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- Megaoperação bloqueia R$ 6 bilhões de contas do crime organizado
© PCSP/Divulgação Quase 50 empresas eram utilizadas somente para lavagem de dinheiro Em São Paulo, uma megaoperação da polícia civil, deflagrada nesta quinta-feira, bloqueou R$ 6 bilhões em contas bancárias do crime organizado. A segunda fase da Operação Falso Mercúrio, que apura um esquema de lavagem de dinheiro de um grupo ligado ao PCC, cumpriu 48 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a seis suspeitos que continuam foragidos. O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, explicou que quase 50 empresas de áreas variadas, como lojas de carro, padarias e fintechs eram utilizadas exclusivamente para lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, o grupo alvo das investigações agia como prestador de serviços para o crime organizado. De acordo com os agentes, a estratégia utilizada é de asfixia financeira e operacional da organização criminosa. A operação bloqueou 257 veículos, três embarcações, 49 imóveis e também as contas bancárias de 20 pessoas e de 37 empresas, em valores que podem chegar a até 98 milhões de reais de cada conta. Entre os beneficiários do esquema está um homem foragido, suspeito de envolvimento no assassinato de Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, em novembro do ano passado. Na primeira etapa da Operação Falso Mercúrio, deflagrada em julho, 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra os mesmos investigados, que seguem foragidos. Fonte: Jovem Pan
- CPMI do INSS prepara relatório preliminar para fevereiro
CPMI do INSS prepara relatório preliminar para fevereiro - Bruno Spada/Câmara dos Deputados Após ouvir 26 testemunhas e mapear 108 empresas ligadas a fraudes, senador Carlos Viana (PODEMOS-MG) apresentará requerimento para estender a duração do colegiado por mais dois meses Depois de mais de três meses de funcionamento, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS encerrou os trabalhos deste ano com o depoimento de Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios – uma das entidades apontadas por realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), deve apresentar um relatório preliminar no início do próximo ano. Em fevereiro, o colegiado deve se reunir para avaliar o documento parcial e definir os próximos passos da investigação. “Em fevereiro, vamos fazer o primeiro balanço do relatório parcial. Caso seja necessário realizar novas oitivas ou convocar personagens adicionais, vamos deliberar e votar os requerimentos”, afirmou Viana. O senador adiantou que apresentará um requerimento para prorrogar por mais dois meses o funcionamento da CPMI. O prazo atual para encerramento das atividades é 28 de março. Balanço Instalada em 20 de agosto, a CPMI realizou 28 reuniões, sendo duas dedicadas apenas à votação de requerimentos e as demais para depoimentos. No total, 26 testemunhas foram ouvidas, incluindo dois ex-ministros da Previdência: Carlos Lupi , que chefiava a pasta quando as irregularidades vieram à tona, e Onyx Lorenzoni , responsável pelo ministério durante o governo Jair Bolsonaro (2019–2022), período em que teriam começados os desvios. Carlos Viana antecipou alguns resultados que devem integrar o relatório final: – 4.800 documentos oficiais analisados; – 73 requerimentos de informação atendidos; – 48 quebras de sigilo aprovadas; – 108 empresas suspeitas identificadas; – Mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações incompatíveis; – Dezenas de milhões de reais retirados mensalmente de aposentados e pensionistas; “Compilamos em um único arquivo o resultado de meses de trabalho. Esse material será parte central do relatório final”, destacou o presidente da CPMI. Suspensão de contratos Viana afirmou ainda que pedirá ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado sob suspeita de irregularidades. Ele criticou o nível de juros cobrados por instituições financeiras: “É um absurdo que bancos cobrem juros de até 22% ao mês de aposentados e pensionistas, que não têm condições de pagar.” *Com informações da Agência Câmara de Notícias Publicado por Nícolas Robert Fonte: Jovem Pan
- Lula determina criação de ‘mapa do caminho’ para reduzir uso de combustíveis fósseis
Bruno Peres/Agência Brasil Durante a COP30, em Belém do Pará, o Brasil firmou um compromisso mundial de criar um esboço para abandonar o uso de gás, petróleo e carvão, mas fracassou diante da oposição de países produtores O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta segunda-feira (8), que seu governo apresente um “mapa do caminho” para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, uma promessa do país na COP30 . Na maior conferência climática da ONU realizada em novembro em Belém do Pará, o Brasil firmou um compromisso mundial de criar este esboço para abandonar o uso de gás, petróleo e carvão, mas fracassou diante da oposição de países produtores como Arábia Saudita, Irã e Rússia. O Brasil, um importante produtor de petróleo, comprometeu-se, entretanto, a apresentar um plano para deixar de utilizar combustíveis fósseis e convocou os demais países do mundo a fazer o mesmo voluntariamente. Lula ordenou nesta segunda-feira que os ministérios da Fazenda, Meio Ambiente e Mudança do Clima e Minas e Energia, além da Casa Civil, elaborem “diretrizes” para uma “redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis no país”, segundo um despacho presidencial publicado no Diário Oficial. As propostas dos ministérios devem contemplar a criação de um “Fundo para a Transição Energética”, financiado com receitas petrolíferas do maior produtor da América Latina. O plano será revelado nos próximos 60 dias e revisado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), um órgão consultivo do Executivo. O “mapa do caminho” foi a proposta mais ambiciosa do Brasil para a COP30. O organizador buscava que os países estabelecessem metas e prazos concretos para reduzir sua dependência das energias fósseis, principais causadoras do aquecimento global. O abandono gradual destes combustíveis foi acordado na COP28 em Dubai. A proposta foi rejeitada pelos países petrolíferos, mas uma coalizão composta por Colômbia, Espanha, França e Ilhas Marshall, entre outros, apoiou a proposta. Várias destas nações estarão em uma conferência internacional contra os combustíveis fósseis em abril de 2026 na cidade colombiana de Santa Marta. O impulso brasileiro pelas energias renováveis ocorre ao mesmo tempo em que a Petrobras realiza perfurações exploratórias de petróleo perto da Foz do Amazonas , com apoio declarado de Lula. *Com informações da AFP Publicado por Nícolas Robert
- Agência de energia atômica alerta para danos causados em Chernobyl
Usina nuclear de Chernobyl três dias após a explosão em 1986 • Foto: SHONE/GAMMA/Gamma-Rapho via Getty Images A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alerta para a extensão dos danos causados ao complexo nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que foi severamente danificado por ataques com drones. Em fevereiro, ocorreu um grande incêndio no revestimento externo da estrutura de aço construída para evitar a liberação radioativa do reator destruído num acidente de 1986, e considerado o pior acidente nuclear da história. Quando o reator da central de Chernobyl, a 100 km de Kiev, explodiu, contaminando três quartos da Europa, principalmente Ucrânia, Rússia e Bielorrússia. Na época, 350 mil pessoas foram deslocadas e a saúde de milhares, afetada pelo acidente. Segundo a agência, hoje o local está sem capacidade de confinamento. Entretanto, não houve danos permanentes às estruturas e ao sistema de monitoramento. O diretor da agência, Rafael Grossi, disse que foram realizados reparos limitados, mas ainda é necessária a restauração para garantir a segurança nuclear a longo prazo. Já foram gastos mais de 21 milhões de euros, ou seja, mais de R$ 130 milhões para tentar garantir a segurança do local. Além de uma equipe permanente no complexo de Chernobyl, outra equipe da Agência Internacional de Energia Atômica percorre a Ucrânia para avaliar o estado de mais de 10 subestações de transformação e transmissão de energia. Até o próximo dia 12 de dezembro, essas equipes vão avaliar os danos e revisar o reparo no fornecimento de energia usada para resfriar os reatores nucleares. Nas visitas anteriores, já havia sido detectada a degradação da rede e problemas na infraestrutura. Apesar da guerra, três usinas nucleares ainda estão em operação na Ucrânia. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Paramount faz oferta de US$ 108 bilhões pela Warner Bros
Paramount lança oferta pela Warner Bros. Discovery, dirigindo-se diretamente aos acionistas com uma oferta em dinheiro de US$ 30 por ação - Divulgação/Warner Bros. Discovery Proposta é uma resposta ao acordo anunciado pela Netflix na última sexta-feira (5), cujo valor gira em torno de US$ 83 bilhões A Paramount lançou nesta segunda-feira (8) uma oferta pública pela Warner Bros. Discovery, dirigindo-se diretamente aos acionistas com uma oferta em dinheiro de US$ 30 por ação, que avalia a empresa em cerca de US$ 108 bilhões. A Netflix anunciou na última sexta-feira (5) um acordo de US$ 83 bilhões para comprar uma parte importante da Warner Bros. Discovery, um acordo aprovado pelos conselhos de administração de ambas as empresas. “A oferta da Paramount pela totalidade da WBD proporciona aos acionistas US$ 18 bilhões a mais em dinheiro do que a contrapartida da Netflix. A recomendação do Conselho de Administração da WBD da transação com a Netflix em vez da oferta da Paramount baseia-se em uma avaliação prospectiva ilusória da Redes Globales que não é apoiada pelos fundamentos do negócio e é prejudicada pelos altos níveis de alavancagem financeira atribuídos à entidade”, afirmou hoje a Paramount em um comunicado. A Paramount dirigiu-se diretamente aos acionistas da WBD, sem passar pelo conselho de administração, com o que classificou como uma oferta superior. A Paramount disse que pagaria US$ 30 por ação em dinheiro, avaliando a empresa em cerca de US$ 108 bilhões, incluindo a dívida. A empresa afirmou que se dirigiu aos acionistas porque o conselho de administração da WBD está “perseguindo uma proposta inferior” que levaria a “um processo de aprovação regulatória complicado”. A Paramount ofereceu comprar a totalidade da Warner Bros. Discovery, incluindo o estúdio cinematográfico Warner Bros., o serviço de streaming HBO Max e um portfólio de canais a cabo, entre eles a rede de televisão CNN. Os canais a cabo não fazem parte do acordo com a Netflix. “Acreditamos que nossa oferta criará uma Hollywood mais forte. É o melhor para a comunidade criativa, os consumidores e a indústria cinematográfica”, disse David Ellison, diretor executivo da Paramount, em um comunicado. *Com informações da EFE Publicado por Nícolas Robert Fonte: Jovem Pan
- Netanyahu se reunirá com Trump nos EUA em 29 de dezembro
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reunirá em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 29 de dezembro - ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP Primeiro-ministro de Israel já tinha anunciado na semana passada que o republicano o convidou para ir à Casa Branca a fim de avançar na segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza O primeiro-ministro de Israel , Benjamin Netanyahu , se reunirá em Washington com o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , no dia 29 de dezembro, informou nesta segunda-feira (8) o gabinete do mandatário israelense. Netanyahu já tinha comunicado na semana passada que havia sido convidado por Trump para ir à Casa Branca a fim de avançar na segunda fase do cessar-fogo implementado na Faixa de Gaza em 10 de outubro, embora, na prática, Israel continue descumprindo o acordo e já tenham sido contabilizadas aproximadamente 370 mortes de habitantes do enclave desde então. Para esta segunda fase, a previsão é que sejam abordados o desarmamento do grupo terrorista Hamas , a implementação de um governo tecnocrático de transição para a Faixa, a chegada de uma força internacional de estabilização e a hipotética retirada de Israel — que agora controla mais de 50% de Gaza —, entre outros pontos. A última conversa entre Netanyahu e Trump a ser divulgada foi justamente a mencionada, há uma semana, por telefone e minutos depois de o presidente americano publicar em suas redes sociais que Israel deveria apostar em um “diálogo firme e verdadeiro” com a Síria . Essas declarações vieram depois de um ataque israelense a apenas 40 quilômetros de Damasco, que deixou 13 mortos do lado palestino, mas que não parece ter prejudicado a relação entre os dois líderes. Há quase um mês, o próprio Trump pediu formalmente ao presidente israelense, Isaac Herzog , o perdão de Netanyahu, julgado por corrupção em três processos. Além disso, nesta segunda-feira, o embaixador dos Estados Unidos na ONU , Mike Waltz, encontra-se em Israel no âmbito de uma visita diplomática até quarta-feira, após se ter reunido com o rei jordaniano Abdullah II, com Netanyahu e também com Herzog. A viagem de Waltz visa o “firme compromisso dos Estados Unidos com a promoção da estabilidade regional, a implementação do plano de 20 pontos do presidente Trump para Gaza e o avanço nos objetivos da Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU, que estabelece o caminho a seguir para a região”, detalhou seu porta-voz em um comunicado na véspera da visita. *Com informações da EFE Publicado por Nícolas Robert Fonte: Jovem Pan
- CPMI do INSS prepara relatório preliminar para fevereiro
CPMI do INSS prepara relatório preliminar para fevereiro - Bruno Spada/Câmara dos Deputados Após ouvir 26 testemunhas e mapear 108 empresas ligadas a fraudes, senador Carlos Viana (PODEMOS-MG) apresentará requerimento para estender a duração do colegiado por mais dois meses Depois de mais de três meses de funcionamento, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS encerrou os trabalhos deste ano com o depoimento de Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios – uma das entidades apontadas por realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), deve apresentar um relatório preliminar no início do próximo ano. Em fevereiro, o colegiado deve se reunir para avaliar o documento parcial e definir os próximos passos da investigação. “Em fevereiro, vamos fazer o primeiro balanço do relatório parcial. Caso seja necessário realizar novas oitivas ou convocar personagens adicionais, vamos deliberar e votar os requerimentos”, afirmou Viana. O senador adiantou que apresentará um requerimento para prorrogar por mais dois meses o funcionamento da CPMI. O prazo atual para encerramento das atividades é 28 de março. Balanço Instalada em 20 de agosto, a CPMI realizou 28 reuniões, sendo duas dedicadas apenas à votação de requerimentos e as demais para depoimentos. No total, 26 testemunhas foram ouvidas, incluindo dois ex-ministros da Previdência: Carlos Lupi , que chefiava a pasta quando as irregularidades vieram à tona, e Onyx Lorenzoni , responsável pelo ministério durante o governo Jair Bolsonaro (2019–2022), período em que teriam começados os desvios. Carlos Viana antecipou alguns resultados que devem integrar o relatório final: – 4.800 documentos oficiais analisados; – 73 requerimentos de informação atendidos; – 48 quebras de sigilo aprovadas; – 108 empresas suspeitas identificadas; – Mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações incompatíveis; – Dezenas de milhões de reais retirados mensalmente de aposentados e pensionistas; “Compilamos em um único arquivo o resultado de meses de trabalho. Esse material será parte central do relatório final”, destacou o presidente da CPMI. Viana afirmou ainda que pedirá ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado sob suspeita de irregularidades. Ele criticou o nível de juros cobrados por instituições financeiras: “É um absurdo que bancos cobrem juros de até 22% ao mês de aposentados e pensionistas, que não têm condições de pagar.” *Com informações da Agência Câmara de Notícias Publicado por Nícolas Robert Fonte: Jovem Pan
- Ancelotti projeta início sólido na Copa 2026 e pede ‘três vitórias’ na fase de grupos
GUSTAVO MOTTA/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Técnico valoriza estreia contra Marrocos, elogia nível dos adversários e diz que a meta é avançar em primeiro no Grupo C O técnico Carlo Ancelotti deixou o sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado nesta sexta-feira em Washington, com confiança no desempenho da seleção brasileira na primeira fase. O treinador afirmou que o Brasil está preparado para enfrentar Marrocos, Haiti e Escócia no Grupo C. Ancelotti foi direto ao comentar o que espera da equipe na fase inicial: “Temos de ganhar os três jogos. Temos que ter confiança no nosso trabalho. A estreia é sempre muito importante numa competição como esta e vamos manter o foco em todas as partidas”, afirmou. A seleção estreia no dia 13 de junho contra Marrocos. O segundo jogo será em 19 de junho, diante do Haiti, e a Escócia encerra a participação brasileira na fase de grupos no dia 24. O treinador avaliou os adversários como competitivos e destacou a necessidade de consistência: “Temos de ter um time sólido, pois a Copa do Mundo é uma competição rápida. A ideia é terminar em primeiro do grupo. Marrocos foi muito bem na última Copa. A Escócia tem uma equipe bastante consistente. Teremos bons jogos”. Ao lado do técnico, o ex-capitão do penta, Cafu, reforçou a confiança no comando de Ancelotti. “A seleção deposita muita confiança no Ancelotti, que é um dos melhores treinadores do mundo. Vamos pegar um grupo forte, mas com boas chances de classificação”, disse o ex-lateral. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan
- Câncer e menopausa precoce: o tabu que muda a vida de milhares de mulheres
Muitas mulheres jovens, às vezes entre 30 e 40 anos, entram na menopausa de forma abrupta e sem aviso A maioria das mulheres acredita que a menopausa acontece apenas por volta dos 50 anos. Nesse momento, geralmente já criaram seus filhos (se quiseram tê-los), têm uma carreira mais estabelecida e uma vida mais estável. A menopausa, nesse contexto, pode ser uma transição mais natural, mesmo com os sintomas e desafios que ela traz. Mas, para quem passou por um tratamento de câncer, essa história pode ser bem diferente. Muitas mulheres jovens, às vezes entre 30 e 40 anos, entram na menopausa de forma abrupta e sem aviso, como consequência do tratamento oncológico. E, infelizmente, esse assunto ainda é pouco discutido nos consultórios e na sociedade. Fala-se muito sobre vencer o câncer, com razão, mas quase nada sobre o que acontece depois: as mudanças no corpo, na fertilidade, nos hormônios, na sexualidade e na autoestima. É uma espécie de “luto” invisível, vivido em silêncio por milhares de mulheres. Como o tratamento do câncer mexe com hormônios e fertilidade Os tratamentos contra o câncer têm como objetivo eliminar as células tumorais, mas também podem afetar tecidos saudáveis, como os ovários e o útero. O impacto sobre a fertilidade e os hormônios depende do tipo de câncer, da idade da paciente e das terapias utilizadas. A quimioterapia, especialmente com agentes alquilantes, como a ciclofosfamida, um dos principais medicamentos usados no tratamento do câncer de mama, pode causar dano direto aos ovários, prejudicando a reserva ovariana e interrompendo a produção de estrogênio e progesterona. Isso pode levar à menopausa precoce. A radioterapia na pelve, usada no tratamento de tumores do colo do útero, por exemplo, também pode comprometer os ovários quando aplicada diretamente na região pélvica ou em áreas próximas. Mesmo em doses moderadas, pode danificar permanentemente o tecido ovariano, dependendo da idade da mulher e da dose acumulada. Além disso, a radiação pode afetar o útero, comprometendo futuras gestações, mesmo que a função ovariana seja preservada. Em casos de câncer ginecológico, como tumores de ovário, endométrio ou colo do útero, pode ser necessário realizar cirurgias que envolvem a retirada dos ovários e/ou do útero. Nesses casos, a menopausa é imediata e irreversível. O corpo, de um dia para o outro, deixa de produzir os hormônios sexuais femininos. Em alguns casos, mesmo mulheres com câncer de mama, principalmente com tumores sensíveis a hormônios, recebem medicamentos que “desligam” a função dos ovários como parte do tratamento. O uso de remédios que bloqueiam os ovários, como leuprorrelina, gosserrelina e triptorrelina, é comum para reduzir o estrogênio. Isso pode causar sintomas semelhantes aos da menopausa, como ondas de calor e ressecamento vaginal, mesmo que a mulher ainda tenha os ovários. Além disso, também é frequente a associação com terapia hormonal usando medicamentos como o tamoxifeno ou inibidores da aromatase (letrozol, anastrozol e exemestano), que também reduzem a ação do estrogênio nas células. Menopausa precoce: sintomas físicos e feridas emocionais A menopausa precoce causada pelo tratamento do câncer pode ser mais intensa e abrupta do que a menopausa natural. Isso acontece porque o corpo não tem tempo de se adaptar gradualmente à queda dos hormônios. Os sintomas físicos mais comuns incluem: Ondas de calor e sudorese noturna Ressecamento vaginal e dor durante a relação sexual Insônia e alterações do sono Diminuição da libido Dores articulares Ganho de peso e alteração da composição corporal Queda de cabelo e ressecamento da pele Perda óssea acelerada e maior risco cardiovascular Mas os sintomas emocionais e psicossociais são igualmente importantes e muitas vezes negligenciados: Tristeza e sentimentos de luto pelo fim da fertilidade Medo de perder a feminilidade Vergonha de conversar sobre sexualidade Ansiedade em relação ao futuro e aos relacionamentos Sensação de isolamento e de que “ninguém entende” o que está acontecendo Muitas mulheres relatam se sentir “envelhecidas antes do tempo”. Para quem ainda não teve filhos e deseja ser mãe, a dor do luto reprodutivo pode ser profunda e contínua. Em alguns casos, a infertilidade se torna mais difícil de lidar do que o próprio diagnóstico de câncer. O silêncio dos consultórios e a importância da escuta multidisciplinar Por falta de tempo, preparo ou sensibilidade, muitos profissionais de saúde acabam não abrindo espaço para que essas questões sejam abordadas. O foco principal costuma ser a remissão da doença, algo absolutamente necessário, mas isso não deveria excluir o cuidado com a qualidade de vida e com o bem-estar da mulher. É por isso que a escuta multidisciplinar é tão essencial. Médicos oncologistas, ginecologistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de cuidados paliativos podem (e devem) atuar juntos para oferecer acolhimento e soluções práticas para os sintomas físicos e emocionais da menopausa provocada pelo tratamento. Esse cuidado envolve mais do que prescrever medicamentos. É ouvir a história da paciente, validar suas emoções, orientar sobre a sexualidade, discutir fertilidade futura (quando possível), explicar opções de tratamento e acompanhar de forma contínua. Reposição hormonal segura: é possível? A terapia de reposição hormonal pode ser uma aliada importante para reduzir os sintomas da menopausa precoce. No entanto, seu uso deve ser cuidadosamente avaliado caso a caso. Mulheres com histórico de câncer hormônio-dependente (como alguns tipos de câncer de mama e de endométrio) geralmente não devem usar estrogênio. Ainda assim, existem alternativas seguras, como o uso local de estrogênio vaginal em doses baixas, que pode melhorar muito a qualidade de vida sem aumentar o risco de recidiva em situações selecionadas. Em mulheres sem contraindicações, a reposição hormonal, feita de forma personalizada e com acompanhamento regular, pode prevenir complicações como osteoporose e doenças cardiovasculares, além de melhorar sono, libido e disposição. Medicina integrativa: quando o cuidado vai além da prescrição A medicina integrativa olha para o ser humano como um todo. Ela combina os melhores recursos da medicina convencional com práticas complementares baseadas em evidências. Isso inclui: Acupuntura, que pode ajudar a reduzir ondas de calor e dores Meditação e mindfulness, que auxiliam no controle da ansiedade Exercícios físicos adaptados, que melhoram o humor, a energia e a saúde óssea Fitoterapia segura, quando bem orientada Terapias corporais e artísticas, que favorecem a reconexão com o próprio corpo Essas práticas não substituem o tratamento oncológico tradicional, mas complementam e ampliam as possibilidades de cuidado, trazendo mais conforto e qualidade de vida às mulheres em todas as fases do tratamento e da vida após o câncer. Conclusão A menopausa provocada pelo câncer não é apenas uma mudança hormonal: é uma ruptura que afeta o corpo, o emocional, os sonhos e a identidade de muitas mulheres. É urgente trazer esse tema para a luz, romper o tabu, abrir espaço para o diálogo e garantir que cada mulher seja acolhida com empatia. Falar sobre isso é oferecer dignidade. É dizer, com todas as letras: você não está sozinha, e sua saúde vai muito além de uma doença. Dra. Larissa Müller Gomes – CRM/SP 180158 | RQE 78497 Oncologista Clínica Membro Brazil Healt h Referências científicas: Partridge AH et al. Fertility issues in patients with breast cancer. N Engl J Med. 2004;351(19):1928–1937. Salih M et al. Impact of pelvic radiation on ovarian function. Int J Radiat Oncol Biol Phys. 2015;92(5):987–994. Wallace WHB et al. Impact of cancer treatment on female fertility. Nat Rev Endocrinol. 2020;16(4):222–238. Ginsburg ES et al. Premature menopause: diagnosis and management. Obstet Gynecol Clin North Am. 2003;30(4):605–625. Pagani O et al. Adjuvant exemestane with ovarian suppression in premenopausal breast cancer. N Engl J Med. 2014;371(2):107–118. Barton DL et al. Menopausal symptoms in breast cancer survivors. Cancer. 2007;109(8):1740–1748. Faubion SS et al. Management of genitourinary syndrome of menopause in women with or at high risk for breast cancer: Consensus recommendations. Menopause. 2018;25(6):596–608. Avis NE et al. Quality of life among younger women with breast cancer. J Clin Oncol. 2005;23(15):3322–3330. Hickey M et al. Hormone replacement therapy after breast cancer: a review of the evidence. Clin Oncol. 2009;21(4):255–263. Santen RJ et al. Managing menopausal symptoms in breast cancer survivors. J Clin Endocrinol Metab. 2017;102(10):3647–3661. Baber RJ et al. 2016 IMS Recommendations on menopausal hormone therapy. Climacteric. 2016;19(2):109–150. Deng GE et al. Evidence-based clinical practice guidelines for integrative oncology: Complementary therapies and botanicals. J Natl Cancer Inst Monogr. 2014;2014(50):346–358.
- Ciência, Tecnologia e Inovação cria 2 novas linhas de investimento
© Valter Campanato/Agência Brasil Também foi apresentada a estratégia nacional do setor para a década Representantes do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia apresentaram nesta quinta-feira uma proposta para a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para próxima década. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Luís Fernandes, secretário executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação detalhou o papel da estratégia e o passo seguinte para organizar as prioridades federais na área. Ao apresentar um balanço das ações do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a criação de duas novas linhas de investimento e a integração dos projetos ao Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. Também destacando o papel dos investimentos em ciência e tecnologia para o desenvolvimento nacional, o presidente Lula celebrou o avanço da estratégia proposta pelo conselho. Entre as recomendações do texto, a nova estratégia quer fortalecer e articular o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando sua capilaridade e capacidade de resposta aos desafios nacionais, e alavancar a base produtiva nacional. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Megaoperação bloqueia R$ 6 bilhões de contas do crime organizado
© PCSP/Divulgação Quase 50 empresas eram utilizadas somente para lavagem de dinheiro Em São Paulo, uma megaoperação da polícia civil, deflagrada nesta quinta-feira, bloqueou R$ 6 bilhões em contas bancárias do crime organizado. A segunda fase da Operação Falso Mercúrio, que apura um esquema de lavagem de dinheiro de um grupo ligado ao PCC, cumpriu 48 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a seis suspeitos que continuam foragidos. O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, explicou que quase 50 empresas de áreas variadas, como lojas de carro, padarias e fintechs eram utilizadas exclusivamente para lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, o grupo alvo das investigações agia como prestador de serviços para o crime organizado. De acordo com os agentes, a estratégia utilizada é de asfixia financeira e operacional da organização criminosa. A operação bloqueou 257 veículos, três embarcações, 49 imóveis e também as contas bancárias de 20 pessoas e de 37 empresas, em valores que podem chegar a até 98 milhões de reais de cada conta. Entre os beneficiários do esquema está um homem foragido, suspeito de envolvimento no assassinato de Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, em novembro do ano passado. Na primeira etapa da Operação Falso Mercúrio, deflagrada em julho, 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra os mesmos investigados, que seguem foragidos. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Flávio confirma intenção do pai em lançá-lo candidato ao Planalto: ‘Cumprir essa missão’
Flávio Bolsonaro é considerado o filho mais pragmático de Bolsonaro por dialogar mais com o centro e até com a esquerda, do que os irmãos Inelegível e preso, o ex-presidente havia manifestado a aliados a intenção de escolher o senador para enfrentar Lula nas eleições O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta sexta-feira (5) a intenção do ex-presidente Jair Bolsonaro em lançá-lo candidato à presidência em 2026. Por meio de seu perfil no X (ex-Twitter), o filho mais velho de Bolsonaro disse se “colocar diante de Deus e do Brasil para cumprir essa missão”. “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu . Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela Jovem Pan , o ex-presidente disse a aliados querer que o filho mais velho, Flávio, dispute o Planalto nas próximas eleições . À Jovem Pan , o presidente do PL, Valdemar Costa Neto , confirmou a escolha do ex-presidente . “Nosso Capitão ratificou a candidatura. Bolsonaro falou, está falado”, declarou. O primogênito do clã Bolsonaro não é considerado um dos favoritos por especialistas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é avaliado como o nome mais forte para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e conta com forte apoio de líderes do Centrão, do mercado financeiro e do agronegócio. Flávio Bolsonaro é experiente na política. No Senado desde 2019, o parlamentar dialoga mais com o centro e até com a esquerda, do que os seus outros irmãos. Sua característica mais pragmática pode ajudar na construção de alianças, mas pode ser rejeitada pela ala mais radical bolsonarista. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) é o mais popular entre os filhos do ex-presidente. No entanto, perdeu força ao deixar o Brasil e articular com a Casa Branca a imposição de sanções contra o Brasil . A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é vista como potencial de conquistar voto feminino por “suavizar” a imagem do bolsonarismo, mas a falta de experiência política pesa contra ela. A madrasta do clã Bolsonaro teve embate público com os enteados que resultou na retirada de apoio do PL a Ciro Gomes na disputa pelo governo do Ceará. Fonte: Jovem Pan
- Trump diz no sorteio da Copa que ‘soccer’ é o verdadeiro futebol: ‘Precisamos arrumar outro nome’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega ao palco para participar do sorteio da Copa do Mundo da Fifa de 2026, que será realizada nos EUA, Canadá e México, no Kennedy Center, em Washington, DC, em 5 de dezembro de 2025. Presidente dos Estados Unidos arrancou risos e aplausos durante o evento realizado em Washington O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o futebol americano deveria mudar de nome. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (5), durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, em Washington. Diante de autoridades e dirigentes da Fifa, Trump afirmou: “Parece que nunca chamamos o ‘soccer’ por esse nome [futebol], porque temos um conflito com outra coisa chamada ‘football’. Mas, quando você pensa bem, isso sim é futebol. Precisamos arrumar outro nome”, declarou. A fala arrancou risos do público e foi interpretada como uma referência bem-humorada à antiga confusão criada pela nomenclatura “football” nos Estados Unidos, usada para o esporte que se pratica principalmente com as mãos — enquanto o futebol tradicional é chamado no país de soccer . O sorteio reuniu os três países-sede da Copa: além de Trump, participaram a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções. Trump recebe o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa O presidente também foi homenageado durante a cerimônia. A Fifa oficializou Trump como o primeiro vencedor do recém-criado Prêmio da Paz , anunciado em novembro. Segundo a entidade, a distinção anual será concedida a personalidades que adotem “medidas excepcionais e extraordinárias pela paz e pela união entre povos”. A escolha do premiado vinha sendo tratada com discrição, em meio a rumores de que o nome indicado seria o do presidente norte-americano — o que se confirmou durante o evento. A Fifa, porém, não divulgou detalhes sobre os critérios de seleção. Trump ainda citou Pelé ao comentar a expectativa pela Copa e afirmou ter um favorito para o título, sem revelar qual. A cerimônia que define os grupos precede a divulgação da tabela completa de jogos, que será anunciada pela Fifa no sábado. Fonte: Jovem Pan
- EUA pedem que cidadãos americanos deixem a Venezuela imediatamente
© Leandra Felipe - Repórter da Agência Brasil/EBC Putin teria ordenado assassinato de espião russo, aponta investigação Itália A polícia da Itália visitou a sede de 13 marcas de luxo internacionalmente conhecidas numa investigação sobre abusos trabalhistas. Entre as empresas estão Prada, Gucci e Versace. A operação foi feita para recolher documentos sobre governança e cadeia de suprimentos nas empresas de moda, mas nenhuma das 13 marcas de luxo está sendo investigada . A operação da polícia faz parte de um processo que apura supostas explorações de trabalhadores em subcontratadas. Nos últimos dois anos, cinco grupos de moda de alto padrão foram colocados sob administração judicial. Nessa nova fase da investigação, nomes como Dolce & Gabbana, Versace, Prada e Gucci foram incluídos porque, durante as buscas em oficinas chinesas, a polícia também encontrou roupas e documentos de subcontratação relacionados a essas marcas. EUA x Venezuela Em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Venezuela, o governo de Donald Trump emitiu um comunicado orientando cidadãos americanos a deixarem a Venezuela imediatamente. O alerta veio depois que Trump afirmou, na semana passada, que companhias aéreas devem considerar fechado o espaço aéreo do país comandado por Nicolás Maduro. Hoje (4), a panamenha Copa Airlines suspendeu voos para a Venezuela . Na noite de ontem (3), Maduro confirmou que teve uma conversa respeitosa e cordial com o presidente dos Estados Unidos há cerca de dez dias. Afirmou ainda que o telefonema significa que os dois países estão caminhando para um diálogo. Nos últimos meses, o governo americano intensificou as operações contra barcos suspeitos de tráfico de drogas na costa da Venezuela. Reino Unido O relatório de uma investigação feita no Reino Unido concluiu que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deve ter ordenado o ataque com uma substância neurotóxica contra o agente duplo russo Sergei Skripal , que atuava na Inglaterra. O caso aconteceu em 2018. Segundo o documento, equipes oficiais russas tentaram assassinar o espião, que teria vendido segredos do país para o Reino Unido. Sergei e sua filha ficaram em estado grave após a substância Novichok ter sido aplicada na maçaneta da porta da casa deles. Os dois se recuperaram. Quatro meses depois, uma mulher inocente morreu após ter contato com o veneno usado na tentativa de matar o agente russo. *Com informações da agência Reuters Fonte: Rádio Agência Nacional
- Três empresas de mineração participam de reunião sobre licitação da Malha Oeste
Três empresas de mineração participam de reunião sobre licitação da Malha Oeste - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado Objetivo é apresentar rotina de inspeções para garantir prestação de serviços pela concessionária que vencer o processo Três empresas da área de mineração e celulose instaladas em Mato Grosso do Sul que podem usar a Ferrovia Malha Oeste para escoar sua produção vão participar de reunião na tarde de hoje (03) na qual a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai apresentar uma rotina de inspeções para garantir a prestação dos serviços pela nova concessionária aos usuários. O objetivo é mostrar que a vencedora da licitação terá de assegurar “as condições mínimas de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”. Esse encontro é necessário porque nos últimos anos a atual concessionária, a Rumo, abandonou a linha férrea ao deixar de fazer a manutenção dos trilhos, dos dormentes, dos prédios, tanto que foi atuada 74 vezes em dois anos pela Agência. Isso fez com que o transporte de carga fosse interrompido por falta de trafegabilidade e a Rumo descumprisse contratos. Em parecer da autarquia é afirmado que as péssimas condições da ferrovia causaram a interrupção da prestação do serviço público de transporte ferroviário de cargas no trecho Três Lagoas-Indubrasil desde junho de 2023, violando o aditivo do contrato de concessão. Uma das empresas afetadas foi a Arcelor Mittal Brasil S.A., que teve interrompido o transporte de 144 mil toneladas anuais, que deveria persistir até 2026, para o fluxo de vergalhão, de Bauru (SP) até Corumbá. Por esse motivo a empresa foi convidada para a reunião de hoje à tarde. Além dela foram chamadas a LHG Mining (explora jazidas de minério em Corumbá) e a Suzano ( que produz celulose), que confirmaram presença, e mais nove companhias que podem ser beneficiadas pelas ferrovias Malha Oeste e Malha Norte, com o objetivo da autarquia apresentar “uma nova rotina de inspeções voltadas para a avaliação da prestação dos serviços ferroviários pelas concessionárias aos usuários”, segundo o convite da ANTT, no qual foi anexado uma nota técnica. Neste documento é afirmado que “verifica-se que a compreensão do conceito de serviço adequado para o transporte ferroviário de cargas exige a articulação entre fundamentos constitucionais e legais, normas regulatórias específicas da ANTT e as cláusulas contratuais de cada concessão. A consolidação dos parâmetros aqui apresentados tem como finalidade orientar, de forma prática e fundamentada, a atuação das equipes de inspeção e fiscalização, para que as inspeções de prestação de serviços aos usuários sejam mais eficazes, padronizadas e coerentes com os objetivos institucionais da Agência e com a responsabilidade constitucional legada face à exploração indireta do serviço público de transporte ferroviário.” É destacado que “o serviço de transporte ferroviário é um serviço público, cuja prestação somente pode ser considerada adequada quando estão satisfeitas as condições mínimas de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”, além das obrigações contratuais assumidas para cada outorga de concessão. Fonte: Correio do Estado
- Congresso cobra Exército na fronteira e pressiona por sistema contra facções
Militares em treinamento na fronteira com o Paraguai (Foto: Divulgação) Livre da tutela militar que remonta ao período colonial e se encerrou simbolicamente este ano, com a condenação e prisão de oficiais envolvidos na tentativa de golpe de 2022, o Congresso decidiu, enfim, legislar sobre o papel das Forças Armadas como participante do esforço institucional para enfrentar o avanço das facções criminosas que transformaram o Brasil, especialmente Mato Grosso do Sul, em corredor de drogas. Especialistas e parlamentares ouvidos pelo Campo Grande News são unânimes ao defender atuação mais efetiva do Exército nas fronteiras com países produtores de cocaína (Bolívia, Colômbia e Peru) e o Paraguai, onde se abrigam facções e operam entrepostos de drogas. Nesse contexto, o uso do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) é apontado como ferramenta essencial para auxiliar ações de polícia. Relator do PL (Projeto de Lei) Antifacção e da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou ao Campo Grande News que as Forças Armadas não atuarão diretamente no combate à criminalidade em geral, mas considera urgente reforçar a presença do Exército nos corredores por onde passam armas e drogas. “As Forças Armadas têm atribuição de proteção das fronteiras, e é justamente por elas que ingressam armas e drogas”, disse. Ele lembra que o Exército tem legitimidade para agir nos 150 quilômetros da faixa de fronteira terrestre e pode integrar forças-tarefa quando necessário. “Isso não impede cooperação. Vamos deixar isso mais claro no texto: o formato que desenhamos é o preferencial, e outras atividades podem acontecer. Elas têm papel fundamental nas fronteiras. E esse papel exige investimento, mais qualificação, mais pessoal e tecnologia.” Na costura política para oferecer ao governo alternativas consistentes de enfrentamento, o relator evita criar hierarquia ou subordinação entre órgãos: “Não existe subordinação das Forças Armadas à Polícia Federal. Existe coordenação administrativa. Cada força tem autonomia, vivemos num pacto federativo.” R$ 5 bilhões extras e a promessa de destravar o Sisfron O Congresso já destinou R$ 5 bilhões extras ao orçamento do Ministério da Defesa para 2026, recursos que devem impulsionar o Sisfron, ainda precário apesar de cerca de R$ 11 bilhões já investidos em equipamentos, muitos deles obsoletos. “Se os R$ 5 bilhões já destinados não forem suficientes, o Congresso vai realizar o processo necessário”, assegura Vieira. Parte dessa cobrança ganhou força a partir de depoimentos na CPI. O senador Angelo Coronel (PSD-BA), que acompanha a execução do Sisfron, afirma que o sistema está “com apenas 30% do cronograma inicial” cumprido e, no ritmo atual, pode terminar “lá pelo ano de 2065”. Coronel considera inaceitável: “Se o nosso problema é a droga entrando no Brasil, se são as facções, não entendo por que o governo não ataca o problema. Todo mundo sabe onde está o foco”. Para ele, a conclusão do Sisfron, com satélites e pontos físicos de vigilância em localidades estratégicas, é condição para “ações pontuais e mais efetivas”. O senador Nelsinho Trad, suplente da CPI, também vê o Sisfron como essencial, mas ressalta que o sistema somente terá impacto real quando concluído e integrado às demais instituições. “É muito bom. A inteligência é fantástica. Mas não está funcionando porque precisa ser concluído.” O fundo das bets e o financiamento do combate às facções A grande novidade do relatório apresentado nesta quarta-feira (03 de novembro) — e que deve ser consolidada na conclusão da CPI — é a criação de uma Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre as bets. Já pactuada com a área econômica do governo federal, a nova cobrança tem potencial de gerar cerca de R$ 30 bilhões por ano, recursos exclusivos para o combate ao crime organizado pela Polícia Federal, polícias estaduais, polícias militares e demais órgãos de inteligência e investigação. “Sem orçamento não adianta falar em segurança pública”, afirma o relator. Vieira destaca que o fundo traz “dinheiro novo em volume muito mais alto do que qualquer outro”. E que, ao vinculá-lo diretamente à repressão de facções, elimina a captura corporativa: “Questões salariais e demandas internas devem ser atendidas no orçamento regular. Aqui tratamos de medidas especiais para combater o crime organizado.” Equipamentos para ativação do Sisfron (Foto: Divulgação) Militares nas fronteiras: unanimidade nas entrevistas O consenso político em torno da participação militar nas fronteiras aparece com clareza nas declarações reunidas pelo Campo Grande News. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), general de Exército da reserva e ex-comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, defende a ampliação da atuação do Exército no apoio às ações contra o tráfico. Ele lembra que as Forças Armadas já atuam na faixa de fronteira, com poder de polícia formalmente legalizado. "Sempre podemos evoluir e apoiar mais as demandas do país, sem esquecer que a missão principal é a defesa da pátria.” Mourão pondera que, nas áreas sensíveis, o Exército busca manter maior proporção de profissionais do que de recrutas e conclui: “Julgo que as Forças Armadas terão que dar uma contribuição maior do que têm dado hoje.” O deputado Vander Loubet, do PT-MS, segue a mesma linha. Para ele, a participação de Exército, Marinha e Aeronáutica é “importante e necessária”, sobretudo para compensar o déficit de efetivos e a dificuldade de patrulhamento contínuo. Ele frisa que foi o presidente Lula quem sancionou, ainda em 2010, a lei que ampliou a atuação militar em patrulhamento e fiscalização. A senadora Tereza Cristina (PP) concorda, mas ressalta que o Exército não pode ser subordinado institucionalmente à Polícia Federal: integração, sim — vinculação, não. Cooperação, retaguarda e inteligência Nas palavras do deputado Dr. Luiz Ovando (PP), a atuação militar não pode ser confundida com protagonismo policial. Ele defende o Exército como “retaguarda”, capaz de oferecer informações privilegiadas e reforço de vigilância. Ovando também aponta o Sisfron como instrumento para aproximar militares da realidade das operações. No campo técnico, a visão convergente vem do professor Francisco Teixeira, da UFF (Universidade Federal Fluminense). Segundo ele, a legislação brasileira já atribui às Forças Armadas papel de proteção na faixa de fronteira, contemplando crimes transfronteiriços como tráfico, contrabando e exploração ilegal de recursos. Mas o papel é complementar, jamais substitutivo: “O Exército não é preparado para função policial. Soldado não prende, não usa algema.” Ele vê o emprego militar nas funções de inteligência, monitoramento aéreo, logística e vigilância como adequado e necessário. Teixeira chama atenção para uma fragilidade estrutural decisiva: a falta de recursos nos quartéis. Quando o orçamento mensal se esgota, quadrilhas e contrabandistas “operam com folga”. E alerta que, hoje, a principal rota já não é só o eixo do Mato Grosso do Sul, mas a Rota do Solimões, controlada pelo Comando Vermelho e pela Família do Norte. “É essa rota que precisa ser vigiada pelo Exército e pela Polícia Federal.” Diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno (Foto: Reprodução) Ceticismo e alerta de entidades de segurança Na outra ponta do debate, a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, disse, em entrevista ao Estadão, que o Exército “se recusa na prática” a atuar de forma integrada e efetiva com as forças de segurança locais. Para ela, o controle fronteiriço passa por investimento e ampliação dos efetivos da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), mas também por engajamento militar mais profundo. O historiador Francisco Teixeira ressalva, no entanto, que o Exército não quer é assumir o papel da polícia. O delegado federal Leandro Almada, diretor de inteligência da PF, adotou postura intermediária no depoimento que prestou à CPI do Crime Organizado. Ele considera os militares “parceiros” e reconhece seu “poder legal e legítimo” para atuar nos 150 km de fronteira. Mas alerta que o combate ao crime transnacional não se resolve com soluções físicas ou militarizadas. “É inteligência, cooperação e fortalecimento das polícias. Isso exige recursos, investigação estruturada e responsabilidade compartilhada, sem terceirizar o problema às Forças Armadas.” O CCPI (Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia), coordenado pela PF, reúne instituições nacionais e estrangeiras na prevenção e investigação de crimes na região amazônica. O Exército participa, mas na condição de “outra agência”. A estrutura não confere papel central à única instituição que possui efetivo físico permanente ao longo de 17 mil quilômetros de fronteira. A presença militar fica restrita a operações conjuntas contra crimes ambientais, garimpo e ilícitos específicos. Inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil) A CPI e o desenho do modelo militar O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, evita antecipar posição pessoal, mas admite que a comissão discutirá o tema e que deve apresentar recomendações. “Se não for propositiva, vira palanque político. Tem que propor, endurecer penas, articular Executivo, União, Estados e Municípios. Segurança pública exige orçamento.” Nelsinho Trad complementa: “Tudo que vier para aumentar a segurança e endurecer contra facções, eu sou a favor. Mas precisa organizar o comando.” O movimento do Congresso, alinhado a uma mudança de entendimento no Palácio do Planalto sobre o real poder das facções, também responde ao alerta continental verbalizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo quem nenhum país que permita o fluxo de drogas para território norte-americano está livre de ataques como os realizados contra a Venezuela. No mesmo dia, em negociação sobre retirada de tarifas americanas para produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a Trump um acordo de cooperação internacional contra o crime, gesto elogiado por Vieira: “Vejo com bons olhos a manifestação pública do presidente pedindo cooperação com governos estrangeiros, especialmente os Estados Unidos.” Em declarações recentes, Lula faz seu próprio limite: “Não quero as Forças Armadas na favela brigando com bandido. Não é esse o papel das Forças Armadas. Enquanto eu for presidente, não tem GLO.” Militares contra o crime pelo mundo A força militar do Estado de Michoacán, no México, participante da guerra contra o narcotráfico. (Foto: Agência Brasil)) O debate brasileiro sobre o papel das Forças Armadas nas fronteiras não acontece isoladamente. Em diversos países, a presença militar em operações contra narcotráfico e crimes transnacionais tornou-se resposta consolidada, ainda que cercada de críticas e dilemas institucionais. México e Colômbia são os dois exemplos mais emblemáticos: desde meados dos anos 2000, ambos empregam tropas em ações de vigilância, inteligência, cerco territorial, apoio logístico e cooperação com polícias federais no enfrentamento de cartéis e organizações criminosas. No Peru, em zonas amazônicas e áreas de fronteira, Forças Armadas também são acionadas para conter fluxos ilícitos quando a estrutura civil não dá conta da capilaridade do território. Esse movimento não se limita à América Latina. Nos Estados Unidos, a guinada da administração Donald Trump recolocou meios militares no centro de operações antidrogas, classificando cartéis como “organizações terroristas” e autorizando ações navais e aéreas contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico. O modelo rompeu com o paradigma tradicional, historicamente ancorado na DEA (Drug Enforcement Administration), agência antidrogas norte-americana, e reacendeu a discussão global sobre militarização de fronteiras e seus limites jurídicos. Apesar dos formatos distintos, há um ponto de convergência: quando se trata de rotas internacionais, contrabando, tráfico de armas, droga e biomassa ilegal, os países tendem a acionar a capacidade tecnológica, logística e territorial das Forças Armadas. Satélites, radares, inteligência, transporte aéreo, controle de pistas clandestinas e monitoramento de rios e selvas aparecem como funções recorrentes — enquanto a repressão direta, prisões, investigação e contato com o crime organizado permanecem sob responsabilidade de polícias especializadas. No Brasil, porém, o limite político foi verbalizado diretamente por Lula. A fronteira é vista como espaço de responsabilidade militar e de cooperação com órgãos civis, mas o emprego na repressão urbana é rejeitado com veemência: “Não quero as Forças Armadas na favela brigando com bandido.” O consenso ouvido pela reportagem confirma essa lógica. Mesmo entre parlamentares que pedem reforço militar e ampliação da presença nas linhas de fronteira, não se fala em militarização da segurança pública. O papel é o de apoio, monitoramento, inteligência, cooperação e logística, nunca substituição do trabalho policial ou transferência de competências que pertencem à PF e às polícias estaduais. Uma disputa estratégica: integração ou militarização? Da ala técnica à ala política, um ponto se impõe com força: o Exército não substituirá a polícia. A fronteira militarizada pelo combate direto não encontra respaldo técnico, doutrinário ou jurídico entre os entrevistados. E se há divergências pontuais, a maior parte dos especialistas e parlamentares converge numa solução: investir em Sisfron, inteligência, compartilhamento de dados, operações conjuntas, mais qualificação e presença constante nos corredores do tráfico. O professor Francisco Teixeira vai além: a demanda brasileira é o motor que alimenta a desestabilização na Bolívia e no Paraguai. Para ele, sem mudança estrutural, rotas mudam e facções se adaptam. Alessandro Vieira, no centro do debate legislativo, sintetiza o desafio sem euforia: endurecer penas não basta. Marcola, lembra ele, já tem mais de 300 anos de condenação, e nada mudou. “Só muda se houver financiamento e integração no combate. Aí sim fazemos asfixia da facção”, afirma. Fonte: Campo Grande News
- Mulher é encontrada morta com tiro na cabeça às margens da BR-262 na Capital
Equipes da perícia e polícia no local onde corpo foi encontrado (Foto: Clara Farias) Mulher ainda não identificada, de aproximadamente 40 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça e outro no ombro. O corpo da vítima foi localizado na tarde desta quarta-feira (3), às margens da BR-262, na região do anel viário, em Campo Grande. Conforme apurado pela reportagem, uma pessoa que passava pelo local viu o corpo da mulher caído em uma área de vegetação às margens da rodovia. A testemunha acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local. Equipes do Corpo de Bombeiros também foram acionadas, mas, quando os socorristas chegaram, a mulher já estava sem vida. De acordo com o delegado Gabriel Desterro, da 7ª Delegacia de Polícia Civil, a vítima foi morta a tiros. “No mínimo, dois disparos de arma de fogo: um na cabeça e um no ombro, com saída na axila. Não localizamos projétil nem cápsula”, informou o delegado. O delegado ainda afirmou que, pelo local em que o corpo foi encontrado, a hipótese mais provável é de que a execução tenha ocorrido no próprio local. "Pelo jeito que o corpo foi encontrado, possivelmente foi uma execução aqui mesmo. Se fosse uma questão de 'desovar' o corpo, provavelmente teriam descido para deixá-lo mais abaixo, jogando-o na ribanceira. Acreditamos que o crime tenha ocorrido aqui", disse. Delegado Gabriel Desterro responsável pelo atendimento da ocorrência (Foto: Clara Farias) Ele também destacou que, embora não seja possível precisar o horário exato da morte devido à falta de câmeras de segurança no local, a vítima foi morta recentemente. "Foi recente, com certeza menos de 12 horas, talvez 4 ou 6 horas atrás. O corpo estava pouco rígido ainda. E também pelo local, que já estava claro o dia inteiro", afirmou o delegado. Ele acrescentou que a equipe foi chamada por volta das 14h. O corpo da vítima foi encontrado no lado direito da pista, no sentido Indubrasil, a cerca de 300 metros da Pedreira São Luís. Ela usava um vestido florido. O corpo da vítima foi encaminhado pela Pax ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passará por exame necroscópico para determinar a causa da morte. A área foi isolada pela Polícia Militar para o trabalho da perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil. A princípio, o caso será investigado como o 38º feminicídio de 2025 em Mato Grosso do Sul, conforme explicou o delegado. Ele afirmou que a vítima não apresentava lesões de defesa nem sinais de roubo, já que estava com cordão, aliança e outros pertences, o que torna essa linha inicial a mais plausível pelas circunstâncias da morte. "Estamos trabalhando com essa linha inicial por ser a mais plausível pelas circunstâncias da morte, mas não há nada concreto". Fonte: Campo Grande News
- Rota Bioceânica: MS terá novo porto multifuncional para expansão de ligações comerciais
Como resultado das ações de infraestrutura e desenvolvimento regional do Governo de Mato Grosso do Sul, aliadas ao avanço das obras de conclusão da Rota Bioceânica, a cidade sul-mato-grossense de Porto Murtinho vai receber um porto multifuncional, conforme anunciado pela delegação argentina da província de Entre Ríos que visitou nesta quarta-feira (3) o governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). No encontro, realizado na sala de reuniões da Governadoria sul-mato-grossense, foi formalizada a entrega do licenciamento ambiental e da licença de instalação para construção do porto multifuncional em Porto Murtinho, que tem um investimento previsto na ordem dos R$ 180 milhões, segundo explica Verruck. A empresa que fará o aporte é a PTP Group, devendo iniciar as obras já no próximo ano. Assim que pronto este empreendimento, o município murtinhense deve somar três portos em operação. "A gente chama [o porto] de multiuso, então ele vai trabalhar com fertilizantes, grãos e com containers. A hidrovia é uma conexão com a Rota Bioceânica. Então, a gente tem que olhar a Rota e essa potencialidade também da hidrovia. É mais um investimento que está vindo para o Estado, em Porto Montinho, e nessa transição logística que o Mato Grosso Sul passa", disse Verruck. O projeto vai contribuir para transformar a região em um grande hub logístico, integrando uma gama de empreendimentos do mesmo PTP Group, maior operador no rio Paraguai. O grupo ainda conta com uma série de portos em países como Paraguai, Argentina, Uruguai, Espanha e o próprio Brasil. "A PTP é uma empresa portuária que opera em toda a hidrovia, na Argentina e Uruguai. E agora vai fazer um investimento no Brasil. A hidrovia só funciona se nós tivermos estrutura portuária. E a gente começaria essa relação entre Mato Grosso do Sul e Entre Ríos, que vai ser uma base de entrada de produtos, e esse é o grande foco da hidrovia. Nós temos muita coisa na exportação, como minério e grãos, então a ideia é aumentar o fluxo de entradas de mercadorias também para o Brasil, se conectando à Rota Bioceânica", complementa Verruck, que segue. "A estruturação dessa hidrovia é positiva, e a curto prazo é mais investimento e uma estrutura portuária, de uma empresa já consolidada no âmbito da hidrovia", finaliza. Delegação de Entre Ríos e da PTP Group é recebida no gabinete da Governadoria Com foco na expansão portuária, o Governo de Mato Grosso do Sul já planejava incrementar as operações na região, tendo como principal norte a Rota Bioceânica e o diferencial da ligação rodoviária e hidroviária. "Então todo o circuito passa a ser mais competitivo, mais barato para o produtor, que vai ter a possibilidade de ter melhor preço para seus grãos e comprar os fertilizantes mais barato que com as opções atuais", disse o CEO da PTp Group, Guillermo Misiano. Ponte Bioceânica A ponte binacional da Rota Bioceânica e aos acessos nos dois lados da fronteira, entre a cidade brasileira de Porto Murtinho e a paraguaia Carmelo Peralta, está com obras em execução. O empreendimento é considerado estratégico para a integração sul-americana aos mercados asiáticos, por meio dos portos do Chile, no Pacífico. No lado brasileiro, avança também a construção do acesso que ligará a BR-267 à ponte. Essa obra federal está orçada em R$ 472 milhões. Além da alça de 13,1 km, que ligará a rodovia à ponte, também está sendo construído o contorno rodoviário em Porto Murtinho e o Centro Aduaneiro, que fará o controle do acesso entre o Brasil e o Paraguai. O prazo de conclusão é de 26 meses. Em uma viagem para a China, por exemplo, pode-se reduzir o tempo em 23%, cerca de 12 a 17 dias a menos. Diante dessa realidade, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, reforçou a importância estratégica do empreendimento para os dois países e para toda a região. A principal obra da estrada que ligará o Brasil ao Chile já tem 80% dos trabalhos concluídos. Mais de 400 trabalhadores atuam no canteiro de obras, que deve ser finalizado até o primeiro semestre de 2026. Construída entre Porto Murtinho e a paraguaia Carmelo Peralta, a ponte é executada por consórcio binacional, com investimento de R$ 575,5 milhões (US$ 93 milhões), financiado pela administração paraguaia da Itaipu. Em Porto Murtinho, o Governo de Mato Grosso do Sul mantém ainda investimentos robustos de cerca de R$ 80 milhões da atual gestão em obras de infraestrutura, saúde e educação. "Nós temos duas vertentes de desenvolvimento, a Rota Bioceânica e o rio Paraguai. E esses grandes empresários argentinos estão vendo isso, e olhando que o Mato Grosso é muito importante nesse cenário nacional juntamente com este novo corredor", afirmou o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Foto de capa: Chico Ribeiro/Arquivo Fonte: Agência de Notícias de Mato Grosso do Sul
- Consórcio Guaicurus perde recursos e terá que pagar multas por atrasos e falta de ônibus
Ônibus do Consórcio Guaicurus. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Multas são por atrasos, problemas nas legendas nos veículos e falta de ônibus circulando A Junta de Análise e Julgamento de Recursos de Transporte da Agereg (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos) negou recursos apresentados pelo Consórcio Guaicurus para 16 infrações cometidas em Campo Grande . Os resultados negativos foram publicados no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta quarta-feira (3). As multas são por atrasos, problemas nas legendas nos veículos e falta de ônibus circulando. Consórcio Guaicurus descumpre contrato e recebe 21 multas por falhas no serviço Multado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), o Consórcio Guaicurus recorreu, mas teve os pedidos negados. Briga judicial No último episódio da luta que o Consórcio Guaicurus trava para não pagar R$ 28 mil em multa, a empresa levou uma invertida do juiz Marcelo Andrade Campos Silva. Eles tentavam ‘forçar’ uma tutela de urgência para suspender as 41 multas aplicadas por atrasos nos ônibus do transporte coletivo em Campo Grande. A defesa do consórcio de empresas ‘gentilmente’ lembrou, por meio de um embargo de declaração, que o pedido de tutela de urgência da peça inicial não havia passado pelo crivo judicial — o que o juiz admitiu. Por isso, o magistrado publicou uma decisão interlocutória dois dias depois, com seu parecer . O principal argumento do consórcio é que a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) multou — entre 2020 e 2022 — a concessionária, e não cada uma das empresas proprietárias . Consórcio Guaicurus culpa até ‘rotatória da Coca-Cola’ pelos atrasos nos ônibus Com isso, a Justiça negou o pedido de tutela de urgência e manteve as multas , que somam cerca de R$ 28 mil. Fonte: Midiamax
- PM seria líder de quadrilha que lucrou mais de R$ 40 milhões com contrabando
Policiais e equipes da Receita Federal durante cumprimento dos mandados na loja. (Pietra Dorneles, Midiamax) O policial militar Wellington da Silva Cruz seria o líder da quadrilha especializada em contrabando, alvo da Operação Uxoris, deflagrada em Campo Grande e São Paulo , na manhã desta quarta-feira (3), segundo a Polícia Federal. A quadrilha lucrou mais de R$ 40 milhões, sendo alvo de oito mandados de busca e apreensão em Campo Grande e outro em São Paulo, cumpridos pela PF (Polícia Federal) e Receita Federal , por meio da Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários). Na capital sul-mato-grossense, uma loja de assistência técnica e um depósito, de propriedade de Wellington, foram interditados. Dos R$ 43 milhões movimentados pela quadrilha, R$ 18 milhões teriam sido movimentados pelo líder, apontado como Wellington. Conforme o Portal da Transparência, o policial recebe um salário de R$ 7,5 mil. O Jornal Midiamax acionou a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul ) acerca dos procedimentos adotados em relação ao policial e aguarda um posicionamento. O espaço segue aberto para manifestações futuras. Líder usava familiares para o contrabando Durante coletiva de imprensa na superintendência da PF, o delegado Anezio Rosa de Andrade, chefe da Delefaz, revelou que a quadrilha agia em torno de três a cinco anos no Brasil. Com distribuidores em Mato Grosso do Sul e São Paulo, os criminosos enviavam mercadorias para todo o país, especialmente pelo marketplace — plataforma on-line que conecta computadores e vendedores. “Mercadorias de diversos tipos, eletrônicos, utensílios domésticos, mercadorias controladas, cigarros eletrônicos”, detalhou Anezio. A quadrilha movimentou cerca de R$ 43 milhões; destes, R$ 18 milhões teriam sido movimentados pelo líder. Ele foi denunciado pela ex-esposa, que estava tendo seus documentos pessoais usados de forma indevida para a constituição de pessoas jurídicas de fachada. “O grupo tem um líder, o principal alvo, que seria o grande gestor dessa atividade e que atua com outras pessoas, como ex-funcionários, atuais funcionários, parentes. Temos aí uma estrutura hierarquizada com divisão de tarefas, distribuição de atividades e com uma pessoa, que seria justamente esse ex-cônjuge dessa denunciante, que seria o grande líder, até então identificado nesta operação”, explicou o chefe da Delefaz. Operação Uxoris As investigações se iniciaram após a ex-mulher do líder da quadrilha denunciar o uso indevido de seus documentos pessoais para a constituição de pessoas jurídicas de fachada para cometer os crimes. Durante as investigações, foi identificado que a quadrilha é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de mercadorias de origem estrangeira. Entre as mercadorias, estão capas de celulares e eletrônicos, que eram distribuídos para todo o Brasil por meio de plataformas de marketplace e lojas físicas de Campo Grande. De acordo com a PF e a Receita Federal, os eletrônicos não tinham documentação fiscal e regularização perante os órgãos de controle aduaneiro. Modus operandi Também durante as investigações, foi apurado pela polícia que a quadrilha usava a modalidade conhecida como ‘dólar-cabo’ para fazer os pagamentos das mercadorias. Os criminosos realizavam as remessas ilegais de valores ao exterior mediante compensações financeiras irregulares. A quadrilha praticava, ainda, ocultação e dissimulação da origem ilícita dos ganhos obtidos. Pietra Dorneles (Midiamax) Fonte: Midiamax
- Audiência debate necessidade de regras claras para promoção de eventos em Campo Grande
A necessidade de regras claras sobre a realização de eventos foi um dos pontos debatidos em Audiência Pública na Câmara Municipal, na manhã desta quarta-feira, dia 3. Mudanças em leis e desburocratização na emissão de documentos foram algumas das reivindicações apresentadas. O debate, intitulado Legalize o Rolê: Diálogos sobre a vida noturna em Campo Grande, abordou aspectos sobre lazer, cultura, economia e segurança. A Audiência foi promovida pelo vereador Jean Ferreira, vice-presidente Comissão Permanente da Juventude, que pontuou a importância de fomento do poder público e organização. Ele ressaltou que de um lado há o interesse econômico, a circulação de renda, porque as pessoas querem consumir esse tipo de atividade comercial e cultural, e do outro lado tem as pessoas que querem o seu sossego e sua tranquilidade. “Temos que encontrar um meio termo nisso, em que a gente consiga garantir o respeito a Campo Grande, à cultura que já temos aqui, mas também fomentar outras matrizes econômicas que podem advir desse meio cultural, do lazer, da vida noturna, como têm em outras capitais e funciona muito bem, em equilíbrio e consonância com a população”. Ele defendeu a revisão de legislações que estão prejudicando empreendedores, donos de bares, restaurante e casas de shows. “A gente precisa flexibilizar para atrair outros tipos de investimento”, citando como exemplo a possibilidade de Campo Grande ter algum festival como ocorre em outros estados. “Precisamos fomentar essas gerações de renda que faltam para o Mato Grosso do Sul e a gente tem público para isso”, afirmou o vereador Jean Ferreira. Além da Lei do Silêncio, as discussões contemplam a necessidade de zonas definidas para cultura e vida noturna na Lei de Uso e Ocupação do Solo; o estudo do impacto sobre o turismo, economia e lazer; a elaboração de protocolos claros para o fechamento de eventos. O vereador Maicon Nogueira, que secretariou a Audiência, ressaltou que o tema é fundamental para quem quer nossa cidade próspera. “A cidade que se fecha a noite inviabiliza o lazer, a cultura e a vida em sociedade”, disse. Ele citou o exemplo de outras capitais onde há vida noturna, que gera empregos e oportunidades. “Você vê vazio no centro e não vê estímulo para esse vazio”, ressaltou o vereador, que elogiou o fato de as comemorações de Natal terem sido levadas para o Centro da cidade neste ano. Desafios O empresário e produtor de eventos Thalysson Peres trabalha há dez anos na área, gerando empregos. “A gente enfrenta hoje uma falta de clareza e segurança jurídica. Não temos um processo claro e unificado para trabalhar na lei”, afirmou. Ele esclareceu que as exigências mudam em cada secretaria e o produtor acaba tendo que andar de porta em porta para buscar as documentações necessárias. “Se fosse seguido um protocolo único diminuiria essa arbitrariedade”. O produtor defende como caminhos para o trabalho ocorrer de forma segura, com a aplicabilidade da Lei Fácil Eventos, um balcão único com check list da documentação necessária, com fluxo entre as secretarias, para os procedimentos serem simplificados. Ainda, o protocolo técnico de ruídos, com fiscalização tendo a distância correta do palco, baseada em critérios padronizados, foi outra demanda apresentada. A Lei Fácil Eventos foi criada e aprovada na Câmara, sendo sancionada em 2019. Ela estabelece a centralização de todos os órgãos municipais responsáveis pela emissão de alvarás, licenças, certidões e demais documentos necessários para realização de eventos em Campo Grande, unificando toda essa expedição. O produtor Lucas Roscoe também relatou a burocracia enfrentada. Há cinco anos ele tenta obter o alvará ambiental para o local onde realiza festas e eventos. “O alvará não caminha, resolvo o que precisa, aparece outro comunicado pedindo mais documentos”, exemplificou. Ele falou que obteve o alvará de funcionamento, mas devido à demora para obtenção deste outro documento já foi multado e teve evento cancelado. João Francisco Fornari, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), ressaltou a importância do debate incluindo empresários, poder público e parte da população em busca de meio termo. “A gente fala de uma capital de quase um milhão de habitantes, então é importante modernizar. A gente tem um pouco daquela fama que não tem nada para se fazer à noite, pois a vida noturna de Campo Grande deixa um pouco a desejar, mas a gente precisa entrar num consenso para que se torne algo tanto interessante para a população que está no entorno e também para o empresário que está investindo, gerando empregos e trazendo, inclusive, a segurança para o entorno A vida noturna ela traz isso, ela traz o movimento, traz essa vida para determinadas regiões”. O vereador Ronilço Guerreiro falou da preocupação com a vida noturna da cidade. “Campo Grande é uma cidade que dorme cedo, onde o Carnaval termina 23h enquanto em outras cidades inicia-se às 23h. Hoje, o povo de Campo Grande, a juventude, muitas vezes, não tem onde ir”, disse. Ele cobrou a necessidade de revisão da Lei do Silêncio, da construção da arena de eventos de Campo Grande e também da implementação do Corredor Cultural da Rua 14 de Julho. “Campo Grande precisa de rolê diferente, com responsabilidade e participação de todos”. Debate A discussão na Câmara também envolveu aspectos técnicos de pesquisadores, profissionais da saúde e da área jurídica. O major PM Francisco Rogeliano Ferreira Cavalcante, Subcomandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, citou que a principal demanda recebida em termos de segurança pública nos bares, especificamente na área central, tratam-se de alguns casos pontuais quanto à perturbação do sossego e também a questão da ordem pública. “Quando há uma grande aglomeração de jovens frequentadores dos bares e, vez ou outra, há uma interdição de via onde a Polícia Militar é chamada para desobstruir, conversar com os bares, os frequentadores e realizar de forma ordeira a desocupação do local. No outro viés, o que nós temos percebido também ali na área central é a presença de alguns ambulantes que, de forma irregular, têm atuado”, disse. Ele citou que houve uma redução de roubos e furtos na região. O auditor fiscal da Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) Jeferson Vasconcelos destacou o objetivo do Município em construir com todos o instrumento, que trata da Lei do Silêncio e demais normativas relacionadas ao assunto. Ele citou a necessidade de avaliar até onde é possível legislar e avançar no tema. “A lei da parte ambiental verifica que casas de festas e eventos são uma coisa única e não faz distinção para eventos com mil pessoas para outro com dez mil pessoas”, afirmou. Por isso, o objetivo é construir um regramento classificando os eventos de acordo com o porte, como uma das revisões a serem elaboradas. Vasconcelos pontua a necessidade de atualizações para regularização de atividades e termos de referência. Milena Crestani Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande - MS
- Governo Federal anuncia cerca de R$ 12 bilhões para expansão da Refinaria Abreu e Lima em Ipojuca (PE)
Foto: Jonilton Lima/MPor Principal obra do Novo PAC em Pernambuco, o projeto de expansão prevê elevar a capacidade de produção da refinaria para 260 mil barris por dia até 2029; evento contou com a presença do presidente Lula e do ministro Silvio Costa Filho O Governo Federal anunciou investimentos que podem chegar a R$ 12 bilhões na Refinaria Abreu e Lima ( Rnest ), localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca ( PE ). A cerimônia, realizada nesta terça-feira (2), contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Principal obra do Novo PAC em Pernambuco , o projeto de expansão prevê elevar a capacidade de produção da refinaria para 260 mil barris por dia até 2029. A iniciativa deverá gerar cerca de 30 mil empregos ao longo da construção, considerada histórica para o estado. Durante o evento, Costa Filho destacou a importância da integração entre a Rnest e Suape. “A Refinaria Abreu e Lima é uma das mais modernas do Brasil e depende diretamente de Suape para receber petróleo bruto e distribuir seus derivados. Investir aqui é fortalecer a segurança energética do país e garantir novas oportunidades de desenvolvimento para Pernambuco”, afirmou. O presidente Lula ressaltou o papel estratégico da expansão para o desenvolvimento nacional. “A expansão da Rnest e o crescimento de Suape mostram que o Nordeste voltou a ser prioridade. O que vemos agora confirma a soberania do nosso país e a força da Petrobras, a nossa maior empresa, gerando desenvolvimento, dignidade e benefícios diretos ao povo brasileiro. Quando investimos em energia, logística e indústria, estamos investindo no povo e no futuro do Brasil ”, disse. Infraestrutura energética A Petrobras vai investir o montante na conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima e em atividades de manutenção do Trem 1 . As obras devem adicionar 130 mil barris por dia à capacidade de processamento e a produção alcançará 260 mil barris diários até 2029. Atualmente, a construção do Trem 2 mobiliza cerca de 5,7 mil trabalhadores e deve gerar, ao longo do empreendimento, aproximadamente 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos. A ampliação elevará de forma expressiva a produção de derivados, com incremento de 88 mil barris diários de Diesel S10 , além de gasolina , GLP e nafta. O aumento da oferta contribuirá para reduzir a dependência de importações e ampliar a autonomia energética do país . O projeto segue diretrizes internacionais e incorpora tecnologias de menor impacto ambiental , com foco em: confiabilidade operacional; qualidade dos produtos; baixo custo de manutenção; eficiência energética; uso racional de água; e elevados padrões de segurança. Integração logística Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos ( MPor ), dados recentes reforçam a relevância da usina de refino para o complexo portuário. Em setembro de 2025, o Porto de Suape movimentou 2,2 milhões de toneladas, alta de 10,33% em relação ao ano anterior . Já o granel líquido somou 1,4 milhão de toneladas, impulsionado pelo crescimento de 84,48% na movimentação de petróleo bruto, diretamente ligada às operações da Rnest. Fonte: Brasil 61
- MEC busca que todas escolas do ensino básico tenham horário integral
© Seduc-Ceará Se depender do Ministério da Educação, todas as escolas do ensino básico no país terão horário integral em 2026. Atualmente, a cobertura está próxima dos 90%. E o objetivo é determinar, ainda neste mês de dezembro, a estratégia para ampliação do modelo. Em entrevista à Agência Brasil, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, explicou que a educação integral precisa pensar no currículo, na programação das atividades, na metodologia de ensino, no uso do espaço e dos materiais, considerando as necessidades de cada região do país. Além disso, segundo ela, há uma série de outros aspectos, como a formação de professores, espaço para a cultura, lazer e esporte, assim como um suporte à saúde. Na regulamentação estabelecida pelo Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o padrão para se reconhecer uma matrícula como de tempo integral é que ela seja de pelo menos 7 horas diárias durante 5 dias da semana, ou 35 horas semanais. Em relação ao acesso das escolas brasileiras à internet, a secretária disse que a perspectiva é chegar a 80% das unidades com conexão para fins pedagógicos até o final do próximo ano. Atualmente, o percentual é de 64%. Também são prioridades alcançar a alfabetização de crianças até o terceiro ano e consolidar o Programa Pé-de-Meia como política educacional, desvinculando a estratégia de uma perspectiva de incentivo financeiro ao estudante do Ensino Médio. *Com informações da Agência Brasil Fonte: Rádio Agência Nacional
- Presidente da Alerj é preso pela PF por vazamento de informações
© Thiago Lontra/ALERJ Rodrigo Bacellar é suspeito de facilitar fuga do deputado TH Joias O presidente da Alerj, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado estadual Rodrigo Bacellar, foi preso nesta quarta-feira (3) pela Polícia Federal (PF) , na Operação Unha e Carne. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e um de intimação para medidas cautelares, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a decisão judicial que determinou a prisão de Bacellar e o afastamento do parlamentar, há indícios de vazamento de informações sigilosas com o objetivo de frustrar operações policiais para o cumprimento da prisão do deputado estadual TH Joias , na Operação Zargun, realizada em setembro. ADPF das Favelas A ação cumpre decisão do Supremo no julgamento da ADPF das Favelas, que determinou que a Polícia Federal conduza investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos. Durante a Operação Zargun, além do deputado estadual TH Joias, foram presas outras 14 pessoas. Segundo as investigações, o parlamentar tem ligação direta com líderes do Comando Vermelho , nas comunidades do Complexo do Alemão, da Maré e em Parada de Lucas, na zona norte carioca. Em nota, a Alerj informou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre a operação e que, assim que tiver acesso às informações, vai tomar as medidas cabíveis. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Toffoli acolhe pedido e caso Master fica sob crivo do STF
Toffoli também autorizou Luiz Antonio Bull como parte interessada no processo - Fellipe Sampaio/SCO/STF Tudo que for decido pela PF em relação ao processo passará por aprovação prévia do Supremo O ministro Dias Toffoli , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), determinou nesta quarta-feira (3), que todas os novos movimentos relacionados a Operação Compliance Zero , da Polícia Federal ( PF ), devem passar pelo crivo do Tribunal antes de serem realizados. A operação investiga o banco Master. A decisão foi tomada, segundo o ministro, pela suspeita de que pessoas com foro privilegiados possam estar envolvidas. Certas autoridades têm o direito de serem julgadas por instâncias mais altas do sistema judiciário. Apesar disso, a investigação não sai das mãos da PF. Toffoli também autorizou Luiz Antonio Bull como parte interessada no processo. A defesa alega que ele ficou preso por 11 dias por uma decisão que foi expedida por um magistrado sem a competência necessária. Ele já foi solto após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A investigação continua em sigilo. Fonte: Jovem Pan
- Marco Aurélio Mello sobre decisão de Gilmar: ‘Péssimo em credibilidade e cidadania’
Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello declara voto contrário ao candidato petista ao Planalto Ex-ministro disse que o STF está sendo colocado na vitrine sem necessidade, que é um estilingue que volta A decisão monocrática tomada nesta quarta-feira (3) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes dominou a abertura do XLI Congresso Conjuntura Brasileira da Fecomércio-SP, que teve como tema central o papel do Judiciário. O ex-ministro Marco Aurélio Mello foi o primeiro a comentar o assunto e classificou a medida como preocupante “Vi a notícia que o colega, o ministro Gilmar Mendes atuando com colegiado em processo objetivo implementou uma liminar quando deveria levar o processo aparelhado ao colegiado. Implementou uma liminar para quê? Pra desgastar instituição? Implementou para reestabelecer algo que é o monopólio, ter-se como único credenciado pra se representar ao Senado como único integrante ao supremo? Para quê isso? Pra deixar, ainda mais, o STF na vitrine e o estilingue funcionar? É péssimo em avanço. É péssimo em credibilidade e em cidadania”, disse. O ex-ministro fez referência à medida liminar de Gilmar Mendes que determinou que apenas a Procuradoria-Geral da República pode solicitar processos de impeachment contra ministros do STF — prerrogativa que, até então, também podia ser exercida por qualquer cidadão. Marco Aurélio reforçou que decisões monocráticas dessa natureza “não podem se tornar regra” e defendeu que o debate seja levado ao plenário para evitar “personalização do poder decisório”. Ele ainda afirmou que a Suprema Corte deve “se vigiar para não se distanciar da sociedade”. Temer diz que antagonismos pioram reações institucionais A polarização política criou terreno fértil para medidas que, posteriormente, “exigem explicações complexas à sociedade”. É o que disse o ex-Presidente da República, Michel Temer: “Vivemos um momento em que antagonismos exacerbados levam a interpretações igualmente extremadas. Precisamos resgatar a moderação na política, porque é na moderação que se constrói a harmonia institucional”, afirmou Temer. O ex-presidente defendeu que o país precisa retomar o “diálogo jurídico sereno” e chamou atenção para o risco de decisões judiciais serem recebidas pela opinião pública como gestos políticos, “ainda que não o sejam”. Ives Gandra critica insegurança jurídica e defende limites claros ao STF O jurista Ives Gandra da Silva Martins, um dos palestrantes centrais do evento, também se posicionou após a repercussão sobre a decisão monocrática. Ele afirmou que o Brasil vive um momento de “instabilidade normativa” causado pela multiplicidade de decisões individuais de ministros: “O país precisa de segurança jurídica. Não podemos ter um sistema em que mudanças estruturais possam ocorrer por decisões monocráticas, sem discussão colegiada. O excesso de liminares fragmenta o Direito e cria incerteza para a sociedade e para os agentes econômicos”, disse.Gandra destacou ainda que defender limites ao Supremo “não é atacar o Supremo”, mas sim fortalecer o equilíbrio entre poderes. Rosas afirma que sociedade está ‘contra o Judiciário’ e pede reconexão O presidente da mesa, o jurista Roberto Rosas, afirmou que a sociedade vive hoje um sentimento de distanciamento em relação ao Judiciário, algo que, segundo ele, deveria preocupar todos os operadores do Direito: “A sociedade está contra o Judiciário, e isso é muito grave. Não por desconhecimento, mas por saturação. É preciso reconstruir pontes, explicar melhor decisões e reduzir a sensação de arbitrariedade”, declarou Rosas, reforçando a necessidade de transparência e comunicação institucional. Fonte: Jovem Pan
- Senado aprova MP do Licenciamento Ambiental Especial sem mudanças; texto vai à sanção
O texto exige estudo prévio de impacto ambiental - Marcos Oliveira/Agência Senado O relatório aprovado afasta, nos termos propostos pelo Planalto, o processo monofásico, que visava o licenciamento em fase única O Senado aprovou nesta quarta-feira (3) o projeto da Medida Provisória do Licenciamento Ambiental Especial (MP 1308), destinada a atividades ou empreendimentos “estratégicos”. O texto foi aprovado pelos senadores em poucos minutos, tal como saiu da Câmara. Segue para sanção. A MP foi encaminhada pelo governo federal no dia em que foram vetados trechos da nova lei geral do licenciamento ambiental, que flexibilizou regras para o procedimento. Na semana passada, o Congresso Nacional derrubou 52 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao texto, mantendo somente aqueles que tratavam da LAE, justamente em razão de o tema ser debatido na MP 1308. O relatório aprovado afasta, nos termos propostos pelo Planalto, o processo monofásico, que visava o licenciamento em fase única – possibilidade que foi aventada na nova lei geral sobre o tema e acabou vetada. Assim, o procedimento seguirá a dinâmica trifásica: de licenças prévia, de instalação e de operação. Segundo o texto, os procedimentos “estratégicos” serão definidos pelo Conselho de Governo da Presidência da República. O texto exige estudo prévio de impacto ambiental – EIA e respectivo relatório de impacto ambiental – Rima (EIA/Rima), conforme TR definido pela autoridade licenciadora, como requisitos para a emissão da licença ambiental especial. Segundo o deputado Zé Vitor, que relatou o projeto na comissão especial e na Câmara, o efeito prático da mudança é a aplicação da LAE “apenas para projetos de significativo impacto ambiental, tendo em vista que não se exige EIA/Rima para casos de menor impacto associado”. “A medida tende a contribuir para que o procedimento especial não seja banalizado, concentrando-se, portanto, nos projetos estratégicos e de maior impacto, que demandam uma avaliação rigorosa e célere”, argumentou o deputado. O texto ainda estabelece como “estratégicas” as obras de reconstrução e repavimentação de rodovias preexistentes “cujos trechos representem conexões estratégicas, relevantes na perspectiva da segurança nacional”. Além de tratar especificamente da LAE, o parecer apresentado por Zé Vitor trouxe mudanças para a lei geral do licenciamento, como uma lista de casos em que não é permitida a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), uma modalidade considerada ponto crítico da norma, que é feita por autodeclaração e que dispensa múltiplas etapas do licenciamento. Segundo o relatório, não poderá ser feita a LAC em alguns casos de atividades ou empreendimentos, entre eles: minerários, exceto exploração de areia, cascalho, brita e lavra de diamante; que demandem supressão de vegetação nativa que dependa de autorização específica; que envolvam remoção ou realocação de população; localizados em terras indígenas, territórios quilombolas e de comunidades tradicionais, exceto se realizadas pela própria comunidade; localizados em áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos. Também foi incluída no relatório a previsão, na Lei Geral das Antenas, de que “independem da manifestação da autoridade licenciadora as alterações na operação de instalações de radiodifusão ou telecomunicações previamente licenciadas, desde que não incrementem os impactos ambientais negativos”. Reação Em nota, o Greenpeace Brasil classificou o LAE como “perigoso” e argumentou que a MP foi aprovada “a toque de caixa”. “A MP 1 308/25 foi feita para políticos e empresários lucrarem com grandes obras e sem que os estudos técnicos de impacto ambiental e o interesse público tenham sido resguardados”, registrou a especialista em Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Gabriela Nepomuceno. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan
- Trump diz que fará ‘ataques terrestres a narcoterroristas em breve’, sem citar Venezuela
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP Sobre a guerra da Ucrânia, o republicano comentou que o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, teve uma reunião ‘boa’ com o presidente russo O presidente americano, Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira (3) que os EUA farão ataques terrestres a narcoterroristas em breve, mas sem citar diretamente a Venezuela. “Apoio a decisão de neutralizar embarcações de drogas”, disse ele em coletiva de imprensa, fazendo referência ao recentes ataques militares no mar do Caribe e nos arredores da América Latina . Sobre a guerra da Ucrânia, o republicano comentou que o enviado especial da Casa Branca , Steve Witkoff, teve uma reunião “razoavelmente boa” com o presidente russo, Vladimir Putin , na terça-feira (2). “Vamos ver o que acontece; minha impressão da reunião é que Putin quer acabar a guerra”, acrescentou. O presidente dos EUA ainda pontuou que a segunda fase de plano de paz em Gaza será implementado, apesar das acusações de Israel de violação do cessar-fogo. A respeito do comércio, Trump disse que pode deixar o USMCA expirar ou fazer outro acordo com o México e o Canadá . *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan
- Neymar marca 3 gols na vitória sobre o Juventude e dá fôlego ao Santos
O Santos veio diferente para a etapa final Time de Vila Belmiro chegou aos 44 pontos, diante do adversário já rebaixado Com a melhor atuação de Neymar nos últimos anos, o Santos derrotou o Juventude, esta quarta-feira, em Caxias do Sul, por 3 a 0, e saiu da zona de rebaixamento. Com três gols do camisa 10, o time de Vila Belmiro chegou aos 44 pontos, diante do adversário já rebaixado. Todos os gols foram no segundo tempo. O Juventude mostrou desde o início que o rebaixamento precoce não acabou com o time gaúcho, que, sob o comando do veterano Nenê, tentou atacar o Santos. Já o time de Vila Belmiro contou com a criação de Neymar e assustou o goleiro Jandrei, com Guilherme, logo aos quatro minutos. A partir daí, os times se revezaram no campo de ataque, mas abusaram dos cruzamentos na área, facilitando o trabalho defensivo do adversário. Aos 27, o Juventude tocou rápido e Taliari chegou a fazer o gol, mas o lance foi impugnado por impedimento. Aos 31, o Santos respondeu em uma lance de Neymar, que viu Jandrei adiantado e arriscou do meio do campo. Ao notar o domínio do Juventude, o técnico Jan Pablo Vojvoda mandou o Santos pressionar a saída de bola do Fortaleza e conseguiu incomodar Jandrei de novo em chute de Guilherme, aos 35 minutos. O primeiro tempo ainda teve um momento de emoção. Foi aos 46, quando o Lautaro puxou o contra-ataque. Guilherme e Neymar tiveram a chance, mas demoraram para finalizar. O Santos veio diferente para a etapa final. Passou a dominar o jogo e Neymar passou a organizar as jogadas. Logo aos dois minutos, o camisa 10 quase abriu o placar. Mas aos dez o craque fez o primeiro gol do jogo. A partir daí, só deu Neymar, que voltou a marcar duas vezes, uma de pênalti. Ele foi substituído aos 37 minutos e festejou como se tivesse ganho um título. FICHA TÉCNICA JUVENTUDE 0 X 3 SANTOS JUVENTUDE – Jandrei; Luan Freitas (Giovanny), Rodrigo Sam e Marcos Paulo; Igor Formiga, Jadson, Mandaca, Daniel Peixoto, Nenê (Rafael Bilu) e Marcelo Hermes; Gabriel Taliari. Técnico: Thiago Carpini. SANTOS – Brazão; Igor Vinícius, Adônis Frías, Zé Ivaldo e Souza; Willian Arão, João Schmidt e Neymar (Thaciano); Barreal (Rollheiser), Lautaro Díaz (Zé Rafael) e Guilherme. Técnico: Juan Pablo Vojvoda. GOLS – Neymar aos dez, 19 e 27 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Rodrigo Sam, Sousa e Zé Rafael. ÁRBITRO – Wilton Pereira Sampaio (GO). RENDA – R$ 466.705,00. PÚBLICO – 15.343 torcedores. LOCAL – Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS). *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan
- HIV/Aids: Brasil insistirá em acordo por PrEP de longa duração
No diagnóstico, houve expansão na oferta de exames com a aquisição de 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis No Dia Mundial de Luta contra a Aids, ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o acesso a novas estratégias e tecnologias de prevenção contra a doença é uma prioridade da pasta O ministro da Saúde, Alexandre Padilha , afirmou nesta segunda-feira (1º), no Dia Mundial de Luta contra a Aids , que o acesso a novas estratégias e tecnologias de prevenção contra a doença é uma prioridade da pasta e citou a demanda pela incorporação de medicamentos de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS) , o que ainda não tem previsão de ocorrer. A inciativa envolve, mais especificamente, o uso do lenacapavir, desenvolvido pela farmacêutica Gilead, que ainda está pendente de registro sanitário no Brasil. O medicamento, aplicado a cada seis meses, é uma formulação injetável de longa duração para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV , o vírus que causa a aids, e inaugura um novo paradigma na prevenção da infecção, pois poderá substituir com muito mais eficácia a atual abordagem preventiva, que inclui uso oral diário de comprimidos e consultas regulares ao médico para renovação de receita. Além disso, estudos clínicos apontaram índices altíssimos de eficiência do lenacapavir na neutralização da infecção viral. “ Nós participamos com pacientes, com pesquisadores, com instituições brasileiras, com todo o apoio do do nosso programa, da avaliação e estudo clínico sobre sobre essa medicação. Então, temos não só dialogado no sentido de apresentar uma proposta concreta, [mas] queremos participar da transferência de tecnologia desse produto para o Brasil”, afirmou Padilha, durante evento de inauguração de lançamento da campanha “Nascer sem HIV, viver sem aids”, e de uma exposição que celebra os 40 anos da resposta brasileira à epidemia de Aids. Realizada no SESI Lab, museu interativo de ciência, arte e tecnologia, em Brasília, a exposição integra a programação oficial do Dezembro Vermelho 2025, dedicado a promover as políticas de saúde sobre HIV/Aids e o combate ao preconceito e à estigmatização. “Não é só a necessidade de se ampliar o acesso, mas, sobretudo, por ser um produto que pode ser decisivo na profilaxia de várias populações mais vulneráveis, população mais jovem que tem muita dificuldade de usar a PrEP, pela forma como tem que tomar, uso diário, às vezes não consegue seguir e aderir de forma adequada a esse produto”, acrescentou o ministro. Sem citar a possibilidade de quebra de patente, já que sequer há registro do produto no Brasil ainda, o governo deve insistir na construção de parceria para transferência tecnológica. Países da América Latina, incluindo o Brasil, ficaram de fora de uma versão genérica do novo medicamento, anunciada este ano, que será disponibilizado a outros 120 países considerados de baixa renda e com alta incidência de HIV. “O que está sendo proibitivo é que a empresa quer um preço absolutamente impraticável para programas de saúde pública. Ofereceu a possibilidade de fazer esse produto a 40 dólares a cada seis meses para países de renda muito baixa, mas isso exclui países de renda média que tem um peso enorme na necessidade da resposta à pandemia pelo HIV no mundo. E nós, absolutamente, não concordamos que uma inovação, que é fruto de subsídios estatais, recebeu subsídios, apoio, em algum momento, do governo dos Estados Unidos para desenvolver uma medicação como essa, como outras medicações que ela já produziu”, destacou Padilha. Nos Estados Unidos, o medicamento foi registrado com previsão de custo de mais de 28 mil dólares por pessoa ao ano. A representante Articulação Nacional de Luta contra a Aids, Carla Almeida, ressaltou que caso não se avance em acordos de transferência e inovação tecnológica, o governo brasileiro deve considerar uma quebra de patente. “É preciso que a gente invista no nosso parque industrial nacional, invista no desenvolvimento de novas tecnologias no campo da prevenção e que considere sim o licenciamento compulsório e a quebra de patentes”, reivindicou. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha Prevenção e tratamento no Brasil Antes centrada principalmente na distribuição de preservativos, a política de prevenção e tratamento do HIV/Aids no Brasil incorporou ferramentas como a PrEP e a PEP [profilaxia pós-exposição], que reduzem o risco de infecção antes e depois da exposição ao vírus. Para dialogar com o público jovem, que vem reduzindo o uso de preservativos, o Ministério da Saúde lançou camisinhas texturizadas e sensitivas, com a aquisição de 190 milhões de unidades de cada modelo. O país também ampliou o acesso à PrEP. Desde 2023, o número de usuários dessa abordagem cresceu mais de 150%, resultado que, segundo o ministério, fortaleceu a testagem, aumentou a detecção de casos e contribuiu para a redução de novas infecções. Atualmente, 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente. No diagnóstico, houve expansão na oferta de exames com a aquisição de 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis, 65% a mais do que no ano anterior, além da distribuição de 780 mil autotestes, que facilitam a detecção precoce e o início oportuno do tratamento. O SUS mantém oferta gratuita de terapia antirretroviral e acompanhamento a todas as pessoas diagnosticadas com HIV. Mais de 225 mil utilizam o comprimido único de lamivudina mais dolutegravir, combinação considerada de alta eficácia, melhor tolerabilidade e menor risco de efeitos adversos a longo prazo. Por concentrar o tratamento em uma única dose diária, o esquema favorece a adesão e melhora a qualidade de vida. Esses avanços aproximam o Brasil das metas globais 95-95-95, que preveem que 95% das pessoas vivendo com HIV conheçam o diagnóstico, 95% delas estejam em tratamento e 95% das tratadas alcancem supressão viral. Duas das três metas já foram cumpridas pelo país. Redução de mortes O Brasil também registrou queda de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, segundo novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira. Foram pouco mais de 10 mil óbitos em 2023 contra 9,1 mil em 2024. Pela primeira vez, o número de mortes ficou abaixo de 10 mil em três décadas. Os casos de aids também apresentaram redução no período, com queda de 1,5%, passando de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil no último ano. O país avançou ainda na eliminação, como problema de saúde pública, da transmissão vertical da doença, quando ocorre da mãe para o bebê. “O Brasil apresentou esse relatório no mês de julho para a Organização Mundial de Saúde , no evento internacional que tivemos aqui, e a expectativa já reafirmada aqui pelo representante da OPAS [Organização Panamericana de Saúde] que, ao longo agora do mês de dezembro, devemos ter a confirmação, o reconhecimento por parte da OMS que o Brasil eliminou a transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. E é o maior país do mundo a ter eliminado isso. Aqui no continente americano nós temos Chile, Cuba , Canadá como países que já alcançaram esse patamar”, anunciou o ministro Alexandre Padilha. *Com informações da Agência Brasil Fonte: Jovem Pan
- Ative já essas 4 defesas do Chrome antes que seja tarde; saiba se proteger
Imagem: Geralt /Pixabay Habilite esses quatro recursos do Chrome que avisam quando um site pode ser perigoso e reforçam sua segurança, como Navegação Segura, alerta de HTTPS e DNS seguro; confira O Google Chrome oferece várias camadas de proteção que ajudam a identificar golpes , impedir acessos a sites maliciosos e proteger dados antes mesmo de você clicar em um link suspeito. Porém, muitos desses recursos ficam escondidos no menu de configurações e acabam passando despercebidos. Por exemplo, ao ativar a Navegação Segura com proteção reforçada, o navegador passa a verificar páginas em tempo real e bloquear tentativas de fraude. Já os avisos sobre sites sem HTTPS evitam que suas informações pessoais circulem em conexões sem criptografia. Além disso, o DNS seguro adiciona uma camada extra de privacidade às consultas feitas na internet . A seguir, confira como ativar cada uma dessas defesas no Chrome. 1. Navegação segura do Google Navegação segura do Google bloqueia automaticamente sites e downloads perigosos — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre A Navegação Segura do Google é o recurso padrão do Chrome que protege contra sites, extensões e downloads perigosos. No centro desse sistema está o Google Safe Browsing , um banco de dados atualizado o tempo todo com páginas conhecidas por espalhar golpes. Sempre que você acessa um link ou digita um endereço, o Chrome compara automaticamente o site com essa lista em segundo plano. Se houver risco, o navegador mostra uma tela de alerta em vermelho avisando que o conteúdo é enganoso ou contém malware para o usuário sair da página imediatamente. Esse recurso ajuda a bloquear, por exemplo, páginas de login falsas até sites de bancos que imitam os originais. Para confirmar se a funcionalidade está ativa, abra as “Configurações” do Chrome, selecione a aba “Privacidade e segurança ”, procure pela opção de “Segurança” e então verifique a seção de “Navegação Segura”. Ela já vem habilitada por padrão, mas confira caso você tenha alterado as configurações de privacidade em algum momento. Além disso, o Chrome também usa detecção de fraudes por IA, apresentada pelo Google em maio de 2025, que permite identificar e alertar sobre golpes mesmo que o site fraudulento seja novo e ainda não esteja em bancos de dados de ameaças. 2. Navegação segura com proteção reforçada Navegação segura com proteção reforçada detecta ameaças em tempo real — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre A Navegação Segura com proteção reforçada é a versão mais avançada do sistema de segurança do Chrome. Diferentemente do modo padrão, ela faz verificações em tempo real de sites e downloads, enviando ao Google informações sobre a sua atividade, como URLs visitados e amostras de conteúdo, para detectar e alertar sobre ameaças novas, ainda não presentes no banco de dados tradicional do Google Safe Browsing. O Chrome também avisa quando uma extensão prestes a ser instalada não é confiável, com base nas informações da Chrome Web Store . Além disso, o recurso sinaliza se suas senhas foram expostas em vazamentos ou se houver atividade suspeita envolvendo sua conta do Google. Para ativar essa proteção avançada, é preciso habilitá-la manualmente. Você pode seguir o mesmo caminho de configurações usado para verificar a Navegação Segura padrão ou acessar sua conta do Google em myaccount.google.com . Em seguida, clique em “Segurança e login” no menu lateral, localize a opção “Navegação Segura com proteção reforçada” e ative-a. 3. Avisos sobre sites públicos e privados inseguros O Chrome alerta sobre páginas sem HTTPS para evitar o envio de dados sem proteção — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre O Chrome também exibe avisos sobre sites públicos e privados que não usam conexões seguras, ajudando você a evitar o envio de dados pessoais em ambientes vulneráveis. Antigamente, o navegador mostrava um ícone verde indicando que o site usava HTTPS, mas como esse padrão se tornou praticamente universal, o Google adotou a lógica inversa: avisar quando a página não oferece criptografia. O protocolo HTTPS protege a comunicação entre o navegador e o site, criptografando informações como senhas e formulários, o que impede a leitura dos dados mesmo que a conexão seja interceptada. Com essa função ativa, o Chrome alerta e solicita sua autorização antes de carregar páginas que não suportam esse tipo de conexão, reduzindo o risco de exposição a malware , phishing e outros ataques. Para aumentar ainda mais essa proteção, o Chrome oferece uma configuração pouco conhecida que força o uso de HTTPS sempre que possível. Quando ativada, ela tenta automaticamente transformar conexões inseguras em versões seguras e exibe um alerta quando isso não for viável. Para ativar, abra as configurações do navegador, acesse “Privacidade e segurança”, entre em “Segurança” e habilite a opção “Sempre usar conexões seguras”. Depois, selecione se deseja apenas ser avisado sobre sites públicos sem segurança ou também sobre sites públicos e particulares sem segurança. 4. Criptografia de DNS O DNS seguro criptografa as buscas de DNS para manter oculto o que você acessa — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre A criptografia de DNS funciona como uma camada extra de proteção na comunicação entre o navegador e os sites que você acessa. O DNS (Sistema de Nomes de Domínio, em português) é responsável por traduzir endereços como techtudo.com em um endereço IP numérico que o computador entende, direcionando sua solicitação ao servidor correto. No entanto, essas consultas são geralmente enviadas em texto simples, sem criptografia, permitindo que provedores, empresas ou terceiros mal-intencionados vejam quais sites você acessa. Para evitar isso, o Chrome oferece o DNS seguro, também chamado de DNS sobre HTTPS, que criptografa essas consultas e dificulta interceptações. Nas configurações do navegador, abra a área de “Privacidade e segurança”, entre em “Segurança”, procure pela opção “Usar DNS seguro” e ative-a. Você pode manter o modo automático ou escolher um provedor personalizado na lista suspensa, como Cloudflare ou Google Public DNS. Por padrão, o Chrome tenta usar DNS seguro e, se houver falha, retorna ao método não criptografado para não interromper sua navegação. Porém, ao selecionar um provedor de DNS personalizado, o navegador deixa de retornar ao modo não seguro por padrão. Fonte: techtudo
- Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos
No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários; no segundo, 397 votos a favor e 3 contra A Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores ( IPVA) os veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação. O texto, do Senado, foi aprovado em dois turnos nessa terça-feira (2) e segue para promulgação. No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários. No segundo, 397 votos a favor e 3 contra. A PEC 72/23 prevê a isenção para carros de passeio, caminhonetes e veículos mistos com mais de 20 anos. Na prática, a mudança proíbe a cobrança do imposto nesses casos, concedendo a chamada imunidade tributária. A medida não se aplica a micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques. Segundo o relator na comissão especial que analisou a proposta, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), a PEC harmoniza a legislação nacional com a prática de estados que já não cobram IPVA de veículos antigos. “A proposta uniformiza a isenção do IPVA para carros antigos, que já é adotada por vários estados, evitando diferenças na cobrança do imposto”, disse Pettersen. A medida deve impactar principalmente estados que ainda não oferecem o benefício, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina. Reforma tributária As imunidades tributárias do IPVA não existiam na Constituição Federal antes da aprovação da última reforma tributária (Emenda Constitucional 132, de 2023). Com a reforma, a cobrança do IPVA foi ampliada para alcançar veículos aéreos e aquáticos, mas alguns deles ganharam imunidade tributária. Atualmente, a Constituição Federal isenta de IPVA: aeronaves agrícolas e de operadores certificados para serviços aéreos a terceiros; embarcações de empresas autorizadas para transporte aquaviário; pessoas ou empresas que praticam pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência; plataformas móveis em águas territoriais e zonas econômicas exclusivas com fins econômicos (petróleo e gás); e tratores e máquinas agrícolas. Debate em plenário Durante o debate em plenário, o relator da proposta, deputado Euclydes Pettersen, defendeu federalizar a isenção do IPVA. “Estamos retirando esse tributo para as pessoas que já pagaram outro carro por meio do imposto”, disse ele, ao citar o cálculo do pagamento do IPVA ao longo de duas décadas. O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que muitos estados já garantem a isenção. “O Maranhão mesmo beneficia vários automóveis utilizados por pequenos produtores rurais, como as caminhonetes D20 e C10”, afirmou. Para o deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto beneficia cidadãos mais humildes e sem condições de comprar carros novos. “Se não pagar o IPVA, sobra dinheiro para manter o carro em todas as condições de funcionar bem”, disse. *Agência Brasil Fonte: Jovem Pan
- PF prende três pessoas e apreende quase 4 toneladas de droga na fronteira
Ação integrada com as polícias Civil e Militar localizou depósitos em Santa Helena/PR A Polícia Federal, em ação integrada com a Polícia Civil e a Polícia Militar do Paraná, prendeu três pessoas em flagrante e apreendeu aproximadamente 3,8 toneladas de maconha, na tarde da última terça-feira (2/12). A ação ocorreu na região de Santa Helena/PR. A operação teve início após a identificação de embarcações vindas do Paraguai descarregando volumes na margem brasileira. As diligências levaram a duas residências usadas como depósitos. Nos locais, foram apreendidos três veículos ,sendo um com registro de furto e outro adaptado para o transporte de carga ilícita, e uma balança de precisão. Os presos e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Os envolvidos poderão responder pelo crime de tráfico internacional de drogas. Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR cs.foz@pf.gov.br @pffoz Fonte: Polícia Federal
- Lewandowski demite Ramagem e Anderson Torres da PF para cumprir decisão do STF
A perda do cargo não interfere nos processos administrativos disciplinares Os dois foram condenados na ação penal que condenou também o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, no chamado ‘núcleo crucial’ da trama golpista O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski , demitiu nesta quarta-feira (3), o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-ministro Anderson Torres dos quadros da Polícia Federal (PF). A decisão é um cumprimento à decisão proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal ( STF ), que decretou a perda do cargo público do réus na ação da trama golpista. As portarias devem ser publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira (4). A perda do cargo não interfere nos processos administrativos disciplinares pelos quais respondem Ramagem e Torres, segundo Lewandowski, uma vez que se tratam de esferas distintas, a criminal e a administrativa. Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência ( Abin ) e deputado federal, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, e Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, a 24 anos de prisão. Os dois foram condenados na ação penal que condenou também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão, no chamado “núcleo crucial” da organização criminosa que tentou interromper a transição democrática no País para manter Bolsonaro no poder, segundo a Procuradoria-Geral da República. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan
- EUA suspendem pedidos de imigração de cidadãos de 19 países
Imagem: Geralt /Pixabay Putin aceita algumas propostas de Trump para acabar com guerra Os Estados Unidos suspenderam todos os pedidos de imigração de cidadãos de 19 países não europeus . A medida inclui as solicitações de Green Card e cidadania americana. O governo americano diz que a suspensão dos pedidos de imigração se deve a preocupações com a segurança nacional e com a ordem pública . Entre os 19 países, está o Afeganistão. Na semana passada, um afegão foi preso suspeito de atacar dois integrantes da Guarda Nacional, em Washington. Um deles morreu. Outro país incluído na medida é a Somália. Ontem, Donald Trump chamou imigrantes da Somália de "lixo" e disse que o "país fede". Somalis condenaram a linguagem usada pelo presidente americano. Já o primeiro-ministro do país adotou um tom mais diplomático: disse que Trump insultou muitas nações e que é melhor ignorar as palavras dele do que dar importância a elas. Panamá Em meio às tensões com a Venezuela, o Panamá e os Estados Unidos fizeram exercícios militares conjuntos . O treinamento aconteceu um dia depois de o presidente Donald Trump discutir a crise com Caracas no Conselho de Segurança Nacional. Os exercícios reuniram 25 integrantes da polícia e das forças de segurança do Panamá, além de 25 fuzileiros navais americanos. O objetivo é melhorar a coordenação entre os militares para fortalecer o combate ao tráfico de drogas. As tropas americanas buscam experiência para sobreviver na selva. Rússia O governo da Rússia afirmou que o presidente Vladimir Putin aceitou algumas propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra na Ucrânia . O conteúdo não foi divulgado. Segundo um porta-voz do Kremlin, as negociações entre Putin, o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, se estenderam até as primeiras horas da manhã de hoje (3). O governo russo disse que Putin está disposto a seguir conversando para chegar a um acordo. Hong Kong Os bombeiros de Hong Kong encerraram as buscas dentro dos sete prédios que foram consumidos pelo fogo na semana passada. O número de mortos aumentou para 159; 31 pessoas seguem desaparecidas. Agora, as equipes tentarão encontrar novos corpos sob os escombros. Hoje, moradores da única torre do complexo residencial que não foi atingida pelas chamas puderam entrar nos apartamentos para retirar alguns pertences. A polícia já prendeu 21 suspeitos por homicídio culposo, na investigação sobre a causa do incêndio. *Com informações da agência Reuters Fonte: Rádio Agência Nacional
- Caminhoneiros anunciam paralisação nacional a partir de quinta-feira
Em 2018, uma paralisação da categoria durou 10 dias e provocou falta de combustíveis e alimentos em diversas regiões do país O desembargador aposentado Sebastião Coelho e Chicão Caminhoneiro, que representa a União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), anunciaram nesta terça-feira (2) que a categoria fará uma paralisação nacional. Segundo vídeo divulgado nas redes sociais, a mobilização começará na quinta-feira (4). Os líderes afirmam que pretendem ingressar com uma ação para respaldar juridicamente o movimento. A greve tem como pauta melhorias nas condições de trabalho dos caminhoneiros e a concessão de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos investigados pelos atos de 8 de Janeiro . Coelho, aliado de Bolsonaro, já havia chamado apoiadores na semana anterior para um ato em defesa da anistia ao ex-presidente, que segue preso na sede da Polícia Federal. Em 2018, uma paralisação da categoria durou 10 dias e provocou falta de combustíveis e alimentos em diversas regiões do país. Entre as reivindicações apresentadas estão a estabilidade nos contratos, o cumprimento das normas em vigor, ajustes no Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a criação de aposentadoria especial após 25 anos de atividade comprovada. Em sua página no Instagram, o desembargador aposentado caracterizou a paralisação como “o caminho que restou” e declarou o objetivo principal do movimento. “Nós já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance até aqui, sem qualquer resultado. E qual é o objetivo? A anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de Janeiro e para o presidente Bolsonaro, que representa todos. Qual é o destinatário dessa paralisação? O Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”, afirmou. Fonte: Jovem Pan
- Lei do Impeachment: Alcolumbre critica decisão ‘monocrática’ de Gilmar Mendes
Alcolumbre cobrou do STF respeito ao Poder Legislativo, bem como às suas decisões Presidente do Senado se manifestou nesta quarta-feira (3) após o decano do STF alterar legislação que trata sobre afastamentos de ministros do Supremo O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), criticou nesta quarta-feira (3) o ministro Gilmar Mendes , decano do STF (Supremo Tribunal Federal), por suspender dispositivos presentes na Lei do Impeachment. A legislação trata sobre o afastamento de magistrados da Corte. Em pronunciamento no plenário da Casa Alta, o líder do Congresso Nacional classificou a decisão como “monocrática” e declarou que a atitude “tenta usurpar as prerrogativas do Poder Legislativo”. Alcolumbre citou em sua fala a derrubada do artigo que autorizava qualquer cidadão a apresentar denúncia de crime de responsabilidade contra ministros do STF. O presidente do Senado considera que, “independentemente de concordarmos” com a legislação, ela “precisa ser respeitada”. “Eventuais abusos no uso desse direito não podem levar à anulação desse comando legal, muito menos por meio de uma decisão judicial”, afirmou. Ele destacou que está em tramitação na Casa Alta um projeto de lei que atualiza a Lei do Impeachment. O PL nº 1.388/2023, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). O presidente do Senado também declarou que a ação de Gilmar Mendes “indica a necessidade de se alterar o regime das chamadas decisões monocráticas”. “Não é no mínimo razoável que uma lei votada em duas casas legislativas e sancionadas pelo presidente da república seja revista pela decisão de um único ministro do Supremo Tribunal Federal”. Alcolumbre ainda salientou que o Senado e a sua presidência “nutrem profundo respeito institucional” ao STF. E, cobrou “reciprocidade efetiva” do Supremo e respeito “igualmente genuíno, inequívoco e permanente” ao Poder Legislativo, às “suas prerrogativas constitucionais” e às decisões do Congresso . O ministro suspendeu nesta quarta artigos da Lei do Impeachment para atender às ações apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) por meio das ADPFs 1.259 e 1.260. Gilmar Mendes alterou os dispositivos que definem o quórum para abertura do processo de afastamento, a legitimidade para apresentação de denúncias (citada por Alcolumbre em sua declaração) e a possibilidade de questionar o mérito de decisões judiciais como crime de responsabilidade. O julgamento dos processos no plenário virtual do STF está marcado para iniciar em 12 de dezembro. O Congresso se movimenta para ampliar mecanismos de controle sobre o STF e após seguidas críticas de parlamentares às decisões da Corte. Desde a criação da Lei do Impeachment, em 1950, nenhum ministro do Supremo foi removido do cargo. Somente um foi afastado temporariamente em 1969, durante a Ditadura Militar. Leia a íntegra do pronunciamento de Davi Alcolumbre “Fala muito tranquila da presidência do Senado sobre as manifestações que recebi durante toda a manhã de senadores e senadoras, de fato, indignados e perplexos de mais uma decisão de um magistrado do Supremo Tribunal Federal tentando usurpar as prerrogativas do Poder Legislativo. Manifesto às senadoras e senadores que esta presidência recebe com muita preocupação o conteúdo da decisão monocrática da lavra do ministro Gilmar Mendes nos autos da ADPF 1.259. Se é verdade que esta casa e a sua presidência nutrem profundo respeito institucional ao Supremo Tribunal Federal, também é que nesta relação haja reciprocidade efetiva e que seja igualmente genuíno, inequívoco e permanente o respeito do Judiciário ao Poder Legislativo brasileiro, às suas prerrogativas constitucionais e à legitimidade das nossas decisões. A decisão judicial vai de encontro ao que está claramente previsto na lei número 1.079, de 1950, que assegura a qualquer cidadão o direito de propor um processo por crime de responsabilidade. Essa foi uma escolha do legislador. E, independentemente de concordarmos com ela, precisa ser respeitada. Eventuais abusos no uso desse direito não podem levar à anulação desse comando legal, muito menos por meio de uma decisão judicial. Somente uma alteração legislativa seria capaz de rever os conceitos puramente legais sob pena de grave ofensa constitucional à separação dos poderes. Nesse sentido, registro que tramita na Casa um projeto de lei que prevê um novo marco legal de crimes de responsabilidade no Brasil, de autoria do senador Rodrigo Pacheco, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Por outro lado, a situação estabelecida indica a necessidade de se alterar o regime das chamadas decisões monocráticas. Em especial, aquelas que suspendem a vigência de uma lei cautelarmente. Não é no mínimo razoável, que uma lei votada em duas casas legislativas e sancionadas pelo presidente da república sejam revistas pela decisão de um único ministro do Supremo Tribunal Federal . Para tanto, deve ser exigível a decisão colegiada da Corte, instância única e última para se declarar a constitucionalidade ou não de uma lei vigente. Também nesse sentido, tramita no Congresso Nacional a PEC [número] oito, já votada e aprovada no Senado Federal, aguardado deliberação da Câmara dos Deputados. Portanto, o Parlamento está atento e tomando as providências para que o aprimoramento legislativo aconteça, sabedor de que o exercício de seu direito de decidir ou de não decidir está amparado na vontade do povo que elege os seus membros. Exatamente como deve ser em uma democracia. Igualmente relevante reconhecer que as prerrogativas do Poder Legislativo são conquistas históricas e fundamentais para a sociedade. E, que eventual frustração desses direitos, sempre merecerá pronta afirmação aqui no Senado Federal, instância legitima de defesa dessas garantias. Se preciso for, inclusive com a sua positivação na nossa Constituição Federal através do seu emendamento. Desde já reconheço e agradeço o apoio institucional de cada senador e de cada senadora. E, na condição de presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, não hesitarei em defender todas as prerrogativas estabelecidas na nossa Constituição”. Fonte: Jovem Pan





































