
Busca
Search this site
487 resultados encontrados com uma busca vazia
- Alckmin descarta retaliar EUA e diz manter negociação: ‘Olho por olho, deixa os dois cegos’
Alckmin se reuniu com representantes de setores produtivos nesta terça-feira (21) - FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO O vice-presidente deu declaração após a primeira rodada de reunião com os setores produtivos que serão afetados pela tarifa adicional de 25% O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descartou nesta terça-feira (21) a aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos em resposta ao anúncio de tarifa adicional de 25% sobre os produtos brasileiros. Em entrevista a jornalistas, Alckmin disse que o governo brasileiro negociará “sempre”. “A ideia não é retaliação. Olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. Então a reciprocidade é [dizer]: olha, nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, declarou o vice-presidente. Mais cedo, Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, fizeram a primeira rodada de reuniões com representantes dos setores produtivos que serão afetados pela tarifa adicional. Segundo informou o titular da pasta, com base nos dados de 2024, cerca de 18% das exportações brasileiras serão atingidas pela sobretaxa. Tarifa adicional de 25% Na quinta-feira (16), os Estados Unidos anunciaram a tarifa adicional de 25% a diversos produtos brasileiros. Entretanto, alguns produtos ficaram isentos da sobretaxa, como o etanol, a carne bovina e o café. A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301, que apurou práticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento. Em conversa por telefone com jornalistas, na quarta-feira (15), o chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos. Entre os principais problemas indicados pelos Estados Unidos estão: Ordens judiciais sigilosas que obrigaram empresas de tecnologia norte-americanas a remover conteúdos políticos, inclusive de um presidente; Multas diárias elevadas e ameaças de interrupção total das operações das plataformas no Brasil; Favorecimento ao sistema Pix, tratado como “campeão nacional” do Banco Central, gerando desvantagem competitiva para empresas norte-americanas de pagamentos; Concessão de tarifas preferenciais para Índia e México, sem reciprocidade aos produtos norte-americanos; Falhas no combate à corrupção; Impactos do desmatamento ilegal que prejudicam produtores agrícolas dos Estados Unidos. Greer sinalizou dificuldades nas tratativas com o Brasil. “Estamos tentando há mais de um ano negociar com o governo brasileiro. Fizemos diversas ofertas e apresentamos diversas propostas, mas não obtivemos resposta satisfatória”, declarou. O chefe do USTR chamou a postura brasileira de “excesso de declaração de intenção”. Segundo Greer, o Brasil se colocou à disposição para discutir todos os temas, mas que, para o governo norte-americano, não representava “uma concessão”. Fonte: Jovem Pan
- PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
Ex-deputado recentemente recebeu um Green Card para morar nos EUA - Matheus Bonomi/Estadão Conteúdo Decisão final fica ao cargo do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva A Polícia Federal conclui o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e recomendou a sua demissão do cargo de escrivão do órgão por abandono de cargo. A informação foi confirmada pela Jovem Pan. O texto foi encaminhado pela corregedoria-geral da PF ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que decidirá se irá demitir ou não Eduardo. Todo processo começou quando o então deputado foi morar nos Estados Unidos no começo de 2025. Ele alegou perseguição política no Brasil para justificar a mudança. Então, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a sua perda de mandato pelo excesso de faltas em dezembro de 2025. Após a decisão, ele foi notificado a se reapresentar ao serviço. Em fevereiro de 2026, a PF instaurou um processo disciplinar para investigar o abandono do cargo de escrivão. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, no dia 16 de junho, Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Votaram nesse sentido o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo influenciou o governo dos Estados Unidos a adotar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário para tentar frear o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O ex-mandatário foi condenado em 2025 no processo sobre a trama golpista. “Não é função do deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Desde a Constituição do Império até a atual, isso não consta como função do deputado. Mesmo se estivesse no exercício do mandato, não estaria acobertado pela imunidade”, afirmou Moraes ao votar. Green Card O governo dos Estados Unidos concedeu o Green Card ao ex-deputado, conforme noticiado pela Jovem Pan na última segunda-feira. Com o documento, o ex-parlamentar ganha uma série de garantias, semelhantes às de um cidadão norte-americano. Green Card (oficialmente chamado de Permanent Resident Card ou Cartão de Residência Permanente) é o documento emitido pelo governo dos Estados Unidos (através do órgão USCIS) que concede o direito de residência permanente a estrangeiros. A emissão do documento acontece em meio à relação conturbada entre o Brasil e os EUA. Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump baixou um novo tarifaço sobre os produtos brasileiros, de 25%. Porém, a tarifa adicional excluí da lista o etanol, a carne bovina e o café. A medida entra em vigor em 22 de julho. A aplicação de sobretaxa foi tomada sob a autoridade da Seção 301, que apurou práticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento. Em conversa por telefone com jornalistas, na última quarta-feira (15), o chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos. Fonte: Jovem Pan
- Espanha vence jogo dramático na prorrogação e conquista a Copa na última dança de Messi
A Espanha fez uma campanha irretocável até a final - FRANCK FIFE / AFP A Argentina não resistiu a pressão do time de Luis De La Fuente e acabou com o vice A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. O time de Luis De La Fuente venceu por 1 a 0 a Argentina neste domingo (19), em Nova Jersey, Estados Unidos. Com a conquista, os espanhóis se tornam bicampeões e se igualam à França. Já Messi e a Argentina terminam sua passagem na Copa de maneira melancólica. A Scaloneta fez um dos seus piores jogos da Copa. Não viu a cor da bola, correu atrás de Lamine Yamal e companhia, teve um jogador expulso e foi batida na prorrogação em um gol que parecia inevitável. Messi encerrou sua última partida com a camisa da seleção argentina, lembrando aquele que não ganhava nada pelo país e era muito criticado. Depois de um show curto de abertura, a cantoria do “hino” da Copa por Laura Pausini, Robbie Williams e Nicole Scherzinger, e um discurso de Tom Cruise, era chegada a hora da grande final da Copa do Mundo de 2026. O choque entre o pragmatismo espanhol e o coração argentino. Europeus vs. sul-americanos. Colonizador vs. colonizado. O legado e a história de Lionel Messi contra o futuro e juventude de Lamine Yamal. A Espanha fez uma campanha irretocável até a final. Se o time de Luis De La Fuente não encanta, ele é extremamente efetivo. Controlando a posse de bola, “La Fúria” levou apenas um gol em toda a competição, nas quartas de final, contra a Bélgica. Depois de um empate com Cabo Verde na primeira rodada, o time se azeitou e não perdeu desde então, inclusive derrubando a favoritíssima França na semifinal, por 2 a 0, sem dar chance para a constelação de Didier Deschamps. Já a Argentina viveu grandes emoções para disputar a taça. Virou jogos, marcou nos últimos minutos em praticamente todos os jogos eliminatórios, jogou prorrogações. O objetivo era claro. Um time que não poderia deixar Lionel Messi se despedir da maior competição do futebol sem poder disputar novamente a final. Um grupo que não queria se separar e parecia ainda comemorar um pouco o título de 2022. Se a Espanha tinha a melhor defesa, a Argentina tinha o segundo melhor ataque. Foram 19 gols marcados em oito partidas. Na primeira etapa, apesar do domínio espanhol, que teve 65% de posse de bola, finalizou apenas três vezes. A Argentina não conseguiu jogar no contra-ataque e nem chegou a finalizar. Messi ficou bem apagado. Tudo igual na primeira etapa. Depois da apresentação de Madonna, com direito aos “Ronaldos” de 2002, vieram Shakira, Coldplay, BTS e até os Muppets para alegrar o pessoal americano, com um show nos moldes do Super Bowl. Toda essa brincadeira levou o intervalo para aproximadamente 36 minutos. No segundo tempo, a Espanha manteve a posse e o controle da partida. Marínez terminou o jogo no tempo regular com diversas defesas difíceis, inclusive no último minuto da etapa, sendo o melhor jogador da Argentina. Na prorrogação, tudo desandou para a Argentina. No finalzinho do segundo tempo, Enzo Fernández foi expulso, levando o segundo cartão amarelo. Isso acabou com o pouco de marcação que a Albiceleste podia fazer e abriu o espaço para que Ferran Torres pudesse ser o grande herói da Espanha, marcando no segundo tempo da prorrogação depois de diversas chances. Tudo igual em Nova Jersey Com cinco minutos de partida, um susto para cada lado. Yamal chutou cruzado na área uma bola que desviou em Lisandro Martínez e Dibu Martínez teve que defender. Do lado argentino, um contra-ataque quase deixou Messi sozinho para correr em direção ao gol, mas Unai Simón, que estava quase no meio de campo, tirou a bola para impedir o ataque. A marcação alta dos espanhóis mantinha o padrão do time. Com 15 minutos de jogo, Messi foi encostar pela primeira vez na bola. A Argentina não conseguia escapar da boa marcação espanhola no meio de campo. O jogo ficou um tanto morno (apesar do calor de 27 ºC) com o domínio incontestável da Espanha. Mikel Oyarzabal chegou a finalizar de fora da área aos 38 minutos, mas bateu fraco e Martínez encaixou. Marc Cucurella também tentou a sorte, mas a bola passou rasteira para fora pelo lado direito. Ninguém foi capaz de tirar o zero do placar. Hora de Madonna e companhia. Nada de gols na final Passado o show do intervalo, nos moldes do Super Bowl, agradando o público americano e levando o tempo do intervalo para quase 30 minutos, foi reiniciada a partida. A Argentina melhorou um pouco a questão da posse de bola, depois da entrada do meio-campista Leandro Paredes no lugar de Nicolás González. Demorou uns dez minutos, e a Espanha voltou a dominar a posse. Os cruzamentos começaram a aparecer, junto com diversos escanteios. Ferran Torres, que entrou na partida no segundo tempo, conseguiu subir para cabecear em um deles, mas parou nas mãos de Martínez. O goleiro argentino vinha sendo o melhor jogador da Albiceleste. Foram 7 defesas até os 35 do segundo tempo. A Espanha ensaiava o gol. A partida entrou nos acréscimos empatada e brigada. Enzo Fernández entrou muito forte depois de chegar atrasado em Pau Cubarsí; já tinha amarelo e foi expulso. A Argentina se enfiou em mais um jogo com final dramático. No último minuto do tempo regular, a Espanha arrumou uma falta frontal, perigosíssima na entrada da área. Yamal bateu um chutasso, mas Martínez brilhou de novo, pegando uma bola no canto alto direito. A final da Copa do Mundo de 2026 seria decidida depois de prorrogação. Como em 2010 A Argentina teria que fazer mais um milagre nessa Copa para sair com a vitória. Martínez estava ligado em jogada bem armada de ataque, em que Nico Williams saiu bem para cabecear sozinho na área, e o goleiro argentino defendeu a bola a queima-roupa no canto baixo direito. A Espanha chegou a abrir o placar com gol do camisa 17, mas o juiz sérvio Slavko Vinčić viu falta no lance de Mikel Merino em Otamendi e anulou o lance. Merino teve a chance de abrir o placar também, mas cabeceou para fora depois de cruzamento na área. Mas o primeiro tempo da prorrogação acabou empatado em 0 a 0. O começo do segundo deu a liderança para a Espanha. Ferran Torres chegou de frente para o gol para abrir o placar depois de bola que foi passada de cabeça por Nico Williams. Como em 2010, quando Iniesta marcou o gol da vitória contra a Holanda na prorrogação. O time de Luis De La Fuente, com seu futebol pragmático, mas preciso, venceu a maior competição do futebol e um dos maiores jogadores de todos os tempos. Lamine Yamal, aos 19 anos, atinge a maior glória de sua carreira. E Messi se despede da Argentina com um gosto amargo, mas que não vai apagar a sua bela história com a Albiceleste. Fonte: Jovem Pan
- Flávio diz que Moraes é ‘demônio sem alma’ após ministro restringir visitas a Bolsonaro
Foto de arquivo mostra senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) - ALBARI ROSA / AFP Durante o discurso, o presidenciável também afirmou que “grande parte do povo brasileiro” votará em senadores favoráveis ao impeachment de Moraes O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), disse neste sábado (18) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, parece não ter alma e que ele seria um “demônio”. As declarações foram feitas durante evento do PL em Vitória, no Espírito Santo. “Eu perdi as contas de quantas facadas o presidente Bolsonaro já levou, ontem foi mais uma. Não é que Moraes não tem coração, ele parece que não tem alma, parece um demônio usando uma pessoa para fazer mal aos outros”, disse Flávio. Durante o discurso, o presidenciável também afirmou que “grande parte do povo brasileiro” votará em senadores favoráveis ao impeachment de Moraes. Decisão de Moraes O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, impôs novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro após concluir que ele descumpriu as medidas cautelares da prisão domiciliar ao elaborar uma carta com conteúdo político-eleitoral, lida e divulgada nas redes sociais pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Na decisão de sexta-feira (17), Moraes rejeitou a versão apresentada pela defesa de que Bolsonaro não sabia que o documento seria divulgado e determinou a suspensão das visitas ao ex-presidente por 30 dias, além de estabelecer novas proibições relacionadas ao período eleitoral. A suspensão das visitas vale por 30 dias e alcança todos os visitantes, com exceção dos advogados, médicos e fisioterapeutas autorizados pela Justiça. A medida não altera a decisão anterior que já havia suspendido, por 90 dias, o direito de visita de Flávio Bolsonaro, apontado por Moraes como responsável por divulgar a carta nas redes sociais. Além disso, o ministro proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026 e vedou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais por Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado. As novas determinações se somam às medidas cautelares já impostas anteriormente, que permanecem em vigor. Fonte: Jovem Pan
- Moraes nega visita de Milei a Bolsonaro após novas restrições impostas pelo STF
Ministro Alexandre de Moraes, do STF - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Em decisão na sexta-feira (17), ministro suspendeu visitas ao ex-presidente brasileiro por 30 dias após descumprimento de medidas cautelares O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) uma autorização para receber o presidente argentino Javier Milei e uma delegação do governo do país vizinho no próximo dia 25, às 16h, em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar. Segundo Moraes, a decisão da última sexta-feira (17), que manteve o direito de Bolsonaro à prisão domiciliar, mas proibiu visitas e manifestações políticas, prejudica o pedido da defesa, “uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão em suspensão pelo prazo de trinta dias”. O Estadão entrou em contato com a defesa de Bolsonaro, mas ainda não recebeu retorno. A decisão de sexta foi determinada pelo próprio Moraes, que concluiu que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ler nas redes sociais uma carta em que Bolsonaro o coloca como porta-voz. Após questionamento de Moraes sobre a possível violação da determinação de não se manifestar nas redes, inclusive por terceiros, a defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que a carta seria “publicizada”. Moraes, porém, rejeitou os argumentos. No pedido pela autorização da visita, a defesa argumentou que a suspensão temporária de visitas estabelecida por Moraes antes mesmo da decisão desta sexta encontrava fundamento nas circunstâncias clínicas então vivenciadas pelo ex-presidente, “notadamente na necessidade de preservação de ambiente controlado durante o período de recuperação de broncopneumonia, com vistas à preservação de infecções e demais intercorrências médicas”. “Assim, embora a decisão posteriormente proferida tenha determinado a manutenção, em termos gerais, das condições anteriormente fixadas, afigura-se plenamente justificável que a autorização específica ora requerida seja apreciada à luz das circunstâncias atualmente existentes, especialmente porque o fundamento médico que ensejou aquela restrição possuía caráter nitidamente transitório. Cuida-se, ademais, de visita de Chefe de Estado estrageiro previamente comunicada, de curta duração e cuja realização permanece integralmente submetida ao prévio controle e autorização desse Juízo”, argumenta a defesa. Milei já disse que virá ao Brasil para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, ele indicou que pretendia visitar Jair Bolsonaro na prisão domiciliar. Além de Milei, participariam da visita, segundo a defesa de Bolsonaro, Karina Milei, secretária Geral da Presidência e irmã do Javier Milei, Pablo Quirino, ministro das Relações Exteriores, e um intérprete. Visitas suspensas Em decisão na sexta-feira, Moraes manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas proibiu manifestações políticas e visitas após concluir que o ex-presidente violou medidas cautelares após Flávio ler uma carta sua no dia 11 deste mês. “As alegações da Defesa não afastam a claríssima confissão de Flávio Nantes Bolsonaro, no sentido do pleno conhecimento de Jair Messias Bolsonaro sobre a divulgação: ‘É imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação'”, destacou Moraes, em referência à fala de Flávio Bolsonaro, que é também advogado do pai. Segundo o relator, é “patente, portanto, o desrespeito de Jair Messias Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária”. A PGR também apontou violação da medida cautelar, mas defendeu a manutenção da prisão domiciliar. Fonte: Jovem Pan
- A Epidemia dos Médicos Fantasmas: Como Criminosos Usam I.A. para Forjar Profissionais e Enganar Pacientes
Imagem: Gemini O avanço acelerado das ferramentas de Inteligência Artificial generativa abriu uma nova e perigosa fronteira para o crime organizado no Brasil: a criação de falsos médicos digitais. Utilizando clonagem de voz, manipulação de fotos em altíssima definição (deepfakes) e geradores de texto automatizados, quadrilhas estão estruturando clínicas virtuais inteiras e aplicando golpes que colocam em risco direto a vida de milhares de pacientes. O que antes dependia de documentos grosseiramente falsificados no papel, hoje é operado com sofisticação tecnológica por trás de telas, desafiando os conselhos de medicina e as autoridades policiais. O Modus Operandi: Como os Falsos Médicos São Criados As investigações policiais e alertas emitidos por seccionais do Conselho Regional de Medicina (CRM) revelam uma engenharia social altamente refinada que se divide em três etapas principais: 1. O Roubo de Identidade e Imagem Os criminosos selecionam perfis de médicos reais e com boa reputação nas redes sociais (frequentemente cirurgiões plásticos, dermatologistas ou endocrinologistas). Utilizando softwares de I.A., eles coletam fotos e vídeos desses profissionais para alimentar redes neurais. O resultado é a criação de avatares digitais hiper-realistas que se movem e falam de forma idêntica ao médico verdadeiro. 2. A Clonagem de Voz e Textos Médicos Com menos de 30 segundos de amostra de áudio extraída de um vídeo do Instagram ou YouTube do profissional real, ferramentas de Inteligência Artificial conseguem clonar a voz do médico com entonação e sotaque perfeitos. Além disso, os golpistas usam modelos de linguagem (como o ChatGPT) configurados para adotar um tom extremamente técnico, gerando diagnósticos falsos, laudos e respostas que mimetizam perfeitamente o jargão da medicina. 3. A Estrutura de Atendimento Virtual Os criminosos criam sites médicos falsos, páginas de agendamento clonadas e perfis no WhatsApp Business. O paciente acredita estar realizando uma consulta de telemedicina legítima com o especialista de sua escolha. As Consequências Reais: Riscos à Saúde e Prejuízos Financeiros A atuação de falsos médicos amparados por I.A. gera impactos profundos e, em muitos casos, irreversíveis para as vítimas. Diagnósticos e Tratamentos Perigosos: Como os sistemas automatizados ou os estelionatários por trás deles não possuem conhecimento médico real, pacientes recebem falsas orientações de saúde. Casos graves envolvem a recomendação de dosagens erradas de medicamentos controlados ou tratamentos estéticos invasivos fictícios. Venda de Medicamentos Falsificados: Muitas dessas "consultas" virtuais terminam com o falso médico receitando fórmulas manipuladas exclusivas ou medicamentos de alto custo que só podem ser adquiridos em um link específico enviado pelo próprio golpista. O paciente paga por um remédio que nunca chega ou recebe substâncias inertes (como farinha ou água com açúcar). Atraso no Tratamento de Doenças Graves: O maior perigo reside no tempo perdido. Um paciente crônico ou com uma patologia grave (como um câncer em estágio inicial) que confia em um diagnóstico gerado por uma Inteligência Artificial criminosa perde a janela de tempo crucial para iniciar um tratamento médico real e eficaz. As Verdades Escondidas: Bilhões em Jogo e o Desafio da Fiscalização A explosão dessa modalidade criminosa esconde uma engrenagem financeira altamente lucrativa e brechas institucionais graves: O Lucro Invisível das Plataformas Para que os perfis de falsos médicos cheguem até as vítimas, os criminosos investem pesado em anúncios patrocinados no Instagram, Facebook, Google e TikTok. Essas plataformas lucram milhões de reais exibindo anúncios de falsas clínicas e falsas consultas. O filtro de segurança das Big Techs tem se mostrado ineficaz para barrar deepfakes que usam o nome de médicos reais, já que a análise automatizada muitas vezes não detecta a fraude de identidade. O Vazio Regulatório da Telemedicina A regulamentação da telemedicina no Brasil facilitou o acesso à saúde, mas também abriu uma brecha que os criminosos aprenderam a explorar. Atualmente, o processo de validação de identidade em consultas puramente online ainda carece de uma integração em tempo real e obrigatória com biometria facial cruzada diretamente com os bancos de dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). Como se Proteger dos Médicos de I.A. Para não se tornar uma estatística dessa nova onda de crimes digitais, especialistas em segurança da informação e entidades médicas recomendam: Cheque o CRM: Antes de qualquer consulta online, acesse o site oficial do CFM (Conselho Federal de Medicina) e utilize a ferramenta "Busca por Médicos" para verificar se o profissional está ativo e se possui a RQE (Registro de Qualificação de Especialista) na área anunciada. Desconfie de Links de Pagamento Direto: Médicos legítimos raramente exigem pagamentos adiantados via Pix em contas de pessoas jurídicas desconhecidas ou CPFs que não batem com o nome do profissional. Chamada de Vídeo ao Vivo Interativa: Se suspeitar de um atendimento gravado ou robótico, faça perguntas inesperadas, peça para o médico fazer um movimento específico ou mudar o foco da câmera. Deepfakes de vídeo em tempo real costumam apresentar falhas visíveis (travamentos, borrões ao redor da boca ou descompasso na voz) quando desafiados a sair de um roteiro pré-programado.
- De 30% para 32%: O Impacto Real da Nova Gasolina no Seu Bolso e no Seu Motor
Imagem: Gemini O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou oficialmente a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que saltará dos atuais 30% para 32% (E32). A medida temporária tem validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período ou até mesmo tornar-se definitiva. O governo federal e os defensores da pauta de transição energética apresentam o aumento como uma vitória indiscutível: a promessa é uma redução imediata na dependência de combustíveis importados e um alívio estimado em até 2% no preço da bomba para o consumidor final. Contudo, nos bastidores do setor automotivo e tributário, a nova formulação esconde dilemas técnicos graves que afetam milhões de motoristas e uma arrecadação fiscal invisível. Os Benefícios Alardeados: Autossuficiência e Menos Emissões A justificativa central adotada pelo Ministério de Minas e Energia é de ordem geopolítica e ambiental. Com o acirramento das tensões e conflitos internacionais afetando o preço do barril de petróleo, injetar mais biocombustível na matriz protege a economia interna. Balança Comercial: A nova mistura retira o Brasil da necessidade de importar cerca de 450 milhões de litros de gasolina por ano. Sustentabilidade: Há uma redução direta na pegada de carbono, já que o etanol anidro reduz os índices de emissões de poluentes dos combustíveis fósseis. As Consequências Ocultas: O Calvário dos Motores Não Flex Embora a frota nacional seja majoritariamente composta por veículos equipados com tecnologia flexível (criada há mais de duas décadas), as entidades de distribuição de combustíveis alertam para uma realidade incômoda: cerca de 15% dos veículos em circulação no país não possuem motores flex. Esse grupo abrange carros clássicos (antigos), motocicletas de baixa cilindrada de modelos passados e uma parcela expressiva de importados de luxo que exigem apenas gasolina em seus tanques. A Fritura dos Componentes O etanol possui propriedades químicas severamente corrosivas. Enquanto os veículos flex possuem ligas metálicas, plásticos e vedações projetadas para suportar o álcool, os modelos puramente movidos a gasolina antiga começam a manifestar fadiga prematura. Especialistas apontam que a nova concentração de 32% pode causar: Corrosão precoce em bicos injetores e bombas de combustível. Ressecamento de mangueiras e juntas de vedação no sistema de alimentação. Problemas em partidas a frio, oscilação de marcha lenta e engasgos nas acelerações em dias frios. A Física não Mente: O Aumento de Consumo no Bolso Um fato técnico amplamente conhecido na engenharia mecânica, mas pouco enfatizado no discurso político, é o poder calorífico. O etanol gera menos energia por volume queimado em comparação à gasolina pura. Ao diluir ainda mais a gasolina com o álcool anidro, o combustível perde rendimento calórico global. Engenheiros automotivos estimam que a eficiência energética da nova E32 cairá entre 1% e 2%. Na prática, isso significa que qualquer veículo — seja ele flex ou apenas a gasolina — passará a consumir mais combustível para rodar exatamente a mesma distância. O motorista precisará queimar mais litros no trânsito urbano diário. Assim, o suposto desconto de até 2% na bomba prometido pelo governo corre o risco de ser totalmente anulado pela perda de rendimento e autonomia no tanque. A Verdade Escondida: O Bônus da Arrecadação Fiscal Existe uma matemática de arrecadação muito vantajosa por trás desse movimento econômico. No Brasil, o imposto sobre combustíveis (ICMS) incide sob alíquotas fixas por litro vendido (modelo Ad Rem). Se a eficiência energética geral da frota cai e o veículo precisa queimar mais combustível para desempenhar a mesma função, o volume total de litros vendidos nos postos de combustíveis do país tende a registrar uma alta artificial. Variável Econômica Efeito Com o Aumento para 32% Impacto Final Eficiência Energética Redução de 1% a 2% Veículos rodam menos por litro Volume de Vendas Tendência de alta no volume bruto nos postos O consumidor abastece mais vezes Arrecadação de Impostos Aumento na arrecadação do Estado Mais receita fiscal sem alteração na alíquota básica Sem precisar aprovar novos aumentos tributários no Congresso, o Estado acaba colhendo um ganho extra de arrecadação fiscal, gerado pela simples necessidade do motorista de comprar mais litros para fazer o mesmo trajeto. Enquanto os usineiros e o caixa público celebram a alta na movimentação econômica da cana-de-açúcar, resta ao cidadão comum arcar com um carro mais "gastão" e custos adicionais de manutenção a longo prazo.
- Guerra Comercial à Vista: O Impacto do Novo "Tarifaço" de 25% dos EUA na Economia Brasileira
Imagem: Gemini O governo de Donald Trump oficializou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre mais de 4.000 produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida, confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), entra em vigor no dia 22 de julho de 2026 e abriu um novo capítulo de forte tensão diplomática e econômica entre Brasília e Washington. A sobretaxa é o resultado de uma investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou veementemente a decisão, classificando-a como "injusta", e já prometeu acionar a Lei de Reciprocidade e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). As Causas: Por que os EUA taxaram o Brasil? O relatório oficial divulgado pela Casa Branca traz uma mistura de justificativas técnicas, comerciais e comerciais-políticas. O documento cita o sistema econômico brasileiro dezenas de vezes e elenca os seguintes pontos principais: O Pix na Mira: Os EUA alegam que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro prejudica serviços de pagamento eletrônico norte-americanos, criando condições desiguais de concorrência. O governo brasileiro considerou qualquer mudança nas regras do Pix inegociável. Disputa do Etanol: Washington critica a falta de reciprocidade no mercado de biocombustíveis, acusando o Brasil de impor barreiras ao etanol norte-americano enquanto exige livre trânsito para o açúcar nacional. Decisões Judiciais contra Big Techs: O relatório norte-americano cita ordens judiciais (envolvendo plataformas como X, Meta e Google) para remoção de conteúdos políticos como barreiras arbitrárias à atuação de suas empresas. Questões Ambientais e Governança: Falhas apontadas no combate ao desmatamento ilegal e na demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para a análise de patentes também foram usadas como pretexto. Os Efeitos Imediatos na Balança Comercial De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Amcham Brasil, a medida afeta entre 18% e 21% de tudo o que o Brasil vende aos norte-americanos. O Tamanho do Impacto: O volume de mercadorias brasileiras sob risco direto está avaliado entre US$ 7,4 bilhões e US$ 11 bilhões. A Lista de Exceções Para evitar uma escalada imediata na própria inflação doméstica, os EUA pouparam itens considerados essenciais ou sem substitutos viáveis no mercado global. Mais de 2.200 produtos ficaram de fora da taxação, garantindo um alívio temporário para grandes setores produtivos. Produtos Isentos (Fora da Tarifa) Produtos Afetados (Sob Risco) Carne bovina, café e mel orgânico Produtos industrializados e manufaturados Celulose e petróleo bruto Insumos metalúrgicos e siderúrgicos Suco de laranja e frutas frescas Bens de capital e autopeças Componentes e partes de aeronaves (Embraer) Empresas de bens de consumo duráveis (como a Weg) O Futuro: O que Pode Acontecer com a Economia Brasileira? O real impacto macroeconômico de médio e longo prazo dependerá diretamente das próximas jogadas de lado a lado. Especialistas apontam três grandes cenários e desdobramentos possíveis: 1. Impacto Macro Modesto, mas Setorialmente Doloroso A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avalia que o impacto agregado inicial será reduzido justamente devido à lista de isenções. Contudo, indústrias manufatureiras específicas que utilizam o mercado norte-americano como principal comprador de seus insumos perderão competitividade de forma imediata, o que pode forçar demissões ou redução de margens de lucro. 2. Pacote de Socorro Governamental Para mitigar os prejuízos dos setores diretamente atingidos, o BNDES já solicitou R$ 7,25 bilhões ao Ministério da Fazenda para reforçar linhas de crédito voltadas ao investimento e capital de giro dessas empresas prejudicadas pelo tarifaço. 3. Uma Nova Escalada (O Cenário de 37,5%) O maior medo do mercado financeiro e do setor privado é que a situação piore. A Casa Branca já ventila uma investigação adicional sobre supostas falhas na fiscalização contra o trabalho forçado em mais de 60 economias globais, incluindo o Brasil. Caso essa nova sanção seja aplicada, as sobretaxas ao produto brasileiro podem saltar para até 37,5%, inviabilizando quase por completo o comércio de manufaturados com o país. A curto prazo, os olhos do mercado se voltam para o Palácio do Planalto, que estuda o momento exato para aplicar medidas espelhadas de retaliação aos produtos norte-americanos que entram no Brasil.
- Flávio culpa Lula pelas novas tarifas dos EUA: ‘Estamos num avião sem piloto’
Senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula - Divulgação / PR e Agência Senado Declaração do senador vem na sequência de uma fala do secretário de Estado, Marco Rubio, na qual dizia que o petista não negociou 'de boa fé' as taxações O senador e pré-candidato às eleições gerais do Brasil, Flávio Bolsonaro, disse que o presidente Lula (PT) “não está em condições” de exercer o cargo, depois que o governo dos Estados Unidos o acusou de não ter negociado “de boa-fé” as tarifas de 25% que Washington decidiu, por fim, aplicar às exportações brasileiras. “Lula já não está em condições de ser o presidente do Brasil. Estamos em um avião sem piloto”, disse o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, aludindo às críticas do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para justificar esse aumento das tarifas sobre os produtos brasileiros. Flávio se referiu a Lula da Silva como “o Biden brasileiro”, em referência ao ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, e o definiu como um “resmungão, irresponsável”, que “se tornou um perigo” para o país. “Quem olha para Lula não vê futuro. Vê passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança. Chega! O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder!”, afirmou o ainda pré-candidato às eleições de outubro. Nas últimas horas, Rubio declarou que o motivo do governo dos Estados Unidos para impor essas tarifas de 25% às exportações brasileiras é a suposta teimosia de Lula e de seu gabinete em negociar. “Que não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”, afirmou Rubio, que acusou o presidente de ter colocado seu ego à frente da busca por um acordo. Por sua vez, o governo brasileiro afirmou que “não há justificativa alguma” para que Washington decida impor essas medidas “unilaterais”, que, além disso, não contam com o respaldo das “normas multilaterais de comércio”. Fonte: Jovem Pan
- PoderData/Aya: 50% dos eleitores desaprovam trabalho de Lula
Presidente Lula durante discurso - Foto: Ricardo Stuckert Outros 42% aprovam o desempenho do presidente; 8% não souberam responder Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (16) afirma que 50% dos eleitores não aprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 42% disseram aprovar o desempenho do presidente, enquanto 8% não souberam responder. Entre os que disseram aprovar, 42% que aprovam, 44% são do público feminino e 40%, masculino. Já dos 50% que desaprovam, a maioria são homens, com 55% e 45% marcam a porcentagem da mulheres. Na pesquisa do PoderData/Aya divulgada no dia 25 de junho, quando pergutados de maneira geral, os eleitores avaliaram Lula e 50% também disseram desaprovar o trabalho do presidente. Outros 43% aprovaram e 8% não souberam responder. Em relação a aprovação do governo, 51% dos eleitores disseram não aprová-lo e 42% avaliam como uma gestão positiva do presidente Lula. Outros 7% não souberam responder. A pesquisa do PoderData/Aya ouviu 2.400 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 12 a 15 de julho de 2026. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00059/2026. Fonte: Jovem Pan
- Acusados de corrupção na saúde sacaram R$ 9,2 milhões de forma fracionada para driblar investigação
Documentos apreendidos durante a Operação Gutenberg. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax) Gaeco identificou retiradas com valores abaixo de R$ 50 mil para não deixar rastro do dinheiro de corrupção e fugir do radar do Coaf Investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que revelou esquema de fraudes e corrupção que desviou R$ 27.446.110,71 de prefeituras de Mato Grosso do Sul mostrou o modus operandi dos envolvidos para ‘driblar’ investigações do órgão de investigações financeiras do Banco Central. Conforme o relatório de investigações da Operação Gutenberg, foram identificados centenas de saques bancários no valor total de R$ 9.217.000,00 da conta da Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46), que firmou contratos com 17 prefeituras no Estado de forma fraudulenta, segundo o Gaeco. A estratégia utilizada pelos investigados era realizar saques com valores entre R$ 45 mil e R$ 49 mil, abaixo dos R$ 50 mil, para tentar fugir do radar do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), unidade de inteligência do BC para investigar indícios de lavagem de dinheiro através de movimentações bancárias. Relatório apontou que foram mais de R$ 9,2 milhões em saques efetuados pelo grupo investigado. (Reprodução) Ocorre que valores a partir de R$ 50 mil precisam ser avisados ao banco com antecedência de três dias úteis. A transação gera comunicação imediata ao Coaf, que passa a rastrear a origem do dinheiro. A investigação do Gaeco analisou dados financeiros dos investigados e apontou que o dinheiro das prefeituras caía na conta da editora, que tinha como proprietária a estudante Rhayane Souza Franaia, apontada como ‘laranja’ do clã Jafar. Ela era nora da matriarca, Rossana Paroschi Jafar. Saques eram fracionados por dia e com valores abaixo de R$ 50 mil, como mostra o quadro com parte das retiradas. (Reprodução) Caminho do dinheiro As investigações do Gaeco mostraram que o dinheiro que caía na conta da editora como pagamento das prefeituras era escoado para os demais integrantes do grupo criminoso. Rhayane obedecia às ordens do clã Jafar — apontado como o líder do esquema de corrupção, tendo como membros a matriarca Rossana Jafar e os filhos, Olívia e Pedro, que estão presos, e Giovanni, ex-marido de Rhayane, que está foragido. Os saques seriam realizados por Rhayane e distribuídos aos demais membros da organização criminosa a mando do clã Jafar, como destaca trecho do relatório de investigação do Gaeco. Reportagem do Jornal Midiamax revelou detalhes de como Rhayane, uma estudante, dona de brechó, virou ‘laranja’ da sogra para ficar com cerca de 1% do lucro do esquema de corrupção. Trecho de relatório de investigação do Gaeco sobre a distribuição do dinheiro ilícito. (Reprodução) Contato cadastrado como Editora Avante enviava ordens para Rhayane distribuir dinheiro. (Reprodução) Clã Jafar comandava esquema O relatório de investigação do Gaeco aponta que, após a morte em 2021 do patriarca da família Jafar, Mirched, por covid, a viúva, Rossana Jafar, e os filhos, Olívia, Giovanni e Felipe, abriram outros CNPJs para continuar com operações de corrupção. A Gráfica Alvorada, que ainda pertence ao clã, é implicada em lavagem de dinheiro no contexto da Operação Lama Asfáltica. Quebra de sigilo fiscal apontou que Olívia recebia diversas transferências em sua conta pessoal da Editora Avante, que firmava contratos com os municípios. Para o Gaeco, essa é a prova de que Olívia era uma das líderes do esquema, junto dos irmãos e da mãe. No total, a Operação Gutenberg prendeu 14 pessoas, incluindo o clã Jafar, com exceção de Giovanni, que é considerado foragido. A mãe, Rossana, foi flagrada com munições intactas e também responde pelo crime de posse de arma de fogo. Foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie e R$ 3 milhões em cheques. O Jornal Midiamax procurou a defesa de Olívia e Rossana, mas não houve retorno até esta publicação. A reportagem não conseguiu contato com Rhayane ou seus advogados. O espaço segue aberto para manifestação. Família Jafar, (da esquerda para a direita): Giovanni, Olívia, Rossana e Felipe. (Reprodução, Redes Sociais) Fonte: Midiamax
- Favorita ao titulo, França perde para Espanha por 2 x 0 e está fora da Copa do Mundo
(Foto: Divulgação/Fifa) Agora, os espanhóis aguardam o vencedor da semifinal entre Inglaterra e Argentina para conhecer o adversário na decisão A Espanha surpreendeu a favorita França e garantiu vaga na final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer por 2 a 0, nesta segunda-feira (14), no Dallas Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos. Apontada como uma das principais candidatas ao título, a seleção francesa não conseguiu impor seu ritmo e acabou dominada pela Espanha. O primeiro gol saiu aos 22 minutos do primeiro tempo, quando Mikel Oyarzabal converteu um pênalti sofrido por Lamine Yamal. Na etapa final, Pedro Porro ampliou aos 13 minutos, após bela jogada coletiva. Um terceiro gol de Lamine Yamal chegou a ser marcado, mas foi anulado por impedimento. Com o resultado, a Espanha confirma a maior zebra da fase decisiva do Mundial ao eliminar a equipe que era apontada como favorita ao título. Agora, os espanhóis aguardam o vencedor da semifinal entre Inglaterra e Argentina para conhecer o adversário na decisão, enquanto a França disputará o terceiro lugar. Fonte: Midiamax
- Com frete desvalorizado, caminhoneiros são a favor de greve em MS: ‘Paralisar tudo’
Greve pode chegar em Mato Grosso do Sul em breve. (Foto: Marcos Ermínio/Jornal Midiamax) Categoria reclama de altos custos com combustível e pedágios diante baixo valor dos fretes A greve dos caminhoneiros, iniciada no Porto de Santos, em São Paulo, nesta segunda-feira (13), agrada a categoria em Mato Grosso do Sul, que torce pela evolução do movimento. No estado paulista, os trabalhadores paralisaram os serviços visando pressionar pela votação da Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, no Senado Federal. O movimento ocorre para que o texto seja pautado até quinta-feira (16) e não perca a validade. Caminhoneiros em Campo Grande entrevistados pelo Jornal Midiamax afirmaram que, devido às atuais condições da profissão, seria necessário aderir à greve. No entanto, não demonstraram grande confiança de que o movimento irá avançar. Caminhoneiro há mais de 10 anos, Valdir Carvalho da Luz explica que a situação está defasada e que, muitas vezes, os valores oferecidos nos fretes, principalmente para trabalhadores autônomos, não compensam diante tantos gastos. “O frete não tá legal, não. Pra muita gente não tá nem compensando ter caminhão. Não tá fácil não. Muitas vezes, dependendo do frete, você não ‘tira’ nem o [valor] do diesel”, afirma. Além do preço do combustível, Valdir ressalta que os custos são altos com pedágios, que podem ultrapassar R$ 3 mil em um único transporte a São Paulo. “O certo é ter uma greve bem forte mesmo, paralisar tudo, pra ver se muda de uma vez isso aí. Tem muitos caminhões parando porque não compensa. Fica complicado rodar na estrada com pedágio caro, estrada ruim, não tem onde parar”, reclama o caminhoneiro. Sem organização, não funciona Apesar da necessidade da greve, os caminhoneiros não veem o movimento com tanta força. Segundo Claudemir Paulino, caminhoneiro há 35 anos, a paralisação precisa de muita organização. “Vai ser só pra lá [São Paulo] mesmo. Não vai virar nada não. Isso aí tem que ser muito bem organizado. Se isso não for bem organizado, não funciona”, opina Claudemir. Ele relembra a greve dos caminhoneiros de 2018, deflagrada em todo o Brasil, como modelo ideal de paralisação. “Tem que fazer umas coisas organizadas, bem programadas, igual teve aquela vez, aí ficou bem certo. Se não tiver organização, eles tentam parar a gente no meio da pista. Quem está querendo chegar em casa, isso é problema. Aí se programar bem, fica na estrada quem quer”, completa. Outro caminhoneiro de Campo Grande, que preferiu não se identificar, disse que não estava sabendo da greve e que acha que a paralisação não irá impactar à Capital de MS. Segundo ele, “o povo daqui é ‘bundão'” e tem baixa participação nos movimentos. Greve em breve? O presidente do Sindicam-MS (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul), Osny Belinati, afirmou ao Jornal Midiamax, na última quinta-feira (9), que pode aderir à greve caso a MP do Frete não entre em pauta até esta quinta-feira (16). Com isso, o movimento já em atividade em São Paulo pode se expandir para MS ainda nesta semana se o texto perder a validade. “Se caducar, vai caducar o transporte brasileiro e aí vai continuar a mesma bagunça que está hoje. Cada um paga o que quer e tudo recai em cima do caminhoneiro, do autônomo, do micro. Se tiver que aderir [à greve], nós vamos aderir”, afirmou Belinati. Os presidentes do Sindicam-MS e do Sindicargas-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul) não responderam às tentativas de contato da reportagem nesta segunda-feira (13). Fonte: Midiamax
- Bernal morreu com trombose nas artérias do coração, aponta laudo médico
(Madu Livramento, Jornal Midiamax) Ex-prefeito de Campo Grande, Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na Santa Casa A trombose aguda de stents nas artérias foi um dos fatores que levaram à morte de Alcides Bernal, de 60 anos, que estava internado na Santa Casa de Campo Grande. O ex-prefeito morreu na madrugada desta segunda-feira (13). Réu pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, Bernal estava internado na Santa Casa desde o fim de semana. No início deste mês, ele sofreu um infarto e passou por cirurgia. Dias depois, recebeu alta e foi levado de volta ao Presídio Militar — onde estava preso desde 24 de março. A defesa havia pedido a prisão domiciliar do ex-prefeito, alertando para a necessidade de repouso domiciliar por, no mínimo, 30 dias. Bernal passou por três procedimentos cirúrgicos para a desobstrução de artérias, com a implantação de stents, e a defesa alegou que a estrutura do presídio não é adequada para o tratamento pós-cirúrgico. Na madrugada desta segunda-feira (13), o ex-prefeito não resistiu. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que Bernal sofreu um choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio e trombose aguda de stents, além de ter o diagnóstico de doença coronariana e diabetes mellitus. O ex-prefeito foi submetido a um cateterismo de urgência devido ao infarto agudo do miocárdio. Durante o procedimento, foi observada a trombose de stents nas artérias. Na ocasião, a equipe médica tentou fazer angioplastia, mas não houve sucesso. Bernal sofreu paradas cardíacas, não retornou à circulação espontânea e teve o óbito constatado às 0h35. Réu por assassinato No fim de junho, a Justiça mandou Alcides Bernal a júri popular pelo assassinato de Roberto Mazzini. Na decisão, a prisão preventiva do réu também foi mantida pelo juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando-a, e a dorsal da vítima. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu. Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada). Fonte: Midiamax
- Morre ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal após cirurgia
Alcides Bernal. (Foto: Reprodução, Redes Sociais) Bernal estava preso pelo assassinato do fiscal tributário, Roberto Mazzini O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu na Santa Casa da Capital, na madrugada desta segunda-feira (13). Bernal estava preso desde o dia 24 de março, quando matou a tiros o auditor fiscal Roberto Mazzini. No início deste mês, o ex-prefeito precisou passar por uma cirurgia após sofrer um infarto. Com a alta hospitalar, Bernal foi levado de volta ao Presídio Militar da Capital. Na última sexta-feira (10), a Justiça indeferiu um pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa, que alertou para a necessidade de repouso domiciliar por um período mínimo de 30 dias após três procedimentos cirúrgicos para desobstrução de artérias, com a implantação de stents. A defesa de Bernal alegou que a estrutura do presídio não é adequada para o tratamento pós-cirúrgico. Na noite de sábado (11), o ex-prefeito teve um mal-estar no Presídio Militar e foi levado novamente para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Bernal passou por um procedimento cirúrgico na madrugada desta segunda (13) e não resistiu. Réu por assassinato No fim de junho, a Justiça mandou Alcides Bernal a júri popular pelo assassinato de Roberto Mazzini. Na decisão, a prisão preventiva do réu também foi mantida pelo juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando-a, e a dorsal da vítima. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu. Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada). Fonte: Midiamax
- Flávio Bolsonaro divulga carta de seu pai pela qual o classifica como ‘porta-voz’
Flávio Bolsonaro - EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Em mensagem, Jair Bolsonaro pediu para que todos 'arregacem as mangas' e deixem de lado 'possíveis diferenças' O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou neste sábado (11) uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. No texto, o pai afirma que Flávio é o seu porta-voz. “O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha”, disse Flávio, durante uma transmissão por vídeo, ao vivo. No texto escrito à mão que o pré-candidato mostra no vídeo, Jair Bolsonaro escreveu, conforme sua leitura na transmissão: “O momento é de arregaçar as mangas, deixar de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”, disse Flávio. “Meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil”, continuou. Na interpretação de Flávio, o pai afirmou que este seria o prazo, ou “deadline”, para que os aliados se juntem à pré-campanha. “Chegou a hora agora de todo mundo cair dentro”, disse. Ele entende ainda que Bolsonaro pede unidade para combater o que chama de “verdadeiro inimigo, que é o governo de hoje”. Flávio afirmou ainda acreditar que, a partir de 2027, terá força no Congresso para mudar a Constituição. “A gente vai ter número suficiente no Senado e na Câmara para alterar a Constituição. Para reduzir a maioridade penal. Para reduzir carga tributária. Para melhorar a nossa legislação penal. E deixar bandido perigoso mais tempo preso”, disse. Fonte: Jovem Pan
- Drama, expulsão e prorrogação: Argentina bate a Suíça por 3 a 1 e avança para a semifinal da Copa do Mundo
Argentina x Suíça pela Copa do Mundo de 2026 (Foto: Odd ANDERSEN / AFP) Ontem (11 de julho), as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 reservaram um verdadeiro teste para os corações dos torcedores. No entanto, houve um pequeno equívoco no nome do adversário: a partida histórica foi entre Argentina e Suíça (e não Suécia). Confira abaixo a cobertura jornalística completa desse confronto eletrizante que carimbou o passaporte da atual campeã rumo às semifinais. Em noite épica no Arrowhead Stadium, em Kansas City, a Albiceleste superou a retranca europeia no tempo extra e manteve vivo o sonho do tetracampeonato mundial. O cenário de um mata-mata de Copa do Mundo costuma testar os limites do impossível, e o duelo de ontem entre Argentina e Suíça foi a tradução perfeita disso. Em uma partida que reuniu gols rápidos, intervenções cruciais do VAR, expulsão dramática e trinta minutos de pura intensidade na prorrogação, a seleção comandada por Lionel Scaloni venceu por 3 a 1 e garantiu sua vaga entre as quatro melhores equipes do planeta. Os detalhes e melhores momentos da partida foram destacados oficialmente pela FIFA. O Maestro dá as cartas logo cedo Como já virou tradição, a Argentina sabe que o ambiente muda quando a bola passa pelos pés de seu camisa 10. Logo aos 10 minutos do primeiro tempo, Lionel Messi cobrou um escanteio milimétrico. Alexis Mac Allister se antecipou à marcação e cabeceou firme para abrir o placar, tirando os atuais campeões do sufoco inicial e incendiando as arquibancadas em Kansas City. Atrás no marcador pela primeira vez no torneio, a Suíça demonstrou nervosismo, mas conseguiu segurar o ímpeto argentino e ajustar a sua retaguarda antes do intervalo, apostando em descidas rápidas pelos lados. O empate suíço e o balde de água fria do VAR Na volta para a segunda etapa, a postura suíça mudou drasticamente. A equipe europeia passou a pressionar a saída de bola e empilhou chances. O atacante Breel Embolo cabeceou duas vezes com extremo perigo, mas parou em defesas espetaculares do goleiro Dibu Martínez. A insistência deu resultado aos 22 minutos: Dan Ndoye tabelou com Ricardo Rodríguez e bateu cruzado, sem chances para o arqueiro argentino, empatando o confronto. Apenas cinco minutos após o gol de empate, o jogo teve o seu momento de maior polêmica. O árbitro assinalou uma falta perigosa a favor da Suíça sobre Embolo. No entanto, após recomendação da equipe de vídeo, o juiz revisou o lance no monitor e constatou simulação do atacante suíço. Como já tinha cartão, Embolo recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando a Suíça com um jogador a menos. A Prorrogação e o faro de gol dos atacantes Aproveitando a superioridade numérica, a Argentina armou uma verdadeira blitz nos minutos finais do tempo regulamentar, mas o goleiro Gregor Kobel garantiu o 1 a 1 com defesas milagrosas, arrastando o duelo para o tempo extra. Nos 30 minutos adicionais, o cansaço cobrou o seu preço dos suíços. Conforme relata a cobertura da CNN Brasil, o equilíbrio tático foi quebrado pela persistência albiceleste: O gol do alívio: Aos 7 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Julián Álvarez aproveitou uma jogada rápida e balançou as redes, devolvendo a liderança aos sul-americanos. O golpe final: Com a Suíça inteira lançada ao ataque no "tudo ou nada", Thiago Almada armou um contra-ataque perfeito e serviu Lautaro Martínez, que finalizou com precisão aos 16 minutos do segundo tempo extra para fechar o placar em 3 a 1. Próximo passo: O clássico contra a Inglaterra Com a suada classificação em mãos, a Argentina agora se prepara para um dos maiores clássicos do futebol mundial. A seleção enfrenta a Inglaterra na próxima quarta-feira, em Atlanta, valendo uma vaga na grande final da Copa do Mundo de 2026. A promessa é de mais um capítulo inesquecível na história das Copas.
- Entidades empresariais de Brasil e EUA tentam evitar taxação americana
© luzitanija/ Adobe Stock Carta conjunta defendendo acordo é enviada a governos dos dois países Entidades empresariais do Brasil e dos Estados Unidos se uniram para tentar evitar um novo regime de tarifas do governo americano sobre produtos brasileiros. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil, Amcham Brasil; a Confederação Nacional da Indústria, CNI; e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos enviaram carta conjunta aos governos dos dois países defendendo um acordo de curto prazo dentro da investigação da Seção 301, que pode resultar em tarifa de 25% sobre exportações brasileiras. A decisão do governo Donald Trump é esperada para 15 de julho. No Brasil, o documento foi endereçado aos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Nos Estados Unidos, os destinatários foram o secretário de Estado, Marco Rubio, e o representante comercial americano, Jamieson Greer. Agenda em duas etapas As entidades propõem uma agenda em duas etapas. No curto prazo, pedem avanços em acesso a mercados para insumos industriais e produtos ligados a data centers e inteligência artificial, cooperação regulatória nos setores automotivo e de saúde, aceleração na análise de patentes e cooperação em minerais críticos. Em um segundo momento, defendem ampliar as negociações para temas como economia digital, energia e agricultura. Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, às vésperas do prazo final da investigação, é essencial um esforço concentrado dos dois governos para viabilizar um acordo que evite as tarifas e abra espaço para fortalecer a relação econômica bilateral. As três entidades representam, juntas, milhares de empresas brasileiras e norte-americanas. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Dino determina bloqueio de R$ 119 milhões de Valdemar da Costa Neto
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Decisão é desdobramento da Operação Transparência, da Polícia Federal O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, nesta sexta-feira (10), o bloqueio de R$ 119 milhões de bens do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. A decisão é um desdobramento da Operação Transparência, da Polícia Federal (PF), que apura desvios na destinação de emendas parlamentares. Segundo a investigação, Costa Neto, mesmo sem mandato de deputado, teria atuado na indicação de emendas parlamentares com apoio de três servidores da Câmara. A apuração da PF indica que, como presidente do Partido Liberal, Valdemar direcionava recursos das emendas como se fossem de sua cota pessoal. Os recursos eram solicitados falsamente por deputados federais para conferir legalidade às indicações. O dinheiro foi para as áreas de saúde, cidades e turismo e foi destinado, em sua maioria, para municípios paulistas. Segundo a investigação, houve um alinhamento entre servidores para contemplar uma pessoa que não pertence ao parlamento com emendas de forma ilegal. Flávio Dino decidiu ainda pela suspensão imediata da execução de todas das emendas indicadas por Valdemar da Costa Neto. A Câmara dos Deputados deve enviar ao STF todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas no processo. Defesa Em nota, a defesa de Valdemar da Costa Neto nega a prática de qualquer crime. Diz ainda que é natural e legítimo que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades pragmáticas, articule interesses nacional e regionais e influencie politicamente sua bancada. Os advogados afirmam ainda que tomarão as medidas cabíveis para demonstrar a improcedência das imputações contra o presidente do PL. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Noruega tem surto de gripe antes de partida contra a Inglaterra na Copa
O atacante Jorgen Strand Larsen é o único jogador que teria apresentado febre, segundo o treinador - BRUNO MOTTA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Algoz do Brasil busca vaga nas semifinais A Noruega, algoz da Seleção Brasileira, enfrenta um surto de gripe a poucos dias de enfrentar a Inglaterra, pelas quartas de final da Copa do Mundo. O técnico Stale Solbakken confirmou que o time passa por uma crise de resfriados durante o torneio. O atacante Jorgen Strand Larsen é o único jogador que teria apresentado febre, segundo o treinador. “Tivemos apenas Jorgen com febre. Mas houve um pouco de tosse e rouquidão espalhadas pelo grupo”, disse. Segundo o jornal The Sun, Stale Solbakken foi visto tossindo enquanto conversava com a imprensa. “Há ar-condicionado, voos, vestiários e tudo mais. Somos mais de 50 pessoas. Seria estranho se ninguém apresentasse algum problema”, disse o técnico. Além de Larsen, outros atletas e membros da comissão técnica teriam apresentado sintomas, segundo o jornal norueguês Dagbladet.Marcus Holmgren Pedersen ficou de fora dos relacionados para o jogo contra o Brasil. A Noruega enfrenta a Inglaterra no sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami, Estados Unidos. A Inglaterra eliminou o México em uma partida dura, por 3 a 2. A Noruega encerrou o sonho do hexa por 2 a 1 contra o Brasil. Fonte: Jovem Pan
- Parlamentares republicanos acusam Brasil de censura contra empresas americanas
Republicano Jim Jordan - Foto por OLIVER CONTRERAS / AFP Documento divulgado por aliados de Trump reacende debate sobre decisões da Justiça brasileira envolvendo redes sociais Página dos congressistas republicanos que compõem o Comitê Judiciário da Câmara dos EUA diz que o Brasil, além de tentar censurar discurso americano em plataformas norte-americanas por anos, agora estaria mirando diretamente empresas americanas e consumidores dos EUA. Um documento judicial brasileiro divulgado por parlamentares republicanos dos Estados Unidos voltou a colocar decisões da Justiça brasileira no centro do debate sobre liberdade de expressão e alcance das ordens judiciais. A imagem foi publicada nas redes sociais pelo perfil Judiciary GOP, ligado ao Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA, presidido pelo deputado republicano Jim Jordan. O documento mostra uma decisão de um juiz da Justiça paulista determinando que Facebook, Instagram e Telegram identifiquem o responsável por um perfil e suspendam a conta em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 30 mil. Na decisão, o magistrado afirma que, se uma plataforma opera no Brasil, deve cumprir as determinações da Justiça brasileira, mesmo quando a divulgação de informações ou o armazenamento dos dados ocorrem fora do país. O texto também sustenta que a suspensão de um perfil que possa causar danos a um cidadão brasileiro é uma medida de proteção garantida pelo Poder Judiciário. O caso envolve uma ação movida por uma cidadã brasileira que busca identificar quem administra um perfil em rede social. Além da quebra dos dados cadastrais vinculados à conta, o juiz determinou a suspensão temporária do perfil até nova decisão judicial. A publicação do documento ocorre em meio ao aumento das críticas de integrantes do governo Trump e de parlamentares republicanos às decisões de magistrados brasileiros envolvendo plataformas digitais. Nos últimos meses, autoridades americanas passaram a questionar ordens judiciais que determinam remoção de conteúdos, bloqueio de perfis e fornecimento de dados por empresas de tecnologia. O tema ganhou repercussão internacional desde os embates entre o ministro Alexandre de Moraes e empresas como X e Rumble. Enquanto autoridades brasileiras afirmam que as plataformas devem cumprir a legislação nacional para combater crimes e fazer valer decisões judiciais, críticos nos Estados Unidos argumentam que algumas dessas ordens extrapolam a jurisdição brasileira e podem afetar a liberdade de expressão. Até o momento, não há manifestação oficial do Conselho Nacional de Justiça ou do Tribunal responsável pelo processo sobre a divulgação da decisão nas redes sociais americanas. Fonte: Jovem Pan
- Messi, lágrimas e redenção: a Argentina classificada num grande drama
FBL-WC-2026-MATCH19-ARG-ALG - Roberto SCHMIDT / AFP Messi mais uma vez mostrou que, mesmo perto do fechamento da carreira, ainda carrega nas costas uma nação inteira Argentina está classificada. E poucos jogos na história recente do futebol conseguiram reunir tanta emoção, tensão e significado quanto este. Em campo a atual campeã do mundo. De uma situação extremamente complicada, a Argentina encontrou forças para virar o resultado. E no centro de toda essa loucura estava Lionel Messi. O mesmo homem que, minutos antes, havia desperdiçado um pênalti num momento em que o time mais precisava de sua frieza e precisão. Muitos corações argentinos devem ter gelado naquele instante. Na sua possível última Copa do Mundo, o maior ídolo do país poderia ser o responsável pela eliminação? A pressão era gigantesca. O peso, inimaginável…Mas Messi não é um jogador comum. Ele se levantou. Comandou a reação. Distribuiu jogo, criou chances, inspirou os companheiros e liderou a virada que colocou a Argentina nas quartas de final. Quando o apito final soou, após um jogo longo e dramático, o que se viu foi um dos momentos mais humanos da carreira dele: Messi caiu em lágrimas. Um choro carregado de alívio, de tensão liberada, de responsabilidade cumprida. Provavelmente passou pela sua cabeça, naquele segundo, o que poderia ter acontecido se a Argentina tivesse sido eliminada por causa daquele pênalti perdido. A tristeza que ele poderia ter causado a um país inteiro que o idolatra. Mas o final foi outro. Em vez de tristeza, alívio. Em vez de culpa, redenção. Em vez de eliminação, continuidade. Messi mais uma vez mostrou que, mesmo perto do fechamento da carreira, ainda carrega nas costas uma nação inteira. E, acima de tudo, ainda sente o peso dessa responsabilidade como se fosse o primeiro dia. É por momentos como esse que o futebol é muito maior que um simples jogo. Argentina vive. E Messi, mais uma vez, respira junto com ela. Até a próxima. Fonte: Jovem Pan
- ‘Bora juntar forças para ferrar o Flávio?’
Senador Flávio Bolsonaro - Lula Marques/ Agência Brasil Tudo ia muito bem pelos lados de Flávio Bolsonaro. As pesquisas mostravam seu constante crescimento, chegando em algumas delas a superar Lula, seu concorrente direto como candidato à Presidência. Era um voo tranquilo em céu azul de brigadeiro. De repente, surgiram solavancos e as primeiras turbulências. Se já não bastassem os problemas criados pelo próprio Flávio Bolsonaro para prejudicar sua campanha, como, por exemplo, as gravações de suas conversas com Daniel Vorcaro, e o fogo amigo dos seus concorrentes conservadores, entraram em cena Michelle Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Conversa vazada A impressão que dá é que essa turma toda, cada um à sua maneira, resolveu contribuir para o mesmo resultado: bora ferrar o Flávio. As primeiras trovoadas apareceram no dia 13 de maio. Uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro foi divulgada. Nessa gravação, obtida pelo The Intercept Brasil, Flávio demonstra que possuía certa intimidade com o ex-banqueiro. O pré-candidato do PL cobrava pagamentos em atraso que serviriam para financiar o filme sobre o seu pai. Vídeo de Michelle Em seguida, Michelle Bolsonaro, por motivos até hoje não bem esclarecidos, publicou um vídeo com mais de 25 minutos de duração. Acusou Flávio de ter sido machista. Acrescentou: “fui humilhada, fui desrespeitada, fui maltratada por telefone sem motivo nenhum por aquele que se diz o líder”. Foi uma bomba de consequências imprevisíveis, que deixou Flávio e seus seguidores estarrecidos. É evidente que esse tipo de pronunciamento traria prejuízos à campanha de Flávio, mas o impacto até que não chegou a ser desesperador. Segundo pesquisa da AtlasIntel, divulgada no dia 2, 65,6% dos eleitores de Bolsonaro discordam da iniciativa de Michelle publicar o vídeo, enquanto 26,5% concordam. Ainda que a maioria tenha sido contrária, os favoráveis são suficientes para provocar grande estrago na campanha. Comentário infeliz Se não bastassem as nuvens cumulonimbus ameaçando a viagem de Flávio, o aliado de seu irmão nos Estados Unidos, o jornalista Paulo Figueiredo, complicou ainda mais o cenário. Esta semana, comentou sobre o vídeo gravado por Michelle e aproveitou para analisar o comportamento das eleitoras. Disse que mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras; as casadas costumam acompanhar o marido. Pensa que acabou? Que nada. Trump ameaça implementar um aumento de 25% sobre as tarifas cobradas dos produtos importados do Brasil. Lula tenta capitalizar politicamente e jogar a culpa dessa iniciativa americana nas costas de Flávio Bolsonaro e de seu irmão Eduardo. Mais um desgaste a ser enfrentado. Motivo da conversa Flávio tenta se virar como pode. São muitas frentes para combater. Em todos os casos, precisa dar explicações e afirmar que não tem culpa. Os eleitores não têm muita paciência para avaliar seus argumentos e ponderações. É mais fácil guardar que se trata de um traidor da pátria. Mesmo assim, sabendo que precisa seguir em frente, insiste em sua defesa. Sobre a conversa com Vorcaro, diz que o ex-banqueiro era um investidor e que não havia nenhuma contrapartida, a não ser o retorno do próprio investimento no filme. Argumentou ainda que a conversa foi para cobrar parcelas vencidas e não pagas. Garantiu que todos os contatos foram para tratar do filme. Meu irmão é conversa de carioca As nuvens ficaram espessas e não se dissiparam totalmente, por mais que explicasse que chamar Vorcaro de “irmão” não era sinal de intimidade, porque esse era o tratamento gentil que tinha com as pessoas. Que é muito natural acontecer no Rio de Janeiro. Os governistas e boa parte da imprensa não deram trégua, deixando a ideia de que havia algo errado naqueles diálogos. Após o vídeo de Michelle, provavelmente temendo a perda de eleitoras e de evangélicos, pediu desculpas e disse que considerava a página virada. É o que podia fazer, mesmo a ex-primeira-dama mantendo sua posição de indignada e não movendo um dedo para ajudar na campanha. Na verdade, muito ao contrário. Tempestade perfeita Para conter o estrago provocado por Paulo Figueiredo, achou melhor não alongar o assunto e esclarecer simplesmente que o jornalista não participa de sua campanha. Com a intenção de afastar ilações de que teria algum tipo de responsabilidade com as tarifas americanas, enviou manifestação formal ao escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos pedindo que não fossem cobradas. Alertou que elas puniriam a economy americana e os próprios brasileiros. Enfim, uma tempestade perfeita. Para atravessar esses relâmpagos e trovadas e voltar ao céu azul e tranquilo, Flávio vai ter de se dedicar bastante. E torcer para que outras bordoadas como essas não apareçam. Siga pelo Instagram: @polito Fonte: Jovem Pan
- Ancelotti quebra o silêncio após eliminação do Brasil: ‘Dor é grande, mas a confiança não muda’
Técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, em Brasil e Noruega, no domingo (5) - DANILO FERNANDES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Com contrato renovado com a Seleção até 2030, ano da próxima Copa do Mundo, italiano não deve retornar ao Brasil nesta terça-feira (07) no voo que traz parte do elenco brasileiro Após 24 horas da eliminação do Brasil da Copa do Mundo, em sua pior campanha desde 1990, o técnico italiano, Carlo Ancelotti, falou sobre a despedida precoce da Seleção do Mundial. Em uma publicação no Instagram nesta segunda-feira (06), ele escreveu: “Hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda. Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção. Sempre juntos. Sempre Brasil!” A Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo no domingo (05), após perder de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Resultado que aumentou a invecibilidade dos noruegueses sobre o Brasil – eles nunca perderam para a Seleção na história – e também fez a canarinha cair nas oitavas de final pela primeira vez em 36 anos. O último desempnho negativo tinha sido em 1990, quando o Brasil foi eliminado pela Argentina. Com contrato renovado com a Seleção até 2030, ano da próxima Copa do Mundo, que vai ser disputada em seis países – Argentina, Uruguai, Paraguai, Marrocos, Espanha e Portugal – o italiano não vai retornar ao Brasil nesta terça-feira (07) no voo que traz parte do elenco brasileiro para o Brasil. Ancelotti e parte de sua comissão técnica deixaram nesta segunda-feira o hotel que serviu de base para a Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, em Basking Ridge, Nova Jersey. O italiano e sua equipe ganharam alguns dias de folga. Ele viajará para Vancouver, no Canadá, onde tem residência. A previsão é que retorne ao Rio no fim de julho para iniciar o novo ciclo à frente da Seleção Brasileira, visando à Copa do Mundo de 2030. Compromissos do Brasil em 2026 Apesar da eliminação na Copa do Mundo, o Brasil ainda tem compromisso oficial neste ano, que marca o início do novo ciclo da Seleção mirando a competição que acontece daqui quatro anos. A próxima convocação ocorrerá na primeira quinzena de setembro, de olho na Data Fifa entre 21 de setembro e 6 de outubro. O Brasil enfrentará a Austrália, na Oceania, nos dias 25 e 29 de setembro e, se desejar, poderá disputar mais duas partidas na região. Um terceiro amistoso na Ásia também não está descartado. Será nesse período que Ancelotti começará a colocar em prática as “novas ideias” mencionadas na entrevista coletiva após a eliminação para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no último domingo. Fonte: Jovem Pan
- Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil por causa de PCC e CV
O Ministro Mauro Vieira participa de sessão solene de abertura do Seminário “Diplomacia e Relações Internacionais: Passado, Presente e Futuro”, em comemoração aos 80 anos do Instituto Rio Branco. Foto: Carlos Cruz/MRE. Assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o texto responde a um Pedido de Informação da Câmara Em documento oficial enviado à Câmara dos Deputados no último dia 1º, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) reconhece explicitamente o temor de que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos possa abrir caminho para ações extraterritoriais americanas, inclusive de natureza militar, em território brasileiro. Assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o texto responde a um Pedido de Informação da Câmara e representa a manifestação mais direta do governo Lula sobre os riscos da medida unilateral anunciada por Washington. Segundo o documento, a designação das facções como terroristas “poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal”. Vieira vai além e afirma de forma clara: “Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”. O chanceler destaca que a decisão americana é um “ato unilateral” e que o Brasil tem externado oposição a ela, mas alerta para possíveis impactos graves na soberania e na economia nacional. A classificação, que entrou em vigor em junho, permite que autoridades dos EUA apliquem medidas com “amplo grau de discricionariedade”, atingindo até pessoas ou empresas sem ligação direta com as facções. Impacto no Mercosul A designação das facções como terroristas pelos EUA não afeta apenas o Brasil, mas pode gerar repercussões diretas no Mercosul, bloco econômico que o país integra ao lado de Argentina, Paraguai e Uruguai (com Bolívia em processo de adesão). Especialistas e fontes diplomáticas consultadas apontam que a medida cria um precedente perigoso para a integração regional. Se os EUA passarem a tratar o PCC e o CV como organizações terroristas globais, instituições financeiras e empresas do Mercosul poderiam enfrentar sanções secundárias americanas caso mantenham relações comerciais ou financeiras com entidades brasileiras suspeitas de ligação indireta com as facções. Isso inclui bancos, cooperativas de crédito e até operações de comércio exterior dentro do bloco. No âmbito do Mercosul, o risco é de fragmentação econômica. Países como Argentina e Uruguai, que já mantêm boas relações com Washington, poderiam ser pressionados a adotar medidas alinhadas à política antiterrorismo dos EUA, o que enfraqueceria a harmonização de normas comerciais e financeiras do bloco. Uma eventual aplicação extraterritorial de sanções poderia, por exemplo, complicar o funcionamento do sistema de pagamentos regional ou afetar acordos de livre comércio em negociação com outros blocos. Além disso, o alerta do Itamaraty sobre possível uso da força militar levanta preocupações com a estabilidade geopolítica da América do Sul. Uma ação unilateral americana em solo brasileiro seria vista como violação da soberania não só pelo Brasil, mas por todo o Mercosul, potencialmente reacendendo debates sobre intervencionismo externo na região. Diplomatas brasileiros consultados pela coluna temem que isso complique negociações do bloco com os EUA e a União Europeia, além de fortalecer narrativas antiamericanas em governos de esquerda na região. O chanceler Mauro Vieira, em conversas reservadas, tem enfatizado a necessidade de preservar a autonomia do Mercosul frente a pressões externas, especialmente em ano eleitoral no Brasil. A classificação das facções é vista como um teste à coesão do bloco e à capacidade do Brasil de liderar uma resposta coletiva. A preocupação do Itamaraty surge após o Departamento de Estado dos EUA, sob o secretário Marco Rubio, incluir PCC e CV na lista de organizações terroristas. O governo brasileiro vê a medida como contraproducente e lesiva, argumentando que as facções são organizações criminosas motivadas por lucro, e não grupos terroristas no sentido ideológico definido pela legislação nacional. Além da possibilidade militar, há temores de sanções financeiras, restrições migratórias e interferências que poderiam afetar a estabilidade econômica e a soberania do país. O Planalto e o Itamaraty têm dialogado internamente e com os EUA para mitigar os efeitos, mas até o momento evitam confrontos públicos diretos. Especialistas consultados avaliam que, embora uma incursão militar em larga escala seja improvável, a classificação abre precedentes jurídicos perigosos para operações seletivas ou pressões externas. Fonte: Jovem Pan
- Michelle Bolsonaro tenta conter repercussão negativa após elogio a programa de Lula
Michelle Bolsonaro em coletiva - Reprodução Ex-primeira-dama diz que pauta está ‘acima de qualquer ideologia ou partido’ A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou neste sábado (4) uma nova mensagem nas redes sociais para tentar conter a repercussão negativa causada por seu elogio, na sexta-feira (3), à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo Lula. No novo post, Michelle afirma que a defesa das pessoas com deficiência é uma pauta que está “acima de qualquer ideologia ou partido” e cita como exemplo a sanção, por Jair Bolsonaro, da Lei Amália Barros, um projeto de autoria de um parlamentar do PT que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial. Segundo ela, o marido avaliou o mérito da proposta independentemente de quem a apresentou. A ex-primeira-dama também alega que a política de educação bilíngue para surdos foi elaborada ainda durante o governo Bolsonaro, mas teve a tramitação atrasada por uma ação judicial, o que teria impedido sua entrega antes do fim do mandato. Ela conclui afirmando que o mais relevante não é a autoria da política, mas seus beneficiários, e parabeniza novamente a comunidade surda. Críticas a Michelle A publicação é uma resposta à reação de parte da base bolsonarista após Michelle classificar o programa do MEC como um “sonho realizado” e parabenizar a comunidade surda em post na sexta-feira. A repercussão negativa levou parlamentares e lideranças do PL a compartilharem críticas nas redes, incluindo montagens da ex-primeira-dama associada ao PT e acusações de traição. O episódio se soma à crise que já se desenhava dentro do PL. Na semana anterior, Michelle havia divulgado um vídeo relatando um desentendimento com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro, a quem acusou de tê-la tratado com desrespeito em uma ligação telefônica. Flávio pediu desculpas publicamente horas depois. A situação gerou divisão entre parlamentares do partido e culminou na saída de Michelle do comando do PL Mulher. Fonte: Jovem Pan
- Seleção luta neste domingo contra “fantasmas europeus”, tenta quebrar tabus e chegar entre os oito melhores da Copa
Seleção Brasileira de Futebol 2002 - Reprodução / Museu do Futebol A última vez em que o Brasil eliminou uma equipe do velho continente no mata-mata foi em 2002 Seria melhor não ficar pensando nos desafios históricos que a seleção tem pela frente hoje na Copa, às 17h (horário de Brasília), contra a Noruega, em Nova Jersey. Depois da conquista do penta em 2002, quando passou por Bélgica, Inglaterra, Turquia e Alemanha, na final, o Brasil jamais superou um europeu em mata-mata. Pelo contrário, desde 2006 a camisa amarela foi eliminada dos mundiais por equipes do velho continente. Eliminações da seleção brasileira nos últimos vinte anos 2006 – França 1×0 Brasil – quartas de final 2010 – Holanda 2×1 Brasil – quartas de final 2014 – Alemanha 7×1 Brasil – semifinal 2018 – Bélgica 2×1 Brasil – quartas de final 2022 – Croácia 1×1 Brasil (4×2 – nos pênaltis) – quartas de final O bom desempenho da seleção brasileira, neste domingo, vai depender da montagem do time por Carlo Ancelotti. Martinelli é o favorito para ocupar o lugar de Lucas Paquetá, machucado. Por outro lado, Rafinha já está praticamente recuperado, mas vai começar no banco. Rayan deve iniciar uma partida novamente. Além do desafio de ganhar da Noruega pela primeira vez na história, a missão de parar o gigante Haaland está nos pés da dupla sólida de zagueiros: Marquinhos e Gabriel Magalhães. A Copa de 2026 não é parâmetro para grandes comparações por ser a maior de todos os tempos. Entretanto, a última vez que a seleção não passou das oitavas de final foi em 1990, na Itália. A eliminação para a Argentina veio depois de uma jogada de gênio de Maradona e o gol de Caniggia. O vencedor do duelo entre Brasil e Noruega vai enfrentar o ganhador da partida entre México e Inglaterra, às 21h, no Estádio Azteca. Neste sábado, em Houston, o Marrocos foi irreconhecível no primeiro tempo, mas melhorou no segundo e derrotou o Canadá, 3 a 0, e garantiu vaga nas quartas de final. Os africanos vão pegar a França que sofreu com o “clima de Libertadores” imposto pelo Paraguai, na Filadélfia. A partida foi tensa e os jogadores se estranharam em inúmeros momentos. A equipe sul-americana fez de tudo para segurar o adversário e conseguiu até os 25 minutos do segundo tempo. O VAR confirmou um pênalti cometido por Diego Gómez em Désiré Doué. Mbappé converteu e chegou ao sétimo gol dele na Copa e agora está empatado com Messi, mas com um de desvantagem em relação ao craque argentino na contagem geral dos mundiais: 20 a 19. A França continua como favorita, mas deixou a desejar no duelo deste sábado. A história mostra que não se ganha de véspera. Fonte: Jovem Pan
- Maduro é processado nos EUA por execuções sumárias na Venezuela
EFE/Miguel Gutiérrez O processo, de 44 páginas, apresentado na terça-feira, alega que Maduro ordenou que as Forças de Ação Especial da Polícia Nacional (Faes) executassem os homens entre 2017 e 2020 As famílias de cinco jovens mortos na Venezuela processaram o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro em um tribunal dos Estados Unidos, acusando-o de ordenar execuções sumárias como parte de um padrão mais amplo de violência estatal. O processo, de 44 páginas, apresentado na terça-feira, alega que Maduro ordenou que as Forças de Ação Especial da Polícia Nacional (Faes) executassem os homens entre 2017 e 2020. O processo alega que as vítimas estão entre as milhares de pessoas mortas sob o comando de Maduro por unidades como as Faes, que foram dissolvidas em 2021 após denúncias de abusos, inclusive por parte das Nações Unidas. Maduro está preso em Nova York aguardando julgamento por acusações de tráfico de drogas, após ter sido deposto pelas forças armadas dos EUA em uma operação na Venezuela em janeiro. Durante sua presidência, de 2013 a 2026, ele foi acusado várias vezes de usar a repressão para se manter no poder. A ação civil, apresentada em um tribunal federal no Brooklyn, argumenta que os assassinatos dos cinco jovens seguiram um padrão conhecido de execuções sumárias sob o governo de Maduro. O processo descreve como agentes das Faes chegavam aos bairros das vítimas de madrugada, vestidos inteiramente de preto e com os rostos cobertos, e separavam os homens de suas famílias antes de atirar neles. Em seguida, as autoridades fabricavam histórias segundo as quais as vítimas teriam “resistido à autoridade”. “Maduro usou as Faes como instrumento político e mecanismo de controle social para reprimir violentamente a dissidência, aterrorizar bairros de baixa renda e eliminar a oposição política”, afirma o processo. “De fato, as Faes são amplamente consideradas um ‘esquadrão da morte’ ou ‘grupo de extermínio'”, acrescenta. O processo argumenta que o Judiciário venezuelano impediu a responsabilização pelos assassinatos. As famílias, cujas identidades estão sendo protegidas por razões de segurança, entraram com o processo com base na Lei de Proteção às Vítimas de Tortura dos Estados Unidos e buscam indenização financeira de Maduro. Espera-se que Maduro solicite imunidade como chefe de Estado, informou o The New York Times. Em seu processo criminal, no qual é acusado juntamente com sua esposa, Cilia Flores, Maduro se declarou um “prisioneiro de guerra”. Ele se declarou inocente das acusações que enfrenta, entre elas conspiração para importar cocaína e posse de armas. Fonte: Jovem Pan
- Flávio rebate Michelle sobre participação em festa de Vorcaro: ‘Completamente desinformada’
Flávio Bolsonaro durante coletiva de imprensa - Bruno Peres/Agência Brasil Durante a declaração, o senador afirmou que sua única conexão com o banqueiro é relacionada ao filme de Jair Bolsonaro O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quarta-feira (1º) que, se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro quis insinuar que ele já esteve em uma festa do banqueiro Daniel Vorcaro, ela está “completamente desinformada”. A declaração foi feita em um encontro do senador com mulheres de direita, organizado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ele parabenizou Michelle pelo trabalho como presidente do PL Mulher um dia após ela anunciar sua saída do cargo, mas disse não entender o motivo dela ter publicado o vídeo o criticando. “Vou parabenizar mais uma vez a Michelle pelo o que ela fez no PL Mulher, mas, o que ela fez, ou ela está sendo induzida, ou não dá para entender muito bem”, falou o senador. Além da postagem em que diz ter sido “humilhada” e “maltratada” por Flávio. Ela republicou um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) sobre uma suposta festa de Vorcaro em que “deputados, senadores e governadores, homens que defendem a família” teriam participado. A publicação foi feita momentos antes do jogo da Copa do Mundo entre Brasil e Japão, na segunda-feira (28) em meio a crise com o enteado. “Quando ela pega um vídeo do Garotinho e coloca na rede social dela insinuando que eu posso estar em uma festa do Vorcaro, ela está completamente desinformada”, disse o senador. Ele ainda garantiu que a única relação que tem com Vorcaro é sobre o filme “Dark Horse” do ex-presidente Jair Bolsonaro.” meu pai, “É minha única conexão, a única. Nunca entrei em avião de Vorcaro e nunca fui em ‘festinha de astronauta’ dele também”, afirmou. Ele finalizou ao dizer que continua aberto para retomar as relações com Michelle. “Mais uma vez aqui eu quero dizer para a Michelle que continua a porta aberta, continua o coração aberto, para a gente resgatar o nosso Brasil”. Fonte: Jovem Pan
- Atlas/Bloomberg: 52,3% desaprovam trabalho de Lula na Presidência
Lula registrou queda na aprovação e desaprovação de seu trabalho - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Pesquisa mostrou também que o governo do petista é avaliado como ruim ou péssimo por 48,3% Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) mostrou que 52,3% desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já 45,9% disseram aprovar a gestão do petista. Ambos percentuais sobre o trabalho de Lula registraram uma queda em comparação a última rodada. Em 26 de abril, 53% disseram desaprovar a gestão do petista, enquanto 47% afirmaram aprovar. Sobre a percepção do governo Lula, 48,3% disseram avaliar como “ruim/péssimo”. Já 39,7% responderam ser “ótimo/bom”. Na comparação com a última rodada, a avaliação negativa registrou queda. Antes, 51% disseram que o governo Lula é “ruim/péssimo”. A percepção positiva também caiu. Em 26 de abril, 42% havia respondido “ótimo/bom”. Já a avaliação regular cresceu de 7% aos atuais 12%. De 26 a 30 de junho, o Instituto AtlasIntel entrevistou 4.999 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 25 de junho com número BR-04582/2026. Fonte: Jovem Pan
- Com gol nos acréscimos, Brasil vira jogo épico contra o Japão e vai às oitavas da Copa
O Brasil enfrenta Costa do Marfim ou Noruega, no próximo domingo (5), às 17h - ALEXANDRE BRUM/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Gabriel Martinelli virou a partida para colocar a Seleção na próxima fase O Brasil derrotou o Japão nesta segunda-feira (29) por 2 a 1, pela fase de 16-avos da Copa do Mundo. A Seleção agora enfrenta o vencedor de Costa do Marfim e Noruega, nas oitavas de final. A Seleção Brasileira chegou para a partida depois de uma fase de grupos em que o time foi melhorando a cada partida, depois de empate contra Marrocos e vitória por 3 a 0 contra Haiti e Escócia. O treinador Carlo Ancelotti consegue repetir a escalação pela primeira vez, achando no jovem Rayan o substituto para Raphinha pela direita. O Japão vinha de um grupo fortíssimo com Holanda, Suécia e Tunísia, que destoava com pouca qualidade. Depois de dois empates, contra Holanda e Suécia, e uma goleada contra Tunísia, o time de Hajime Moriyasu chegava embalado com um time rápido, de posse de bola precisa e contra-ataques matadores. No primeiro tempo, o Brasil começou melhor, com diversas chances perigosas. Porém, em saída de contra-ataque do Brasil, o meia Kaishu Sano conseguiu vencer Casemiro na velocidade e finalizou de fora da área, tirando Alisson da jogada para abrir o placar. O Brasil pareceu sentir o gol e não conseguiu mais levar perigo ao Japão, com uma posse de bola estéril. No segundo tempo, a história foi diferente. O Brasil veio para o tudo ou nada com Endrick no lugar de Lucas Paquetá, que saiu com dores na coxa esquerda. A aposta em se lançar completamente ao ataque deu resultados. O Brasil fez um abafa durante todo o segundo tempo, com diversos cruzamentos na área. Porém, quando colocou a bola no chão, nos últimos minutos de jogo, Bruno Guimarães, um dos melhores do Brasil no jogo, achou Gabriel Martinelli dentro da área para virar o jogo. O Brasil enfrenta Costa do Marfim ou Noruega no próximo domingo (5), às 17h. Japão oportunista O Brasil chegou com perigo com menos de um minuto de jogo. A Seleção começou comandando a posse de bola e fazendo pressão alta, fugindo da característica normal do time de Ancelotti. Em um momento curioso, em uma das chances perigosas do Brasil, Bruno Gimarães finalizou na cara de Lucas Paquetá, que já tinha acusado sentir a coxa direita no início do jogo. O bombardeio brasileiro não parava. Teve mais duas chances perigosas antes dos 15 minutos, com Matheus Cunha e Bruno Guimarães de novo. O jogo então se estabilizou. O Japão ficava postado, esperando a chance de contra-atacar nos espaços deixados pelas linhas intermediárias do Brasil. E foi em uma roubada de bola após um erro de passe de Danilo, enquanto o Brasil organizava um contra-ataque. Kaishu Sano correu reto, praticamente sem marcação, finalizou de fora da área e anotou o primeiro gol da partida, colocando no canto e tirando Alisson da jogada. Casemiro, já amarelado, não conseguiu chegar a tempo de dar o bote. O Japão é letal com uma de três finalizações no primeiro tempo. O Brasil tinha 76% de posse de bola com 36 minutos, mas agora tinha muito mais dificuldade para finalizar no time fechado dos “Samurais Azuis”. A lentidão do time brasileiro começava a apresentar suas deficiências. A Seleção não conseguiu se aproveitar das roubadas de bola para ligar contra-ataques e pegava o time japonês fechado. Fica pelo segundo tempo. Virada histórica Endrick entrou no segundo tempo no lugar de Lucas Paquetá. O Brasil ia para o tudo ou nada. Com seis minutos, Bruno Guimarães obrigou Zion Suzuki a fazer uma boa defesa. Alguns minutos depois, Casemiro cabeceou uma bola que bateu tanto na zaga como no goleiro, e que ficou a centímetros de entrar, mas não entrou. O gol estava sendo ensaiado. Casemiro, de novo, conseguiu cabecear no segundo pau após cruzamento de Gabriel Magalhães e empatar o jogo. O Brasil vinha pela virada. Vini Jr. deu uma bela caneta, arrancou e chamou o zagueiro japonês para dançar, e quase fez um golaço. Suzuki tocou na bola o suficiente para a bola tocar a trave e não entrar. O Brasil agora levava perigo constante, e o Japão parecia estar satisfeito com o empate. A Seleção rodava a bola sem arriscar tanto. Já no começo dos acréscimos, Casemiro finalmente ficou sem gás. Vem, Fabinho. Faltando dois minutos para acabar o jogo, Bruno Guimarães, que fez uma partida de gala, achou Gabriel Martinelli dentro da área para virar a partida com uma finalização no cantinho direito do goleiro Suzuki. O time de Ancelotti vai aos trancos e barrancos para as oitavas de final. O bom time do Japão morre na praia de novo, sem nunca ter passado no mata-mata de Copas do Mundo. Fonte: Jovem Pan
- Em encontro com Flávio Bolsonaro, Milei diz que ‘onda azul’ vai chegar ao Brasil
Por sua vez, Flávio disse que a vitória de partidos de direita no continente é um "basta" em governos de esquerda - Divulgação Senador afirmou ontem que os brasileiros sentem 'inveja' de seus vizinhos sul-americanos O senador Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou nesta segunda-feira (29) com o presidente da Argentina, Javier Milei, na residência oficial da Presidência, a Quinta de Olivos. O pré-candidato ao Palácio do Planalto cumpre uma série de agendas no país vizinho. Durante a reunião, Milei afirmou ter certeza de que a “onda azul” irá chegar ao Brasil esse ano, fazendo referência à cor normalmente associada a partidos de direita na América do Sul. Por sua vez, Flávio disse que a vitória de partidos de direita no continente é um “basta” em governos de esquerda. O brasileiro também falou ao presidente da Argentina que a eleição de outubro será “a última peça que falta no mapa da direita no continente”. O senador fica no país até amanhã e ainda deve encontrar Milei de novo na noite desta segunda-feira. Neste domingo (28), Flávio discursou na abertura da Latin America Chairmen’s Conference, evento da comunidade judaica global, em Buenos Aires, e teceu elogios ao mandatário argentino. O postulante à Presidência destacou as recentes vitórias da direita na América do Sul, como no Peru e na Colômbia, e disse que os brasileiros sentem “inveja” de seus vizinhos sul-americanos. “Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa hoje com um pouco de inveja. Porque, enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda”, disse Flávio Bolsonaro. ‘Irmão da Argentina’ O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou as medidas econômicas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o Brasil voltará a ser “irmão da Argentina”. “Enquanto o presidente Milei punha ordem na casa, Lula desordenava a nossa”, afirmou o senador, criticando os patamares das taxas de juros de cartões de crédito no mercado brasileiro. “Quero terminar dizendo algo que falei na semana passada, na Marcha para Jesus: a partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca”, disse. Lula é antissemita, acusa Flávio Em tom de pré-campanha e mirando a eleição presidencial de 2026, o senador criticou a atual condução da política externa e da segurança pública no Brasil, projetando uma guinada ideológica em caso de vitória nas urnas em outubro. O senador repudiou o posicionamento oficial do governo brasileiro em fóruns internacionais a respeito do conflito na Faixa de Gaza: “Ali disse uma frase que quero repetir em voz alta e clara, porque falo com convicção: Lula é antissemita.” “No meu primeiro dia como presidente, vou retirar as credenciais e o embaixador do Brasil em Teerã, e restabelecer o novo embaixador de Israel em Brasília. Em 2027, o Brasil não só voltará a ter embaixador perante Israel, mas dará o passo de mover sua embaixada para a capital de Israel, Jerusalém”, disse. *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan
- SC vai à Justiça contra Lula por falas que teriam associado o estado ao racismo
SC vai à Justiça contra Lula por falas que teriam associado o estado ao racismo - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Governo catarinense afirma que declarações do presidente foram ofensivas e pede retratação por comparação feita durante evento em Itajaí O governo de Santa Catarina anunciou nesta quinta-feira (26) que ingressou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por declarações feitas durante visita a Itajaí, no litoral norte do estado. Segundo o governo catarinense, Lula fez uma fala considerada xenofóbica ao comentar a política de cotas raciais e criticar posicionamentos do governador Jorginho Mello (PL). A administração estadual afirma que o presidente insinuou que os catarinenses seriam racistas, se considerariam superiores a moradores de outros estados e citou o ditador Adolf Hitler durante o discurso. D Para o governador Jorginho Mello, as declarações extrapolaram os limites da disputa política. “Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, afirmou. A fala de Lula ocorreu durante um evento federal em Itajaí. Na ocasião, o presidente criticou a oposição às políticas de cotas raciais e ironizou a ausência de Jorginho Mello, um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre os governadores. Em seu discurso, Lula relacionou a resistência às políticas afirmativas a preconceitos históricos e citou Hitler ao abordar o tema do racismo. “Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”, disse o petista. Não tem um cara que é branco e é melhor do que qualquer negro, o cara que é nordestino e é pior do que qualquer um do fundo do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou”, completou. Ao justificar a medida judicial, o governo catarinense destacou dados migratórios para rebater o que considera uma generalização contra a população do estado. Segundo a gestão estadual, Santa Catarina foi o estado que mais recebeu migrantes de outras unidades da federação nos últimos dez anos, com mais de 500 mil novos moradores. “Só o fato de Santa Catarina ser o estado que mais acolhe brasileiros de outras regiões já desmonta essa fala criminosa do presidente Lula. Se aqui fosse esse lugar de preconceito que ele tentou pintar, por que tanta gente escolheria Santa Catarina para viver, trabalhar, criar seus filhos e fugir da violência e da desigualdade?”, questionou Jorginho Mello. Em nota, o governo estadual afirmou que a declaração do presidente reforça um discurso discriminatório contra Santa Catarina e os catarinenses, motivo pelo qual decidiu acionar as instituições competentes. Até o momento, a Presidência da República não comentou o anúncio da representação apresentada pelo governo catarinense à PGR. Fonte: Jovem Pan
- Com voto de Fux, STF forma maioria para liberar parte dos ‘penduricalhos’
Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Carlos Moura / STF Decisão da Corte autoriza o pagamento de verbas retroativas, férias e gratificações para magistrados e membros do Ministério Público O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, neste sábado (7), para liberar o pagamento de parte das verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”, a magistrados e integrantes do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux, a Corte chegou ao placar de 6 a 0 para autorizar o recebimento de valores retroativos de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais que estavam suspensos. A decisão estabelece que esses pagamentos podem ser realizados desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) tenham verificado a legalidade das verbas. Os valores referem-se a períodos acumulados antes da definição das novas regras da Corte, em março deste ano, e que não foram aproveitados por necessidade do serviço público. D O julgamento ocorre no plenário virtual e analisa recursos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de entidades de classe contra restrições impostas anteriormente pelo STF. O voto conjunto dos relatores — ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes — flexibilizou regras anteriores, permitindo, por exemplo, a conversão de plantões presenciais em dinheiro e a acumulação de gratificações por atuação em comarcas de difícil provimento. Os ministros que compõem a maioria propuseram que o pagamento dessas indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público – atualmente em R$ 46,3 mil. No entanto, o ministro Luiz Fux abriu uma divergência parcial quanto a esse ponto. Fux defende que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que a reparação deve ser integral. O voto da maioria também validou a Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC), benefício semelhante ao quinquênio, que concede adicional de 5% a cada cinco anos trabalhados, limitado a 35%. O benefício será pago automaticamente, inclusive para aposentados, até que o CNJ e o CNMP editem normas específicas. Proibições Apesar da liberação de diversas verbas, os ministros mantiveram a proibição do pagamento de auxílio-alimentação, assistência pré-escolar e auxílio-creche solicitados pelas associações. Também foi vedada a utilização do mesmo tempo de serviço para o cálculo simultâneo de diferentes adicionais de antiguidade. Além dos relatores e de Luiz Fux, o ministro Edson Fachin também votou a favor da liberação das verbas. O julgamento virtual está previsto para encerrar na terça-feira (30). Ainda restam os votos dos ministros Cármen Lúcia, André Mendonça, Nunes Marques e Dias Toffoli. Fonte: Jovem Pan
- Equador desencanta, vence a poderosa Alemanha e vai para a segunda fase da Copa
O Equador do argentino Sebastian Beccacece vinha sendo uma grande decepção na Copa - WILLIAM VOLCOV/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO Apesar da derrota, o time de Julian Nagelsmann se classificou em primeiro lugar do Grupo E O Equador venceu a Alemanha nesta quinta-feira (25), pelo Grupo E da Copa do Mundo de 2026, por 2 a 1, de virada. Com o resultado, a Alemanha se classifica para a fase de 16 avos em primeiro lugar. Já o Equador também se classificou para o mata-mata, fazendo a melhor campanha de um terceiro colocado até aqui. A Alemanha era franca favorita para a partida. Depois de atropelar Curaçau pelo traumático (para os brasileiros) placar de 7×1, também venceu por 2 a 1 a forte seleção da Costa do Marfim, que se classificou na segunda posição apos vitória contra Curaçau. Apesar dos gols marcados contra o time africano, e um na estreia, além de duas assistências, o centroavante Deniz Undav começou o jogo no banco. O time de Julian Nagelsmann também se recuperava da perda de Nico Schlotterbeck, que se lesionou e perde o resto da Copa. Antonio Rüdiger assume o posto. O Equador do argentino Sebastian Beccacece vinha sendo uma grande decepção na Copa. Classificado em segundo lugar nas eliminatórias Sul-Americanas, perdeu na estreia e empatou sem gols com a fraquíssima seleção de Curaçau. Os sul-americanos precisavam vencer para sonhar com a vaga na próxima fase. O jogo começou quente. Com dois minutos de partida, craque Leroy Sané, que estava um pouco apagado até então, marcou seu primeiro gol na Copa. Mas o Equador não ia vender barato a vaga e empatou a partida oito minutos depois com uma pancada de Angulo de fora da área para vencer o lendário Manuel Neuer. No segundo tempo, o jogo de poucas chances sorriu para Gonzalo Plata, que marcou seu gol após escanteio e colocou o Equador no mata-mata. O time mostra finalmente que poderia jogar mais do que veio apresentando até aqui na Copa do Mundo, e que pode fazer barulho nas eliminatórias. Começo agitado A Alemanha não quis saber dos problemas do Equador. Com 2 minutos de jogo, Aleksandar Pavlović encontrou Florian Wirtz na área, que rolou para o livre Leroy Sané, que marcou seu primeiro gol nesta Copa. Mas o Equador não estava morto. Considerada por muitos como a melhor geração da história do país, o time de Beccacece estava devendo na competição. Marcando um pouco mais alto, a bola sobrou para Nilson Angulo finalizar uma pancada do lado direito do gol do lendário Manuel Neuer para igualar o placar. Tudo igual em Nova Jersey. Depois do gol, o Equador cresceu na partida e começou a criar chances, melhores que as da Alemanha. Pelo menos na raça, os equatorianos conseguiram nivelar o jogo e levar o empate para o intervalo. Chegou o gol Na volta para a segunda etapa, o zagueiro Joel Ordónez, do Equador, conseguiu a proeza de fazer um pênalti com menos de um minuto de partida. Para sorte dele, Sané fez falta no início do lance e o pênalti foi anulado. Undav, sensação alemã na Copa, vinha para a partida no lugar de Kai Havertz. Do lado equatoriano, Ener Valencia continuava sua sina de tentar marcar gols. Recebeu uma bola pelo lado direito do campo e finalizou de fora da área, mas parou em Neuer. Foi substituído logo depois. Jonhatan Tah teve dificuldade de proteger uma bola lançada e deixou o goleiro alemão vendido. Procurado dentro da área após recuperação do ataque, Gonzalo Plata pegou mal na bola e desperdiçou a boa chance para os equatorianos. Entretanto, o atacante do Flamengo conseguiu se redimir na partida. Em cobrança de escanteio, ninguém da Alemanha subiu mais que Kevin Rodriguez, que cabeceou a bola em direção ao gol e achou Plata, que mandou para dentro de biquinho depois de se adiantar ao goleiro Neuer. O Equador finalmente apareceu na Copa do Mundo, com um time competitivo que pode surpreender na fase de mata-mata. Fonte: Jovem Pan
- Após polêmica, Flávio diz que ele e Michelle querem ‘livrar o Brasil das mãos do PT’
Flávio em vídeo sobre polêmica com Michelle - Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro O senador publicou um vídeo nesta quinta-feira (25) para esclarecer relação com a ex-primeira-dama que diz ter sido 'humilhada' por ele O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse em um vídeo publicado nesta quinta-feira (25) que tem certeza que ele, Michelle Bolsonaro e o Brasil tem o objetivo de “livrar o Brasil das mãos do PT”. A declaração foi feita após polêmica entre ele e a ex-primeira-dama gerada a partir de um vídeo divulgado pela esposa de Jair Bolsonaro na tarde de quarta-feira (24). Segundo a ex-primeira-dama, Flávio a “apunhalou” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE) que é presidente do PL no Ceará. Fernandes declarou apoio ao pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) que, conforme Michelle, chamou ao próprio Flávio e seus irmãos de corruptos e de “ovos de serpentes nazistóides”. Na publicação, disse ainda que o convite para a reunião organizada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) com lideranças femininas de direita, está de pé. “O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT”, disse. Michelle x Flávio Michelle comentou sobre as postagens de Flávio a criticando após opiniões da ex-primeira-dama em relação ao PL Ceará. “Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo. Defendendo André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com Ciro“, disse. Além do senador, na época, os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro também comentaram com textos contra Michelle. “Não foi só ele, os irmão vieram juntos – de forma coordenada – com textos bem parecidos uns com os outros. Pareceu combinado, premeditado.” Ela disse também que viu o celular para checar se havia alguma mensagem ou ligação perdida de Flávio depois de ver a publicação, com esperança que ele tivesse tentado falar com ela antes de vir a público. “Peguei o telefone e procurei mensagens do Flávio, ligação perdida, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil. Não tinha nada”, acrescentou. Por fim, Michelle disse ainda que Flávio vai toda semana em sua casa e, se ele quisesse o apoio da ex-primeira-dama, já teria dito. “O Flávio vai para a minha casa toda semana, mais de uma vez, se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado. Se considerasse necessário o meu apoio, já teria conversado. Estou na minha, continuarei recolhida. Não o procurei mais também.” Fonte: Jovem Pan
- Intervenção pode revelar ‘saco sem fundo’ nas contas do Consórcio Guaicurus
Prefeitura decretou a intervenção no Consórcio Guaicurus (Leonardo de França, Jornal Midiamax) Equipe de intervenção acessou contas que revelam caos financeiro deixado pelos donos do Consórcio; interventor-chefe questiona 'como chegou nesse ponto?' Uma semana após a prefeita Adriane Lopes (PP) decretar intervenção no Consórcio Guaicurus, a equipe de interventores já acessou as contas e um primeiro levantamento pode revelar o ‘saco sem fundo’ na contabilidade da concessionária. Ao Jornal Midiamax, o interventor-chefe, o advogado Aléxandro de Oliveira, revelou o caos financeiro deixado pelos donos do Consórcio Guaicurus: “A gente já tinha conhecimento dessa situação financeira. Agora, precisamos saber o porquê desse malabarismo, por que chegou nesse ponto?”, diz, demonstrando preocupação de como as finanças eram conduzidas pelos gestores – suspensos dos cargos durante os 180 dias da intervenção. O principal objetivo da equipe de intervenção, neste primeiro momento, é manter o serviço funcionando: “A gente conseguiu pagar a folha na sexta-feira e foi uma grande vitória. A preocupação é não parar a operação. Conseguimos e estamos tomando conta do ambiente”, revelou. Outro ponto que será tratado com prioridade será entender por que esse serviço estava sendo feito de forma tão precária na mão dos donos do Consórcio Guaicurus: “Temos que entender por que isso vinha acontecendo. São detalhes na operação que podem melhorar situações operacionais que poderiam ser mais adequadas e melhorar o processo. Tudo isso constará no nosso relatório”, concluiu. No decorrer da comissão, a equipe da prefeitura revelou que mesmo com R$ 70 milhões em repasses, o Consórcio Guaicurus estaria à beira da falência. Ao fim da intervenção, após o relatório final, caso a prefeita entenda que os donos do Consórcio não tenham condições de continuar executando o contrato, ela pode decretar a caducidade (extinção por culpa do Consórcio) e abrir uma nova licitação. Aliás, o Midiamax já revelou que estudo sobre uma possível nova licitação será iniciado pela Prefeitura e prevê exigência de ar-condicionado nos ônibus, além de parte da frota movida a gás e biogás. Interventor do Consórcio Guaicurus, Aléxandro Lisandro de Oliveira (Léo de França, Jornal Midiamax) Desfazimento de bens Como já publicado pelo Jornal Midiamax, a família Constantino, que controla o Consórcio Guaicurus vendeu, em 2021, a principal garagem de ônibus, pela metade do valor declarado na contabilidade para uma empresa que pertence aos mesmos sócios da concessionária. O caso consta no processo de intervenção que tramita na Justiça e até um pedido para o Ministério Público abrir investigação criminal contra os donos do Consórcio foi feito. A manobra também será apurada pela equipe de intervenção: ” “Isso está na pauta. Temos que analisar a congruência dessas alegações, a natureza dessa negociação, se prejudicou o contrato e o município”, destacou, Aléxandro. ara o autor da ação, trata-se de fraude por simulação de venda, já que a empresa compradora possui o mesmo quadro societário do Consórcio Guaicurus. O negócio seria ilegal, segundo o autor da ação, já que a garagem seria um bem reversível, que deveria ser incorporado ao patrimônio do município após o fim da concessão. Então, pediu que a Justiça bloqueasse o imóvel para evitar a venda e, ao fim do processo, decretasse a nulidade do negócio. Ainda, requereu o encaminhamento da denúncia ao Ministério Público para possível responsabilização criminal dos donos do Consórcio Guaicurus. Em nota, o Consórcio Guaicurus não comentou sobre os valores da negociação, mas afirmou que seria um imóvel de propriedade da concessionária usado como apoio administrativo e operacional, conforme o contrato de concessão. “No caso do imóvel mencionado, não se tratava de bem reversível ao Município. O Consórcio Guaicurus permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários”. Intervenção A equipe de intervenção tem ainda como membros Rodolfo Bahiense Fernandes (administrativo-financeiro), Alexandre Souza Moreira (jurídico) e Robson Tadeu Pereira (operacional). Agora, o grupo ficará na gestão do Consórcio por 180 dias. Ao fim, será elaborado um relatório sobre a situação da concessionária e a prefeita irá tomar decisão. Uma das possibilidades é decretar a caducidade da concessão (encerramento do contrato por culpa do Consórcio Guaicurus) e o município reassumir o serviço. Fonte: Midiamax
- Interventor vai apurar venda de garagem do Consórcio Guaicurus pela metade do preço
Família Constantino vendeu sede da Viação Cidade Morena pela metade do preço para imobiliária da família com os mesmos sócios. (Léo de França, Jornal Midiamax) Equipe de intervenção vai analisar se desfazimento de bem prejudicou o município No comando do transporte coletivo desde o dia 16 de junho, o interventor-chefe Aléxandro de Oliveira confirmou que vai investigar a venda da garagem do Consórcio Guaicurus. O imóvel teria sido repassado pela metade do preço de mercado para uma empresa controlada pela própria família dos concessionários. À reportagem, Alexandro disse que seu relatório sobre a situação do Consórcio Guaicurus vai contemplar o caso. “Isso está na pauta. Temos que analisar a congruência dessas alegações, a natureza dessa negociação, se prejudicou o contrato e o município”, destacou. A denúncia apresentada à Justiça pelo autor da ação popular do processo de intervenção, Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista, coloca sob suspeita a venda da principal garagem da concessão, da Viação Cidade Morena. Conforme os autos, o imóvel localizado na avenida Gury Marques é onde funciona a sede administrativa do Consórcio Guaicurus e foi vendido pelo valor de R$ 7,7 milhões à Pauma Empreendimentos, empresa do interior de SP que pertence aos mesmos sócios das empresas de ônibus de Campo Grande, todos da família Constantino. Ocorre que a documentação contábil do Consórcio apontava que o imóvel de 40,5 mil metros quadrados era um ativo imobilizado da empresa no valor de R$ 14,4 milhões (no valor líquido de R$ 11,1 milhões após desconto de depreciação). Para o autor da ação, trata-se de fraude por simulação de venda, já que a empresa compradora possui o mesmo quadro societário do Consórcio Guaicurus. O negócio seria ilegal, segundo o autor da ação, já que a garagem seria um bem reversível, que deveria ser incorporado ao patrimônio do município após o fim da concessão. Então, pediu que a Justiça bloqueasse o imóvel para evitar a venda e, ao fim do processo, decretasse a nulidade do negócio. Ainda, requereu o encaminhamento da denúncia ao Ministério Público para possível responsabilização criminal dos donos do Consórcio Guaicurus. Em nota, o Consórcio Guaicurus não comentou sobre os valores da negociação, mas afirmou que seria um imóvel de propriedade da concessionária usado como apoio administrativo e operacional, conforme o contrato de concessão. “No caso do imóvel mencionado, não se tratava de bem reversível ao Município. O Consórcio Guaicurus permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários”. Consórcio sob intervenção No dia 16 de junho, a prefeita Adriane Lopes (PP) decretou a intervenção no Consórcio Guaicurus. A concessionária detém o contrato bilionário para explorar o transporte público de Campo Grande desde 2012 e, de lá para cá, é alvo de reclamações constantes de passageiros. O Consórcio já havia sido alvo da CPI na Câmara de Campo Grande, em 2025, que recomendou a intervenção. Então, a equipe de intervenção, chefiada pelo advogado Aléxandro de Oliveira, assumiu a gestão do conglomerado do ônibus de Campo Grande. Agora, o grupo ficará na gestão do Consórcio por 180 dias. Ao fim, será elaborado um relatório sobre a situação da concessionária e a prefeita irá tomar decisão. Uma das possibilidades é decretar a caducidade da concessão (encerramento do contrato por culpa do Consórcio Guaicurus) e o município reassumir o serviço. O Jornal Midiamax já revelou que estudo sobre uma possível nova licitação será iniciado pela Prefeitura e prevê exigência de ar-condicionado nos ônibus, além de parte da frota movida a gás e biogás. Fonte: Midiamax
- Moraes decide nesta quinta-feira se Bolsonaro continuará em prisão domiciliar
Ex-presidente Jair Bolsonaro no quintal da casa onde ele cumpre prisão domiciliar - Wilton Junior / Estadão Conteúdo Preso por tentativa de golpe de Estado, ex-presidente está em casa desde março, após internação por broncopneumonia O prazo de 90 dias da prisão domiciliar temporária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) termina nesta quinta-feira (25). A continuidade ou não da medida dependerá de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à trama golpista. O cumprimento da pena teve início em novembro do ano passado, primeiro em unidades da Polícia Federal em Brasília e depois na chamada “Papudinha”. A prisão domiciliar foi autorizada em março, em caráter humanitário, após internação por broncopneumonia e sob argumento de necessidade de cuidados médicos contínuos. A medida foi fixada por 90 dias, contados a partir da alta hospitalar, registrada em 27 de março. Bolsonaro permanece desde então em uma casa no bairro Jardim Botânico, em Brasília. Ao fim do prazo, caberá ao STF reavaliar se permanecem os requisitos que justificaram a prisão domiciliar ou se Bolsonaro deverá retornar ao regime anterior. Na sexta-feira (19), um boletim médico apontou melhora no quadro de saúde do ex-presidente, com evolução no tratamento do ombro operado e redução das crises de soluço, além de maior disposição física. O relatório também registra efeitos colaterais como sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio. Em paralelo, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao STF, pela segunda vez, a revogação da prisão domiciliar. Agora o parlamentar cita um episódio em que a escolta de Bolsonaro impediu a intimação da Polícia Civil do Distrito Federal, no âmbito de investigação sobre a apreensão de uma arma com um de seus seguranças. Segundo ele, a medida não estaria sendo plenamente cumprida o que justificaria o retorno ao regime prisional. A polícia havia solicitado a Moraes permissão para interrogar Bolsonaro sobre o caso por videoconferência. O ministro, contudo, determinou que o depoimento seja colhido presencialmente na terça-feira (23), às 15h, na casa onde o ex-presidente cumpre pena. Fonte: Jovem Pan
- Datafolha: avaliação negativa da gestão Lula é de 38%, enquanto positiva, 32%
Lula tem avaliação negativa pior do que em seus dois primeiros mandatos - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO As percepções sobre o trabalho do petista se manteve inalterado em comparação com a rodada anterior da pesquisa Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (20) mostrou que o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é avaliado negativamente por 38% dos eleitores brasileiros. Em contrapartida, 32% dos entrevistados consideram positiva a gestão atual. Já 29% classificam o governo do petista como regular. Em comparação com a pesquisa anterior sobre a avaliação do trabalho de Lula, o percentual de classificação negativa e positiva se manteve inalterado. A variação se deu quanto à percepção regular da gestão do petista, que aumentou de 28% para os atuais 29%. Entre entrevistados com renda familiar de até dois salários mínimos, houve uma queda na avaliação positiva do governo (de 39% a 36%). Já a percepção negativa saltou de 28% para 31%. O levantamento também mostrou haver uma alta da reprovação do governo federal (de 48% a 49%). Já a aprovação se manteve em 48%. Ao todo, 3% não souberam responder. Comparação com Lula 1 e 2 A pesquisa testou ainda a percepção do atual mandato do petista com as passagens anteriores pelo Palácio do Planalto, de 2003 a 2010. Dos entrevistados, 5% disseram que a gestão iniciada em 2003 era “muito melhor”, enquanto 27% responderam que a primeira administração de Lula era “melhor”. Para 25%, o atual mandato de Lula é “pior” do que o primeiro, e 19% disseram ser “muito pior”. Outros 21% responderam permanecer “igual”. O Datafolha destacou que Lula apresenta uma avaliação positiva menor ao registrado no mesmo estágio em seus dois mandatos anteriores. Em 2006, o petista registrava 39% e, em 2010, a percepção favorável era de 76%. Com exceção do ex-presidente Jair Bolsonaro, que obteve 47%, a avaliação negativa de Lula nesta rodada da pesquisa é superior à registrada, no mesmo período, por todos os antigos mandatários desde o primeiro mandato do ex-chefe do Executivo Fernando Henrique Cardoso, em 1995. De 17 a 18 de junho, o Datafolha entrevistou 2.004 pessoas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 23 de junho com número BR-09956/2026. Fonte: Jovem Pan
- Flávio diz que cerne do Caso Master é o PT da Bahia
Flávio Bolsonaro faz ataques ao magistrado e tenta desacreditar o julgamento na Corte - TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Pré-candidato a Presidência deu a declaração em entrevista a Jovem Pan O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira (18) que todos sabiam que a origem do escândalo do Master era do PT da Bahia, em entrevista exclusiva à Jovem Pan, no programa 3 em 1. O comentário vem após operação realizada pela Polícia Federal, que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master. “A gente sabe que foi ali no PT da Bahia o cerne de todo esse esquema que desaguou na questão do Banco Master”, disse. O senador também afirmou que o PT continuará sendo contra a abertura de uma CPI para investigar o caso. “Eles têm algo a temer que eu nunca tive”, disse. Flávio também afirmou, ao ser questionado sobre a atuação de seu irmão nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro, que o membro de sua família nunca pediu a aplicação de taxas ao Brasil para Donald Trump. “O que o Eduardo foi pedir foi a Magnitsky ao Alexandre de Moraes, algo que não estava no controle de Eduardo; são os critérios da lei americana”, disse. Em relação a quem será seu candidato a vice na sua chapa, Flávio não respondeu com nomes, mas disse que tem preferência para que seja uma mulher. Fonte: Jovem Pan
- Plano Brasil Soberano adota novas regras e mais empresas podem aderir
© José Paulo Lacerda/CNI/Direitos reservados Medida ajuda impactados pelo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos Entrou em vigor nesta segunda-feira (8) as novas regras do Programa Brasil Soberano. Agora, um número maior de empresas poderá solicitar linhas de crédito do programa. O governo federal reduziu de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido. As mudanças foram anunciadas na última semana, mas passaram a valer hoje. Com a medida, empresas exportadoras e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio poderão acessar os financiamentos mesmo com perdas menores de receita. Quem será atendido A ampliação beneficia dos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano: Exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos (grupo 1); Exportadores industriais e fornecedores com operações em países do Oriente Médio impactados pelos conflitos na região (grupo 3). Para ter acesso ao crédito, as empresas desses grupos precisarão comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência. Antes, o limite mínimo exigido era de 5%. No caso do grupo 1, as perdas no faturamento deverão ser comparadas com os 12 meses de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para o grupo 3, a apuração deve ser comparada com os 12 meses de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025. Entre os setores contemplados pelo primeiro grupo estão: Aço; Cobre; Alumínio; Automotivo; Moveleiro. Grupo mantido A portaria não altera as regras do terceiro grupo do programa, formado por setores considerados estratégicos para a economia brasileira. Entre eles estão: Têxtil; Químico; Farmacêutico; Automotivo; Máquinas e equipamentos; Eletrônicos e informática; Borracha e plástico; Equipamentos de transporte; Minerais críticos. Como pedir o crédito As empresas dos grupos 1 e 3 poderão consultar a elegibilidade a partir desta quinta-feira (4), por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital. Já as empresas do segundo grupo devem verificar se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) está entre os contemplados pela regulamentação. Linhas disponíveis O Plano Brasil Soberano oferece financiamento para: Capital de giro; Produção destinada à exportação; Aquisição de máquinas e equipamentos; Ampliação da capacidade produtiva; Inovação tecnológica; Adaptação de produtos, serviços e processos. Fonte: Agência Brasil
- EUA propõem taxar o Brasil por omissão no combate ao trabalho escravo
© Michael Reynolds/ EPA/EFE/ Direitos Reservados O governo norte-americano propôs tarifas adicionais de 12,5%. Em novo anúncio, nessa terça-feira (2), o escritório do representante de comércio norte-americano decidiu que 60 economias, incluindo o Brasil, não possuem ou não aplicam proibições à importação de produtos feitos com trabalho forçado. A acusação não é que o Brasil utiliza trabalho escravo na própria produção, mas a investigação aponta falta de mecanismos para impedir a entrada, no mercado brasileiro, de mercadorias produzidas com trabalho forçado por outros países. A partir desse entendimento, o governo norte-americano propôs tarifas adicionais de 12,5% para 54 países. Além do Brasil, também estão na lista Argentina, Chile, China, Colômbia, Índia, Peru, Rússia, África do Sul, Inglaterra, Uruguai e Venezuela. Outro grupo menor, de seis economias, incluindo União Europeia, México e Canadá, teriam 10%, por já terem fiscalização considerada insuficiente. As medidas entram em fase de consulta até o mês de julho. Depois disso, os EUA vão decidir se devem implementar - de fato - as novas tarifas e em qual formato. No caso do Brasil, essas tarifas se somam àquelas de 25%, anunciadas na segunda-feira (1º), sob a acusação norte-americana que o Brasil adota práticas desleais no comércio, e que podem entrar em vigor a partir do dia 15 de julho. Essas duas possibilidades de taxação norte-americana, além da classificação de facções criminosas brasileiras como "terroristas" - o que pode justificar medidas contra o fluxo de capitais brasileiros - devem estar na pauta da reunião ministerial com o presidente Lula nesta quarta-feira (3). Fonte: Rádio Agência Nacional
- Brasil goleia Panamá por 6 a 2 no último amistoso antes de viajar para os EUA
Foto: THIAGO RIBEIRO/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Placar foi aberto no primeiro minuto com gol de Vini Jr O Brasil conquistou uma vitória por 6 x 2 sobre o Panamá neste domingo (31) no Maracanã, no último amistoso da Seleção antes de embarcar para os Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo. O placar foi aberto já no primeiro minuto da partida, com uma jogada individual de Vini Jr pelo lado esquerdo que balançou a rede panamenha. A Seleção Brasileira seguiu colocando pressão na equipe do Panamá, inclusive com mais uma chance de Vini Jr aos 5 minutos, criada em jogada individual bastante ofensiva e perigosa para o país da América Central. Porém, a vantagem brasileira não durou muito. Aos 13 minutos de partida, um gol de Michael Murillo igualou o placar com chute que desviou em Matheus Cunha e entrou no canto direito do gol de Alisson. Apesar da pressão panamenha depois do gol, o Brasil voltou à vantagem com gol de Casemiro, de cabeça, aos 38 minutos. O lance teve dúvida de impedimento, precisando ser consultado o VAR. Porém, o pé direito do zagueiro do Panamá dava condição legal para o volante brasileiro fazer 2 x 1 em jogada que começou com mais um ataque de Vini Jr. A partida seguiu muito intensa, com ataques de ambas as seleções, sem descanso para nenhum dos goleiros durante praticamente toda a primeira etapa. Antes do apito do árbitro, ele ainda levantou cartão amarelo para o zagueiro Cesar Blackman, do Panamá. Apesar dos ataques de ambos os lados, o Brasil demonstrou sua superioridade técnica e foi melhor no primeiro tempo, confirmado pelo placar, que foi para o intervalo em 2 a 1 para a equipe canarinha. Substituições A segunda etapa iniciou com Ancelotti fazendo substituições na equipe brasileira, que em amistosos permite até 11 trocas para cada lado. O treinador fez dez substituições de jogadores, permitindo que todos os atletas de linha atuassem. Somente Léo Pereira ficou o jogo inteiro em campo. Ederson entrou no lugar de Alisson (goleiro) Ibañez entrou no lugar de Wesley (lateral-direito) Douglas Santos entrou no lugar de Bremer (zagueiro) Rayan entrou no lugar de Alex Sandro (lateral-esquerdo) Fabinho entrou no lugar de Casemiro (volante) Danilo entrou no lugar de Bruno Guimarães (volante) Danilo Santos entrou no lugar de Luiz Henrique (atacante) Lucas Paquetá entrou no lugar de Matheus Cunha (meio-campo) Endrick entrou no lugar de Vini Jr. (atacante) Igor Thiago entrou no lugar de Raphinha (atacante) Segundo tempo A partida já voltou com ataque brasileiro, mas Lucas Paquetá chutou e isolou a bola para fora do gol. Mas logo após Rayan chutou da lateral do campo, encobrindo o goleiro do Panamá e ampliando o placar para 3 a 1. Minutos depois, mais uma vez a rede panamenha balançando, desta vez com chute bonito de Lucas Paquetá, de primeira, que desviou em zagueiro do adversário, tirando qualquer chance de defesa para o goleiro no quarto gol do Brasil. A bola mal havia sido colocada para rolar no gramado, mais um ataque brasileiro. Igor Thiago deu uma caneta no zagueiro adversário na entrada da área, mas foi derrubado pelo goleiro, valendo pênalti para o Brasil. A penalidade foi cobrada pelo próprio Igor, que converteu em gol finalizando no lado esquerdo e ampliou a goleada para 5 x 1 sobre o Panamá. A Seleção Brasileira queria ainda mais e foi em busca de marcar. O sexto gol do Brasil começou com passe de Paquetá para Danilo dentro da área, que girou, tirou do goleiro e fez mais um para a equipe brasileira. O Panamá conseguiu seu segundo gol depois de uma falha brasileira. O volante Carlos Harvey pegou a sobra e bateu de fora da área, diminuindo a vantagem brasileira para 6 a 2 aos 38 minutos do segundo tempo. Fonte: Jovem Pan
- Governo Lula ataca família Bolsonaro após nova classificação de PCC e CV: ‘Deplorável’
EVARISTO SA / AFP Executivo reagiu à decisão dos EUA de listar facções como grupos terroristas e criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Blolsonaro em Washington O governo Lula (PT) emitiu uma nota nesta sexta-feira (29) em reação à decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. No comunicado, a gestão federal criticou a articulação da família Bolsonaro junto a autoridades americanas, classificando a conduta como um ataque à soberania nacional. “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, diz o governo. H O texto chama os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “falsos patriotas” que tentariam manipular politicamente conceitos de segurança pública. A decisão dos EUA, assinada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, designa o PCC e o CV como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs) e “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs). A medida passará a vigorar plenamente em 5 de junho. Segundo o governo americano, os grupos são responsáveis por ataques brutais e possuem redes ilícitas que se estendem por toda a região, ameaçando a segurança nacional dos Estados Unidos. Reuniões de Flávio nos EUA A classificação ocorreu após reuniões em Washington entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e figuras do governo americano, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o vice-presidente J.D. Vance. Flávio Bolsonaro celebrou a medida nas redes sociais, afirmando que a solicitação foi feita diretamente a Trump para garantir que as facções fossem combatidas com rigor internacional. Papel do crime organizado Na nota desta sexta-feira, o governo brasileiro argumenta que o crime organizado no Brasil busca o lucro por meio do tráfico de drogas e armas, o que não deve ser confundido com o terrorismo internacional motivado por ideologia, política ou religião. “O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil”, afirma o governo. O texto destaca ainda que o Brasil é uma nação soberana e que o combate às facções é uma prioridade do Estado. “Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime”, diz a nota. Especialistas fazem alerta Especialistas em direito internacional e relações internacionais ouvidos sobre o tema apontam que o enquadramento como “terrorista” muda o patamar das investigações nos EUA, transferindo a liderança para o Departamento de Defesa. Isso permite o bloqueio de bens, cancelamento de vistos e até a possibilidade de intervenções militares contra alvos das organizações. Para o professor João Amorim, da Unifesp, a medida pode ser lida como uma interferência em assuntos internos, sugerindo uma “falência da segurança pública brasileira” e criando instabilidade nas relações diplomáticas entre os dois países. O governo brasileiro encerrou a nota reforçando que a colaboração internacional via inteligência e cooperação policial é bem-vinda, mas que a soberania nacional é “inegociável”. “Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, conclui o documento. Fonte: Jovem Pan
- Comissão especial da Câmara aprova PEC de fim da escala 6×1
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de relatoria do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), agora segue para votação no plenário da Casa Baixa A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de fim da escala 6×1. “A transição para a jornada semanal de 40 horas, aliada à garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e à manutenção dos salários, é uma medida viável, urgente e necessária. Ela resgata a promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”, argumentou o relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA). A conclusão da votação na comissão aconteceu com a rejeição de um destaque do PL que previa a vigência imediata da PEC, que reduz a jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de folga, não necessariamente consecutivos. Ela terá uma transição gradual de 14 meses após a promulgação. A votação final foi de 34 votos a favor e 4 contra. Com a aprovação na comissão especial, o texto segue para votação no Plenário da Câmara, que deve acontecer nesta quarta-feira (27). Para a aprovação, são necessários votos favoráveis de 308 deputados. Votaram contra o projeto Osmar Terra (PL-RS), Mauricio Marcon (PL-RS, Ju’lia Zanatta (PL-SC) e Gilson Marques (Novo-SC). O PL, um dos partidos mais críticos à medida, se posicionou a favor de votar a PEC, com orientação de implementação imediata e escala 4×3. O líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), foi questionado por opositores pelo posicionamento. O destaque foi rejeitado. Em entrevista a jornalistas, no último dia 19, Leo Prates disse que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu a votação da PEC no Plenário ainda nesta semana. Se aprovada na Casa Baixa, a proposta é encaminhada ao Senado. Na segunda-feira (25), Motta informou que o Palácio do Planalto e a Câmara fecharam acordo que estabelece o prazo de 60 dias para medidas da PEC entrarem em vigor após promulgação. A folga semanal passa a ser de dois dias, enquanto a jornada de trabalho cai de 44 horas para 42 horas semanais. Um ano depois, a carga horária é reduzida para 40 horas. Fonte: Jovem Pan
- Após retirar lesão, Lula faz radioterapia preventiva no couro cabeludo
© Ricardo Stuckert/PR Tratamento durará três semanas; primeira aplicação aconteceu hoje (25) Um mês depois da retirada de um câncer de pele no couro cabeludo, o presidente Lula realizou a primeira aplicação de radioterapia nesta segunda-feira (25). Ao todo serão 15 sessões, feitas de forma superficial e preventiva, ao longo de três semanas. Cada sessão tem duração de dois minutos e vai ser aplicada como “tratamento complementar”. As sessões serão na unidade do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília (DF). Em abril, o presidente Lula retirou a lesão no couro cabeludo e, no mesmo dia, realizou uma “infiltração no punho direito para tratamento de tenossinovite”. Por conta do procedimento na cabeça, Lula vem sendo visto usando chapéu, em eventos públicos, como forma de preservar a região do couro cabeludo, onde foi feito o procedimento médico. A orientação pelo acessório é dos médicos do presidente. Fonte: Rádio Agência Nacional
- Congresso derruba veto de Lula à transferências voluntárias e libera verba para municípios antes da eleição
Ricardo Stuckert/PR A votação ocorreu nesta quinta-feira (21), em sessão conjunta de senadores e deputados, em Brasília; também foram derrubados os vetos que tratavam sobre o repasse de verbas do Orçamento a rodovias estaduais e municipais e hidrovias O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a um dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que estabelece que os municípios de até 65 mil habitantes não dependem mais de adimplência fiscal para celebrar transferências voluntárias. A votação ocorreu nesta quinta-feira, 21, em sessão conjunta de senadores e deputados, em Brasília. Durante esta semana, Alcolumbre defendeu a derrubada do veto ao discursar na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a “Marcha dos Prefeitos”, realizada em Brasília. “Eu fiz um mapa. Hoje, são mais de 5.045 municípios que estão abaixo de 65 mil habitantes. Desses, mais de 3.100 estão hoje inadimplentes, portanto, sem poder acessar os convênios de recursos apresentados pelo governo federal, por programas do governo e também de recursos de transferências de emendas parlamentares”, disse Alcolumbre. O trecho da LDO diz que “a emissão de nota de empenho, a realização das transferências de recursos e a assinatura dos instrumentos, bem como a doação de bens, materiais e insumos, não dependerão da situação de adimplência do município de até sessenta e cinco mil habitantes”. Ao vetar a regra, o governo alegou que há “vício de inconstitucionalidade” e que a obrigação de adimplência está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Esse não foi o único revés do governo Lula, também foram derrubados os vetos que tratavam sobre o repasse de verbas do Orçamento a rodovias estaduais e municipais e hidrovias. Com isso, fica autorizado o uso de recursos federais para obras e manutenção de rodovias estaduais e municipais voltadas ao escoamento da produção e à integração logística. O veto ocorreu sob o argumento de que a medida ampliaria exceções para gastos fora da competência direta da União, podendo fragilizar os critérios de planejamento e execução orçamentária. Também ficou flexibilizada a aplicação de recursos federais na malha hidroviária, inclusive em hipóteses que extrapolariam competências da União. Fonte: Jovem Pan
- Após vazamento de conversa com Vorcaro, marqueteiro deixa pré-campanha de Flávio
LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Em nota, o empresário Marcello Lopes disse ter decidido focar na ‘própria empresa’ e ‘priorizar os seus negócios’ O empresário Marcello Lopes comunicou nesta quarta-feira (20) que deixou a pré-campanha à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em nota, o marqueteiro disse que, neste momento, decidiu “focar na própria empresa e priorizar os seus negócios”. Amigo pessoal do senador, Lopes disse que passou toda a tarde desta quarta-feira com Flávio. Durante o encontro, o publicitário comunicou ao parlamentar que não poderia mais colaborar com a pré-campanha. O marqueteiro ainda informou que retornará aos Estados Unidos. Lopes deixa a pré-campanha de Flávio após crise desencadeada pelo vazamento de conversa entre o senador e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Crise envolvendo dono do Banco Master Na quarta-feira (13), a agência de notícias Intercept Brasil noticiou que Flávio trocou mensagens com Vorcaro, com o intuito de captar financiamento para o filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já na terça-feira (19), o portal Metrópoles revelou que o parlamentar se encontrou com o banqueiro após a primeira prisão, em novembro de 2025, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Compliance Zero para apurar supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Em entrevista a jornalistas, Flávio confirmou a visita. “Eu estive com ele, mais uma vez, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico e não poderia sair da cidade de São Paulo. Fui, sim, ao encontro dele para ‘botar um ponto final’ nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco”, disse Flávio. Investimento em ‘Dark Horse’ Segundo a reportagem do Intercept Brasil, o dono do Banco Master se comprometeu a repassar US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões à época) para financiar o longa. Desse montante, ao menos US$ 10 milhões teriam sido pagos de fevereiro a maio de 2025. As mensagens divulgadas pela agência de notícias mostraram uma negociação entre Flávio e o Vorcaro. Em outubro de 2025, o senador chegou a cobrar o banqueiro, afirmando que a produção estava “no limite” financeiro. Os diálogos também indicaram que houve um encontro na casa do dono do Banco Master, em São Paulo, em 2 de novembro de 2025, que contou com a presença do ator Jim Caviezel e do diretor Cyrus Nowrasteh. Apesar da repercussão, Flávio tem defendido publicamente a captação dos recursos. Na sexta-feira (15), durante evento de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, o parlamentar justificou o investimento privado na obra e criticou o uso de verba pública para o que chamou de “propaganda política”. Como exemplo, citou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no Carnaval de 2026. Na mesma ocasião, Flávio criticou o Intercept Brasil. Ele classificou a equipe como “suspeita” e acusou o veículo de tentar “interceptar o futuro do país”. Leia a íntegra da nota de Marcello Lopes “Marcello Lopes esteve reunido com o pré-candidato Flávio Bolsonaro durante toda a tarde desta quarta-feira (20). No encontro, Lopes comunicou que não poderá mais colaborar na pré-campanha à presidência da República. O publicitário, que é amigo pessoal do parlamentar, decidiu, neste momento, focar na própria empresa e priorizar os seus negócios. Lopes volta para os Estados Unidos para cumprir agenda familiar”. Fonte: Jovem Pan
- ‘Desapontados’: Empresários temem novos desdobramentos da crise de Flávio em dia de reuniões
Bruno Peres/Agência Brasil Senador e pré-candidato à presidência desembarca nesta quarta-feira (20) em São Paulo para reuniões com Faria Lima e turismo Empresários de São Paulo observam com cautela a possibilidade de novos desdobramentos da crise envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro. Em conversas reservadas com a coluna, representantes do setor relataram susto com o encontro entre os dois após a prisão do banqueiro, fato admitido e revelado pelo próprio senador e pré-candidato à Presidência nesta terça-feira (19). “Todos estão desapontados”, disse um deles. A avaliação interna é que, se o envolvimento “parar por aí”, ou seja, se ficar provado que se trata de um financiamento privado e pontual, o mal estar “até passe”. “Se for pior que isso, aí talvez… Complique”, afirmou outro membro da Faria Lima. Segundo relatos, muitos reconhecem que o problema com Flávio pode favorecer o crescimento de nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), sendo o presidenciável do Novo o mais citado entre eles. Há ainda quem diga que, com isso, não há como o presidente Lula (PT) não ter vantagem na reeleição. Apesar da preocupação, há uma outra ala que relata que, por enquanto, nada mudou. Eles preferem aguardar novos desdobramentos antes de assumir qualquer postura e acreditam que o caso Master possa ainda pegar outros políticos de surpresa. “Será a campanha mais suja e mais cara da história. Hoje estamos com o Flávio, mas se tiver alguém que possa derrotar o atual governo, apoiaremos” revelou outro. Nesta quarta-feira, como mostrou a Jovem Pan, Flávio desembarca em São Paulo para uma série de encontros com o grupo. As reuniões incluem almoço com a Faria Lima nesta quarta (20) e quinta-feira (21) e também jantar com representantes do setor de turismo, avaliação e hotelaria ainda hoje. Crise no PL A crise incomoda o próprio PL. Aliados do senador tem criticado reservadamente a condução do episódio envolvendo Daniel Vorcaro. Internamente, segundo parlamentares da direita e dentro do próprio PL, há desorganização dos discursos e falta de alinhamento na gestão de crise. Apoiadores também foram pegos de surpresa com a revelação de encontro entre os dois e ao gostaram da situação. Fonte: Jovem Pan


















































