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Advogada compra Jeep Compass 0 km em concessionária e acha ‘arranhões e porta repintada’

  • há 6 horas
  • 3 min de leitura
Carro foi adquirido em concessionária de MS (Arquivo Pessoal)
Carro foi adquirido em concessionária de MS (Arquivo Pessoal)

Advogada comenta que realizou vistoria cautelar independente, constatando os indícios de repintura na porta lateral


Há quase um ano, o que era sonho virou pesadelo. Ao pisar na concessionária, a advogada Larissa Bissoli de Almeida, moradora de Baraguassu, a 311 km de Campo Grande, acreditou estar comprando um carro zero quilômetro. No entanto, o que alega é que o carro tinha arranhões e estava com a porta repintada.


Larissa disse que decidiu tornar pública a situação após tentar “resolver administrativamente, mas, sem solução efetiva”. “Comprei o carro em Nova Andradina, em maio de 2025. Era para ser novo, zero quilômetro. Paguei entrada alta, financiei o restante e saí acreditando estar realizando um sonho. Mas o que recebi não foi um carro zero”, conta ao Jornal Midiamax.


Ao perceber o problema, logo após a entrega, quando verificou os arranhões, a advogada comenta que realizou uma vistoria cautelar independente, constatando os indícios de repintura na porta lateral. “É algo absolutamente incompatível com um veículo novo e recém-saído da concessionária. Ou seja, o carro vendido como zero quilômetro apresentava sinais de intervenção na pintura”, explicou.


Liminar foi concedida, mas segundo carro também veio com problemas

Sendo assim, Larissa diz que foi obrigada a ingressar na Justiça. “A liminar foi concedida, mas, o problema continuou. Consegui a liminar, em junho de 2025, determinando a substituição do veículo, sob pena de multa diária. Após meses, no caso dia 12 de janeiro de 2026, fui chamada para retirar um segundo veículo. Fui até a concessionária acreditando que, finalmente teria meu direito respeitado, mas, novamente me deparei com irregularidades graves: o segundo carro estava desalinhado, faltando peças e com vícios confirmados”, alegou.


Da mesma forma, a advogada diz que solicitou nova vistoria cautelar, realizada dentro da própria concessionária. O laudo constatou: veículo totalmente desalinhado; desalinhamento de portas; desalinhamento de capô e para-lamas; peças faltando e irregularidades estruturais incompatíveis com carro zero.


Jeep teria conhecido os defeitos do veículo

Ao Jornal Midiamax a advogada comenta que a própria Jeep, ao realizar o checklist interno do veículo, registrou a necessidade de ajustes e correções, reconhecendo que o carro não estava em condições ideais.


“Diante desse cenário, eu não poderia aceitar outro veículo com vícios evidentes como se fosse novo. Por isso, não retirei o carro. Não se trata de recusa injustificada — trata-se de recusa de veículo com defeitos. E a sentença confirmou o meu direito e aí a Justiça proferiu nova sentença determinando a substituição por veículo zero quilômetro em perfeitas condições; prazo de 10 dias para cumprimento; multa diária de R$ 1.000,00; indenização por danos morais e pagamento de custas e honorários”, explanou.

O prazo, no entanto, terminou no dia 2 de fevereiro de 2026. “Até hoje, nenhum veículo novo em perfeitas condições foi entregue. No dia 9 de fevereiro de 2026, fui surpreendida com a emissão de um boleto no valor de R$ 166.776,87, com vencimento no mesmo dia. Esse valor aparenta estar vinculado ao segundo veículo que não foi entregue definitivamente; estava avariado; está em descumprimento de decisão judicial. Mesmo sem estar com o carro, foi emitida cobrança integral e, enquanto isso, continuo pagando regularmente as parcelas do primeiro veículo defeituoso”, disse.


Sonho virou uma “longa batalha judicial”, lamenta advogada

Por fim, a advogada comenta que hoje se encontra com decisão judicial favorável, sem veículo novo em condições adequadas, além de enfrentar o descumprimento de liminar e sentença diante de cobrança de veículo não entregue e, como depende de carro para trabalhar, disse que o seu sonho virou “uma longa batalha judicial”.


“Todos os fatos estão documentados em processo judicial em trâmite no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. Estou apenas buscando o cumprimento de uma decisão judicial e o respeito ao direito do consumidor”, finalizou.

A reportagem entrou em contato com a Jeep, no telefone Whatsapp divulgado, além de enviar email para a agência de comunicação que atende a montadora, porém, sem retorno até o momento. O espaço está aberto para manifestação.


Fonte: Midiamax

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