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Travesti baleada ao tomar arma de PM morreu no dia do aniversário, diz irmão: ‘Fiz de tudo por você’

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Momento da luta corporal. (Reprodução, Câmeras de Segurança)
Momento da luta corporal. (Reprodução, Câmeras de Segurança)

Gabriela foi atingida por três disparos, na perna, no quadril e no abdômen


A travesti Gabriela dos Santos morreu no dia do aniversário, após a ação policial na região central de Campo Grande, na tarde de segunda-feira (17). De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem foi atingida por três tiros, após pegar a arma de um policial militar, e morreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino. 


O irmão de Gabriela, o qual a tratava pelo pronome masculino, lamentou a morte da irmã “logo no dia do seu aniversário”. Ele relata que tentou salvá-la. 


“Descansa em paz, meu irmão. Fiz de tudo por você, para tirar você dessa vida torta, mas infelizmente não consegui. Logo no dia do seu aniversário. Não deu tempo, mano”, lamentou. 

Vithor gravou um vídeo logo após sair da Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário – Centro Integrado de Polícia Especializada), na noite de segunda-feira (16). O homem disse que ainda precisaria retornar à delegacia no dia seguinte e que o corpo de Gabriela seria transferido para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). 


“Infelizmente, aconteceu o que ninguém quer que aconteça com um irmão. Ainda mais eu que fiz de tudo, batalhei para tirar meu irmão dessa vida, da droga, dessa vida torta”, desabafou. 

Tiros no Centro da Capital

De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe policial abordou um grupo na Praça Antonino, no cruzamento entre a Avenida Calógeras e a Rua 15 de Novembro, que estaria realizado “arruaça” e incomodando as pessoas. A intervenção teria enfrentado resistência, e a situação terminou em briga entre os dois lados. Um dos policiais acabou sendo agredido com um tapa no rosto, por um dos membros do grupo.


No meio da confusão, a travesti teria tomado a arma de um dos militares. Outro agente viu a vítima apontando a arma para o colega e atirou. A travesti foi atingida no abdômen, na perna direita e no quadril direito. A morte foi constatada na UPA Coronel Antonino.


Gabriela tinha passagens por tráfico de drogas, ameaça e resistência. Entidades relacionadas às travestis e à população de rua emitiram nota demonstrando respeito à PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), mas repudiando a ação policial que terminou na morte de Gabriela dos Santos. 


“O ato de pegar e apontar uma arma para a polícia não é a melhor escolha, e a polícia pode e deve agir em legítima defesa. No entanto, não se podem apagar os dados históricos de violência e discriminação com que forças policiais, reiteradamente, agem contra travestis e transexuais no Brasil”, diz parte da nota da ATTMS (Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul). 

Ao Jornal Midiamax, a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) informou que um procedimento interno será aberto para apurar os fatos. “Um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado para apurar todas as circunstâncias do fato, como é praxe em ocorrências que envolvem o uso de arma de fogo por parte de seus membros”, diz trecho da nota.


Fonte: Midiamax


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