‘Desacordo comercial’: garagista suspeito de aplicar golpes em clientes se entrega à polícia
- Fabio Sanches

- há 3 dias
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Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário
Na tarde desta quinta-feira (29), o garagista acusado de vender carros de clientes sem autorização e aplicar golpes se apresentou à Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada). Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário.
Conforme noticiado neste mês pelo Jornal Midiamax, clientes haviam deixado veículos na garagem; no entanto, em um dos casos, um Nivus chegou a ser vendido sem a devida autorização do cliente, o que acabou levantando a suspeita de golpe.
Assim, a Justiça decretou a prisão do garagista. Desse modo, na presença do advogado Eduardo Rodrigues, o homem se entregou de forma espontânea. Segundo a defesa, as questões, inclusive noticiadas pela reportagem, na verdade, tratam de “desacordo comercial”.
“Decidiu fazer a apresentação de forma espontânea porque gostaria de resolver esses problemas que ele tem com os clientes. Esse litígio, inicialmente, a defesa entende que é um desacordo comercial”, explicou a defesa à reportagem.
Agora, o garagista aguarda a audiência de custódia. A expectativa é de que seja realizada nos próximos dias. “Houve, infelizmente, a expedição do mandado de prisão. Amanhã, ele vai passar por audiência de custódia e será definido o destino dele”, complementou.

Relembre os casos
A vítima, de 26 anos, deixou seu carro em uma garagem, para realizar uma vistoria cautelar, e o veículo foi vendido sem que ele recebesse valor algum.
Ao procurar a Delegacia de Polícia, o delegado teria informado a vítima de que, somente naquela semana, ele seria a sétima pessoa a registrar um boletim de ocorrência pelo mesmo fato e contra o mesmo autor. Na semana passada, uma mulher foi vítima do mesmo golpe.
O rapaz anunciou a venda do veículo, um Volkswagen Nivus, na plataforma Shopcar. No anúncio, constavam todas as informações do carro, inclusive que ele estava alienado pelo financiamento no banco.
Então, a garagem viu o anúncio e entrou em contato com o vendedor, alegando que eles teriam uma cliente interessada. Assim, o dono da garagem pediu para o veículo ser levado até o estabelecimento, para fazer uma vistoria cautelar e proceder, caso o carro fosse vendido.
Assim, o dono do Nivus levou o automóvel e o deixou na garagem para a vistoria. Enquanto o veículo permanecia lá, o dono do estabelecimento fez a seguinte proposta: a garagem quitaria o carro — faltavam 67 mil reais para quitação — e faria a desalienação.
Então, a garagem garantiu que, em 20 dias, daria uma carta de crédito no valor de 46 mil, que seria o valor residual. O dono do Nivus concordou, e eles assinaram o contrato de compra e venda do veículo.
Dezembro
Recentemente, o Jornal Midiamax noticiou um caso semelhante. Em dezembro do ano passado, uma mulher foi vítima da mesma situação, com o mesmo modus operandi.
Ela anunciou um Caoa Chery Tiggo, de cor preta, pelo valor de R$ 106,5 mil, em um site de vendas de veículos. Dias depois, um funcionário de uma garagem entrou em contato demonstrando interesse no carro e pediu que o veículo fosse levado até o estabelecimento para avaliação.
O proprietário da empresa fez uma proposta para comprar o carro, afirmando que depois receberia o valor da carta de crédito. A vítima aceitou. Foi pago um sinal de R$ 10,3 mil, e o restante, R$ 92,7 mil, deveria ser quitado até o dia 22 de dezembro.
Porém, o pagamento não foi feito na data combinada. A mulher pediu o veículo de volta, mas foi informada de que o carro estaria com um terceiro. Então, no dia 2 de janeiro de 2026, a vítima viu o veículo anunciado para venda em uma garagem de Três Lagoas.
Fonte: Midiamax







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