerais. O encontro, confirmado pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, marca uma mudança de rumo nos bastidores: após descartar incialmente a postulação do parlamentar ao Executivo mineiro, a cúpula partidária voltou atrás e estuda dar sinal verde para a disputa. Pressão interna e risco de debandada A alteração na postura da legenda foi impulsionada pela reação de pré-candidatos a deputado estadual e federal no estado. Integrantes das chapas proporcionais manifestaram apreensão com a ausência do senador na cabeça de chapa, alertando para o risco de um esvaziamento de candidaturas. Na visão da base aliada, a presença de Cleitinho no pleito majoritário funciona como um importante "puxador de votos", capaz de fortalecer o desempenho da sigla e expandir a bancada do Republicanos no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Tensão política e cálculos eleitorais O recuo da direção partidária ocorre após um período de fricção. Cleitinho havia desafiado publicamente a orientação anterior do comando partidário, reafirmando que manteria o plano de concorrer ao Palácio da Liberdade. Além disso, a ausência do senador na convenção da sigla chegou a ser apontada por dirigentes como ponto determinante para o veto inicial. Apesar do desconforto causado pelo posicionamento do senador perante a cúpula, o temor de perdas eleitorais nas disputas proporcionais levou os líderes do Republicanos a recalcular a estratégia regional. O veredito sobre a composição majoritária em Minas Gerais deve ser anunciado formalmente ao fim das negociações agendadas para amanhã.
- Anvisa suspende lote de Paramol por suspeita de bolor no medicamento
Medicamento Paramol, suspenso por bolor - Reprodução Em caso de uso, o órgão aconselha a procura de orientação médica ou farmacêutica A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta quinta-feira (30) a distribuição, comercialização e uso do medicamento Paramol 750 mg com 200 comprimidos, fabricado pela empresa Belfar, por suspeita de bolor. Segundo a Anvisa, o lote suspenso é o de número 114053. “Foi verificada a presença de comprimidos com sujidade, cuja aparência é sugestiva de contaminação por bolor (fungo), popularmente conhecido como mofo”, escreveu a agência. Eles informaram ainda que todas as unidades do lote serão recolhidas. O Paramol é um medicamento usado para febre e alívio de dores leves a moderadas. Anvisa aconselha que caso tenha sido feito o uso do medicamento indicado pelo lote, que o uso seja interrompido e que procure orientação médica ou ajuda do farmacêutico para a substituição por outro medicamento. Fonte: Jovem Pan
- Paraguai convoca embaixador do Brasil por falas de Lula sobre guerra
Será entregue uma carta de repúdio ao embaixador - Ricardo Stuckert/PR Presidente utilizou o conflito entre os países em 1864 para defender a necessidade de investir em defesa e segurança O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai convocou o embaixador brasileiro, José Antonio Marcondes de Carvalho, nesta quinta-feira (30), para transmitir a reclamação do governo em relação a algumas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a origem da guerra que opôs os dois países entre 1864 e 1870. A convocação do embaixador em Assunção ocorre uma semana depois de o presidente Lula ter utilizado o conflito entre os dois países – a chamada Guerra da Tríplice Aliança, na qual o Uruguai e a Argentina lutaram ao lado do Brasil – para defender a necessidade de investir em defesa e segurança. “Gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, certo dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiram Corumbá e, ao mesmo tempo, o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia insignificante, durou cinco anos“, relembrou Lula, diante da indignação das autoridades paraguaias, que consideram errônea essa interpretação. O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, informou em uma coletiva de imprensa que o embaixador foi convocado para esta sexta-feira, ao meio-dia, na sede do Ministério, onde lhe será entregue uma nota oficial de repúdio. “Sempre defenderemos os interesses supremos do Paraguai”, afirmou. “A dignidade do Paraguai não é negociável”, enfatizou Ramírez, que confirmou que tanto Lula da Silva quanto seu homólogo Santiago Peña “conversaram por telefone sobre esse assunto delicado”. Nesse sentido, ele ressaltou que são mais os laços que unem os dois países, destacando a cooperação entre eles em diversos campos. Antes dessa última ação diplomática, o Congresso do Paraguai emitiu, na quarta-feira, uma carta rejeitando essas declarações do presidente brasileiro que, em sua opinião, “distorcem e minimizam a história”, ainda mais por se tratar do que é considerado o maior conflito bélico em toda a região da América do Sul. “A Câmara insta a que os acontecimentos históricos que marcaram profundamente nossos povos sejam abordados com sensibilidade, respeito e responsabilidade, e com espírito de reconciliação”, diz a carta. A Guerra da Tríplice Aliança teve início no final de 1864, quando o Paraguai decidiu apoiar um dos dois bandos da guerra civil uruguaia, cujo outro contava com o apoio do Brasil e da Argentina. Em resposta à presença brasileira no Uruguai, o Paraguai lançou, em dezembro daquele ano, uma invasão à então província de Mato Grosso, dando assim início a uma guerra cujas consequências históricas permanecem vivas até hoje, após as importantes perdas sofridas pelo país, incluindo territórios. Fonte: Jovem Pan
- Flávio faz troca na comunicação de campanha, e Duda Lima assume o comando
Essa é a segunda troca na equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro - MARINA UEZIMA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO Alexandre Oltramari e Eduardo Fisher deixaram a equipe do candidato do PL à Presidência O chefe da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, o senador Rogério Marinho (PL-RN), informou nesta quarta-feira (30) que o publicitário Duda Lima assumirá o comando da área de comunicação. Ele substitui os marketeiros Alexandre Oltramari e Eduardo Fisher. Em nota, Marinho agradeceu e reconheceu o “excepcional trabalho” de Oltramari e Fisher. “Suas contribuições foram importantíssimas e valiosas nessa etapa e marcaram um momento estratégico desta caminhada”, disse o senador. Essa é a segunda troca na equipe de comunicação de Flávio. Em maio, o marketeiro Marcello Lopes deixou a pré-campanha após vazamento de conversas do senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. À época, Lopes disse que decidiu “focar na própria empresa e priorizar os seus negócios”. Duda Lima passa a integrar a campanha de Flávio em meio à crise desencadeada pelo vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, na qual afirmou ter sido “maltratada” pelo enteado. Em nova gravação, divulgada na quinta-feira (23), ela selou a paz com o senador. Ligado ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, o publicitário comandou a propaganda na campanha à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Duda Lima também integrou a equipe de comunicação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), na eleição municipal de 2024. Fonte: Jovem Pan
- Atlas/Bloomberg: Flávio é rejeitado por 52,9%; Lula, por 48,4%
Eleição de Flávio é mais temida do que retorno de Lula ao Planalto - Carlos Moura/Agência Senado/Ueslei Marcelino/COP30 Pesquisa mostrou que o senador e o chefe do Executivo enfrentam maior resistência do eleitorado entre os nomes que disputarão o Palácio do Planalto Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29) mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o mais rejeitado entre os candidatos ao Palácio do Planalto, com 52,9%. A poucos dias de oficializar a disputa à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49,4%. Na sequência, aparecem: Renan Santos (Missão): 38%; Romeu Zema (Novo): 37,7%; Ronaldo Caiado (PSD): 33,3%. Perguntados sobre o cenário que causa mais “medo” ou “preocupação”, 46,6% dos entrevistados responderam ser a eleição de Flávio. Outros 44,6% disseram ser o retorno de Lula ao Planalto. Para 8,7%, ambos os contextos causam preocupação. Comparado com a rodada de junho, o temor com a eleição de Flávio caiu. Antes, o cenário causava preocupação para 48,4%. Na mesma pesquisa, um eventual quarto mandato de Lula gerava medo em 42,4% dos entrevistados. De 22 a 27 de julho, o Instituto AtlasIntel entrevistou 5.021 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 22 de julho de 2026 com o número BR-08602/2026. Fonte: Jovem Pan
- Atlas/Bloomberg: Lula lidera com 49,2% contra 42,9% de Flávio em eventual 2º turno
Foto prismada de Lula e Flávio Bolsonaro - BRUNO PERES / AGÊNCIA BRASIL E TON MOLINA / ESTADÃO CONTEÚDO Segundo a pesquisa, o atual presidente também superaria candidatos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos Pesquisa da Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29) mostrou que em um eventual 2º turno da eleições presidênciais em outubro, o presidente Lula (PT) venceria com 49,2% dos votos contra 42,9% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outros 7,9% somam os que ainda não sabem e os votos em branco ou nulo. Segundo a pesquisa, Lula também supera os outros candidatos nos cenários de um eventual 2º turno. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista vence com 48,2% contra 38,9%. Entre o atual presidente e Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Minas Gerais perde com 39,6% contra 48,6%. Renan Santos (Missão) soma 30,2% e Lula tem 47,6%, os que não sabem, brancos ou nulos, porém, somam 22,2% nesta disputa. Entre Lula e Michelle Bolsonaro, ele tem 48,8% dos votos e a ex-primeira-dama 42,5%. Já em um embate direto entre o atual presidente e Jair Bolsonaro, Lula leva com 49,2% contra 43,9% do ex-presdente. Já em um segundo turno sem Lula, entre Geraldo Alckmin (PSB) e Flávio, o atual vice-presidente ganharia com 45,8% contra 42,7% do senador. Entre Fernando Haddad (PT) e o pré-candidato do PL, os dois empatariam tecnicamente com o Haddad numericamente à frente em 44,3% e Flávio 43,7%. De 22 a 27 de julho, o Instituto AtlasIntel entrevistou 5.021 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com número BR-08602/2026. Fonte: Jovem Pan
- Lula ironiza ao ser questionado sobre declarações de Milei: ‘Quem é esse cara?’
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e os laboratórios de testes em etanol e biodiesel no campus de São Caetano do Sul, na região do ABC Paulist - ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Declaração acontece após críticas do líder argentino ao presidente do Brasil durante a convenção do PL no domingo (25) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou ao ser perguntado sobre o presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção do PL no sábado (25). “Quem é esse cara?”, disse Lula em resposta a um repórter no Palácio do Itamaraty, em Brasília, nesta segunda-feira (27). Perguntado como o ele via as declarações de Milei, enquanto Lula esperava o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, Lula respondeu: “Eu? Quem é esse cara?”, e saiu caminhando. A declaração acontece após o discurso de Milei em que ele critica Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Crise teve início após Milei participar no sábado (25) do evento de lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Durante um discurso de cerca de 30 minutos, o presidente argentino criticou o presidente Lula, atacou políticas do governo brasileiro e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca”, por causa da decisão que impediu uma visita de Milei ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Em resposta, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para transmitir a insatisfação do governo brasileiro com as declarações. Também chamou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas sobre a situação das relações entre os dois países. Segundo comunicado, a convocação ocorreu em razão das “agressões” de Milei a Lula e a outras autoridades brasileiras durante a convenção do PL, em São Paulo. A pasta afirmou que “não há precedentes” para um caso em que “um presidente estrangeiro, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado” e a instituições democráticas brasileiras. Fonte: Jovem Pan
- Genial/Quaest: Cleitinho Azevedo lidera disputa pelo governo de MG
Senador aparece com vantagem confortável no primeiro turno em cenário de aprovação majoritária da atual gestão estadual - Reprodução/Jovem Pan News Senador aparece com vantagem confortável no primeiro turno em cenário de aprovação majoritária da atual gestão estadual A pesquisa Genial/Quaest desta terça-feira (28) aponta o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais com 35% das intenções de voto. No segundo pelotão, Alexandre Kalil (PDT) com 12% e Patrus Ananias (PT) com 10% estão em empate técnico no limite da margem de erro, que é de três pontos percentuais. Entre os demais nomes testados no principal cenário estimulado, Mateus Simões (PSD) tem 6% e Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 4%. Na sequência, Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) marcam 2% cada, enquanto Maria da Consolação (PSOL) tem 1%. Votos em branco e nulos somam 13%, e indecisos são 15%. Cleitinho vence confrontos Em simulações de segundo turno, o candidato do Republicanos mantém a dianteira contra os principais adversários. Se a disputa final fosse contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, o candidato Cleitinho Azevedo venceria por 44% a 29%, com 12% de brancos e nulos e 15% de indecisos. Já em um eventual embate contra o candidato petista, o placar aponta Cleitinho com 46% das intenções de voto, contra 31% de Patrus Ananias. Em outro cenário testado pelo instituto, o atual senador derrotaria o vice-governador Mateus Simões por uma margem ampla de 46% a 15%. Kalil lidera rejeição O levantamento também mediu o potencial de voto e a rejeição dos pré-candidatos ao governo mineiro. Alexandre Kalil é o nome mais rejeitado pelos eleitores, com 39% afirmando que o conhecem e não votariam nele de jeito nenhum. Ele é seguido por Patrus Ananias, que acumula 35% de rejeição absoluta. A pesquisa avaliou ainda a percepção do eleitorado sobre a gestão executiva. O governo de Romeu Zema (Novo) é aprovado por 52% dos entrevistados e desaprovado por 41%. No âmbito federal, a gestão do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reprovada por 51% e aprovada por 42% no estado. Força evangélica e masculina A estratificação demográfica revela os pilares da sustentação do atual líder nas pesquisas. Cleitinho Azevedo atinge seu melhor desempenho entre os homens, segmento no qual alcança 44% das intenções de voto, em forte contraste com os 23% registrados entre as eleitoras mulheres. O recorte religioso também demonstra uma ampla vantagem do líder entre os evangélicos, grupo em que ele soma 39% da preferências. Nesse mesmo estrato da população, seus adversários diretos mais próximos, Alexandre Kalil e Patrus Ananias, registram apenas 8% e 5%, respectivamente. A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Genial Investimentos e está registrado no TSE sob os protocolos BR-09533/2026 e MG-03490/2026. Fonte: Jovem Pan
- Brasil convoca embaixador na Argentina para consultas após ‘ofensas’ de Milei
Javier Milei - Kayla Bartkowski / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Sem mencionar Moraes, Milei disse que "aquele lixo careca" o impediu de visitar seu "amigo injustamente preso", o ex-presidente Jair Bolsonaro O Brasil convocou seu embaixador na Argentina para consultas neste domingo (26), após “ofensas proferidas pelo presidente argentino [Javier Milei] ontem” contra seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e outras autoridades em um evento em São Paulo, informou o Itamaraty à AFP. Sem mencioná-los diretamente, Milei chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de “lixo careca”, durante a nomeação oficial do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como adversário de Lula (PT) nas eleições presidenciais de outubro. “O embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado para consultas”, uma medida diplomática frequentemente tomada em resposta a atitudes hostis de outros países. Milei “ofendeu dois Poderes, o povo e a democracia brasileira”, disse uma fonte diplomática brasileira à AFP. Figura proeminente da direita latino-americana, Milei alertou no evento, ao lado de seu aliado Flávio Bolsonaro, sobre “o risco Lula” nas eleições e pediu que o Brasil se liberte da “subjugação à esquerda”. Sem mencionar Moraes, Milei disse que “aquele lixo careca” o impediu de visitar seu “amigo injustamente preso”, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio e preso por uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Considerado um inimigo político pelos apoiadores de Bolsonaro, Moraes havia negado a Milei permissão para visitar Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar em Brasília. Em resposta às declarações do presidente argentino, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, decidiu convocar o embaixador para consultas, que chegará ao Brasil entre domingo e segunda-feira, informou uma fonte diplomática. Fonte: Jovem Pan
- ‘Ninguém nos vencerá mentindo’, diz Lula em artigo contra tarifas de Trump
Presidente Lula (PT) - LUDOVIC MARIN / AFP Presidente brasileiro teve um texto publicado pelo Washington Post O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “ninguém vai nos derrotar com base em mentiras” ao rebater as justificativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para impor tarifas sobre produtos brasileiros. Em artigo publicado neste sábado (26) no jornal norte-americano The Washington Post, o petista classificou as medidas como um “erro estratégico”, defendeu a soberania brasileira e afirmou que o país não aceitará “interferência externa, nem subserviência”. No texto, Lula relembra que, há um ano, foi surpreendido pelo anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e afirma que a menção feita por Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, evidenciava a motivação política da medida. Segundo o presidente, negociações entre os dois governos e decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos derrubaram a primeira versão do tarifaço. Ainda assim, o governo americano voltou a impor novas tarifas, agora entre 12,5% e 37,5%, apesar de dezenas de reuniões entre as equipes técnicas e de documentos entregues pessoalmente ao presidente norte-americano. Lula afirma que as novas taxas são “injustas” e prejudicam tanto o Brasil quanto os próprios Estados Unidos. Segundo ele, diversos setores da indústria americana dependem de insumos brasileiros, o que deve encarecer produtos como alimentos, calçados, têxteis, móveis e autopeças para o consumidor dos EUA. O presidente também cita dados para sustentar que as medidas já afetam a relação comercial entre os dois países. De acordo com o artigo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram o menor nível desde 1997 e, na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o de 2026, o comércio bilateral caiu 12,8%. No mesmo período, o comércio brasileiro com a União Europeia cresceu 6,1%, enquanto as trocas com a China avançaram 15,9%. Na avaliação de Lula, a manutenção das tarifas tende a desorganizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e levar empresas brasileiras a substituir fornecedores norte-americanos por parceiros de outros mercados. O presidente também critica a política externa dos Estados Unidos para a América Latina. Segundo ele, a região “não precisa de porta-aviões rondando suas águas nem de punições tarifárias”, mas de “parceiros confiáveis e previsíveis”. Lula afirma que a cooperação em investimentos, comércio e combate ao crime organizado é o caminho para fortalecer o hemisfério. Ao responder às críticas feitas por Trump para justificar as tarifas, Lula diz que as alegações são “infundadas”. O presidente defende que a liberdade de expressão não pode servir de justificativa para crimes nas plataformas digitais, afirma que o Pix não discrimina empresas norte-americanas e destaca a redução do desmatamento promovida pelo governo desde 2023. Na parte final do artigo, o presidente reafirma que o Brasil respeita a soberania de outros países e espera o mesmo tratamento. “Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva”, escreveu. Em seguida, concluiu: “Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência”. Fonte: Jovem Pan
- Flávio chega à convenção sem vice definida, e PL teme chapa puro-sangue
Flávio chega à convenção sem vice definida e PL teme chapa puro-sangue - Bruno Peres/Agência Brasil Definição esbarra em problema para formar alianças; Daniella Marques segue como favorita A campanha do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, chega à convenção nacional do partido, marcada para este sábado (25), sem definição sobre quem ocupará a vaga de vice na chapa. Nos bastidores, é sabido que o nome preferido do senador continua sendo o da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, do Republicanos — mas esbarra em um problema para fechar a aliança. Como vem mostrando a coluna, no Republicanos, as conversas continuam, mas ainda não há definição. Flávio tem encontrado resistência e, por isso, a campanha já trabalha com a possibilidade de lançar uma chapa puro-sangue, formada apenas por nomes do PL. Entre auxiliares e aliados, esse cenário é visto como um reflexo da dificuldade de ampliar o palanque e consolidar alianças para a disputa pela Presidência da República. O receio entre integrantes da campanha é que uma chapa formada apenas por nomes do PL repita a configuração da eleição de 2022, quando o então candidato à presidência Jair Bolsonaro disputou a reeleição ao lado do general Walter Braga Netto, também filiado ao partido. A leitura é que uma composição desse tipo teria pouca capacidade de atrair novos eleitores. Caso a aliança com o Republicanos não seja fechada e Daniella Marques fique fora da chapa, dois nomes do próprio PL seguem sendo considerados: os das deputadas federais Bia Kicis (DF) e Júlia Zanatta (SC). Por enquanto, o único consenso entre aliados é que a vaga de vice deve ser ocupada por uma mulher. A avaliação é que Flávio Bolsonaro enfrenta maior resistência junto ao eleitorado feminino e que uma candidata pode ampliar o diálogo com esse segmento. É justamente nessa frente que Daniella Marques vem atuando, promovendo encontros e conversas com mulheres, principalmente empresárias. Antes de Daniella Marques ganhar força, a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP) era considerada a principal opção. A senadora recusou o convite e o PL chegou a abrir pesquisas com outros nomes femininos do PP. As tratativas, no entanto, foram congeladas na esteira de crises envolvendo o banco Master. Depois, como mostrou a coluna, o PP sinalizou que deve adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial – Flávio e o PL ainda tentam insistir para que o contrário aconteça. Em conversa com a coluna nesta quinta-feira (23), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que a paz selada entre Flávio e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, tem como objetivo ajudar na formação dessas alianças. Fator Tarcísio Para tentar viabilizar um acordo com o Republicanos, aliados de Flávio Bolsonaro também esperam uma atuação mais incisiva do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Integrantes da campanha avaliam que ele poderia exercer uma articulação mais forte junto à direção nacional da legenda para tentar levar o Republicanos à coligação. Fonte: Jovem Pan
- Michelle sela paz com Flávio: ‘Eu te desculpo’
Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro - EDUARDO F. S LIMA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Ex-primeira-dama disse que agora é preciso que eles se unam pelo 'líder Jair Bolsonaro' Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais aceitando o pedido de desculpas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), feito também em vídeo nesta quinta-feira (23). “O nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior que desentendimentos, por isso, aceito seu pedido de desculpas. Eu te desculpo“, disse Michelle. Segundo apurado pela Jovem Pan, o vídeo de Michelle foi feito em uma confeitaria em frente ao condomínio onde ela vive com o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A reportagem também apurou que o texto da gravação foi escrito pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), a quem a ex-primeira-dama agradece no fim do vídeo pelo “empenho para que este momento de reconciliação acontecesse”. Michelle disse ainda que recebeu as desculpas do pré-candidato com paz e o agradeceu pelo ato. “Flávio, eu assisti o seu vídeo e recebi suas palavras com muita paz. Eu quero te agradecer por sua sinceridade. Você sabe o quanto a verdade é importante para mim. Todos nós cometemos erros, isso é humano, e o seu gesto de vir a público pedir desculpas tem muito valor”, completou. Por fim, ela afirmou que vai se encontrar com o enteado para reorganizar a relação. “Vamos sentar, vamos conversar, ajustar os detalhes e, juntos, vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil. Façamos isso pelo nosso maior líder, Jair Bolsonaro, pelas famílias e pelo Brasil que precisa de gente de pé, não de gente dividida”, finalizou Michelle. Desculpas de Flávio Mais cedo, Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para pedir desculpas à esposa de Jair Bolsonaro, e convidá-la para fazer parte da sua campanha eleitoral. “Michelle, renovo o convite para caminharmos juntos, defender o Brasil e honrar o nosso maior líder, que é Jair Messias Bolsonaro, que enfrenta um momento extremamente difícil que exige de todos nós desprendimento, humildade, coragem e espírito de união. Tenho convicção que trabalhamos pelos mesmos objetivos”, disse Flávio. Em outra parte do vídeo, o senador, que elogiou o trabalho da ex-primeira-dama no PL Mulher e o cuidado que ela tem o ex-presidente, declarou: “ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e peço mais uma vez desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Nunca foi minha intenção desrepeitar ninguém, ainda mais a esposa do meu pai”. Flávio ainda pediu união dos aliados para que os rachas e desentendimentos não sejam exploradores pela oposição. “Faço um pedido aqui a nossa militância para gente olhar para frente e focar no objetivo principal, que é resgatar o nosso Brasil. Como já disse Jair Bolsonaro em outras oportunidades, não vamos transformar essa situação em mais motivos de ataques que podem e serão explorados contra nós. Vamos evitar divisão, o momento exige união.”, declarou o senador. Michelle x Flávio O atrito entre Michelle Bolsonaro e Flávio começou no dia 25 de junho quando a ex-primeira-dama compartilhou dois vídeos nas rede sociais em que disse ter sido humilhada pelo senador. “Ele me maltratou e disse que eu deveria ficar de fora das decisões do partido”, declarou. O depoimento foi feito em vídeo com duas partes publicado no Instagram de Michelle. Segundo a ex-primeira-dama, Flávio a “apunhalou” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE) que é presidente do PL no Ceará. Fernandes declarou apoio ao pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) que, conforme Michelle, chamou ao próprio Flávio e seus irmãos de corruptos e de “ovos de serpentes nazistóides”. Em resposta o senador disse que “nunca maltratou ou humilhou uma mulher” e que, se fez, “pede desculpas”. “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, disse o pré-candidato. Fonte: Jovem Pan
- Brasil iniciará trâmites para acionar Lei de Reciprocidade contra os EUA
Presidente Lula - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Governo rechaçou as novas tarifas e disse que o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras O Governo brasileiro rechaçou, nesta quinta-feira (23), as novas tarifas dos Estados Unidos, que irá impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros de 12,5%. Em nota, o governo disse que, “tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade“. Lei foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional. Segundo o Governo brasileiro, a decisão dos Estados Unidos se baseia em ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista. “O USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais.”, diz o documento. Na nota, o governo brasileiro também diz que o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado, e destacou que “Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado.” “Somos signatários de 66 Convenções em vigor na OIT. Enquanto os Estados Unidos, que se arrogam o direito de nos julgar e de impor sanções, ratificaram apenas 10 dessas Convenções. O Brasil ratificou todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado: a Convenções 29 de 1930; a Convenção 105 de 1957; a Recomendação 203 e o Protocolo à Convenção 29, ambos de 2014. Os EUA só ratificaram um desses instrumentos.”, diz a nota. Confira a íntegra da nota O Governo brasileiro rechaça a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 12,5% sobre produtos brasileiros em função do resultado da investigação da Seção 301 relativa à proibição de importação relacionadas ao trabalho forçado. Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais. Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado. Vale ressaltar, ainda, que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado. Somos signatários de 66 Convenções em vigor na OIT. Enquanto os Estados Unidos, que se arrogam o direito de nos julgar e de impor sanções, ratificaram apenas 10 dessas Convenções. O Brasil ratificou todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado: a Convenções 29 de 1930; a Convenção 105 de 1957; a Recomendação 203 e o Protocolo à Convenção 29, ambos de 2014. Os EUA só ratificaram um desses instrumentos. Os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo MERCOSUL, incluindo com Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio, contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório e de aplicação efetiva dessas proibições. Esse compromisso de combate ao comércio internacional de bens relacionados ao trabalho forçado é intensificado pela abordagem multidimensional de nossas políticas domésticas de fiscalização, prevenção, acolhimento pós-resgate das vítimas e combate ao trabalho escravo contemporâneo. Tipificamos como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de “Lista Suja” de empregadores. Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Novas tarifas O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (23) um novo pacote de tarifas a importações oriundas de 60 economias. A medida impõe uma sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros, mas mantém isenção ao café, à carne bovina, ao etanol, a aeronaves e peças da Embraer, a medicamentos e outros. Sob a autoridade da Seção 301, que trata sobre práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos, o novo pacote de sobretaxa foi fixado na faixa de 10% a 12,5%. Além do Brasil, serão afetados: África do Sul; Arábia Saudita; Argélia; Angola; Argentina; Austrália; Bahamas; Bahrein; Bangladesh; Camboja; Canadá; Catar; Cazaquistão; Chile; China; Cingapura; Colômbia; Coreia do Sul; Costa Rica; Egito; El Salvador; Emirados Árabes Unidos; Equador; Filipinas; Guatemala; Guiana; Honduras; Hong Kong; Índia; Indonésia; Iraque; Israel; Japão; Jordânia; Kuwait; Líbia; Malásia; Marrocos; México; Nicarágua; Nigéria; Noruega; Nova Zelândia; Omã; Paquistão; Peru; Reino Unido; República Dominicana; Rússia; Sri Lanka; Suíça; Taiwan; Tailândia; Trinidad e Tobago; Turquia; União Europeia; Uruguai; Venezuela; Vietnã. Fonte: Jovem Pan
- Lula libera R$ 18,5 bilhões em financiamento para empresas afetadas por tarifaço de Trump
A medida também busca atender setores atingidos por conflitos internacionais e medidas protecionistas - SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano III e serão viabilizados por uma nova Medida Provisória, que será assinada pelo presidente e encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta (22) O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22) a terceira fase do Plano Brasil Soberano, oferecendo R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento a empresas brasileiras afetadas por tarifas dos Estados Unidos. A medida também busca atender setores atingidos por conflitos internacionais e medidas protecionistas. Segundo o governo, serão disponibilizados R$ 13,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro poderá ser utilizado para: capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados. Os recursos serão viabilizados por uma nova Medida Provisória, que será assinada pelo presidente Lula (PT) e encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta. O presidente também sanciona um projeto de lei que amplia o escopo dos produtores que poderão ter acesso ao benefício. Passam a poder acessar os financiamentos exportadores da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca, da aquicultura e da mineração, além de cooperativas e associações vinculadas a essas atividades. Novas tarifas A nova tarifa americana direcionada ao Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (22), enquanto outros parceiros comerciais de Washington se preparam para uma nova rodada de medidas tarifárias diante do vencimento, nesta semana, das temporárias impostas pelo presidente Donald Trump. A tarifa de 25% sobre o Brasil vem na esteira de uma investigação dos Estados Unidos, que acusou o gigante americano de práticas comerciais desleais. Isso provocou fortes críticas, embora o vice-presidente Geraldo Alckmin, tenha dito em entrevista coletiva na terça-feira que o país buscará resolver o problema por meio de negociações, em vez de recorrer a represálias. Vários produtos, como carne bovina, café e peças de aviões, ficarão isentos, e aproximadamente metade das exportações do Brasil para os Estados Unidos continuará livre de tarifas, estima Valentina Sader, do centro de estudos Atlantic Council. Ainda assim, a medida vem em um momento em que Trump renova sua aposta no uso de tarifas como ferramenta de pressão, o que desperta temores de represálias e de maiores tensões. Washington pode estar “utilizando o Brasil como exemplo para enviar uma mensagem mais ampla sobre suas prioridades e sua abordagem de negociação”, disse Sader à AFP. Embora a Suprema Corte dos Estados Unidos tenha anulado muitas das tarifas de Trump em fevereiro, desferindo um golpe em sua capacidade de impor novos impostos a seu critério, Washington avançou na reconstrução de sua agenda comercial recorrendo a outros poderes. O fato de os Estados Unidos afirmarem que as tarifas ao Brasil foram impostas porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não negociou de boa-fé “reforça a percepção de que a medida não se dirige apenas às práticas comerciais do Brasil, mas que também possui um componente político contra o próprio Lula”, apontou Sader. O gravame desponta como um importante ponto de conflito na campanha para as eleições presidenciais de outubro no Brasil. A Câmara de Comércio Americana para o Brasil alertou recentemente que a medida de Washington afeta mais de 11 bilhões de dólares (55,85 bilhões de reais) em exportações. Trump anunciou na terça-feira a imposição de novas tarifas de 100% sobre os medicamentos genéricos importados, que entrarão em vigor a partir de agosto de 2028, e cuja alíquota passará posteriormente a 200% em 2029. Preocupação por trabalho forçado Ainda está por vir uma ofensiva mais ampla, já que em junho as autoridades propuseram tarifas entre 10% e 12,5% voltadas a 60 parceiros comerciais por supostos descumprimentos na luta contra o trabalho forçado. Analistas esperam que os gravames vinculados ao trabalho forçado substituam a tarifa global temporária de 10% — que expira na sexta-feira — imposta por Trump após seu revés na Suprema Corte. “Esperamos ver alguma ação em breve”, disse à emissora CNBC o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Golpe ao Canadá O governo americano anunciou nos últimos dias outras tarifas direcionadas ao Canadá, um de seus principais parceiros comerciais. Na segunda-feira, Ottawa foi alvo de uma sobretaxa adicional de 50%, que entrará em vigor dentro de um mês, devido ao “tratamento dis “É uma resposta às medidas de retaliação” adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas por Washington em 2025. “Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste”, justificou Greer nesta terça-feira. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou nesta terça-feira que estava avaliando “todas as opções” para responder ao aumento. Após conversar com Trump, disse que haviam concordado em “intensificar nossas negociações nas próximas duas semanas”. *Com informações da AFP Fonte: Jovem Pan
- Gerp: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente em eventual 2º turno
Presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidatos à Presidência da República - Reprodução De acordo com a pesquisa, os dois pré-candidatos à Presidência também aparecem na igualdade no primeiro turno: 38% x 38% Pesquisa do Instituto Gerp divulgada nesta quarta-feira (22) aponta que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno. O atual chefe do Executivo aparece com 45%, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 46%. O instituto responsável pelo levantamento informou que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Veja os números de uma eventual disputa de 2º turno: Lula: 45%; Flávio Bolsonaro: 46%; Nenhum deles: 8%; Não sabe: 1%; A pesquisa divulgada nesta quarta-feira também simulou outros cenários de segundo turno com Lula. Assim como na disputa com Flávio, o presidente aparece empatado tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Segundo o levantamento, o petista tem 44% contra 41% do goiano. Nenhum deles representa 13%, enquanto 3% não souberam responder. Em relação ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula aparece na frente, com 44% contra 38% do mineiro. Já em uma eventual disputa contra Renan Santos (Missão) no segundo turno, o petista apresenta sua maior vantagem: 45% contra 35%. Primeiro turno A Gerp também simulou um cenário para o primeiro turno. Na estimulada – quando os candidatos são apresentados ao entrevistado, Lula e Flávio Bolsonaro também aparecem empatados tecnicamente, com 38% para os dois. Zema se encontra na terceira posição com 3%, seguido por Renan Santos e Caiado (os dois também aparecem com 3%). A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 15 e 17 de julho. O levantamento tem margem de erro dois pontos percentuais para mais ou para menos e 95% de confiança. A pesquisa está registrada sob o número BR-05026/2026. Fonte: Jovem Pan
- Flávio Bolsonaro emitiu notas no valor de R$ 1,5 mi para empresas ligadas a Vorcaro
Flávio Bolsonaro entrevista à Jovem Pan - Reprodução / Jovem Pan Curitiba As duas primeiras foram faturadas no dia 7 de abril de 2025 e canceladas no mesmo dia O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e senador, emitiu três notas fiscais no valor total de R$ 1,5 milhão para uma empresa usada como fachada por Daniel Vorcaro. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles e confirmada pela Jovem Pan, que também teve acesso aos documentos. As duas primeiras notas foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 e canceladas no mesmo dia. O escritório tem como único sócio Flávio Bolsonaro e tinha como cliente a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Ambos os documentos estavam com o valor de R$ 500 mil. Dois dias depois, o escritório faturou uma terceira nota, também no valor de R$ 500 mil, para a empresa Contábil Correa. Não constam registros de cancelamento dessa última nota. O elo entre as duas companhias é o contador Rogério Lourenço Novo. Ele é o único diretor responsável pela Copenhagen e consta como único sócio da Cantábil Correa. Ele também faz parte do conselho fiscal da empresa de soluções ambientais Ambipar. As notas canceladas eram relacionadas a serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, que não tem sede nem site e tem o capital total de R$ 40, segundo o site da Receita Federal. A Copenhagen teria recebido R$ 58 milhões de Daniel Vorcaro. A empresa pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM, gestora investigada pela Polícia Federal por movimentar e ocultar fundos de Daniel Vorcaro. A Jovem Pan tenta contato com Flávio Bolsonaro, Rogério Lourenço e as empresas mencionadas, e a reportagem será atualizada assim que eles responderem. Fonte: Jovem Pan


















































