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Vereadores aprovam projeto que prevê mais transparência sobre reajuste do IPTU e Taxa do Lixo

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
Câmara Municipal de Campo Grande. (Arquivo, Jornal Midiamax)
Câmara Municipal de Campo Grande. (Arquivo, Jornal Midiamax)

Vereadores de Campo Grande aprovaram seis projetos na sessão ordinária desta terça-feira (24)


Os vereadores aprovaram seis projetos na sessão ordinária desta terça-feira (24), incluindo o que traz mais transparência sobre as mudanças no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e da Taxa do Lixo. O Projeto de Lei 12.251/26 foi aprovado em regime de urgência e em única discussão. 


O texto obriga a Prefeitura a informar o contribuinte, por meio da Notificação Geral de Lançamento impressa, qualquer novidade relativa ao IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares, que tenha sido publicada por meios digitais oficiais. Isso inclui as informações cadastrais do imóvel.


O autor do projeto é o vereador Marquinhos Trad (PDT). O PL foi proposto após queixas e até a judicialização sobre os valores lançados no carnê do IPTU em 2026.


Código tributário

Em regime de urgência e única discussão, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei Complementar 1025/26, que promove alterações na legislação do Código Tributário Municipal. O texto readequa o cronograma de aplicação do fator de multiplicação redutor incidente sobre os valores da Taxa de Inspeção Sanitária. 


A proposta faz uma reprogramação da aplicação plena da taxa, com base em benefício legal já aprovado em 2023. Os autores do projeto são os vereadores Carlão (PSB) e Cabo Almi (PSDB). 


O vereador Carlão esclareceu que a taxa antes era de R$ 80 para todos, seja um mercado de pequeno ou de grande porte. A partir de 2024, iniciaria a transição gradual dos novos valores, o que não foi realizado pela prefeitura. “O comerciante está pagando R$ 1.460 no primeiro ano, mas teria que pagar R$ 486 no primeiro”, exemplificou. 


Em vez de cobrar 60% do valor total da taxa já em 2026, a nova legislação obriga a aplicação do fator redutor de 0,2 (apenas 20%) para este ano. Assim, o cronograma segue de forma gradual até 2030. Quem pagou a taxa com o fator de 0,6 (60%) terá o valor excedente compensado automaticamente na próxima cobrança.


Os vereadores também aprovaram, em regime de urgência e única discussão, o Projeto de Lei Complementar 1.020/26, que passa a incluir templos de qualquer culto ou similares na chamada Zona Sensível a Ruído ou Zona de Silêncio. A proposta é do vereador Leinha (Avante). 


Além disso, os parlamentares aprovaram a inclusão do evento “Delas Day” no Calendário Oficial de Eventos do Município de Campo Grande, anualmente em março. O Projeto de Lei 12.267/2 é de autoria da vereadora Ana Portela (PL). 


Os vereadores aprovaram o Projeto de Lei 12.284/26, do Executivo, que acrescenta dispositivo à lei que autorizou a adesão ao Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal e ao Plano de Promoção de Equilíbrio Fiscal. Passa a constar que a adesão respeitará as regras constitucionais de finanças públicas, em conformidade com a Constituição Federal. O objetivo é adequação na legislação.


Vetos

Os vereadores mantiveram dois vetos parciais. Um deles é a emenda dos vereadores ao Projeto de Lei Complementar 1.012/25, do Executivo, que dispõe sobre o ressarcimento de contribuições previdenciárias. A emenda assegurava a redução dos meses para pagamento das parcelas referentes ao ressarcimento, de 36 para 12 meses, além de atualização dos valores pelo IPCA-E. A prefeitura justificou o veto alegando que a redução do prazo implica no planejamento orçamentário.


A proposta do Executivo contempla servidores efetivos com exercício entre 13 de novembro de 2019 e 18 de outubro de 2022 (data que antecede a vigência da previdência complementar no município) e que fizeram a opção para o Regime de Previdência Complementar. No veto, a administração municipal justifica ainda que a proposta foi discutida com o sindicato dos beneficiários, que concordou com os prazos.


Sobre esse mesmo tema, foi aprovado Projeto de Lei 1.024/26, do Executivo, a respeito do ressarcimento de contribuições previdenciárias, que será efetuado em rubrica específica em folha de pagamento, divididos em 36 parcelas.


Além disso, os vereadores mantiveram o veto ao Projeto de Lei 11.883/25, que reconhece o Município de Campo Grande como Polo de Inovação em Blockchain e Economia Digital. O projeto prevê, por exemplo, o fomento ao desenvolvimento tecnológico e a inovação no município. A proposta é dos vereadores Ronilço Guerreiro (PODE) e Maicon Nogueira (PP).


O veto refere-se a dois artigos que tratam da criação do Conselho Municipal de Inovação Digital. A prefeitura alega vício de iniciativa, justificando que a proposta avança para o campo da organização administrativa. As demais normativas da proposta foram sancionadas.


Fonte: Midiamax

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