Após audiência sem acordo, sindicato dos trabalhadores de energia marca greve para segunda em MS
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Apenas um quarto do efetivo deve ficar paralisado, mantendo os atendimentos essenciais
Sindicato dos trabalhadores do setor de energia anuncia greve na Energisa, concessionária responsável pela distribuição de luz a 74 cidade de Mato Grosso do Sul, a partir de segunda-feira (2 de março). No entanto, apenas um quarto do efetivo deve ficar paralisado, mantendo os atendimentos essenciais.
Na terça-feira (24), o Sinergia MS (Sindicato dos Trabalhadores na Industria e Comércio de Energia em MS) publicou comunicado dizendo que os trabalhadores negaram a proposta da empresa em assembleia, e decidiram pela aprovação do movimento paredista. Eles pedem 3% de ganho real. A greve seria deflagrada a partir de segunda-feira, sem prazo para terminar.
Conforme o sindicato, 689 trabalhadores participaram da assembleia. Sobre a proposta da empresa, 51% votaram pela reprovação, 48% aprovaram e 1% se abstiveram. Sobre a greve, 62% aprovaram o início do movimento, 26% posicionaram-se contra e 12% preferiram a abstenção.
Sem conciliação
Na sexta-feira (27), o coordenador de relações trabalhistas da Energisa e representantes sindicais reuniram-se no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para audiência de conciliação. A reunião durou cerca de 1h26, mas não houve acordo entre as partes para a seguinte proposta apresentada pelo desembargador Tomás Bawden de Castro Silva, que presidiu a sessão:
Reajuste de 5% para auxílios alimentação e refeição, inclusive crédito extraordinário de final de ano;
Reajuste de 5% exclusivamente para o piso salarial;
Manutenção das cláusulas de natureza econômica, com reajuste salarial de 4,49%, retroativo à data base de 1° de novembro de 2025;
Que o excedente a duas horas de intervalo intrajornada seja compensatório, sendo direcionado ao banco de horas.
O último ponto vale especialmente para quando houver entendimento entre gestor e empregado para intervalo superior a duas horas. Por fim, o TRT reconhece o direito de greve dos trabalhadores, desde que o movimento seja realizado conforme a lei, segundo a ata da audiência de conciliação.
Em nota, o Sinergia MS afirma ter aceitado a proposta acima, apresentada pelo desembargador. Ainda conforme a representação dos trabalhadores, a empresa não acatou a proposta do TRT.
O que diz a Energisa?
O Jornal Midiamax pediu à Energisa um posicionamento sobre o assunto. Confira a nota na íntegra:
“A Distribuidora informa que ao longo dos últimos meses vem negociando com a Entidade Sindical o Acordo Coletivo 2025-2026. Várias propostas foram apresentadas com avanços nas condições negociadas, entretanto sem evoluir para um acordo entre as partes. Diante da não aprovação pela categoria, caberá ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidir sobre a questão.
Conforme determinado pelo TRT, em caso de eventual movimento grevista pelos trabalhadores, deverá ser rigorosamente mantido o contingente necessário à continuidade do serviço essencial de energia elétrica. Sendo assim, em caso de paralisação não haverá impacto para a população Sul-mato-grossense.
A Energisa reitera que respeita a livre associação e manifestação de classe, bem como o diálogo com as partes. E também reafirma seu compromisso com os clientes e colaboradores“.
(*) Matéria editada às 17h39 de sábado (28) para inserção de nota da Energisa.
Fonte: Midiamax







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