Após fim do prazo, Prefeitura não tem resultado de sindicância contra Paulo Lands
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Secretário foi afastado após escândalo por suspeita de assédio sexual e estupro de vulnerável
Ex-vereador e secretário da Juventude, Paulo Lands completou 60 dias de afastamento desde o escândalo por suspeita de assédio sexual e estupro de vulnerável contra um servidor de 22 anos. A Prefeitura alega que ainda não teve o resultado de uma sindicância que apura o caso.
O afastamento de Lands foi publicado no dia 3 de março. Na mesma data, a Prefeitura também nomeou a interina. Assim, a pasta da Juventude passou a ser comandada por Maithê Medina Fernandes Lira de Mesquita, que ocupava o cargo de gestora de projetos na secretaria.
Os prazos administrativos são contados em dias corridos, mas é comum que a comissão solicite mais prazo (60 dias adicionais, por exemplo) para finalizar a investigação.
“Ainda não chegou para a Prefeitura nenhum comunicado do fim da investigação. Assim que recebermos, com certeza a gente vai dar uma definição. Ontem foi domingo e a gente tem que aguardar os órgãos encaminharem uma definição dessa investigação e tomar um posicionamento”, disse a prefeita Adriane Lopes durante uma agenda pública na manhã desta segunda-feira (4).
Na época da denúncia, o ex-vereador chegou a conversar com o Jornal Midiamax e relatou que apresentaria provas de sua Inocência. “Estou com todas as provas, eu preciso primeiro aguardar o delegado para eu ir até a delegacia, com todas as provas contundentes que eu tenho para poder entregar”, disse.
A vítima teria registrado duas denúncias na esfera administrativa sobre os supostos abusos cometidos pelo chefe antes de ser demitida, no dia 27 de fevereiro. No mesmo dia, o jovem procurou uma delegacia da Capital, onde relatou os assédios que aconteciam desde julho de 2025, cometidos pelo ex-vereador e então chefe do rapaz.
O relato envolve acusações de estupro de vulnerável e assédio dentro e fora do ambiente de trabalho, na Prefeitura de Campo Grande.
Denúncia contra secretário
O jovem relatou à polícia que o assédio teria se iniciado em julho de 2025, durante uma carona, na qual o chefe, na pasta municipal, teria passado a mão no jovem, causando constrangimento. A vítima não teria reagido por medo da relação hierárquica.
Após este episódio, o chefe teria começado a enviar figuras por WhatsApp com conotação sexual, insinuando relacionamento homoafetivo e insistindo nas mensagens, mesmo após o jovem relatar que era heterossexual.
Durante o serviço, segundo a denúncia, o autor continuava com o assédio, por meio de frases de conotação sexual, e forçava abraços quando ambos estavam sozinhos. Em 12 de dezembro de 2025, ao fim de uma confraternização, a vítima teria sido levada para a casa do servidor público após ter carona oferecida.
O jovem relatou à polícia que estaria visivelmente embriagado e teria precisado de ajuda para ser colocado no carro do chefe. Durante o trajeto, o autor teria feito a sugestão de que eles poderiam “ficar como casal nas férias”.
Fonte: Midiamax






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